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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Ainda sobre o espetáculo Zoom

16
Fev19

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Já me ia esquecendo de vos transmitir um apontamento sobre o espetáculo Zoom, que se encontra em cena no Teatro da Trindade, em Lisboa. 

Sandra Faleiro, João Reis e Virgílio Castelo são atores de mão cheia e com provas mais que dadas, mas em Zoom a Sara Matos surpreende em palco e a ideia televisiva que tinha da moça que namora com Pedro Teixeira só veio melhorar ainda mais pela simplicidade que transmite em cada cena que faz, do humor ao drama, mas sempre bem. A Sara é mesmo uma das jovens atrizes com mérito próprio que mostra que chegou onde chegou graças ao seu trabalho e não por ser simplesmente um rosto bonito e por estar ligada a namoros bem badalados pela imprensa. 

 

Zoom | Teatro da Trindade

14
Fev19

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Zoom, da autoria de Donald Margulies, chega a Portugal através do Teatro da Trindade que ao encargo de Diogo Infante aposta assim também como encenador nesta história de amor onde Sandra Faleiro, João Reis, Sara Matos e Virgílio Castelo dão vida a quatro personagens bem consistentes e formadas para agitar a vida e os pensamentos umas das outras. 

Destacando a relação de Sarah, uma fotojornalista que chega ferida da Guerra do Iraque, e do seu namorado, James, jornalista que a acompanha como repórter de guerra, em Zoom o debate surge a partir do momento em que o casal se apercebe que existem divergências entre a vontade e a forma de estar e assumir o futuro entre ambos. Se para Sarah, e mesmo após o acidente que a lesionou, o futuro é continuar a enfrentar o caos e a morte dos outros para os mostrar ao Mundo, já para James é tempo de parar e refazer a sua vida como alguém que possa trabalhar com horários, tendo dias de pausa, férias, optando por uma paragem para pensar em criar família e ter filhos. Os debates como casal com divergências começam aqui e os sentimentos começam a ser revelados num momento em que as diferenças no seio da relação surgem.  

Ao mesmo tempo que Sarah e James começam a revelar as suas fragilidades como casal, ambos vão recebendo em casa o editor de fotografia com quem trabalham. Steve apresenta a sua nova namorada, Mandy, alguns anos mais nova e com uma aparente ingenuidade do seu lado que a leva a colocar o dedo na ferida em vários momentos de conversa cruzada entre os quatro. A forma como Mandy olha para a vida e para as relações de forma descontraída acaba por influenciar a decisão de Sarah e James perante o que lhes está pela frente. Afinal de contas viver de forma livre e saudável é andar a correr o Mundo atrás do mal dos outros? Construir uma vida não é só ver trabalho pela frente, o que os comentários inofensivos e desconcertantes de Mandy acabam por levar Sarah a ter reações que tudo mudam perante o seu estado de normalidade onde retratar a realidade como uma paragem é o seu dever contra a normalidade de quem só quer ser feliz. 

O Último Dia de Um Condenado | Vencedores | 04, 05, 06 e 07-01-2018

03
Jan18

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Virgílio Castelo regressou aos palcos com o monólogo O Último Dia de Um Condenado, em cena no Teatro Armando Cortez, estando este espetáculo a abrir o ano da Yellow Star Company junto do público.

Comemorando os 150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017) esta produção conta com setenta minutos de duração onde o texto de Victor Hugo é excelente interpretado pelo ator português que foi encenado por Paulo Sousa Costa. De Quinta a Sábados pelas 21h30 e aos Domingos pelas 18h00, O Último Dia de Um Condenado está bom e recomenda-se e é por isso que estiveram convites duplos em sorteio junto dos visitantes do blog.

O Último Dia de Um Condenado | Convites Duplos | 04, 05, 06 e 07-01-2018

26
Dez17

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Comemorando os 150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017), Virgílio Castelo sobe ao palco do Teatro Armando Cortez de Quinta a Sábado pelas 21h30 e aos Domingo às 18h00 com O Último Dia de Um Condenado, um texto de Victor Hugo, excelentemente interpretado pelo ator português. A produtora Yellow Star Company arrisca assim junto do público com o seu primeiro monólogo, encenado por Paulo Sousa Costa e a meu ver a aposta não podia correr melhor.

Para que todos tenham a hipótese de ver e apreciar um bom texto interpretado por um dos melhores atores portugueses, eis que estão em jogo cinco convites duplos para cada uma das sessões dos dias 04, 05, 06 e 07 de Janeiro de 2018, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo, respetivamente. Podem assim entrar no primeiro fim-de-semana do ano a assistir a um bom espetáculo.

Acreditem que vale mesmo a pena assistir a esta produção que cresce e ganha sentido à medida que a vida de um condenado se vai aproximando do fim!

