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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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A Morte do Papa | Nuno Nepomuceno

Cultura Editora

Publicado por O Informador, 17.01.20

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Título: A Morte do Papa

Autor: Nuno Nepomuceno

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2020

Páginas: 352

ISBN: 978-989-8979-40-7

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Uma freira e dois cardeais encontram o corpo sem vida do Papa sentado na cama, com as mangas da roupa destruídas, os óculos no rosto e um livro nas mãos. O mundo reage com choque, sobretudo, quando Pedro, um delator em parte incerta, regressa à ribalta e contraria a versão oficial. Porém, tudo muda quando imagens de  um escritor famoso vêm à tona, colocando-o na cena do crime.

Enquanto as dúvidas se instalam, um jornalista dedica-se à investigação do desaparecimento de uma adolescente. Mas eis que um recado é deixado na redação da Radio Vaticana. Com a ajuda de um professor universitário e da sua intrépida esposa, os três lançam-se numa demanda chocante pela verdade. O corpo da jovem está no local para onde aponta o anjo.

Pleno de reviravoltas e volte-faces surpreendentes, intimista e apaixonante, inspirado em factos reais, A Morte do Papa conduz-nos até um dos maiores mistérios da história da Igreja Católica, a morte de João Paulo I. Tendo como base os cenários únicos da Cidade do Vaticano, este é um thriller religioso arrebatador, de leitura compulsiva, e igualmente uma incursão perturbadora num mundo onde a ambição humana desafia o poder de Deus.

 

Opinião: Parece começar a ser cliché, mas não consigo ler um livro de Nuno Nepomuceno sem admitir o quanto é bom ter a oportunidade de conhecer a obra de um dos nomes fortes da literatura nacional nos tempos que correm. Mais uma vez a capacidade do autor de surpreender com um bom enredo foi superada e após os sucessos que me prenderam nos últimos anos, agora foi a vez de A Morte do Papa de chegar, conquistar e ficar desde logo entre os preferidos do ano, que ainda mal começou. 

Pegando no já conhecido professor Afonso Catalão e na sua mulher, a jornalista Diana, para que juntos protagonizem um thriller religioso recheado de suspense e mistério. Nesta obra a ficção atual faz uso de uma realidade com anos, cruzando histórias, tempos e personagens num mundo existente mas onde tudo é transformado numa pura criação onde Nepomuceno como que recria a morte do Papa João Paulo I nos tempos modernos e perante o nome da sua criação, o Papa Mateus I. 

Encontrado morto após 33 dias de ser eleito, o enredo desta obra arranca quando o anúncio da morte do Papa surge pela imprensa. A partir daí a trama desenrola-se para se cruzar com o misterioso desaparecimento antigo de uma jovem de 15 anos. O jornalista Paolo investiga o desaparecimento de Gabriella, já Diana encontra-se curiosa com a morte do Papa Mateus I. Duas histórias semelhantes ao que é contado de outros tempos e que neste livro se cruzam de tal maneira que conseguem agradar ao longo de toda a leitura. 

Eu, o chorão!

Publicado por O Informador, 16.01.20

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Um Escorpião com emoções à flor da pele existe e caso provado é que aqui estou, uma pessoa bastante emocional e com a lágrima fácil a despoletar com pouca coisa. Sou muito dramático no bom sentido da palavra e a comoção surge quando os sentimentos tocam naquele ponto da saudade, das lembranças, onde as memórias ganham lugar e as despedidas se tornam em momentos pesados. 

Com a idade tenho percebido que a pieguice tem vindo a piorar, trazendo a lágrima fácil em situações por vezes inesperadas e onde não consigo controlar o peso de histórias que são contadas de desconhecidos e despedidas de quem me toca particularmente em diversos tempos da passagem por esta vida. Não posso saber algo mais sensível que viro logo um Manel Madalena de lágrima fácil, chegando a sentir uma certa ridicularizarão pela sensibilidade que deixo escapar de forma tão rápida. 

Choro quando me contam uma história de vida pesada. Não me aguento se chego a casa e na televisão estão a falar de situações superadas e de sobrevivência ou de vidas que precisam de ajuda. Se tenho de me despedir de alguém que me faz falta por saber que os tempos de convivência vão ser alterados, não me contenho com receio de que a perda temporária seja permanente. Vejo uma produção cinematográfica que me faz lembrar alguém próximo e comovo-me com as semelhanças. Os anúncios televisivos que contam histórias reais são um transtorno que me faz refletir. As reportagens de informação que tanto me provocam a dor por perceber a impossibilidade e a força que por vezes existe em quem aparentemente tem uma vida feita em cacos. 

Sou um chorão inegável! Fico cada vez mais com a sensibilidade à flor da pele e todas as vidas com histórias de dor e sofrimento me deixam abananado, percebendo que a idade tem feito comigo o oposto do que geralmente acontece. Com os anos a passarem as pessoas tendem a ficar mais frias e isso tem acontecido comigo, no entanto quando surge o momento em que a ficha cai e percebo que existem vidas mais complicadas e situações que não consigo controlar a sensibilidade vem ao de cima ao mesmo tempo em que penso que por vezes dou destaque e faço dramas quando existem pessoas que merecem ter apoio por sofrerem e mesmo assim seguirem com as suas vidas e boa disposição onde a luta é um contraste de emoções.

