O fim do ano é a época em que mais livros mudam de mãos em Portugal. Numa entrevista à Lusa, o presidente da APEL lembrou que, em 2019, 67% das compras de livros foram feitas entre setembro e dezembro, ou seja, na época de Natal. Muitos desses livros não são para quem os compra, são para oferecer.
Esta lista de livros de Natal junta seis títulos que passaram pelas críticas d’O Informador e que fazem sentido debaixo da árvore. Dois têm o Natal dentro da própria história. Os outros quatro não falam da consoada, mas são presentes seguros para perfis de leitor diferentes.
Em cada livro encontras a editora, o número de páginas e a classificação publicada n’O Informador, sem inventar entusiasmo onde ele não existiu. No fim há uma tabela para escolher depressa.
Resposta rápida: para um livro de Natal com espírito natalício, A Vendedora de Azevinho, de Dilly Court, é a aposta mais segura (4 em 5 n’O Informador). Para quem prefere crime, há Crime no Expresso de Natal. Como presente fora do tema, A Livraria Perdida, A Casa de Charles Street, A Baleia no Fim do Mundo e Contador de Histórias cobrem romance, esperança e contos.
Livros de Natal com a consoada dentro da história
São os livros que respondem à pesquisa mais literal: histórias passadas na véspera de Natal, com neve, frio e famílias à espera. Um é um romance, o outro é um policial.
A Vendedora de Azevinho, de Dilly Court

Começa na véspera de Natal, em Londres, com uma bebé abandonada à porta de uma casa em Angel Lane. É um romance histórico de 416 páginas, publicado pela Quinta Essência, e o mais natalício desta lista.
Na crítica de A Vendedora de Azevinho, de Dilly Court, o livro recebeu 4 em 5 e foi descrito como “um mimo para oferecer e ler num momento de partilha familiar”. Se procuras livros de Natal de romance, é por aqui que deves começar.
Crime no Expresso de Natal, de Alexandra Benedict

Um comboio noturno a caminho das Terras Altas da Escócia fica preso na neve na véspera de Natal, com um assassino entre as carruagens. A premissa é perfeita para quem gosta de crime à moda clássica, e o livro tem 264 páginas, na Guerra e Paz.
A classificação, porém, foi de 2 em 5. Na crítica de Crime no Expresso de Natal, de Alexandra Benedict, a primeira metade é apontada como lenta e a conclusão é clara: “aqui o Grinch não conseguiu ficar embeiçado por este thriller”. Fica na lista porque o tema é raro, mas com esse aviso.
Livros para oferecer no Natal, mesmo sem neve nem renas
Um bom presente não precisa de ter o Natal na capa. Estes quatro livros tiveram classificações entre 3 e 4 em 5 n’O Informador e funcionam bem para quem lê nas férias de fim de ano.
A Livraria Perdida, de Evie Woods

Uma livraria em Dublin que parece nunca ter existido liga três personagens de épocas diferentes. São 368 páginas, na Singular Editora, com uma classificação de 3 em 5.
A crítica de A Livraria Perdida, de Evie Woods resume-o como “um foco de esperança, amor e sonhos com algum mistério envolvido”. É o presente óbvio para quem gosta de livros sobre livros.
A Casa de Charles Street, de Danielle Steel

Depois de um divórcio, Francesca aluga quartos da sua casa a desconhecidos que acabam por se tornar quase uma família. São 280 páginas, na Bertrand Editora, com 4 em 5.
Na crítica de A Casa de Charles Street, de Danielle Steel, o livro é descrito como “Simples, rápido, refletivo, bem condimentado”. Serve bem quem já lê a autora e quer um romance leve para os dias entre o Natal e o Ano Novo.
A Baleia no Fim do Mundo, de John Ironmonger

Um homem dá à costa numa aldeia da Cornualha no mesmo dia que uma baleia, e a comunidade tem de se unir perante uma crise mundial. São 368 páginas, na Bertrand Editora, com 4 em 5.
A crítica de A Baleia no Fim do Mundo, de John Ironmonger chama-lhe “um livro de esperança e boas energias”. Num presente de fim de ano, essa mensagem de comunidade encaixa bem.
Contador de Histórias, de Jeffrey Archer

