Camionistas daquilo que bem sabemos

Meio da tarde do dia de folga! O jovem aqui a conduzir, numa estrada com duas faixas em cada sentido, duas mãos no volante e um camião surge com uma velocidade acima do normal para o que devia ao lado do carrito. Em menos de nada aquele mesmo camião começa a encostar-se, apito e encosto-me o máximo à direita possível mas o senhor camionista com o rei na barriga não ouve, não vê e só percebeu que fez m—a quando o meu espelho já estava no chão, o carro parado e o trânsito a acumular atrás.

Parei o carro, claro está, o camionista abrandou dando a sensação que iria também parar para falarmos da treta que me tinha acabado de fazer. Eis quando vejo o camião a seguir viagem, sem conseguir tirar a matrícula. Apanho o espelho, entro de novo no carro e por mais que andasse nunca mais vi aquele camião cujo condutor condiz na totalidade com a ideia que tenho daquele grupo de trabalhadores que andam ao volante de veículos pesados diariamente. 

Sei que quero trocar de carro mas não é necessário começarem a desfazer-me o que tenho! Carro velho, espelho partido, nervos em franja e a ideia ainda mais vincada de que os camionistas acreditam que são os senhores da estrada neste nosso país! M—a para todos os que agem como aquele homem que também partiu parte da lateral da sua cabine, a que embateu com o espelho! 

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