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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Intruso | Iain Reid

16
Set19

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Título: Intruso

Título Original: Foe

Autor: Iain Reid

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2019

Páginas: 224

ISBN: 978-989-564-006-5

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Junior e Henrietta são casados e levam uma vida simples e tranquila na sua quinta, afastados do bulício citadino. Um dia, um estranho vindo da cidade chega com notícias surpreendentes: Junior foi selecionado aleatoriamente para fazer uma viagem para muito, muito longe. Ao que parece, ele é um dos candidatos para um projeto de colonização espacial. O mais bizarro é que foi tudo orquestrado para que Henrietta não ficasse sozinha durante a ausência de Junior. Nunca, nem por um segundo. Para todos os efeitos, Henrietta terá sempre uma companhia familiar. Demasiado... familiar.

Mas a ideia não agrada a Junior, cuja desconfiança aumenta de dia para dia. Afinal, que alternativas lhe restam num futuro que foi decidido por si? Em quem poderá ele confiar? Astucioso e pleno de incerteza, Intruso é um thriller psicológico e intenso que analisa a natureza das relações amorosas, a autodeterminação e o significado de se ser (ou não) uma pessoa.

 

Opinião: A premissa de Intruso é apresentada de forma bastante razoável. Junior e Hen vivem numa fazenda afastada da população, longe de tudo e todos, e mostram-se felizes pelo estilo de vida que adotaram. Num certo momento e já quando a noite vai avançada um estranho percorre o caminho que vai de encontro ao lugar onde o casal habita. Eis que chega Terrance à fazenda, um completo desconhecido que trás consigo mistério e que pretende alterar a vida daí em diante dos dois. Estarão preparados para a mudança?

Num enredo que não elabora muito porque não existe muito para fazer acontecer, enchendo demasiado com a problemática sobre o que vai acontecer com tanta mudança na vida de um casal, Intruso é daqueles livros que me deixou confuso por prometer e não conseguir surpreender. Entrando num universo de forma suave de ficção cientifica que não é explorada mas sim somente comentada como se fosse algo distante, neste thriller psicológico a base está na relação de Junior e Hen que terão de aprender a viver com a ideia que existirá uma separação, sendo necessário a preparação para Junior assumir um lugar no futuro e Hen continuar com a sua vida na fazenda mas com nova companhia. Confuso? Nada disso, isto porque rapidamente se começa a perceber que o final não irá surpreender assim tanto, sendo que ao longo do que vai sendo contado vão sendo dadas dicas sobre o que estas mudanças e substituições poderão ter por trás, o que acaba por estragar o interesse para se ser surpreendido na fase derradeira do livro.

O que andará Terrance ao longo de toda a narrativa a preparar para estudar o psicológico e toda a vida deste casal? O que Junior pensa sobre todos estes estudos e alterações que a sua vida terá para enfrentar o futuro no espaço? Quem ficará no seu lugar quando tiver de deixar a fazenda pela longa jornada?

A Fábrica de Bonecas | Elizabeth Macneal

27
Ago19

 

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Título: A Fábrica de Bonecas

Título Original: The Doll Factory

Autor: Elizabeth Macneal

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2019

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8917-97-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Londres, 1850. O edifício que albergará a Grande Exposição está a ser construído em Hyde Park. No meio da multidão que ali se junta, duas pessoas encontram-se por mero acaso. Para Iris, uma aspirante a artista, aquele é apenas um encontro efémero, esquecido passados poucos segundos. Mas para Silas, um colecionador fascinado por coisas estranhas, aquele momento marca um novo começo?

Quando Iris é convidada a posar como modelo para Louis Frost, um pintor pré-rafaelita, ela aceita, com a condição de que Louis também a ensine a pintar. De súbito, o mundo de Iris transforma-se numa experiência dominada pelo amor e pela arte, indo além de tudo aquilo com que sempre sonhou.

