Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

09
Dez18

Ler por ai

| O Informador

ler por ai.jpg

Leitores de bancada só conseguem ler no sossego do lar porque não podem ouvir qualquer som incomodativo e que os leve a perderem a concentração. Um leitor habitual e que o faz por gosto além de o fazer no silêncio de sua casa consegue levar a sua leitura avante em qualquer local, até no meio da confusão de uma das avenidas mais movimentadas da nossa capital.

Comigo o silêncio é uma coisa rara. Se tivesse de procurar um local, mesmo em casa, em que nada ouvisse para poder ler estava desgraçado. Leio habitualmente em casa em qualquer divisão, geralmente com a televisão ligada e ainda com conversas paralelas a acontecer. Nem sempre um livro precisa de ser acompanhado pelo silêncio total, principalmente por leitores que estão super habituados a pegarem num livro e deixarem-se levar por umas quantas páginas em qualquer local, estejam em casa, no carro, jardim ou esplanada. 

Não existem locais ideias para ler. Uma pessoa que gosta de ter a companhia dos livros segue a sua leitura em qualquer sítio e quase que de forma inesperada. Parar o carro e enquanto a chuva não para abrir o livro nas páginas onde se ficou e continuar a leitura. Estar na pausa do trabalho e aproveitar para ler mais um pouco. A viagem monótona de comboio serve perfeitamente para ir lendo, não estando a olhar para o vazio da paisagem pela qual se passa. A espera por uma consulta não poderá servir também para se ler um pouco mais? E nos primeiros minutos do dia enquanto se toma o pequeno-almoço, não poderemos pegar na atual leitura para iniciarmos de outra forma um dia que poderá ser cansativo?

30
Nov18

Livros para o Natal

| O Informador

O Natal está a chegar e a Wook já lançou a sua Campanha de Natal para que a literatura seja uma forte opção no momento de escolher o presente ideal para oferecer! Válida de 27 de Novembro a 16 de Dezembro, a livraria online tem uma vasta gama de livros com descontos entre os 20% e os 50% que ainda beneficiam de portes grátis. 

Nesta promoção estão incluídos todos os livros, com exceção de Manuais Escolares e livros vendidos no marketplace. Nesta promoção de Natal também os eBooks assinalados estão com 20% de desconto imediato em publicações nacionais.

O desconto tem em si uma combinação entre desconto imediato e desconto em cartão wookmais para ser utilizado numa futura compra, não sendo acumulável com outras promoções ou descontos em vigor. 

17
Nov18

A Coisa | Livro I | Stephen King

| O Informador

a coisa livro 1.jpg

Título: A Coisa - Livro 1

Título Original: It

Autor: Stephen King

Editora:  Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 704

ISBN: 978-972-25-3567-0

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: O clássico de King sobre sete adultos que regressam ao lugar onde cresceram para enfrentar um pesadelo que todos eles lá viveram… algo maléfico e sem nome: a Coisa.

Bem-vindos a Derry, no Maine. Uma cidade vulgar: familiar, ordeira e, na maior parte das vezes, um bom sítio para viver.

Mas há um grupo de crianças que sabe que há algo de tremendamente errado com Derry. É nos esgotos da cidade que a Coisa se esconde, à espreita, à espera… e às vezes sobe ao solo, tomando a forma de todos os pesadelos, do maior medo que se encerra dentro de cada um de nós.

O tempo passa, as crianças crescem e esquecem. Mas a promessa que fizeram há vinte e oito anos exige-lhes que voltem à cidade da infância para enfrentarem o mal que se agita bem no fundo da memória de todos e emerge agora, uma vez mais, trazendo novamente o pesadelo e o terror ao presente.

