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O Informador

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27
Abr20

Bactéria ocular

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Nos últimos dias tenho estado bem mais ausente do blog e redes sociais, deixando tudo em modo automático com textos feitos e guardados há algum tempo por uma necessidade maior que de um momento para o outro me fez transformar a quarentena num estado de vida quase nulo.

Uma bactéria alujou-se no olho direito e trouxe consigo uma úlcera da córnea e a dupla fez com que ficasse quase sem ver. Recorri ao hospital, muito a custo porque o Covid19 pesa sempre no momento de tomar este tipo de decisões e enfrentei as urgências do centro hospital de Vila Franca de Xira. Triagem rápida, consulta em menos de meia hora e segui para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, porque o serviço de oftalmologia não funciona em Vila Franca de noite. Mal cheguei a Santa Maria e em menos de cinco minutos estava na zona de oftalmologia numa espera que durou entre cinco e dez minutos para entrar na sala de consulta. Os testes foram feitos, a úlcera identificada, amostras para análise tiradas e medicação passada. Dois dias depois voltei ao Hospital de Vila Franca de Xira para consulta de avaliação e tudo parecia estar a melhorar mas não existiam os resultados ainda para se perceber se existia algo mais. A visão foi sendo recuperada mas a úlcera sem diminuir e passaram mais dois dias para nova avaliação e já com o resultado da análise. Uma bactéria bem sensível alujou-se no olho direito e por isso a dificuldade em tratar. Medicação alterada para ir de encontro aos novos dados, cuidados a manter e visão a recuperar aos poucos. 

O uso ao longo de dezoito anos de lentes de contacto a causar cansaço da visão, o ar condicionado e a luz mal colocada em certos pontos do dia-a-dia com alguma possibilidade de embater com as penugens da mudança de estação terão contribuído para chegar a este estado que só deu mesmo sinal de rutura quando já se encontrava no limite. Felizmente que até aqui apanhei equipas em ambas as unidades hospitalares super práticas, responsáveis e com o dom de saberem o que é dedicar tempo ao utente com explicações, educação e um bom senso para explicarem a situação em cada passo e possibilidade que surge.

Apanhei um valente susto que não ficará resolvido pelas próximas semanas, sendo algo para ir tratando com tempo e lentamente pelo que me foi passado. Confesso que pensei que iria ficar sem conseguir ver do lado direito no dia em que fui para o Hospital. Não entrei em pânico mas senti o nervoso a dar cabo da energia e do pensamento sem querer partilhar o que pensava e sentia naqueles momentos de espera, em que optei por iniciar sozinho para não colocar também ninguém em risco nos corredores hospitalares e porque existem situações em que me consigo tranquilizar melhor se estiver sozinho do que se sentir necessidade de partilhar por saber que está alguém ao meu lado em espera para que desabafe.

 

 

04
Dez19

Primeira conjuntivite

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Acordas e tens uma dor leve no olhar que te desfoca através das lágrimas a visão. Lavas a cara e tentas perceber o que está a afetar a tua visão. Não encontras qualquer pestana, grão de pó ou impureza. Pensas que passado um pouco está tudo bem. As horas passam e a tua visão tendem a piorar, a comichão surge e não consegues entender o que se passa. Não podes colocar as tuas lentes de contacto para saíres de casa. Vais à porta da rua e percebes que o sol te afeta. Colocas os óculos de sol sem graduação porque tens de te deslocar a uma farmácia para te receitarem alguma coisa. Conjuntivite é o nome que dão ao mal estar sentido no olhar. Um frasco de pingos sai contigo do estabelecimento. Voltas a colocar os óculos escuros para andares na rua e chegares a casa. Optas por ficar no escuro porque a luz do dia afeta, colocas os pingos, estás a melhor com as horas que passam e quando dás por isso passou um dia de folga perante o qual não desfrutaste porque tiveste a tua primeira conjuntivite ao fim de trinta e três anos, onde mais de metade dos mesmos usas lentes de contacto e nunca nada deste género te tinha acontecido. Esta história é minha, eu sou o Ricardo, o moço que ficou com conjuntivite assim do nada e ao fim de mais de trinta anos, sem saber como era ter esta reação ocular. Espero que tenha sido a primeira e a última! Obrigado!

 

19
Nov18

Escuteiros na noite

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Muitos irão voltar a reagir contra o que vou partilhar, no entanto tenho de regressar ao tema dos escuteiros que andam por ai de noite, sem coletes refletores.