Só que o mundo de Iris pode ruir a qualquer momento, pois Silas só consegue pensar numa coisa desde o primeiro encontro de ambos. E a sua obsessão torna-se cada vez mais sombria?

 

Opinião: Voltamos a 1850 e entramos no ambiente de A Fábrica de Bonecas, o primeiro romance de Elizabeth Macneal onde diversas personagens ganham vida entre ambientes escuros e assustadores. Conhecendo as gémeas Iris e Rose, que trabalham para a severa Sra. Salter numa fábrica onde bonecas de porcelana são pintadas e embelezadas, o que cria desde logo aquele local pesado a que as bonecas de porcelana são associadas por estarem sempre a olhar para todos os cantos. A par disto, é também dado a conhecer ao leitor o jovem Albie, a criança que encontra os animais mortos e deformados para os entregar a Silas, um colecionador que sonha com a criação do seu próprio museu de objetos esquisitos. No entanto o desenrolar da história acontece a partir do momento em que Iris conhece Louis Frost, um pintor pré-rafaelista, que tal como todos os outros a vêem como um objeto e não como uma mulher com limitações. Será que os sonhos de Iris, perante a desaprovação dos pais em se tornar numa artista e querer aprender com quem já o é seguem em frente ou a visão que têm de si acabará por a levar ao sacrificio e à queda dos planos?

Com Louis apaixonado por Iris a partir do momento em que se conhecem e que a começa a ter como inspiração ao mesmo tempo que lhe dá aulas e com Silas a ser apresentado e a mostrar também interesse na jovem, o que não é coordenado com os seus sentimentos, os pratos da balança parecem equilibados, no entanto as coisas não acontecem bem assim. Os contornos obscuros que envolvem Silas dão o mote para que a loucura de toda a história surja, baralhando sentimentos, desencadeado comportamentos e seguindo de encontro à premissa apresentada na capa, de que «a liberdade é uma coisa preciosa».

Com uma boa escrita mas de ritmo lento e complicado de assimilar no início, A Fábrica de Bonecas não me conseguiu cativar como era de esperar, talvez por ser demasiado leve dentro do estilo que retrata e não conseguir aprofundar os momentos que podiam revelar os reais transtornos e obsessões de cada personagem. Primeiro a falta de envolvimento e depois a incapacidade de aprofundar, levaram a que este romance com pontos de thriller seguisse o seu caminho sem deixar marca. 

A Escuridão | Ragnar Jónasson

29
Jul19

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Título: A Escuridão

Título Original: Dimma

Autor: Ragnar Jónasson

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2019

Páginas: 288

ISBN: 978-989-8917-90-4

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Abrangendo as ruas geladas de Reiquiavique, os fiordes isolados e as Terras Altas da Islândia, A Escuridão é o novo romance de um dos nomes mais entusiasmantes do policial nórdico atual.

Aos 64 anos, a inspetora Hulda Hermannsdóttir, da Polícia de Reiquiavique, está prestes a ser forçada a reformar-se, mas antes quer levar a cabo uma última investigação: Elena, uma jovem refugiada proveniente da Rússia, foi encontrada sem vida numa enseada rochosa em Vatnsleysuströnd, na Islândia.

Assim que começa a fazer perguntas, Hulda não demora muito a perceber que não pode confiar em ninguém. Elena não foi a única mulher a desaparecer naquela altura, e ninguém parece estar a contar a história toda. Quando os próprios colegas tentam pôr um travão na investigação, Hulda tem muito pouco tempo para desvendar a verdade, mas está determinada a descobrir quem é o assassino. Ainda que isso signifique colocar a própria vida em risco.

 

Opinião: Tendo a Islândia como pano de fundo e Hulga como protagonista, é tempo de começar a entrar no mundo obscuro e sombrio de A Escuridão, o primeiro volume de uma nova série de Ragnar Jónasson que apresenta este seu livro através de um enredo bastante elaborado e de forma a prender o leitor de página a página. 

