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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

28
Jul18

Literatura de companhia

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Primeiramente sou conquistado por um título numa capa atraente que chama, apela a que lhe pegue e que perceba o que está na sua contracapa, a sinopse que muitas vezes se faz acompanhar por citações de críticos que acabam por ajudar a escolher levar ou não uma certa obra comigo para que me possa sentir bem acompanhado ao longo de várias horas. A primeira fase é concluída muitas vezes com várias semanas de antecedência até que a nova etapa surja.

É assim o meu apego literário, primeiro escolher, depois nem sempre ler nos primeiros dias, deixando o livro esperar, ganhar o seu espaço na mesa-de-cabeceira, até que ganhe o seu tempo, entendendo cada vez mais como a disposição pessoal é importante para poder entrar numa determinada leitura.

Esta é a verdade, ler um romance num momento em que andas muito bem com a vida é para mim, por vezes, um desastre, por não levar tão a sério certos momentos relatados em vidas que podem existir por aí. Num bom momento adoro entrar em narrativas onde o suspense, os crimes e violência, a maldade e os conhecimentos surgem, dando um pouco mais de trabalhado e criando no leitor um maior estímulo onde a necessidade de concentração é essencial. Estando de bem com a vida, numa boa fase, consegues encontrar-te bem melhor com uma leitura que exige mais de ti, o que, por exemplo, os romances comigo não necessitam. Vejo uma bela história de amor a ser contada através de palavras escritas como um bom companheiro para relaxar, deixar a mente sonhar, mesmo que o momento pessoal não seja o melhor, pelo menos durante aqueles momentos deixas os teus problemas, acabando por entrar numa vida que talvez desejasses ter ou viver, deixando de lado o que por vezes te apoquenta.

Um bom livro convida o seu leitor a viajar, a entrar numa história que não é sua, mas que pode ser quando é possível ficar lado a lado com cada personagem e ter um momento experimental de tudo o que vai acontecendo. Dos meandros obscuros das histórias pesadas às criações românticas, o que nos dará maior alento num momento mais chato? A leveza do sonho, ao contrário dos pesadelos que só nos poderiam colocar mais para baixo, o que não é exatamente o que necessitamos em certas fases pelas quais vamos passando.

15
Abr18

Hábitos e manias de leitor

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Vinte anos como leitor solitário desde que comecei a pegar num livro e a descobri-lo aos poucos, ao longo de dias, com vontade e sem me sentir obrigado a fazê-lo. Ao longo deste tempo fui ganhando manias e costumes literários pessoais que vou mantendo e adaptando aos locais por onde gosto de desfrutar de um bom livro. 

Geralmente as minhas leituras em casa são feitas sentado ou já meio deitado para o fim, no sofá ou num banco junto à mesa da cozinha. São os três locais onde costumo ler quando estou em casa e geralmente é na cama, durante a semana e após o jantar, quando estou no período antes de adormecer, que passo mais tempo de livro na mão ou no colo a fazer-me companhia, enquanto a televisão fica ligada, muitas vezes sem lhe prestar qualquer atenção enquanto conheço as personagens literárias que me estão a fazer companhia. Já fora de casa, geralmente num café, com ou sem esplanada, em jardins, quando o tempo está convidativo, ou mesmo a biblioteca pública são locais onde gosto de passar horas a ler, mais ao fim-de-semana quando os tempos livres surgem com maior regularidade na vida de um trabalhador de horário completo ao longo da semana. 

Os locais presumo que não se tenham alterado muito ao longo do tempo, o que fui alterando foi a forma de me envolver com a leitura, deixando de há uns tempos para cá marcações através de post-its coloridos no início dos parágrafos a destacar para mais tarde recordar, ora para fazer o texto de análise do livro, ora para citar alguma frase mais bem expostas ou simplesmente para fazer uma passagem rápida pelas partes mais marcantes da obra. Nas leituras dos últimos anos são vários os livros marcados e com a lateral toda colorida consoante a cor escolhida para deixar as minhas preferências ao longo do que vai sendo contado.

Se as marcações agora acontecem com post-its finos e coloridos, já o marcador deixou de há uns tempos para cá de ser em papel, dando lugar a um pequeno íman que fica preso nas folhas, deixando assim a marcação do parágrafo exato onde fiquei na última paragem. 