Treze contos, alguns inspirados em histórias reais, em 208 páginas da Bertrand Editora. Teve 4 em 5, e é o mais curto da lista.
Na crítica de Contador de Histórias, de Jeffrey Archer, o livro surpreendeu “pela positiva” um leitor que admite dispensar contos. Por isso é uma boa escolha para quem tem pouco tempo ou lê aos bocadinhos.
Comparação dos seis livros de Natal
A tabela junta os dados que mais pesam na escolha de um presente: o género, a extensão e a nota publicada n’O Informador. Os números de páginas são os das edições portuguesas criticadas.
| Livro | Autor | Editora | Páginas | Classificação n’O Informador |
|---|---|---|---|---|
| A Vendedora de Azevinho | Dilly Court | Quinta Essência | 416 | 4 em 5 |
| Crime no Expresso de Natal | Alexandra Benedict | Guerra e Paz | 264 | 2 em 5 |
| A Livraria Perdida | Evie Woods | Singular Editora | 368 | 3 em 5 |
| A Casa de Charles Street | Danielle Steel | Bertrand Editora | 280 | 4 em 5 |
| A Baleia no Fim do Mundo | John Ironmonger | Bertrand Editora | 368 | 4 em 5 |
| Contador de Histórias | Jeffrey Archer | Bertrand Editora | 208 | 4 em 5 |
Como escolher o livro certo para cada pessoa

O erro mais comum é oferecer o livro de que gostámos, em vez do livro de que a outra pessoa vai gostar. Antes de ires à livraria, pensa no que essa pessoa costuma ler e em quanto tempo tem para ler.
| Para quem | Sugestão | Porquê |
|---|---|---|
| Quem quer ambiente natalício | A Vendedora de Azevinho | Começa na véspera de Natal e acaba bem |
| Fã de policiais clássicos | Crime no Expresso de Natal | Crime num comboio preso na neve, com o aviso da nota baixa |
| Quem adora livrarias | A Livraria Perdida | Mistério à volta de uma livraria em Dublin |
| Leitor de romance leve | A Casa de Charles Street | Leitura rápida sobre amizade e recomeços |
| Quem lê pouco de cada vez | Contador de Histórias | Treze contos curtos |
Se a pessoa prefere suspense a romance, há mais opções fora do tema natalício. A crítica de A Criada, de Freida McFadden deu 4 em 5 a este thriller psicológico, por exemplo.
Para procurar por autor ou por género, usa o índice de autores criticados n’O Informador e a lista de géneros literários do blogue. Assim encontras outros títulos do mesmo escritor ou do mesmo tipo de história.
E os livros de Natal para crianças?
Muitas pesquisas de livros de Natal são para os mais novos, desde bebés a adolescentes. Esta lista não os inclui, porque os seis títulos acima são ficção para adultos e foi isso que O Informador criticou.
Para crianças, o melhor conselho é ver a idade indicada pela editora e folhear o livro na livraria antes de comprar. Um livro ilustrado para uma criança de três anos tem pouco a ver com um romance juvenil.
Perguntas frequentes sobre livros de Natal
Quais são os melhores livros para oferecer no Natal?
Depende de quem os recebe. Nesta lista, A Vendedora de Azevinho, A Casa de Charles Street, A Baleia no Fim do Mundo e Contador de Histórias tiveram 4 em 5 n’O Informador, e cobrem romance, esperança e contos.
Há livros de Natal de romance?
Sim. A Vendedora de Azevinho, de Dilly Court, é um romance histórico que começa na véspera de Natal em Londres. Teve 4 em 5 n’O Informador e acaba de forma feliz.
Que livros de Natal há para adultos?
Para adultos, esta lista tem um romance natalício (A Vendedora de Azevinho) e um policial passado na noite de Natal (Crime no Expresso de Natal). Os restantes quatro são bons presentes sem tema natalício.
Quando se compram mais livros em Portugal?
No fim do ano. Segundo o presidente da APEL, em declarações à Lusa, 67% das compras de livros de 2019 foram feitas entre setembro e dezembro.
Qual é o livro mais curto desta lista?
Contador de Histórias, de Jeffrey Archer, com 208 páginas e treze contos. É uma boa opção para quem tem pouco tempo para ler nas férias de Natal.