Primeiramente é apresentada Hulga, que aos sessenta e quatro anos percebe que está a dias de se aposentar, mesmo contra a sua vontade, e ver o seu lugar a ser rapidamente ocupado por um novo membro de energia renovada. Sem vontade de ficar no vazio de forma solitária, sem o dia-a-dia a que se habituou ao longo dos seus anos de trabalho esta mulher é o exemplo bem retratado por parte do autor de que nunca é tarde para arregaçar as mangas e continuar com o espírito de confiança e capacidade de fazer mais e melhor. Recusando o convite para se aposentar sem nada fazer, Hulga é convidada de forma ilusória pelo seu diretor a pegar num caso já arrumado de processos judiciais antigos que não foram resolvidos. O que resulta daqui é que este convite é mesmo levado a sério e esta mulher que não quer parar pega num processo que não viu o seu fim anunciado da melhor maneira e recomeça a investigar o que os seus colegas deixaram em tempos para trás. A partir daqui o desenrolar da ação ganha vários contornos bem promissores para um policial recheado de suspense e mistério em torno da morte de uma jovem russa que pedia asilo à Islândia. 

O Homem dos Sussurros | Alex North

10
Jul19

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Título: O Homem dos Sussurros

Título Original: The Whisper Man

Autor: Alex North

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2019

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8864-65-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Se deixares a porta entreaberta, ouvirás os sussurros na certa.

«Ao longo dos anos, disse-te inúmeras vezes que não deverias ter medo de nada. Que os monstros não existiam. Desculpa ter-te mentido.»

Após a morte da mulher, Tom Kennedy muda-se com o seu filho, Jake, de 7 anos, para uma pacata povoação chamada Featherbank em busca de um recomeço de vida. Mas Featherbank tem um passado sombrio.

Há 20 anos, Frank Carter, um perverso assassino em série, raptou e assassinou cinco rapazes. Ficou conhecido como «o Homem dos Sussurros», pois atraía as suas vítimas à noite sussurrando-lhes da janela. Logo após o seu quinto homicídio, Frank acabou por ser detido.

Estando o assassino atrás de grades, Tom e Jake não deveriam ter motivos de preocupação. Só que agora um novo rapaz desapareceu, e as semelhanças entre este acontecimento e os crimes de há 20 anos são desconcertantes. É então que Jake começa a comportar-se de modo estranho?

Diz escutar sussurros vindos do lado de fora da janela do seu quarto...

 

Opinião: A expetativa estava elevada pela apresentação apresentada e se de início O Homem dos Sussurros conseguiu conquistar, com o desenrolar da ação o desempenho foi diminuindo, fazendo com que o interesse se desvanecesse. 

Com um bom início onde a ação é apresentada através de uma escrita bem elaborada e coordenada, a obra de Alex North consegue logo demonstrar através das passagens temporais entre o presente e o passado o que se irá suceder. Ao mesmo tempo que isso acontece, as passagens entre o narrador presente e ausente complicam de início mas são explicadas ao longo da narrativa. No entanto no geral, e se o início prometia, o desenrolar faz-se com vários momentos pausados que ajudam a criar o suspense necessário mas que acaba por cansar o leitor habitual de policiais que já não se deixa levar por mistérios sem grandes pontas soltas e onde tudo parece acontecer dentro das personagens mais esperadas e presentes permanentemente na obra. O Homem dos Sussurros tem um problema, falta de ação e maiores desenvolvimentos ao longo de toda a leitura, sendo exigente no início e perdendo o interesse até ao final. Não posso dizer que o fim foi sendo antecipado com as dicas que foram sendo dadas, no entanto não me senti surpreendido pela forma como tudo é contado, uma vez que o criminoso também é revelado bem cedo sem grandes reviravoltas, perdendo assim o gosto pela descoberta que ainda me podia continuar a envolver.

