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O Informador

26
Fev20

Vizinhança da discórdia

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Ainda é bem cedo, enquanto o menino toma o pequeno-almoço descansado, enrolado no roupão e a ver as últimas publicações pelo Instagram, um barulho estranho e acima do normal faz-se sentir pela rua. De início parece ser somente alguém a falar mais alto logo pela manhã, mas o som adensasse, as vozes elevam-se, até que o menino percebe que a vizinha estridente debaixo e o vizinho porco do lado estão numa discussão bem acessa. Nomes e palavrões bem feios são proferidos, ameaças e gestos acompanham e a gritaria continua, as portas batem para se voltarem a abrir e tudo recomeçar em menos de um minuto.

Uma discussão acesa que já vinha a ser sentida há algum tempo pelo menino, sendo adiada até que o pontapé de saída aconteceu quando um portão se abriu, duas pessoas se olharam, a noite de ambos deve ter sido mal dormida e o choque aconteceu sem sabedoria para se conversar e resolver as coisas a bem, sem causar estranheza e ganhar um destaque pela imprensa do passa a palavra cá do sítio. 

14
Abr19

Arrumações noturnas

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Tenho uma questão a fazer a quem vive em prédios ou moradias geminadas, visto achar e querer mesmo acreditar que não serei caso raro a sofrer com as arrumações noturnas de casa dos vizinhos do lado em alguns dias da semana. 

Estão a ver aquelas pessoas que têm todo o tempo do mundo, que dormem durante toda a manhã porque os horários são geridos por si e não pelo regulamento de uma entidade patronal? E estão a ver essas mesmas pessoas que acordam mais tarde que a maioria da sociedade e se deixam também ficar até mais tarde acordadas? E agora imaginem que essas mesmas personagens além de dormirem um pouco ao contrário dos outros por não existirem necessidades de cumprirem horários e acharem que os outros, os vizinhos, não ouvem que de noite é que andam a fazer limpezas em casa, rastejar móveis, abrir e fechar janelas e com as vassouras, mopas e afins a baterem nas paredes, esquecem-se que não vivem neste planeta sozinhas. 

Agora digo-vos que isto acontece em horários para lá da hora do silêncio que em sociedade é pedido para uma boa comunhão entre todos. A mim incomodam mas não é isso que não me leva a adormecer, mas há quem ganhe alguns nervos por se concentrar em demasia no barulho alheio e depois quem ouve a resmunguice acaba por se irritar. 

14
Mar19

Curtas e Diretas | 142 | Gritarias

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Sabes o que é acordar na aldeia, onde vives desde que nasceste, com as vizinhas a passarem na rua aos gritos por tudo e por nada logo pelas primeiras horas da manhã quando estás de folga? Obrigado às minhas ricas vizinhas que fazem questão de acordar com as galinhas e com a garganta bem afiada logo pela manhã!

05
Jan19

Falemos de má vizinhança?

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Hoje apetece tocar no tema dos maus vizinhos que por vezes nos aparecem pela frente sem que tenhamos pedido tais acontecimentos. 

Vivo numa espécie de prédio onde partilhamos a escada para o primeiro andar com quem vive justamente na casa do lado. Foram anos a viver ao lado de uma senhora viúva que me viu crescer, mas com a sua morte a casa foi vendida e o seu novo proprietário resolveu alugar o espaço a uma família meio complicada. Pois é, além de não serem lá muito simpáticos, estas pessoas conseguem estar há mais de dois anos a viverem no prédio, a partilharem as escadas connosco e nem uma vez pensaram que deveriam limpar e lavar as escadas que frequentam. Coragem é mesmo ver que a sua entrada tem as marcas dos pés por ninguém lá passar vassoura e esfregona, sendo o resto das escadas limpas porque nós, pessoas normais, não gostamos de pisar lixo que sempre vai aparecendo pelos degraus. Será que estas pessoas não têm consciência que vivem em sociedade e que convém colaborarem nas limpezas coletivas? 

20
Jun18

Vizinhança no Controlo

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Incrível é viver numa aldeia, numa rua estreita com nove casas e perceber que estejamos a entrar ou a sair não é fácil não se ser detetado. É verdade, sempre alguém surge no quintal ou mais frequentemente a sacudir o seu tapete na janela no momento em que se fecha o portão na chegada ou partida. Vizinhança assim não é para todos!

Diria até que estes vizinhos são melhores que a polícia municipal. Guardam tudo, dão fé de tudo e conseguem saber quem está em casa ou quem anda na vadiagem após os horários de trabalho que talvez até tenham apontados em listas presas com um íman ao frigorífico. Ao sair de manhã, lá surge alguém por um quintal vizinho, para receber os bons dias. Já ao almoço se estiver a chegar, sempre ou quase sempre, tenho uma vizinha a sacudir tapetes. Já me perguntei quantos tapetes existirão naquela casa ou se será sempre o mesmo, aquele que está na porta de entrada, pronto para lhe pegarem e saírem para o quintal como premissa para verem se os vizinhos trazem ou não sacos consigo. Ao final do dia a mesma coisa acontece, sempre com alguém a surgir de uma porta ou janela para mirar quem sai e quem entra, com companhia ou a solo, sacos ou mochilas. 

Viver numa aldeia onde todos se conhecem é assim, controlo ao mais alto nível da vizinhança mais desocupada e que gosta de saber tudo o que se passa pelos arredores, dentro e fora de portas. Basta um descuido e a vida privada fica pública, pelos menos os horários de entrada e saída de casa estão controlados, sabendo-se também quando recebemos visitas, quando o correio chega, as compras mais volumosas que foram feitas e até quando se fica uma noite fora de casa e o carro não está na rua como habitualmente pela manhã.