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O Informador

09
Ago20

Ironia com a boa disposição

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Pessoalmente não tenho esta noção de mim próprio, mas várias pessoas me dizem que a minha boa disposição no trabalho e dia-a-dia com quem estou com maior à-vontade acontece muito também com momentos de ironia e sarcasmo onde nas brincadeiras consigo provocar, dizer e sem deixar a marca da mágoa, facilitando o que tenho a dizer através da boa disposição com os momentos em que em modo de brincadeira vou arrumando os pensamentos para com os outros, ao mesmo tempo que espalho alegria e motivos para se rirem.

Serei mesmo um alegre irónico sem me dar conta? Quem o diz reflete que é no bom sentido e sinto que essa é a verdade porque acabo por divertir os outros quando estou nos meus dias positivos, mas será que por vezes não intervenho demais e não digo mais do que devo, acabando por magoar quem se ri somente para não mostrar que estou a desiludir por revelar o que penso através de piadas e brincadeiras?

08
Ago20

Encontrei o alívio para a pele

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Em certas alturas do ano determinadas zonas da nossa pele acabam por ficar secas e por vezes mesmo gretar, devido às temperaturas, a algumas situações laborais ou mesmo pelo sistema imunitário poder estar mais frágil. Encontrei há umas semanas o novo O´Keeffe’s Working Hands, onde o alívio de secura é diminuído após algumas aplicações deste creme.

Sem deixar a pele gordurosa como outros produtos no mercado e também sem qualquer cheiro associado, esta nova fórmula capacitada para todo o corpo mas destinada essencialmente às mãos, para mais numa altura em que andamos constantemente a colocar as variadíssimas fórmulas de álcool gel espalhadas pelo mercado e estabelecimentos que frequentamos. A pele acaba por secar com uma maior rapidez e além dos cuidados necessários pela pandemia acaba por ser essencial hidratar ao longo do dia para que não se percam qualidades essenciais. Com o O´Keeffe’s Working Hands a perda de água acaba por diminuir, existindo assim uma maior quantidade de humidade para a pele e ajudando a uma menor secura por diminuir a taxa de evaporação, além disto este produto é ainda hipoalergénico, recomendados assim também a pessoas que sofram de diabetes.

07
Ago20

Warrior Nun | T1 | Não fiquei fã

Netflix

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Warrior Nun chegou à Netflix e em Portugal conquistou o top. Acredito que o facto de contar com a nossa Alba Baptista no papel central como Ava o tenha ajudado, embora esta série conte também com Joaquim de Almeida num papel de destaque. 

Contando de forma irreverente a história de um grupo de freiras ninja, que lutam contra demónios dentro do sistema da igreja católica, Warrior Nun está repleta de ação numa união onde se encaixa o poder e força do feminismo contra um bloco forte mundial que é a igreja e ao mesmo o enfrentar de entidades malignas. 

Warrior Nun não me agradou assim tanto como esperado por ter vários efeitos especiais pelo meio, o que não me atrai minimamente, e por seguir uma linha de heróis e guerreiros com poderes também eles inexistentes na realidade, o que para quem me segue saberá que este perfil de produção está dentro do estilo de séries e filmes que não acompanho. Acabei por ver diversas situações de cena como mal produzidas justamente devido aos efeitos especiais, principalmente nas lutas onde a tela une a gravação real com o poder da tecnologia, o que nem sempre correu bem por aqui, acabando algumas cenas a caírem no desespero por se querer fazer algo diferente sem um grande orçamento. 

Numa história que une o universo religioso com histórias de adolescentes, Warrior Nun concentra-se bastante em Ava, uma jovem tetraplégica que falece e que regressa à vida através do contacto com uma relíquia religiosa protegida pelo tempo, o Halo, voltando a ganhar esta jovem vida para lutar contra o mal que só ela consegue enfrentar. Com um enorme à vontade em cena, a nossa portuguesa Alba enfrenta a câmara com tanta empatia que acaba por funcionar perante o público que se deixa levar pela beleza, naturalidade, carisma e poder que a atriz transmite em cada cena onde tanto aparece como pode ser a narradora. 

Com bastantes entraves para com cada personagem em seguir em frente, com tudo a parecer separar cada elo possível para se enfrentar o mesmo mal, esta série de freiras ninjas, como sempre a apelidei, tem como objetivo investigar e quebrar a conspiração que é feita pela sucessão e luta pelo poder central da igreja. Com isto são várias as cenas de luta com bastante mistério pelo meio e perseguições loucas pelos corredores de edifícios históricos em busca da verdade sobre organizações secretas. 

06
Ago20

Em Lisboa não me sinto seguro

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A meio de Julho regressei ao trabalho, após meses em lay-off a que se colaram a férias que já estavam marcadas, tendo sido o último da equipa a voltar e a verdade é que não senti qualquer receio no regresso ao contacto com os clientes por trabalhar num centro comercial das redondezas da capital e em espaço aberto, o Campera Outlet Shopping, no Carregado. Num dos primeiros dias de Agosto fui ao maior centro comercial de Lisboa, o Colombo, e ai sim, perdi por completo a ideia de que tudo está a melhorar. 

