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Versões da história

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No momento em que se ouve uma história que envolve pessoas, os envolvidos na situação devem ser ouvidos de forma igualitária, já que sempre existirão pontos diferentes para uma análise certa sobre a verdade dos factos. Numa história em comum existem sempre duas verdades, diferentes entre si e que revelam as duas perspetivas perante o mesmo tema central.

Saber ouvir, não dar razão e muito menos opinião é a base para se saber estar quando uma situação inesperada nos bate pela porta e os protagonistas da história surgem a contar as suas diferentes versões sobre os mesmos acontecimentos da narrativa a que estão a dar vida. Quando se gosta das pessoas não se deve ficar pela razão de um, mesmo que vos seja mais próximo, tentando sempre entender os dois lados da barricada porque em muitos casos a verdade de um é a mentira do outro e vice-versa.

Não se deixem intimidar pelos fundamentos dilatados de um dos lados e saibam separar as águas para não ficarem entre as duas margens num contrassenso perante o qual pouco ou nada têm a reclamar. Valorizem o vosso discernimento e conhecimento e não deixem o coração orientar e deixar que a vossa intuição primária surja como estímulo para dar razão a um dos lados sem ouvir sequer o outro. Separem situações, apoiem e reforcem que não são perdidos nem achados no que quer que seja, simplesmente sigam com o que existe porque ninguém tem de optar por um dos lados da balança que tanto oscila, podendo o pêndulo ficar pelo meio porque a razão está nas verdades de cada um dos lados, sem ter de existir um lado certo porque após um distúrbio ambos os lados terão as suas causas e razões bem vincadas e culpabilizadas.

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