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06
Out18

Uma Coisa Absolutamente Incrível | Hank Green

| O Informador

uma coisa absolutamente incrível.jpg

Título: Uma Coisa Absolutamente Incrível

Título Original: An Absolutely Remarkable Thing

Autor: Hank Green

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8917-45-4

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: São 3 horas da manhã e April May tropeça numa escultura GIGANTE; uma espécie de robot com três metros de altura e aspeto de samurai. Perante a descoberta, April faz a primeira coisa de que se lembra: filma a bizarra estátua. O vídeo é publicado no YouTube e, da noite para o dia, April torna-se famosa por ter sido a primeira no mundo a registar a existência da estátua - aquela que viria a ser parte de um conjunto de mais de 60, espalhadas por várias cidades do mundo. Pouco habituada ao estrelato e às consequências da fama viral, April torna-se internacionalmente famosa e fica associada aos robots.

Um movimento emergente desperta. As pessoas querem saber: O que são estes robots e porque existem? Quem os terá criado? E mais importante ainda: serão perigosos? April começa a sua investigação e, reunindo um grupo improvável de pessoas, tenta perceber a origem destes robots e o seu sentido neste mundo.

Hank Green explora de modo magistral a forma como lidamos com o medo e o desconhecido, e como as redes sociais transformaram aquilo que entendemos por fama.

No seu fantástico romance de estreia, Hank Green revela-nos a história de uma jovem que se torna acidentalmente famosa - para logo se encontrar no epicentro de um mistério muito maior do que poderia imaginar.

 

Opinião: À primeira vista a história de Uma Coisa Absolutamente Incrível não me cativou por saber que a aparição de uma figura gigante em várias cidades mundiais estava no centro da ação e tudo o que foge do tipicamente normal não me costuma convencer em termos literários. No entanto foi através de Apryl May que consegui ficar convencido logo de início com esta narrativa para seguir em diante.

Através do que é contado na primeira pessoa por Apryl, o leitor é convidado a entrar num mundo bem real onde o imaginário tem lugar. Com recurso às redes sociais, um tema bem atual nos dias que correm, esta jovem que estava quase que desligada do mundo da internet, vê-se envolvida de um momento para o outro num turbilhão de mudanças de vida a partir do momento em que foi a primeira a ter contacto com um Karl, o gigante robot que lhe aparece subitamente pela frente. Ao mostrar o seu achado e com os Karls a aparecerem em várias cidades mundiais, Apryl começa a ser o rosto humano que se encontra ao lado deste fenómeno, passando a sua pacata vida a dar lugar a entrevistas desenfreadas sobre o tema, sendo necessário marcar presença pelas redes sociais para mostrar que está viva e que pode estar em contacto com todos os que querem saber um pouco mais sobre o que está a acontecer em torno de um fenómeno que se torna viral. 

02
Out18

O Medo | C. L. Taylor

| O Informador

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Título: O Medo

Título Original: The Fear

Autor: C. L. Taylor

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2018

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8917-24-9

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Quando Ben, o novo namorado de Louise, a tenta levar numa viagem-surpresa a França, ela entra em pânico, sai do carro e foge. Ben não entende. Não pode entender, porque não sabe o que aconteceu a Louise da última vez que um namorado a levou pelo canal da Mancha. Ela tinha 14 anos. Mike tinha 31. E o que aconteceu deixou marcas em Louise para sempre.

Hoje com 32 anos, Louise nunca conseguiu ter uma relação estável. Guarda o seu segredo inconfessável dentro do peito e, por isso, ninguém a conhece verdadeiramente. Depois do que aconteceu com Ben, decide fugir do mundo e isolar-se. Abandona Londres, deixa os amigos e começa a procurar um novo emprego perto da casa onde cresceu, que agora lhe pertence.

Ao instalar-se, descobre que Mike, agora com 49 anos, ainda vive e trabalha na vila. Quando o vê a beijar uma rapariga de 13 anos, Louise decide que já chega.

Está na altura de Mike sentir o medo com que Lou vive desde aquela viagem.

 

Opinião: O Medo nada esconde logo quando é apresentado ao leitor. Neste thriller psicológico de C. L. Taylor o leitor é convidado a encontrar personagens que sentem o terror perante os outros de diferentes formas. 