 

Opinião: It, traduzido para Portugal mais de três décadas após o seu lançamento Mundial, finalmente chegou até nós com o nome de A Coisa, dividido em dois volumes pelo seu peso. Este é daqueles clássicos que muitos já ouviram falar, transformado também em película cinematográfica que tenho a confessar, nunca vi, mas irei ver. Com um sucesso absoluto por onde foi lançado em termos literários, A Coisa sempre suscitou entre nós a curiosidade por não ser lançado mais cedo, uma vez o sucesso de outras narrativas de Stephen King. Agora a Bertrand lançou It e poucas semanas após a sua publicação comecei a conhecer a velha história da criatura que vive nos esgotos preparada para atacar crianças de vinte e sete em vinte e sete anos. 

As expetativas estavam em alta, a capa logo conquistou por ser bem apelativa e reveladora do que esconde no seu interior e a leitura começou. Pouco sabia ao que ia, somente que esta história tem conquistado os leitores que lhe colocam a vista em cima. E assim foi a partir do momento em que as primeiras páginas começaram a ser deixadas para trás na leitura. Primeiramente confuso para se entrar até se perceberem os vários núcleos e tempos, A Coisa consegue mesmo assim fazer com que quem comece não queira parar por existir a vontade de saber, descobrir e apanhar quem ou o que está por detrás de desaparecimentos e mortes. A real chatice e dificuldade que senti para com esta história é o facto de King seguir uma linha que tanto segue na história como recua no tempo, colocando personagens de um momento para o outro em fases que já haviam sido contadas mas onde existe algo a acrescentar, baralhando um pouco e exigindo uma maior capacidade de concentração para não se perder o fio à meada. Determinadas personagens têm capítulos só seus, no entanto só mais para a frente na história voltam a ser chamadas, baralhando e criando cansaço quando se começa a entender que tudo é contado mas o que começa tarda em ter um fim para se iniciar um novo ciclo. 

31
Out18

A Praia de Manhattan | Jennifer Egan

| O Informador

a praia de manhattan.jpg

Título: A Praia de Manhattan

Título Original: Manhattan Beach

Autor: Jennifer Egan

Editora: Quetzal Editores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2018

Páginas: 504

ISBN: 978-989-722-452-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Os anos 1940. Anos de guerra e de esforço de guerra nos estaleiros navais de Brooklyn. No mesmo espaço geográfico, os sindicatos e as lutas pela supremacia das várias máfias: italiana, irlandesa, outras. Anna Kerrigan é a figura central do romance. Trabalha nos estaleiros (como centenas de outras raparigas) e deseja ardentemente ser a primeira mulher mergulhadora. Isto num tempo em que a vida das mulheres era ainda muito circunscrita. Mas Anna quer sobretudo saber o que aconteceu ao pai, que desaparecera anos antes, sem deixar rasto. A história começa com Anna pela mão do pai, numa visita a casa do encantador mafioso Dexter Styles, em Manhattan Beach, e é nessa mesma praia que, de certa forma, se encontra o seu princípio e desfecho. Por detrás do incrível bulício das docas e da agitada vida da cidade, a toda a volta, o mar: o mar que tudo liga, e que transforma as personagens, que destrói e dá vida, que esconde e revela. Uma narrativa extremamente cinematográfica que evoca o universo de Há Lodo no Cais - transcendendo-o em fôlego e âmbito.

 

Opinião: A estreia para com a escrita de Jenniger Egan aconteceu com A Praia de Manhattan, um romance que no início prometeu muito mais do que com o seu desenvolvimento conseguiu passar. Não tinha qualquer ideia sobre o que ia encontrar com a leitura desta narrativa, não sabendo nada sobre a autora, mas confesso que pela sinopse fiquei interessado e com algumas expetativas que acabaram por não serem alcançadas. 

A promessa de uma boa história com um bom encadeamento acabou por cair quando comecei a perceber a constante problemática entre a forma de contar a atualidade e recordar o passado. Senti-me baralhado em vários momentos, com a entrada de personagens que nada acrescentam na história e com a pouca descrição que vai sendo feita de locais e situações. 