Falei em tempos nos grupos de crianças que circulam de noite sem um adulto por perto e de não compreender os pais e encarregados de educação que colocam os menores nestes grupos que passam fins-de-semana a fazerem muitas vezes provas físicas no mato, com chuva e frio, quando depois são tão preocupados que os têm de deixar praticamente na porta da sala de aula para que não andem uns metros a pé e corram riscos a atravessarem a estrada. Agora falo de jovens mais velhos que não têm a ideia básica da importância de serem visíveis perante os condutores que por eles passam. 

Há dias, numa estrada com pouca iluminação, e sem qualquer aviso, deparo-me com um grupo de jovens a pé, sem qualquer sinal ou colete refletor no elemento da frente. Existia um colete sim, mas numa das pessoas que ia mais no centro do grupo e que levava ainda um casaco por cima, tapando parte do colete, o que acaba por não lhe valer de muito. Primeiro esse elemento, ao ser o único com refletor, deveria ir na frente, sendo que todos deveriam levar coletes. Ao não levarem coletes podiam pelo menos levar uma lanterna na mão, mas nem isso existia naquele grupo. Se a estrada pouca luminosidade tinha, se iam no escuro e sem identificadores, como queriam ser vistos? Dei pelos jovens quando as luzes do carro se aproximaram do primeiro rapaz que ia na frente e percebi que em fila lá circulavam, mas antes disso nada me fez ter um maior cuidado porque não existia forma de antever o que iria surgir, para mais num caminho onde não existe passeio, circulando o grupo por cima do traço que divide a estrada da vala. 

27
Jun18

Santana Lopes prepara novo partido

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Pedro Santana Lopes deixou a direção da Santa Casa da Misericórdia para se candidatar à liderança do PSD de onde saiu derrotado por Rui Rio que convidou o adversário para continuar num dos principais cargos do partido. Agora, uns meses após o regresso ao Partido Social Democrata, eis que Santana Lopes sai e já prepara um novo partido. 

O próprio político afirmou à revista Visão que «a minha intervenção política no PSD acabou», existindo vontade e já algumas movimentações sobre o seu futuro que continuará a estar do lado da direita mas numa nova força militante que está a ser criada para ser apresentada em breve. 

O que se volta a concluir com esta notícia é somente o que já sabe... Santana Lopes é um autêntico salta pocinhas em termos políticos e profissionais. Saltando e criando para voltar a sair e apostar num outro sentido de onde sairá para voltar atrás. É esta a história resumida de Pedro, o que já foi Primeiro Ministro para o deixar de ser em pouco tempo para logo depois desaparecer da política e regressar uns anos depois numa tentativa de conquistar o lugar que lhe podia dar de novo a posição que já foi sua. Confusões? O carrossel da vida política de Santana é este!

24
Nov17

O drama das lentes de contacto

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Era pequeno, antes mesmo de fazer três anos, quando comecei a usar óculos. Foi cedo que os meus pais detetaram que a minha visão tinha alguma falha e como na família já existiam problemas oculares preveniram. Tive os meus primeiros óculos de plástico, brancos, e depois foi sempre a evoluir, até que por volta dos doze anos o médico achou que tudo estava bem e tive um período de três anos sem usar qualquer tipo de graduação, voltando depois atrás, talvez porque nem devia ter tido a pausa aconselhada pelo médico, e quando voltei a usar óculos já podia e tinha idade para também poder experimentar as lentes de contacto. E assim foi, desde os dezasseis anos que uso lentes de contacto. 

Se para muitos as lentes são um problema no ato da colocação, não existindo adaptação e em vários casos optarem por logo desistirem, no meu caso e talvez com sorte, além de me ter dado bem com o sistema de não perder lentes e de conseguir chegar ao método rápido de colocar as lentes sem necessitar de espelhos por perto, consegui ainda ao longo de já praticamente quinze anos não ter tido qualquer problema ocular como conjuntivites e alergias. Já trabalhei em locais com pó no ar, existiram períodos em que abusava das horas com as lentes colocadas, tomei banho e adormeci sem tirar as transparências e até hoje nada me fez ter qualquer reação menos boa para com este método de proteção e cuidado visual.

Ao longo destes anos já experimentei várias marcas de lentes e mesmo de líquidos de descanso, tendo percebido que o melhor é sempre usar produtos com uma maior qualidade e para olhos sensíveis porque embora não tenha tido problemas sei que basta por vezes falhar na marca, não fazer a limpeza correta às lentes e não ter um produto de uma marca melhor para notar diferenças que podem gerar alguma irritabilidade entre os mais sensíveis.