Louise é a personagem central desta narrativa que desde cedo mostra uma mulher amedrontada e marcada por atos a que foi sujeita no passado. Enfrentando o presente e tentando seguir a sua vida ao lado de Ben, o novo namorado, Lou, como é tratada, tem consigo a dor de um romance com um homem, seu professor, mais velho, quando tinha somente 14 anos. Enganada, violada e apaixonada, Lou não conseguiu enfrentar o agressor em tribunal e nos tempos que correm percebe que os poucos anos de prisão foram poucos e que de pouco serviram para uma mudança de um homem sem escrúpulos. 

Uns bons anos depois, Lou percebe que Mike, o professor, volta a envolver-se com uma outra jovem, Chloe, que com problemas familiares se deixa levar pela amizade que a leva a cair num fosso perigoso e onde toda a história parece voltar a repetir-se. 

Esta narrativa retrata a pedofilia de um prisma diferente do que habitualmente é fornecido ao leitor. Encontramos um Mike aparentemente como um homem psicologicamente bem junto de quem o rodeia, com características que em nada indicam o que esconde por detrás de um rosto amigo e que só quer que a louca que o tramou no passado desapareça de vez da sua vida. No entanto as aparências enganam e este Mike tem os ditos comportamentos desajustados, no entanto não é o louco assassino que rapta, abusa e mata, é sim um homem que tem na adolescência o seu alvo, aproximando-se de jovens inocentes e que precisam de apoio para se aproveitar como se fosse o grande protetor e salvador. Não é simplesmente mais um livro em que a pedofilia e violência sexual são debatidos de forma extrema e com recurso a cenas bem agressivas e sangrentas, visto que por aqui as bases são as mesmas mas os contornos são demonstrados de forma diferente e de modo a mostrar que no final tudo pode mesmo acontecer.

Recorrendo a passagens temporais entre o presente e a lembranças do passado de Lou, que chega mesmo a entregar o seu diário da altura a Chloe para lhe demonstrar a semelhança entre as suas duas histórias, esta narrativa consegue prender pela forma como vai sendo descrita, de como tudo se vai passando, colocando Louise, Chloe e mesmo Wendy, a ex-mulher de Mike, em confronto pelo bom e mau que cada uma passou para superar as diversas situações que este homem as fez passar. 

24
Ago18

Aconteceu em Paris | K. S. R.Burns

| O Informador

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Título: Aconteceu em Paris

Título Original: The Paris Effect

Autor: K. S. R.Burns

Editora: TopSeller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2018

Páginas: 304

ISBN: 978-989-8917-13-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Se quisesse fugir de tudo... escolheria Paris?

Amy e Kat tinham um plano: uma viagem secreta a Paris. Ninguém saberia, nem mesmo o marido de Amy. Até que Kat perde a batalha contra o cancro e o sonho chega ao fim.

Nas suas últimas palavras, Kat incentiva a amiga a fazer a viagem. Mas Amy nunca quebrou as regras, tanto na vida como à mesa - e fugir para Paris implicaria mentir ao marido e render-se a comida terrivelmente pecaminosa.

Guiada pela coragem de Kat, Amy aventura-se. Com um guarda-roupa tipicamente parisiense e muitas dúvidas, ela vai à procura de respostas para a sua vida nos cenários maravilhosos e na gastronomia da Cidade Luz.

Ao aprender que na amizade e no amor nem tudo é o que parece, ela conhece uma Paris diferente, fora dos itinerários turísticos, mas que poderá ser aquilo de que tanto precisa.

 

Opinião: O título demonstra desde logo que o leitor irá visitar Paris. Amy acompanhou a sua amiga Kat até aos seus últimos dias de vida, mas as duas tinham um objetivo, viajar até à cidade do amor em segredo. Kat não conseguiu resistir mas Amy leva o sonho de ambas em diante e numa semana em que o seu marido William se encontra em viagem de trabalho, as malas são feitas e o sonho torna-se realidade. Secretamente a visitar uma cidade que lhe é desconhecida, Amy instala-se e começa a pensar em seguir o trajeto pré-definido, mas tudo parece acontecer para que nada do que é perspetivado se venha a desenrolar.