Acompanhando a vida de Anna Kerrigan, com 12 anos, que vive com a sua mãe e irmã, e cujo sonho é trabalhar nos estaleiros, mais concretamente como mergulhadora, o que nos anos 40 era complicado para uma mulher, para mais jovem, conseguir entrar num mundo de homens. Ao mesmo tempo que Anna trabalha para ajudar em casa, o sonho desta jovem é perceber o que se terá passado com o desaparecimento do pai que também enfrentou os mares, passando-lhe essa paixão.

Em pequena Anna conheceu Dexter Styles, um homem com poder cujo seu pai temia. Incrivelmente volta a encontrar-se com esta figura já na sua fase adulta e tal como parece ter acontecido com o seu pai, a história de Dexter ao cruzar-se com a de Anna consegue alterar a rota que parecia estar a seguir para alcançar um sonho e objetivo profissional. Ligado aos estaleiros mas também com negócios ilegais na noite, Dexter é o homem que muitos idolatram mas que também tem de ser temido. 

25
Out18

Livros que nos agarram

| O Informador

livro.jpg

Existem os bons e os mais fracos, os arrebatadores e os que significam mais um, os que conquistam com tempo e os que nunca lá chegam, mas depois existem os que nos agarram logo pelas primeiras páginas e quando um livro consegue essa proeza é obra. 

As opções eram várias, com vários temas a apelarem para que escolhesse um determinado livro em detrimento de outros que estavam disponíveis. Optei pelo mais recente na lista de espera por achar pela sinopse que estaria perante uma narrativa que me iria conquistar rapidamente e sem que o primeiro impacto me deixasse mais reticente e em espera que a leitura me surpreendesse. E assim foi... As primeiras páginas daquele livro conquistaram e transportaram-me de imediato para uma história bem composta, explicativa e que junta o leitor à personagem central de forma espontânea, sem exigir e forçar qualquer situação. Foi estranho e em literatura é raro as primeiras páginas conseguirem este efeito, sendo mais comum, pelo menos comigo, o conhecimento com o tempo de convivência onde vou percebendo a razão sobre cada situação acontecer, encontrando personagens com passados e presentes que os refletem. Desta vez foi diferente, fiquei completamente no centro da ação e a leitura só podia ter corrido muito melhor por me sentir atraído do início ao fim por uma criação bem elaborada, com excelentes personagens, um bom enredo e uma escrita super fluída que ajuda bastante a quem gosta e quer seguir em frente uma história tão bem trabalhada.

21
Out18

Não saio de casa sem...

| O Informador

carteira.jpg

Todos nós quando saímos de casa levamos acessórios e objetos que nos acompanham ao longo de parte da vida. As mulheres geralmente colocam a maioria dentro das suas grandes malas onde parece existir tudo e mais alguma coisa, «como na farmácia». Nós homens somos recatados na seleção dos itens que nos acompanham ao sair de casa, existindo sempre particularidades de uns e outros. 

Habitualmente e no dia-a-dia geralmente tenho de levar a carteira, chaves do carro, óculos de sol, telemóvel e o livro que estou a ler, que fica muitas vezes no banco traseiro do veículo, mas vai quase sempre comigo quando saio de casa. Isto são os acompanhantes em dias normais, dentro da rotina, porque depois existem os momentos em que levo a mochila onde geralmente também baterias portáteis e fios vão, um livro suplente por vezes, lenços de papel, se o tempo estiver mais fresco um lenço para o pescoço, talvez um casaco, etc, etc, etc. 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Boa noite."Hábitos de Leitura: Portugal na cauda d...

  • marta-omeucanto

    Eu leio onde calhar, seja em casa, na rua, ou em s...

  • O Informador

    Principalmente quando minutos antes estivemos disp...

  • O Informador

    Acordar um pouco mais cedo, uns minutos apenas, e ...

  • Cláudia C Silva

    EU agora tenho andado ler ao peq almoço, tal como ...

Mensagens

Pesquisar