"Uma adaptação a partir da obra homónima de Victor Hugo, que versa as últimas horas de um homem que está no “corredor da morte”, com o fim iminente à sua espera. É uma crítica mordaz à pena de morte, onde o autor questiona a justiça por tamanha barbaridade que é tirar a vida a um ser humano, mesmo que seja culpado por um crime de sangue. É um manifesto a favor da abolição da pena de morte, publicado em 1862. Esta obra teve repercussões em todo o mundo, contribuindo para a proibição da pena capital. Portugal foi o primeiro país da Europa a abolir a pena de morte e o romancista francês Victor Hugo referiu esse facto, congratulando o feito e dizendo “Portugal dá o exemplo à Europa, que imitará a vossa nação. Morte à Morte. Guerra à Guerra. Viva a vida! Ódio ao ódio! A Liberdade é uma imensa cidade da qual todos somos concidadãos”. 

Vencedores dos convites duplos para O Último Dia de um Condenado [16 e 17.12.2017]

15
Dez17

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Virgílio Castelo está de regresso aos palcos com o monólogo O Último Dia de Um Condenado, em cena no Teatro Armando Cortez, sendo este espetáculo uma das novas apostas da Yellow Star Company para os próximos tempos pela sala lisboeta.

Comemorando os 150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017) esta produção conta com setenta minutos de duração onde o texto de Victor Hugo é excelente interpretado pelo ator português que foi encenado por Paulo Sousa Costa. De Quinta a Sábados pelas 21h30 e aos Domingos pelas 18h00, O Último Dia de Um Condenado está bom e recomenda-se e é por isso que estiveram convites duplos em sorteio junto dos visitantes do blog.

Segue a lista dos vencedores para as sessões de Sábado à noite e Domingo à tarde, respetivamente, que foram selecionados através do sistema random.org. Maria Helena Amaral, Renato Pernadas, Tiago Miranda e Ana Filipa Machado foram os vencedores dos convites para a sessão de Sábado, 15, pelas 21h30. Já Paula Carvalho, Sílvia Ferreiro, Rodrigo Lopes, Rita Penedo, Teresa Figueiredo e Maria João Marques ganharam os bilhetes destinados à sessão das 18h00 de Domingo, 16 de Dezembro.

Convites duplos para O Último Dia de um Condenado [16/17.12.2017]

11
Dez17

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Comemorando os 150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017), Virgílio Castelo sobe ao palco do Teatro Armando Cortez de Quinta a Sábado pelas 21h30 e aos Domingo às 18h00 com O Último Dia de Um Condenado, um texto de Victor Hugo excelentemente interpretado pelo ator português.

A produtora Yellow Star Company arrisca assim junto do público com o seu primeiro monólogo, encenado por Paulo Sousa Costa e a meu ver a aposta não podia correr melhor.

Para que todos tenham a hipótese de ver e apreciar um bom texto interpretado por um dos melhores atores portugueses, eis que estão em jogo dez convites duplos para as sessões dos dias 16, Sábado, pelas 21h30, e 17, Domingo, pelas 18h00. Ou seja, para vos presentear este Natal ofereceremos para o mesmo fim-de-semana vinte bilhetes duplos para poderem ver O Último Dia de Um Condenado.

O Último Dia de Um Condenado [Yellow Star Company]

09
Dez17

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A comemoração dos 150 anos sobre a Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017) são comemorados por Virgílio Castelo através do seu regresso aos palcos com O Último Dia de Um Condenado, um monólogo adaptado da obra de Victor Hugo, autor das reconhecidas obras literárias Os Miseráveis e O Corcunda de Notre-Dame.

Em cena no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, sob produção da Yellow Star Company e encenação de Paulo Sousa Costa, Virgílio Castelo surpreende ao longo de setenta minutos a solo com um texto pesado e uma história que foi bem real para muitos que sofreram e foram condenados à morte. Primeiramente e sabendo que iria assistir a um monólogo fiquei um pouco reticente sobre o tempo de duração do espetáculo e também devido ao tema, sendo teoricamente uma união que poderia não correr bem, mas felizmente fiquei surpreendido, estando este espetáculo tão bem trabalhado e explorado que o tempo passa junto do público como para as várias personagens que o ator vai dando vida em palco. Os minutos passam num ápice como os dias, semanas e meses que um condenado vai vendo seguirem o seu caminho em espera que o seu fatídico dia chegue para que tudo termine num ato repugnante de pena capital. 

Virgílio Castelo prova em palco o seu estatuto enquanto um dos melhores atores, recorrendo a diversas técnicas para alterar o percurso da sua personagem enquanto prisioneiro a aguardar uma sentença ao mesmo tempo que vai convivendo com guardas, juízes e familiares ao longo do seu caminho pelo corredor da morte. A sociedade do século XIX torna-se alvo de críticas de um homem com um castigo penal às costas e que levanta várias questões éticas e morais para com os atos de quem o condena e que vai enfrentando ao longo dos seus últimos tempos de vida. 

Esta adaptação foi preparada num crescendo, onde um condenado mostra primeiramente os seus primeiros momentos dentro de quatro paredes até que o tempo vai passando, a noção do que está acontecendo aparece, o sofrimento provoca o cansaço e a saudade cada vez mais forte da sua vida, da sua família e de tudo o que tem fora da prisão que serve como o último resguardo para um fim anunciado antecipadamente. O Último Dia de Um Condenado pode muito bem ser descrito como um monólogo onde a ação possível se vai aproximando do público que começa a sentir preocupação para com o que se seguirá após os vários pontos fulcrais e de mudança de um homem sem qualquer possibilidade de recuo.