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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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A pesquisa de componentes electrónicos

13
Out19

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Quando falam comigo sobre componentes eletrónicos e robótica fico um pouco atordoado porque se existe ponto em que não sou grande especialista é precisamente nesses campos. O cabo que é necessário para o serviço de HD na televisão, o cabo que serve de ligação entre o telemóvel e o rádio do carro, arduino, os adaptadores, baterias, sensores… Sim, será que me podem ajudar um pouco sobre tanto nome e sigla para ser mais fácil perceber o que preciso sem ter de andar a testar após uma procura de nomes e imagens até entender o que necessito mesmo para tudo ficar ligado e em funcionamento?

É verdade que agora se formos ao nosso grande mundo online conseguimos encontrar com um simples resumo na pesquisa sobre o que queremos a nossa resolução, mas será que depois numa loja real conseguimos encontrar aquele tal cabo ou fusível assim de forma tão fácil? Foi assim que fiz uma primeira compra numa loja de eletronica. Percebi o que era necessário na pesquisa, li os dados do produto e era mesmo aquilo de que necessitava. Mais barato por ser online, encomendei, paguei e foi em dias que recebi a encomenda toda direita na morada indicada. Não procurei mais e consegui com alguns cliques a ver imagens de cabos e mais cabos chegar ao pretendido.

Jovem ou «Cota»?!

12
Out19

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Vinha pela estrada a ouvir rádio quando chegou o momento das notícias. As mesmas informavam que tinha existido um acidente de automóvel numa autoestrada do país em que um jovem de vinte e poucos anos tinha falecido logo no local. A minha mente, como qualquer outra de um ser humano que nos momentos a solo se deixa flutuar por outros mundos e criações, logo começou a pensar e quando dei por isso estava com um pensamento sobre um situação semelhante e em que ponto deixarão de noticiar que um jovem sofreu um acidente fatal para substituírem a palavra jovem por homem?

A situação em que questionei este tema não é a melhor, no entanto fiquei com a ideia sobre o ponto em que deixamos de ser jovens para ser tratados por homens e mulheres, adultos, «cotas»... Pensei naquele momento, «e se fosse eu...» diria que um jovem sofreu um acidente fatal ou davam a notícia como um homem que terá falecido num acidente de viação? Considero-me jovem aos 32 anos caramba, será que deverei pensar de forma diferente e olhar para o espelho e perceber que afinal já não sou um jovem homem mas somente uma pessoa que já não pode ter o jovem do seu lado por circunstânciais sociais?

Fiquei a pensar no fator idade e sobre como os tempos passam e o peso dos anos se começa a fazer sentir, levando com que sejamos olhados com outros olhos pelo que já vivemos e por fazermos parte de uma geração já mais velha com algumas, e já não são assim tão poucas, a seguirem-nos as pisadas. Constatei naquele momento, perante uma má situação, que aos trinta já não somos tratados por jovens, para minha infelicidade.

Os olhos também comem

11
Out19

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Os formatos televisivos sobre cozinha chegaram a Portugal de forma mais séria nos últimos anos e com este boom sobre o bom, o belo e o fazer bem que é visto em televisão, os consumidores nacionais também ficaram mais exigentes para com a área da restauração que é procurada. Neste momento já não chega simplesmente cozinhar bem, sendo necessário fazer um bom empratamento que consiga conquistar logo pelo olhar.

A moda das belas mesas bem decoradas, com pratos a fugirem do estilo tradicional pegou no nosso país e é cada vez mais um ponto fulcral chegar a um restaurante moderno ou mais rústico e perceber que cada prato disponível no menu é servido de forma diferente, com recurso a louça que não tem de seguir aquela linha do prato redondo ou da travessa do tempo dos Afonsinhos. A aposta num moderno equipamento hoteleiro que consiga agradar a novos e conhecidos clientes é fundamental para uma inovação sem estabilidade num mercado cada vez mais competitivo. Agora e com todas as linhas modernas, é essencial saber fazer e mostrar a diferença, agradar pelo olhar e não só pelo paladar, encontrar a solução para transformar uma entrada numa degustação que é servida como um produto instagramável.

Évora diz adeus aos Cartuxos

10
Out19

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Terça-feira, 08 de Outubro de 2019, assinala o dia em que o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, mais conhecido como Convento da Cartuxa, viu os quatro monges Cartuxos que restavam a viver no local partirem para Barcelona. As causas da mudança são simples e devem-se essencialmente às idades avançadas dos mesmos, dois octagenários e dois nonagenários, e também à falta de vocações para os ajudar a suportar a vivência dentro do mosteiro. Os quatro restantes Cartuxos que residiam em Portugal deixaram assim as suas vidas dentro do Convento da Cartuxa com cerimónias que se realizaram ao longo de três dias para que tudo fosse feito dentro dos parâmetros e os momentos finais acontecessem na celebração da solenidade do fundador, S. Bruno.