Fins-de-semana que pesam

Publicado por O Informador, 15.01.20

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Atualmente trabalho com horários rotativos e ao longo dos sete dias da semana, com folgas também elas rotativas. Se já o tinha feito durante dez anos, parei por doze meses quando encontrei um horário apelidado de normal, e agora há mais de um ano voltei a ter os fins-de-semana como dias de trabalho na minha agenda e o pior é que foi por opção própria.

Tudo parece correr bem numa forma inicial e neste caso o ambiente em equipa contribui para levar as coisas em diante, no entanto quando venho de uma folga ao Domingo, a Segunda-feira consegue ser um dia tão pesado que custa a passar e onde os pensamentos são encaminhados para a ideia de que tenho de sair e procurar um trabalho com horários normais. Agora sempre ou quase sempre, a ver mais de meia sociedade a desfrutar dos Sábados e Domingos, ter as pessoas próximas em casa nesses dias e perceber que os meus dias de pausa calham justamente quando todos estão a trabalhar é frustrante e acaba por desgastar.

Convites duplos | Shrek, O Musical

18 e 19 de Janeiro

Publicado por O Informador, 14.01.20

 

Ano Novo e temporada renovada do espetáculo infantil Shrek, O Musical, baseado no livro de William Steig e no filme de animação da Dreamworks. Numa produção da ArtFeist, as aventuras do ogre mais famoso do mundo têm sido contadas a miúdos e graúdos que receberam este espetáculo de braços abertos no Auditório do Casino Estoril. Para celebrar o sucesso, Shrek, O Musical tem sessões agendadas ao longo deste mês de Janeiro, dando assim a oportunidade a que todos tenham a hipótese de ver um dos melhores musicais infantis desta temporada.

Era uma vez um pântano distante, onde vivia um ogre chamado Shrek. De repente, o seu sossego é interrompido pela invasão de personagens de contos de fadas que foram banidos do seu reino pelo maldoso Lorde Farquaad. Determinado a salvar o lar das pobres criaturas, e também o dele, Shrek faz um acordo com Farquaad e parte para resgatar a princesa Fiona. Resgatar a princesa pode não ser nada comparado com seu segredo profundo e sombrio.

Com sessões aos Sábados e Domingos, pelas 11h30 e 15h30, e com preços que variam entre os 15€ e os 18€, Shrek, O Musical convida todas as famílias a se juntarem pela plateia e poderem assistir a uma verdadeira aventura já bem conhecida de todos nós. Aproveito para informar que nem todos os miúdos podem marcar presença na plateia do Auditório do Casino Estoril, uma vez que este espetáculo é para maiores de seis anos, embora possam entrar crianças a partir dos dois anos após autorização da bilheteira. 

Para que todos possam ter a oportunidade de assistir a este espetáculo, tenho convites duplos para as sessões da manhã e tarde de Sábado e Domingo, 18 e 19 de Janeiro. Este passatempo irá estar disponível até às 19h00 de dia 17 de Janeiro, Sexta-feira, e nesse dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem.

 

Descontos de início de ano: devemos investir?

Publicado por O Informador, 13.01.20

Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2016/02/09/08/02/percent-1188490_960_720.jp

 

O ano de 2019 acabou, mas o de 2020 veio e com grandes descontos nas nossas lojas preferidas. Os descontos são exuberantes e, acredito, é a segunda melhor altura do ano para comprar os produtos que queremos ou precisamos a preços incríveis. 

No entanto, com tantos descontos, a resposta quanto ao se deve, ou não, comprar determinado produto pode ser complicada. Portanto antes de realmente passarmos para uma compra, pensemos nos pontos da lista abaixo. 

 

  1. Os restos do ano passado são excelentes para o próximo ano

O que pretendemos comprar vai ser útil no ano de 2020? Por exemplo, vamos comprar papel de embrulho e laços? Se assim for, a compra é uma excelente ideia, pois agora os restos do ano passado estão a preços mais baixos. 

Algumas pessoas, inclusivamente, aproveitam o momento e compram agendas do ano anterior para reformular e fazer as próprias agendas. Esta também é uma boa compra, principalmente se és uma pessoa que depende de uma agenda para organização. 

 

  1. É algo que queremos há algum tempo?

Por vezes temos listas do que queremos comprar a longo prazo e, se assim for, a lista já foi criada, repensada e tudo o que era desejo momentâneo foi retirado. Nestas condições, caso encontremos o produto desejado com uma promoção, vale a pena comprar. 

Mas atenção, mesmo que encontremos o produto que queremos em promoção, é necessário comparar com outras lojas. Por exemplo, imaginemos que precisamos de uma frigideira e encontramos no Auchan a 19,99€. Com uma pesquisa pelas promoções da Conforama, acabamos por encontrar opções a partir de 11,99€. 

