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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

29.08.18

Zoe | Estreia a 20 de Setembro


O Informador

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Zoe (Léa Seydoux) e Cole (Ewan McGregor) são colegas e amantes secretos nos Relationist Labs, um avançado laboratório de investigação focado no design de poderosas tecnologias capazes de melhorar e aperfeiçoar as relações românticas humanas.

Contudo, a sua relação é ameaçada quando Zoe descobre uma dura verdade sobre o seu relacionamento, levando-a a uma conturbada espiral de confusão, traição e à mais intensa das emoções humanas: o amor.

Zoe é um assombroso conto de amor proibido trazido pelo aclamado realizador Drake Doremus e produzido por Ridley Scott, a força por detrás de lendários épicos de ficção-científica de Hollywood como Perdido em Marte, Prometheus, Alien e Blade Runner.

Zoe integra a equipa do departamento de um laboratório de investigação que analisa e ajuda as relações amorosas a melhorarem o seu dia-a-dia, criando compatibilidade e revelando dados sobre as vontades de cada um para se perceber se existe futuro na relação ou se nada existirá após a aproximação inicial. Ao mesmo tempo que conhecemos Zoe percebemos que esta jovem mulher se encontra envolvida com Cole, o responsável de departamento de uma das áreas da empresa, a da criação de vida sintética, onde através de robots criam novas vidas, iguais e com sentimentos bem semelhantes aos humanos, conseguindo interagir e gerando memórias sobre as relações e é este o mote do filme Zoe. 

Será que através do serviço de compatibilidade Zoe consegue ter boas notícias acerca da sua relação com Cole ou um conhecimento inesperado muda a situação que mantém os dois felizes? Entre comportamentos, compatibilidades nem sempre bem sucedidas e reações entre humanos e sintéticos, Zoe percebe que as relações entre robots e humanos não conseguem correr tão bem como acontece de humano para humano. A par desta situação existem uns comprimidos do próprio laboratório que se podem apelidar por uma autêntica droga do amor que aproxima os dois seres para que ao longo de um certo período se sintam verdadeiramente apaixonados, mas mais uma vez Zoe encontra-se de fora desta possibilidade por um motivo bem particular. A razão é desconhecida para esta mulher que continua a lutar pela felicidade mesmo quando sabe toda a verdade sobre si e após se perder e começar a desistir das suas próprias crenças. A meio da película recolhi uma frase que descreve grande parte da história do filme, «humanos de um lado, máquinas no outro», mas como a esperança é sempre levada até ao limite o final acaba por surpreender. 

Num filme com poucas personagens para se intrometerem na história central, com uma história mais futurista mas real, onde até acredito que daqui a uns anos seja mesmo possível existirem relações de amizade/amor entre humanos e máquinas computorizadas que vão ganhando a sua própria vida recheada de sentimentos, pensamentos e comportamentos. Zoe é daqueles filmes leves para ver a dois, mostrando que mesmo diferentes e com histórias de vida bem distintas, o presente e o futuro podem ser alterados quando existe verdade nos afetos.

Esta película não é um grande filme com direitos a nomeações aos Óscares, sendo mais um romance, com toques criativos sobre o que poderá acontecer daqui a uns anos, mas com aqueles malabarismos para enfeitiçar quem se encontra apaixonado e gosta de ver com a sua cara-metade uma história de amor com final feliz. Zoe não desiste do que sente, mesmo que tenha seguido um caminho que parece perdido, e a diferença nesta apresentação acaba por vencer. 

Zoe estreia a 20 de Setembro de 2018 nos Cinemas.