É bom lembrar que a vida cartusiana teve início em Portugal em 1587 pela mão do Arcebispo de Évora D. Teotónio de Bragança que fundou neste mesmo local a comunidade cartusiana eborense. Mais tarde, já em 1597, foi em Lisboa que se abriu um segundo mosteiro, Nossa Senhora do Vale da Misericórdia. Em 1834 ambos os mosteiros foram encerrados através do decreto que extinguia Portugal da vida religiosa. 1960 chega, os tempos mudaram e o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli volta a receber os Cartuxos de novas gerações que foram perdurando até que a idade os levasse para outras paragens para que a ajuda mútua seja possível.

 

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Bom lembrar que a Ordem Cartusiana tem uma total orientação, dia e noite, a Deus. Solidão, comunidade e liturgia são os três pontos fundamentais dos monges cartuxos que vivem como no deserto e dentro da sua pequena comunidade, colocando-se ao serviço da vida contemplativa cartusiana. Isolados do Mundo como forma de união profunda a Deus, as orações, devoções e vocações são todas num só sentido numa vida com horários habituais que se prolongam numa autêntica rotina religiosa.  

Não mexam nas minhas coisas

09
Out19

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Sou teimosamente desconfiado por natureza e tenho vindo a detetar pelos últimos tempos que existem pessoas que não se conseguem controlar e que mexem no que não é seu. Neste ponto falo de alimentação, e não só, que fica guardada no canto pessoal a que tenho direito mas que mesmo assim tende em desaparecer aos poucos, assim como quem não quer a coisa. Ao início pensei que seria ideia minha, mas matreiro que sou, optei por fotografar hoje para verificar amanhã ou uns dias depois e adivinhem... As coisas estavam mesmo mexidas e com menores quantidades! Como o ditado popular afirma... «Grão a grão enche a galinha o papo!»

Como pode isto acontecer, digam-me?! Uma coisa é colocar à disposição de todos o que quero partilhar, outra coisa é mexerem no que está no interior do meu espaço, que é meu, pago com o meu dinheiro e que não me importo de partilhar, desde que peçam e não tirem à socapa. Será que não existe noção entre o bom senso e a vontade de mexer no que não é nosso?

Odeio que mexam nas minhas coisas, principalmente no que toca à subtração de comida e privacidade. Se está num espaço que é meu só devem mexer após perguntarem se podem. Sem autorização não, para mais quando fazem as coisas às escondidas, como quem não quer a coisa. Como podemos assim confiar nos outros quando em menos de nada nos podem roubar, porque chamo a isto roubar com vontade, simples coisas, em momentos que estamos por perto e não custa nada pedir ou simplesmente dizer, «olha tirei isto». Agora tirar de forma intencional e para ninguém perceber? Não me façam isso porque só me conseguem deixar de pé atrás.

Desabafo

08
Out19

 

De há umas semanas para cá que percebo que não tenho andado bem. Sinto-me como um boneco que aparenta o que realmente não sente. Na realidade sinto-me triste, cansado e a necessidade é somente a de chegar a casa e ficar bem quieto no meu canto, sem que tenha de pensar ou dirigir a palavra a quem quer que seja, uma verdadeira falta de vontade de reação, numa apatia do tanto me faz se vou por ali ou por outro sentido. 

Neste momento tudo me faz confusão, a rotina, as paragens e muito mais a confusão que me deixa impaciente, nervoso e meio bloqueado. Já passei em tempos por estas fases e neste momento pareço estar naqueles momentos em que nem de mim próprio consigo gostar, magoando-me, ficando sem capacidade de ação e com uma certa ansiedade quando tento reagir, parecendo que tudo se complica, como se estivesse numa tombola que não me dá espaço no momento em que tento crescer. 

Onde está a minha alegria de sempre? Simplesmente não está, não a consigo ter, parecendo que várias pedras me puxam por um caminho de arrasto onde não me consigo rever e encontrar porque não sou o que tenho atualmente. O que represento neste momento não é o Ricardo cheio de ação, vivo e bem disposto, nem conseguindo disfarçar este mau processo que enfrento. 

Regatear valores

07
Out19

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As pessoas habituadas aos velhos mercados em que os preços podem sempre baixar com uma conversa da treta continuam a achar que as superficies comerciais têm a obrigação de seguir costumes como outrora, sem faturas, com baixa de preços «para o café» e afins. Não sei se será de mim, mas os olhares que faço quando começo a perceber que este tipo de conversas de fraude vêm a caminho existem e opto logo por colocar um risco no que poderia ser um bom entendimento. Quando as pessoas explicam o um mais um e do outro lado continuam a insistir que se fica pelo um e meio não há nada a fazer, a não ser deixar que falem sozinhos, mostrando um sorriso meio azedo de não concordância e despachar o que se está a fazer porque o dia é longo e existem pessoas sãs e com capacidade de raciocínio em espera.

Pessoas, estamos no século XXI, se não quiserem pagar os preços estipulados e que estão marcados mudem de loja e procurem outros produtos. Façam simplesmente o favor de não chatear com conversas de merda que gostam de ter em alto e bom som porque não irão chegar a bom porto. Experimentam, pagam e ficam com novidades em casa. Se não quiserem, o que não falta é concorrência por ai com preços baixos e altos, à vontade do freguês, que só verá os preços serem regateados se for mesmo ao mercado mensal da vila onde o fisco não circula com clientes mistério para apanhar quem pratica tanta ilegalidade e não paga por isso.