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O Informador

14
Ago20

Desperdício de Agosto

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Os primeiros dias de Agosto foram quentes, bem quentes, convidativos para aproveitar cada dia de pausa e circular até à praia mais próxima para me refrescar com as águas frias do Oeste e levar com aquela maresia, que de manhã se faz acompanhar com nevoeiro cerrado como se o dia tivesse totalmente desperdiçado com um tempo ameno e onde o sol promete ficar escondido ao longo da manhã e tarde. Os dias tiveram bons e aqui o rapaz não os aproveitou para ir até à praia!

Agora que o meio de Agosto se tornou ventoso, cinzento e mesmo com alguns momentos de chuva, eis que a vontade de acordar cedo nos dias de folga para seguir para a praia surgiu, mas a ideia não conseguiu ser levada em diante porque as temperaturas baixaram. Por aqui unir mar, areia, vento e eu no mesmo espaço não funciona, existindo um contrassenso entre estes elementos que não consegue ser ultrapassado, principalmente o vento que levanta areia por todo o lado, inclusive para cima de mim e da minha toalha que gosto de manter limpa!

19
Jul20

Armação de Poeta!

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Livremente entoei um pequeno verso que me surgiu pela mente após uma leitura que acabou por me inspirar com simples trocas de palavras com uma criação que não faz nada o meu género, mas como apetecia fazer algo original para publicar no TikTok, eis que me aprumei de virgem santíssimo, de botão abotoado ao queixo e lá deixei que a voz saísse com as linhas que se seguem...

 

Com o frio levanto-me à noite

E vou-me deitar à luz da vela.

Com o calor, bem pelo contrário,

Vou-me deitar com o sol na janela.

 

O resultado final acabou por ser o representado abaixo. Mais parolo que isto na altura não consegui, mas acredita que consigo descer ainda mais baixo, tanto na inspiração da escrita como na forma de apresentação que pode sempre ser recriada por todos vocês. 

21
Abr20

A molha da quarentena

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Os últimos dias não têm andado estáveis no que toca ao tempo. Ora está sol, ora chega a chuva e por vezes até os travões. Há dias aqui o chico esperto decidiu ir fazer o treino diário da quarentena, como tem sido hábito, mas como tinha estado a chover durante horas e o sol naquele momento brilhava, consultei a meteorologia no telemóvel e tudo indicava que podia sair porque não iria chover no espaço de três horas.

Alterei a roupa, calcei os ténis, telemóvel no bolso, auscultadores no seu devido lugar e lá fui eu. Optei por seguir um novo percurso para não seguir sempre os mesmos caminhos e eis que quando estava quase a meio do percurso para começar a iniciar a rota em direção a casa, as nuvens começaram a conferenciar para me tramarem. Em menos de cinco minutos os primeiros pingos surgiram, conseguindo resguardar-me por baixo de um espaço abandonado, aguardando que as melhorias surgissem. Com o que parecia acalmar da chuva, voltei à estrada e começei a seguir em direção a casa, já que o céu parecia voltar a limpar, mas eis que quando a uns dois quilómetros de casa recomeçou a chover, nada ao de leve, com pingos bem grossos e sem cessar. 

Corri, andei de forma mais rápida e só pensava que tinha de seguir por não existir onde me esconder de tanta água até chegar à aldeia que parecia cada vez mais longe. A chuva não parou nem acalmou e só mesmo quando já me consegui recolher por baixo de uma varanda é que a massividade da chuva acalmou e segui a andar para casa sem cair pingo algum. 

 

20
Fev20

Frio ao Sol

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Fevereiro chegou e prometeu umas ligeiras e subidas de temperatura. Na verdade o sol tem feito frente à chuva, só que o frio continua a arrasar com os nossos ossos e parece tardar em desaparecer. 

Durante estes últimos dias o sol tem brilhado bem alto e quando se acorda a vontade é abrir as portadas e ficar pela varada a aproveitar o que aparentemente parece uma manhã quente. No entanto quando saímos as portas a perceção é bem diferente. O frio faz-se sentir, abafando por completo os raios de sol que brilham mas que pouco conseguem fazer quando o corpo necessita de verdadeiro agasalho para que não viremos pedras de gelo. Está um frio de rachar numa luta desigual entre o sol que brilha bem forte e estas frentes frias que parecem tiradas de congeladores bem fortes. 

11
Nov19

Primeira constipação da temporada

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As noites mal dormidas voltam a atacar num momento em que a primeira constipação desta temporada fria dá os seus sinais de existência. As noites chamam o frio, o pingo no nariz surge, os lenços de papel fazem-se de companheiros de jornada e a tosse seca ataca quando o sol desaparece e a lua toma o seu lugar.

As diferenças de temperatura entre os vários locais não ajudam, o entre e sai do quente para o frio, os ar condicionados, casacos que são vestidos e despidos, corpo quente em contraste com água fria, correntes de ar... Tudo ajuda a ficar constipado nesta altura do ano onde o sol brilha agora para se esconder em menos de nada e dar lugar aos pingos que caem gelados sobre cabeças desnudas.

Engripado, garganta arranhada e corpo meio dorido! Novembro por estes lados não corresponde somente ao mês do aniversário, sendo também o período em que a primeira constipação da temporada surge.