Companhia Silenciosa | Laura Purcell

20
Mai19

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Título: Companhia Silenciosa

Título Original: The Silent Companions

Autor: Laura Purcell

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2019

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8917-88-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Ninguém estava verdadeiramente sozinho.

Nunca.

Não naquela casa.

Tendo enviuvado recentemente, Elsie muda-se para a antiga propriedade do marido, a isolada e decrépita The Bridge, para poder descansar durante a gravidez e superar o luto.

Rodeada por criados ressentidos e aldeões que rejeitam a nova herdeira, Elsie tem apenas como companhia a tímida Sarah, prima do seu marido. Ou ela assim pensava. Dentro da grande mansão, descobre um quarto fechado a sete chaves, cujo interior abriga um diário com a obscura história de família e uma figura em madeira absolutamente perturbadora… e muito parecida com Elsie.

Na casa, todos têm medo da figura pintada, à exceção de Elsie… Até que ela própria começa a sentir aqueles olhos a seguirem-na para todo o lado. Inspirado no imaginário de Shirley Jackson e Susan Hill, este é um romance de terror vitoriano que evoca um medo inquietante em relação às presenças fantasmagóricas que espreitam nas sombras…

 

Opinião: Caracterizado como literatura fantástica, Companhia Silenciosa encaminha o leitor por um ambiente gótico até uma mansão meio abandonada e assombrada em Inglaterra. Seguindo o percurso de Elsie, uma recém viúva grávida, conhecemos a história de uma família e da mansão entre o passado - 1635 - e o presente - 1865. 

Ambientes, familiares, criadagem, aldeões e tudo o que envolvem os dois tempos bem distintos mas que contam a mesma história. O que esconderá aquela casa que todos temem? Uma porta trancada começa a contar segredos, despejando para o leitor o que todos temem saber. Afinal o que é a companhia silenciosa que se apresenta tal e qual Elsie? Uma figura misteriosa em madeira, com olhar sinistro e que aparece em locais inapropriados quando menos se espera. Ao mesmo tempo que no presente encontramos esta companhia, percebemos através de um diário do passado que este problema não é novo naquela mansão. 

A Rapariga da Falésia | Rachel Abbott

02
Abr19

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Título: A Rapariga da Falésia

Autor: Rachel Abbott

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2019

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8917-72-0

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Quem acreditará na sua história se a única testemunha estiver morta?

Mark e Evie vivem numa casa magnífica, no alto de uma falésia, com grandes janelas de vidro viradas para o mar. Após um romance breve e repentino, Evie engravidara e decidiram viver juntos naquela casa, que pertencia a Mark.

A irmã de Mark, Cleo, desconfia. O irmão mal tinha feito o luto da primeira mulher, quando conhecera Evie. Nem sequer conseguia descer ao ginásio da casa, por ter sido lá que ela morrera, num alegado acidente. E agora, quando Evie surge com nódoas negras e feridas, culpando pequenos acidentes e distrações suas, Cleo fica novamente preocupada. O seu irmão é um homem bom. Ele não pode ter nada a ver com aquilo. Ou pode?

Na noite em que a sargento Stephanie King é chamada à casa do alto da falésia, encontra um cenário de terror. Dois corpos entrelaçados na cama, sangue espalhado por toda a parte. Um deles morto, o outro vivo.

O que terá acontecido realmente naquela noite?

 

Opinião: A Rapariga da Falésia foi a minha primeira leitura da autoria de Rachel Abbott e se me perguntarem se o voltava a ler só tenho uma coisa a dizer... Claro que sim e com isto e antes de me começar a alongar, só vos posso dizer que se ainda não têm o vosso exemplar, que o comprem porque este thriller psicológico é bom, emocionante, vibrante e com bastante emoção derivada a todas as reviravoltas que se dão do início ao surpreendente final.