Numa fase inicial o conhecimento para com Amy pareceu-me forçado, existindo um embaraço para com esta personagem que tem um problema de amor próprio que a leva a uma obsessão alimentar conflituosa. A falta de vontade para com refeições a tempo e horas, o pensamento nos outros e agora a liberdade omitida que enfrenta mas a medo. Amy é uma mulher assustada, solitária e que sempre viveu para cuidar dos outros, esquecendo-se de si e da sua própria felicidade e bem-estar. Quem é esta mulher que casou repentinamente por estar grávida de uma pessoa que mal conhecia, que viveu para o casamento e em prol de uma amizade que partilhava o peso da balança com o seu casamento que nem sempre foi levado a sério de ambas as partes?

29
Jun18

Sondagem sobre as Redes Sociais

| O Informador

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Ao iniciar a leitura de Quando a Luz se Apaga, uma obra da autoria de Nick Clark Windo, surgiu uma ideia que coloquei em prática. Nesta narrativa todos os humanos começam a ter um chip quando nascem que lhes dá toda a informação necessária para a vida, como um feed, onde toda a aprendizagem é feita de imediato e sem qualquer corte, mas um problema nas ligações retira a conexão total, ficando a sociedade num caos total. Com isto e porque ainda não andamos com chips incorporados mas estamos praticamente sempre ligados à internet, lembrei-me de lançar várias questões através das sondagens do Instagram sobre o modo como vamos vivendo com as redes sociais nos dias que correm.

28
Jun18

Quando a Luz se Apaga | Nick Clark Windo

| O Informador

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Título: Quando a Luz de Apaga

Título original: The Feed

Autor: Nick Clark Windo

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2018

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8869-98-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Bem-vindo ao incrível mundo do Feed!

Com apenas um pequeno chip, implantado no cérebro dos bebés ainda antes de nascerem, todos os problemas da sociedade podem ser resolvidos. Crimes violentos? Fraude? Impossível, tudo o que vemos é registado no Feed. Desaparecimentos? Faltas? Já não existem, o Feed põe-nos a todos em contacto. Esquecimentos? Distrações? Coisa do passado, o Feed não se esquece de nada.

Até ao dia em que o Feed é desligado.

Nesse dia, o Presidente dos Estados Unidos é assassinado, em direto, para todo o mundo. Pouco depois, o Feed cai. Já não há livros. Já ninguém tem computadores. Já ninguém se lembra, sequer, de como consertar as coisas mais simples. Toda a informação estava guardada no Feed. Sem ele, a civilização desaba.

E tu, quem serás sem o Feed?

Desesperados por reconstruírem alguma forma de subsistência, os grupos de sobreviventes espalham-se, desconfiados uns dos outros, paranoicos e sem rumo. Conseguirão reerguer a Humanidade?

 

Opinião: Imaginemos que um chip é implementado no ser humano assim que se nasce. Agora imaginemos que toda a informação necessária e de aprendizagem está incluída nesse chip, sempre atualizada e sem qualquer falha ao segundo. Estamos assim perante um Feed, sempre em cima do acontecimento, com todos os conhecimentos existentes e sem que nada tenha de ser adquirido porque a partir do momento em que se nasce com o chip a vida está ao virar da esquina. 

Da autoria de Nick Clark Windo surgiu Quando a Luz de Apaga, uma obra inserida no universo de literatura fantástica, algo que geralmente deixo de lado, mas que até me conseguiu agradar, embora tenha encontrado demasiados momentos forçados ao longo da trama. O autor consegue mostrar o que poderá acontecer daqui a uns tempos com a evolução da tecnologia e a dependência humana sobre a mesma. Nesta história quem sobrevive com o chip que lhe transmite tudo o que é necessário para estar em sociedade não consegue funcionar perante uma falha tecnológica que leva a que de um momento para o outro a ligação seja desligada e a realidade passe assim para um patamar desconhecido e onde a aprendizagem de raiz terá de ser feita sem quaisquer bases sobre por onde começar. 

Através de Tom e Kate, as personagens centrais da narrativa, o leitor é levado pelo renascer das cinzas quando todos ficam offline. O caminho a seguir, a sobrevivência com uma filha para proteger de um universo que ao estar desligado se torna agressivo e ameaçador. A proteção familiar é essencial, mas será que tudo corre bem para o regresso ao que já não existia na vida presente onde tudo estava estável através de um feed sempre atualizado e de controlo pessoal e social? Bea, a filha do casal, desaparece e eis que a auto missão de Tom e Kate começa em busca do que é mais importante para ambos. E foi aqui que tudo se complicou enquanto leitor. 