Fui porque o que queria só mesmo lá podia encontrar e o pensamento que me acompanhou a partir do momento em que subi as escadas rolantes e até sair foi somente um, "tenho de me despachar rapidamente". Muitas pessoas, a confusão instalada em certas lojas, filas para entrar em várias lojas com previsões de várias dezenas de minutos para se entrar, mesas para se comer cheias, marcas de passagem por todo o lado, fitas a marcarem os corredores para facilitarem as filas, seguranças a avisarem constantemente as pessoas, o circular pela direita com muitos a quebrarem as regras e a chocarem de frente. Da calma a que estou habituado para a confusão com que também convivia e que neste sistema de pandemia não consigo sentir-me em segurança. Senti receio, confesso, de frequentar estes grandes centros comerciais com milhares de pessoas dentro, com todos e mais alguns sem paciência para clientes, estes sem se quererem empatar pelos outros e tudo se torna numa corrente de olhares de medo, do chega para lá, do cuidado para com quem parece vir direito a nós.

Quem vive nas grandes cidades já deve estar vacinado para com esta nova realidade, mas por aqui, que vivo numa aldeia sem cidade como sede de concelho e a trabalhar num centro comercial de menores dimensões, não estou mesmo virado para regressar tão cedo a um Colombo para me sentir numa corrida contra o tempo porque a ideia é somente uma, entrar, comprar o que é necessário e sair o mais rapidamente possível, sem conseguir dar uma volta, entrar em determinadas lojas para ver se algo me agrada. 

05
Ago20

Teresa Guilherme na Revolução do Big Brother

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No final do primeiro trimeste deste ano Cláudio Ramos deixava a SIC para tornar um sonho seu em realidade na TVI, o de apresentar o Big Brother. Com a edição comemorativa de regresso do reality show terminada no passado Domingo, 02 de Agosto, e com uma nova temporada agendada para estrear a 13 de Setembro, foi tornado público que o apresentador não estará nos comandos da edição apelidada de Revolução do Big Brother, ficando este lugar destinado à rainha dos reality shows em Portugal, Teresa Guilherme, que regressa assim ao ecrã num formato que tão bem conhece. 

A novidade caiu como uma bomba, já que tudo apontava que na próxima edição fosse Cláudio Ramos a servir de anfitrião como nos últimos meses. No entanto Nuno Santos, diretor geral da TVI, e Cristina Ferreira, diretora de entretenimento e ficção do canal, trocaram as voltas e sem qualquer suspense anunciaram o regresso de Teresa ao ecrã e nos comandos do Big Brother. Nuno Santos publicou mesmo nas suas páginas das redes sociais o texto que passo a citar. «Bem-vida Teresa! Teresa Guilherme é a apresentadora da próxima edição do Big Brother. "O Big Brother faz anos em Setembro. Que felicidade poder reviver e celebrar essa data que mudou a minha vida e a história da televisão em Portugal. Que bonito estar de volta!", salienta a apresentadora com emoção. A TVI mostra-se igualmente entusiasmada com este regresso, celebrando assim o formato de maior sucesso das últimas décadas em Portugal. O regresso da Teresa coloca "um novo foco sobre o programa que será inovador na forma, mantendo a matriz de intervenção social que está hoje na base de um conteúdo tão transversal". Cláudio Ramos, apresentador da edição anterior começa agora a trabalhar no seu próximo projeto que será comunicado em breve. A TVI agradece o seu empenho e os resultados alcançados nos últimos meses à frente do BB2020. Setembro é já amanhã!».

Com Cláudio Ramos a continuar com novos projetos no canal e que por muito que se tente mostrar feliz por esta substituição não me consegue convencer de tal, mostrando a direção do canal que não ficou totalmente feliz pelo seu desempenho na condução do programa âncora da estação durante praticamente quatro meses. Novos accionistas a entrarem na Media Capital, Cristina Ferreira nos comandos do entretenimento, Nuno Santos com vontade de ver a estação na liderança, eis que surge no lote de apresentadores do canal Teresa Guilherme para alterar e puxar ainda mais pela próxima edição do Big Brother. Numa temporada que se diz estar a ser preparada para revolucionar o conceito do formato até aqui, os castings já estão a decorrer e as equipas de produção a serem formadas para mais um arranque em grande, para mais agora em que o próprio canal começa a recuperar vários horários da liderança que foi sua e que deixou de o ser quando Cristina se mudou para a SIC, que ao que parece nunca foi a sua verdadeira casa profissional. 

Fiquei espantado com esta mudança de apresentador, quando nada o fazia prever e por achar que o Cláudio evoluiu bastante nas últimas semanas da edição do Big Brother 2020, mas na verdade Teresa Guilherme é a Teresa dos reality shows, a apresentadora implacável que todos gostamos de ver na frente deste género de programas. Só espero que este seu regresso não traga consigo os velhos trocadilhos irritantes e que o seu género para guiar cada gala seja com uma maior liberdade e sem textos tão rígidos escritos pelo seu amigo Miguel Dias para os quais o público perdeu a paciência nos últimos anos de Teresa nos ecrãs. Por um lado fico feliz por ver a Teresa de regresso no que tão bem sabe fazer, por outro esperava que tivéssemos entrado mesmo numa nova era no que toca a reality shows e com esta substituição inesperada parece um regresso ao passado, voltando uma Teresa com 65 anos de idade a ganhar destaque no principal programa do canal que convoca toda a grelha da estação ao longo da sua duração. Será que daqui a uns anos irão chamar de novo o Cláudio, que agora sai como derrotado de um programa que tornou líder em certos horários, para apresentar um reality quando a Teresa voltar a dizer que não quer mais fazer edição atrás de edição de novos e velhos formatos da vida real?