Livros curtos para ler: 12 livros com menos de 200 páginas

Interior da livraria Ler Devagar, em Lisboa, com estantes de livros e uma bicicleta suspensa no teto

Há alturas em que um livro de 600 páginas simplesmente não cabe na vida. Uma viagem de comboio, um fim de semana, uma fase com pouco tempo. É aí que os livros curtos fazem sentido.

As listas que aparecem nas pesquisas são quase todas brasileiras, com edições que não existem nas livrarias portuguesas. Esta reúne doze livros com menos de 200 páginas, todos em edição portuguesa e todos criticados n’O Informador, com a nota que cada um recebeu. Incluindo os que não convenceram.

Que livros curtos valem mesmo a pena?

Começa por Esta Ferida Cheia de Peixes, de Lorena Salazar Masso: 144 páginas e o único desta lista com 5 em 5 n’O Informador. Com 4 em 5 ficam Da Janela Vejo o Sandokan (128 páginas), A Profeta (152 páginas) e A Lanterna das Memórias Perdidas (196 páginas). Todos têm menos de 200 páginas, à medida de uma viagem de comboio ou de um fim de semana.

O que conta como livro curto

Não há uma regra oficial. Nas listas que aparecem nas pesquisas, o limite mais comum é 200 páginas, embora algumas desçam para 150. Esta lista usa o limite de 200 páginas e indica o número exato de cada edição, tirado da ficha do livro.

O número de páginas não diz tudo. A letra, o espaçamento e o tipo de texto mudam muito o tempo de leitura: uma coletânea de contos lê-se aos bocados, um romance de capítulos curtos puxa por ti até ao fim.

LivroAutorEditoraPáginasClassificação n’O Informador
Da Janela Vejo o SandokanRosária Casquinha da SilvaIntelectual Editora1284 em 5
Amor de PechisbequePedro RodriguesCultura Editora1443 em 5
Esta Ferida Cheia de PeixesLorena Salazar MassoGuerra e Paz Editores1445 em 5
A ProfetaMaria Francisca GamaSuma de Letras1524 em 5
Bom CriouloAdolfo CaminhaGuerra e Paz Editores1603 em 5
A Lanterna das Memórias PerdidasSanaka HiiragiPorto Editora1964 em 5
Seis livros curtos com menos de 200 páginas e a classificação n’O Informador

Livros curtos para ler: seis que valem a pena

Da Janela Vejo o Sandokan, de Rosária Casquinha da Silva (128 páginas)

Capa do livro Da Janela Vejo o Sandokan, de Rosária Casquinha da Silva, um dos livros curtos para ler desta lista
Da Janela Vejo o Sandokan, Rosária Casquinha da Silva (Intelectual Editora)

São 52 histórias curtas nascidas do que a autora observa da janela: pessoas, natureza, pequenos acontecimentos. Recebeu 4 em 5, e a crítica de Da Janela Vejo o Sandokan aconselha a ler “com calma, história a história”. É o mais curto da lista e o mais indicado para ler aos poucos.

Esta Ferida Cheia de Peixes, de Lorena Salazar Masso (144 páginas)

Capa do livro Esta Ferida Cheia de Peixes, de Lorena Salazar Masso
Esta Ferida Cheia de Peixes, Lorena Salazar Masso (Guerra e Paz Editores)

Uma mãe branca sobe o rio Atrato, na Colômbia, para entregar o filho negro que criou à mãe biológica. A viagem é contada em nove capítulos. Foi o único livro desta lista com 5 em 5, e a crítica de Esta Ferida Cheia de Peixes, de Lorena Salazar Masso fecha com “Um livro que todos devem ler”.

A Profeta, de Maria Francisca Gama (152 páginas)

Capa do livro A Profeta, de Maria Francisca Gama
A Profeta, Maria Francisca Gama (Suma de Letras)

Mariana é uma jovem solitária que ajuda quem sofre, às vezes com um frasquinho de veneno indetetável. Cada capítulo é um encontro com uma pessoa diferente, o que torna o livro fácil de ler por etapas. Classificação: 4 em 5. A crítica de A Profeta, de Maria Francisca Gama chama-lhe “Um excelente retrato social”.

A Lanterna das Memórias Perdidas, de Sanaka Hiiragi (196 páginas)

Capa do livro A Lanterna das Memórias Perdidas, de Sanaka Hiiragi
A Lanterna das Memórias Perdidas, Sanaka Hiiragi (Porto Editora)

Num estúdio fotográfico entre a vida e a morte, Hirasaka recebe pessoas que acabaram de falecer e ajuda-as a escolher uma fotografia por cada ano vivido. Recebeu 4 em 5. A crítica de A Lanterna das Memórias Perdidas descreve-o como “Uma história curta e comovente sem qualquer pressa”.