Resumindo: a promoção incrível que está à nossa frente pode não ser tão incrível como parece. 

 

  1. Precisamos, realmente, do produto?

Neste momento falamos de produtos de uma forma geral. O produto que vamos comprar é, realmente, necessário? Será útil para alguma atividade do dia-a-dia? Ou é apenas um produto que vamos comprar e nunca mais será utilizado? 

Fazer-se esta pergunta ajuda a poupar muito dinheiro, principalmente se costumamos fazer compras impulsivas. Ao invés desse tipo de compra, escolhemos efetivamente a necessidade. 

 

  1. Este é o momento certo para experiências

Queremos viajar para outro país ou mesmo dentro de Portugal? O momento de descontos é uma excelente altura, porque algumas empresas oferecem realmente preços baixos nesta época. Um exemplo é a CP que tem bilhetes entre Lisboa e Porto a cinco euros. 

Certifiquemos-nos que a promoção que vamos aproveitar é mesmo uma boa promoção e não apenas um esquema de vendas. Podemos testar com a dica que se encontra de seguida. 

Trocar alegria

Publicado por O Informador, 12.01.20

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Venho agradecer a todas as pessoas que se cruzam comigo pelas primeiras horas do dia e que me conseguem fazer sorrir, mesmo quando ainda estou meio sonolento e com aquela cara de que só apetece voltar para a cama. 

Pessoas bem dispostas, que acordam cedo, que já estão com um andamento bem superior ao meu e que ao estarem já bem acordadas conseguem transmitir aqueles bons dias bem sonoros, com meia conversa transmitida de forma generosa e que muitas vezes acaba por ser o necessário para que o clique aconteça e acabe por começar realmente mais um dia com melhor disposição do que a que me acompanhava ao sair de casa. 

Há uns dias, no supermercado perto do trabalho, a senhora sempre bem disposta do balcão da pastelaria cumprimentou-me com um «Bom dia! Que homem tão cheiroso de manhã! Ui que bom!». Isto pode não parecer nada e até existe quem se incomode, mas eu não. Sei que foi uma brincadeira de uma senhora que já conheço há um ano e que tem sempre aquele sorriso e forma de estar no trabalho com boa disposição. Pode não fazer o que gosta, mas se levar todos os dias a brincar, a conversar enquanto trabalha, a reinar com quem se cruza consigo, não será aquela senhora que veio do outro lado do oceano bem mais feliz?

São estes pequenos apontamentos que nos ajudam a alegrar, a começar cada dia seguindo o positivismo que recebemos e mantemos para dar aos outros. Quem gosta de chegar a algum local e se deparar com uma cara trancada, onde reina o silêncio e o sorriso não existe? Acho que se alguém assim o prefere é porque não consegue ver o valor da vida e o poder de olhar para os outros e retirar o que cada um tem de bom para nos dar dia após dia. 

Não Chames Noite à Noite | Amos Oz

D. Quixote

Publicado por O Informador, 11.01.20

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Título: Não Chames Noite à Noite

Autor: Amos Oz

Editora: D. Quixote

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2019

Páginas: 272

ISBN: 978-972-20-6910-6

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Em Tel Keidar, uma pequena cidade situada junto ao deserto do Neguev, a morte brutal de um jovem adolescente, possivelmente por overdose, vai interferir no equilíbrio íntimo do casal Theo e Noa, fragilizado pela diferença de idades, pela ausência de filhos, pelo tédio e pela incomunicabilidade.

Com um virtuosismo inexcedível, Amos Oz faz alternar essas duas vozes narrativas, a de Theo e a de Noa, juntando-lhes ainda a do narrador, cronista anónimo que por vezes cede a palavra ao «coro» dos habitantes da cidade.

Assim, como que reunindo progressivamente todas as peças de um puzzle, o autor revela-nos a intimidade mais profunda de dois seres, ao mesmo tempo que retrata as tensões de uma pequena comunidade, recheada de personagens excessivos e pitorescos.

Não Chames Noite à Noite é uma preciosa sinfonia de humanidade em que Amos Oz explora com incomparável discernimento as possibilidades - e os limites - do amor e da tolerância.

 

Opinião: Um livro sobre o amor vivido de forma diferente entre duas pessoas que se querem, com alguma diferença de idades, que se estimam, apoiam enquanto enfrentam a realidade, as perspetivas de mudança, os objetivos de cada um sem compatibilidade com o seu par, mas onde o apoio surge, mesmo que não seja de imediato. 

Theo é um arquiteto de sessenta anos, casado com Noa, professora com praticamente menos quarenta anos. Casados por amor, sem filhos e com pouco em comum, Theo e Noa são diferentes, ele mais calmo e pacifico, ela impulsiva, teimosa e com vontade de mudar o Mundo. Nesta história a morte de um jovem aluno de Noa dá o mote para se querer investir, organizar, criar e apoiar quem vive no mundo da droga, mesmo que toda uma sociedade local se oponha à ideia. Um bom argumento mas muito mal desenvolvido e contado.