06
Jun18

Os Humanos | Matt Haig

| O Informador

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Autor: Matt Haig

Título original: Humans

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2018

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8869-82-1

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: E se a terra fosse o planeta mais absurdo do universo?

O professor Andrew Martin, génio matemático, acaba de descobrir a chave para os maiores mistérios do Universo. Ninguém sabe do salto que isto representará para a Humanidade... exceto seres evoluídos de outro planeta.

Determinados a impedir que esta revelação caia nas mãos de uma espécie tão primitiva quanto os humanos, estes seres enviam um emissário para destruir as provas. E é assim que um alien intruso, completamente alheio aos costumes, chega à Terra. Rapidamente, ele descobre que os humanos são horrendos e têm hábitos ridículos - comida dentro de embalagens, corpos dentro de roupas e indiferença por trás de sorrisos... Esta espécie não faz sentido!

Durante a sua missão, sob a pele e identidade de Andrew Martin, este alien sente-se perdido e odeia todos os terráqueos. Exceto, talvez, Newton, um cão. Contudo, quanto mais se envolve com os que o rodeiam mais fica a perceber de amor, perda, família; e de repente está contagiado: será que afinal há qualquer coisa de extraordinário na imperfeição humana?

 

Opinião: Os Humanos consideram os possíveis seres de outros planetas como algo estranho, a ser descoberto, mas antes disso são rotulados como extraterrestre ou aliens. Agora vamos imaginar o contrário, onde um ser de outro planeta chega à Terra e começa a apontar o dedo a todos os atos, movimentos e comportamentos estranhos que cada individuo pratica.

Isto acontece de forma bem contada em Os Humanos, onde um ser de outro planeta chega à terra para substituir o professor de matemática Andrew Martin que estando perto de revelar um segredo que pode alterar o futuro da humanidade, é retirado de cena e substituído por um ser vindo do espaço que nada conhece e pouco, numa fase inicial, compreende. Começando por enfrentar as maneiras e costumes dos terráqueos, o ser no corpo do professor é como um critico social, para mais quando surge de um local muito mais avançado que o nosso planeta. O nosso? Perdão, o planeta deles, dos humanos, já que enquanto leitores deste livro somos todos extraterrestes e estamos a conhecer a Terra.

Enviado para uma missão secreta e incumbido de a levar até ao fim, este Vonadoriano, que vem do planeta Vonadoria, tem como função eliminar provas e quem possa saber um pouco sobre a revelação que o professor Andrew terá feito acerca dos números ímpares. Só que lidando com os humanos será que este Vonadoriano consegue não criar laços com a sua nova família e elementos mais próximos do dia-a-dia?

Os Humanos é daqueles livros que nos coloca literalmente ao contrário, deixando-nos a pensar sobre determinados temas cuja opinião pessoal é banal e que por vezes se formos a simplificar tudo seria diferente. E se pensarmos no futuro, será que andaremos na rua vestidos como agora? E a comida é um bem essencial para a sobrevivência? Ver televisão ou jogar consola é um modo de entretenimento que serve mesmo para quê? A critica gratuita à forma como habitamos o planeta e o modo de interação pessoal são pontos de interesse desta história que nos leva a acompanhar a vida do novo Andrew que aos poucos aprende a conviver como um humano, ultrapassando o choque inicial com a sua chegada até por se dar conta que aos poucos os seus próprios comportamentos são feitos consoante a normalidade dos seres que estavam destinados a abater para salvaguardar um segredo que tinha de ficar esquecido para sempre. Aos poucos este ser nulo começa a nutrir sentimentos, vontades e com as suas atitudes conquista o que não tinha no seu vazio inicial. 

Após uma descoberta autêntica estaremos prontos para regressar de onde viemos ou optaremos por continuar num planeta onde tudo era mau quando surgiu? Este livro é mais do que a sua história, dando uma lição sobre os julgamentos que todos fazemos sobre determinadas comunidades e locais sem nos darmos ao trabalho de conhecer um pouco melhor cada espaço e pessoa antes de formarmos uma opinião sobre o que está perante o nosso olhar critico. O novo Andrew enfrentou o desconhecido com um objetivo e alterando a sua forma de ver e sentir cada momento mostra que também nós podemos retificar cada erro de pensamento sobre o que num primeiro impacto nada nos diz e provoca. 

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