Criando um bom enredo centrado em Evie e com o seu companheiro Mark sempre por perto, tal como a irmã deste, Cleo, esta história surge com o casal tipicamente perfeito no centro da ação. Tudo parece bem até que o leitor começa a perceber que existem detalhes entre o casal e mesmo com a cunhada por perto que não batem assim tão bem como as coisas são vistas pelos outros. O que terá Cleo contra a cunhada? Mark, após perder a primeira esposa, de quem também Cleo não gostava, como pode agora seguir com as suas dúvidas perante Evie que parece ser tão perfeita? Quais as razões que levam ao surgimento de alguns acidentes caseiros e inusitados por parte de Evie quando Mark parte em viagens de negócios? São vários os mistérios apresentados ao leitor desde bem cedo nesta trama que com poucas personagens logo prende pelo primeiro impacto e depois com o desenrolar de todas as situações e com um ritmo alucinante onde as reviravoltas surgem quando menos se espera. É impossível deixar de lado esta leitura que surpreende tão facilmente e que assim continua até à última página. Claro que não vos posso contar como tudo vai acontecendo e as reviravoltas que prendem realmente o leitor, mas dizendo que tudo prende do início ao fim, poderão ter uma ideia do que encontrarão ao pegarem em A Rapariga da Falésia.

Uma Coisa Absolutamente Incrível | Hank Green

06
Out18

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Título: Uma Coisa Absolutamente Incrível

Título Original: An Absolutely Remarkable Thing

Autor: Hank Green

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8917-45-4

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: São 3 horas da manhã e April May tropeça numa escultura GIGANTE; uma espécie de robot com três metros de altura e aspeto de samurai. Perante a descoberta, April faz a primeira coisa de que se lembra: filma a bizarra estátua. O vídeo é publicado no YouTube e, da noite para o dia, April torna-se famosa por ter sido a primeira no mundo a registar a existência da estátua - aquela que viria a ser parte de um conjunto de mais de 60, espalhadas por várias cidades do mundo. Pouco habituada ao estrelato e às consequências da fama viral, April torna-se internacionalmente famosa e fica associada aos robots.

Um movimento emergente desperta. As pessoas querem saber: O que são estes robots e porque existem? Quem os terá criado? E mais importante ainda: serão perigosos? April começa a sua investigação e, reunindo um grupo improvável de pessoas, tenta perceber a origem destes robots e o seu sentido neste mundo.

Hank Green explora de modo magistral a forma como lidamos com o medo e o desconhecido, e como as redes sociais transformaram aquilo que entendemos por fama.

No seu fantástico romance de estreia, Hank Green revela-nos a história de uma jovem que se torna acidentalmente famosa - para logo se encontrar no epicentro de um mistério muito maior do que poderia imaginar.

 

Opinião: À primeira vista a história de Uma Coisa Absolutamente Incrível não me cativou por saber que a aparição de uma figura gigante em várias cidades mundiais estava no centro da ação e tudo o que foge do tipicamente normal não me costuma convencer em termos literários. No entanto foi através de Apryl May que consegui ficar convencido logo de início com esta narrativa para seguir em diante.

Através do que é contado na primeira pessoa por Apryl, o leitor é convidado a entrar num mundo bem real onde o imaginário tem lugar. Com recurso às redes sociais, um tema bem atual nos dias que correm, esta jovem que estava quase que desligada do mundo da internet, vê-se envolvida de um momento para o outro num turbilhão de mudanças de vida a partir do momento em que foi a primeira a ter contacto com um Karl, o gigante robot que lhe aparece subitamente pela frente. Ao mostrar o seu achado e com os Karls a aparecerem em várias cidades mundiais, Apryl começa a ser o rosto humano que se encontra ao lado deste fenómeno, passando a sua pacata vida a dar lugar a entrevistas desenfreadas sobre o tema, sendo necessário marcar presença pelas redes sociais para mostrar que está viva e que pode estar em contacto com todos os que querem saber um pouco mais sobre o que está a acontecer em torno de um fenómeno que se torna viral.