Se tenho manias enquanto leitor, também depois tenho hábitos nem sempre bons como detentor dos livros cá de casa. Odeio emprestar livros, para mais quando estão marcados por existirem espaços destacados que só me dizem respeito a mim, não tendo quem lê o mesmo exemplar de saber ou ficar a pensar sobre a razão de ter achado uma frase mais importante ao longo da leitura. A par disto porque emprestar livros por vezes também significa que os mesmos já não regressam nas mesmas condições, isto quando regressam, tendo alguns já ficado pelo caminho, mesmo após os ter pedido e dado várias dicas que os livros emprestados são sempre para devolver. E quando percebi que um livro que emprestei foi depois emprestado sem me terem dado qualquer informação que o iriam fazer, conseguiram piorar a situação sobre o pensamento que tenho, talvez egoísta, de não gostar de emprestar os meus livros. 

08
Abr16

Presentes literários!

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Sabem uma coisa? Uma pessoa pode estar chateada, andar meio tristonha e com um estado de espírito pesado, mas quando se chega ao final do dia a casa e percebe-se que o carteiro não deixou um, nem dois, mas sim três presentes transformados depois em quatro à nossa espera, o dia parece ganhar novo ânimo! 

Foi isto que me aconteceu esta semana com presentes das editoras Clube do Autor, Chiado Editora e Editorial Presença, que me deixaram bem alegre só por ter visto os envelopes antes mesmo de lhes pegar para os abrir como uma autêntica criança feliz por receber alguma coisa de que gosta!

Todas estas obras irão ser lidas pelos próximos dias e o comentário sobre as mesmas já sabem que aparece sempre aqui pelo blog!

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31
Mar16

Atual leitura... Numa Floresta Muita Escura

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Uma novidade do Clube do Autor acabou de chegar à caixa de correio para começar logo a ser devorada. Numa Floresta Muita Escura, da autoria de Ruth Ware, é considerada a obra de suspense do momento. Com a premissa de um casamento e um desaparecimento, uma casa muito escura serve como cenário inicial para que o desenrolar da acção possa acontecer. Existirá uma verdadeira amizade entre as antigas colegas de escola que já não se encontram à vários anos? Numa Floresta Muita Escura está a ser apresentado como «um romance intenso, de leitura compulsiva e surpreendente. Uma história inteligente sobre quem somos e quem gostaríamos de ser.» A aventura irá começar dentro de momentos por estas paragens e já sabem que assim que tudo terminar revelarei a opinião final!

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17
Dez14

A série que mais faz chorar

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[caption id="attachment_9782" align="aligncenter" width="640"]O elenco com Jennifer Lopez, a produtora de Família de Acolhimento O elenco com Jennifer Lopez, a produtora de Família de Acolhimento[/caption]

Existem séries que se vão vendo e séries que conquistam e deixam qualquer espetador agarrado! Família de Acolhimento causa o segundo efeito em mim desde que estreou pelo nosso país através do canal AXN White! Duas mães, o filho biológico de uma delas, um casal de gémeos adoptados e dois irmãos que entretanto estão em processo de adopção integram o elenco central desta série que tem o poder de me fazer chorar quase em todos os episódios.

Os dramas do dia-a-dia de uma família normal, com jovens que têm as suas vidas numa sociedade comum onde os envolvimentos amorosos acontecem, tendo sempre o passado e os problemas do presente pelo meio. Um casal homossexual que recebeu de braços abertos os filhos que lhes têm conquistado o coração e que acabam por ficar no seio de uma família feliz e que consegue ter várias personagens ao seu redor, sempre em busca da reflexão da realidade que pode ser igual a qualquer vida de um de nós.

Família de Acolhimento é aquela série que vive do drama e das emoções presentes nas suas personagens, puxando ao sentimentalismo que tanto me tem agradado ao longo de temporada e meia já exibidas. Nesta produção está a representação das famílias que se vão escolhendo com o tempo, as chamadas famílias do coração, com diferentes feitios e ideias, tendo neste caso também algumas diferenças culturais e de raça.

Aqui está um bom produto televisivo, com personagens excelentemente bem interpretadas e elaboradas com uma história que tem sempre algo para servir de novo ao seu público. Novas tramas têm aparecido no enredo ajudando a condensar o que tem sido apresentado.

Esta é a verdadeira série da família onde tudo encaixa! O romance, o drama e o suspense! Quando chega mesmo o próximo episódio e a notícia da certeza de uma terceira temporada?!

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