Amor de Pechisbeque, de Pedro Rodrigues (144 páginas)

Capa do livro Amor de Pechisbeque, de Pedro Rodrigues
Amor de Pechisbeque, Pedro Rodrigues (Cultura Editora)

Um escritor tenta esquecer o fim de uma relação longa enquanto não consegue escrever o próximo romance. Ficou com 3 em 5. Na crítica de Amor de Pechisbeque, de Pedro Rodrigues, a escrita é descrita como “simples, rápida e falada com veias poéticas”.

Bom Crioulo, de Adolfo Caminha (160 páginas)

Capa do livro Bom Crioulo, de Adolfo Caminha
Bom Crioulo, Adolfo Caminha (Guerra e Paz Editores)

Um clássico brasileiro de 1895 sobre a paixão de um marinheiro negro, Amaro, por um jovem grumete, Aleixo. Recebeu 3 em 5. A crítica de Bom Crioulo, de Adolfo Caminha considera-o “De leitura simples”, com peso histórico, mas nota que hoje perde pela forma simplificada como retrata as personagens.

Livros pequenos que nem sempre convencem

Curto não quer dizer bom. Estes seis também têm menos de 200 páginas e também foram criticados n’O Informador, mas com notas mais baixas. Ficam aqui para que escolhas sabendo o que esperar.

LivroAutorPáginasClassificação n’O Informador
Em Todas as Ruas Te EncontroPaulo Faria1362 em 5
A Avó DanDanielle Steel1523 em 5
Decidi Viver no dia que soube que ias MorrerMargarida Matos1643 em 5
A Lua de JoanaMaria Teresa Maia Gonzalez1763 em 5
As Aves Não Têm CéuRicardo Fonseca Mota1842 em 5
Água de VerãoSarah Moss1882 em 5
Outros livros pequenos com menos de 200 páginas e a respetiva nota n’O Informador

Como escolher um livro curto para ler num dia

Se queres mesmo acabar um livro num só dia, o formato pesa tanto como as páginas. Estas regras simples ajudam a escolher.

  • Para um dia de leitura seguida: um romance com um só fio narrativo, como Esta Ferida Cheia de Peixes.
  • Para viagens com paragens: livros feitos de partes independentes, como os contos de Da Janela Vejo o Sandokan ou os encontros de A Profeta.
  • Para uma noite tranquila: uma leitura de conforto, como A Lanterna das Memórias Perdidas.
  • Antes de comprar: lê a sinopse e a crítica, porque um livro curto e fraco continua a ser tempo perdido.

Clássicos curtos para ler online

Sala de leitura da Biblioteca Nacional de Portugal, com leitores sentados em mesas compridas sob um teto de madeira
Foto: pru_mitchell, CC BY 4.0, Wikimedia Commons

Muitos clássicos curtos já estão em domínio público. A Biblioteca Nacional Digital, da Biblioteca Nacional de Portugal, reúne livros digitalizados que podes consultar no ecrã, sem sair de casa.

Livros curtos de autores portugueses

Aparece nas sugestões de pesquisa e quase nenhuma lista lhe responde. Desta seleção, A Profeta, de Maria Francisca Gama, é a aposta mais segura, com 4 em 5. A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez, As Aves Não Têm Céu, de Ricardo Fonseca Mota, e Em Todas as Ruas Te Encontro, de Paulo Faria, também têm menos de 200 páginas, mas notas mais modestas.

Para encontrar mais nomes, consulta o índice de autores com crítica n’O Informador ou explora os géneros literários do blogue, onde podes cruzar o tema que te interessa com a extensão do livro.

Perguntas frequentes sobre livros curtos

Quais são os livros curtos e bons para ler?

Com base nas críticas d’O Informador, Esta Ferida Cheia de Peixes (144 páginas) teve 5 em 5. Da Janela Vejo o Sandokan, A Profeta e A Lanterna das Memórias Perdidas, todos com menos de 200 páginas, tiveram 4 em 5.

Quantas páginas tem um livro curto?

Não existe uma definição oficial. O limite mais usado nas listas é 200 páginas, e algumas ficam pelas 150. Esta lista usa o limite de 200 páginas.

Que livros curtos ler num dia?

Para ler de seguida, escolhe um romance com uma só linha narrativa, como Esta Ferida Cheia de Peixes, com 144 páginas e nove capítulos. Se fores interrompido muitas vezes, uma coletânea de contos como Da Janela Vejo o Sandokan resulta melhor.

Há livros curtos de autores portugueses?

Sim. A Profeta, de Maria Francisca Gama, tem 152 páginas e recebeu 4 em 5 n’O Informador. A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez, tem 176 páginas.

Quais são bons livros curtos para ler em viagem?

Livros feitos de partes independentes funcionam bem em viagem, porque podes parar sem perder o fio. Da Janela Vejo o Sandokan reúne 52 histórias curtas, e em A Profeta cada capítulo é um encontro diferente.

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