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O Informador

Dispersar e não concentrar

Fila

Eu bem sei que estamos no último fim-de-semana do mês de Maio e que muitos já receberam o seu ordenado, mas será assim tão urgente fazer uma correria para estarem na porta dos supermercados quando estes abrem logo pela manhã?

Ontem, quando ia trabalhar, sim eu trabalho ao fim-de-semana e tenho folgas rotativas, passei em menos de quatro quilómetros por cinco supermercados e sabem o que vi? Parques de estacionamento cheios e filas junto às entradas automáticas com pessoas e carros de compras em modo centopeia enquanto esperavam a sua permissão de acesso ao interior das respetivas superfícies comerciais. 

 

 

Poluição sonora

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Uns gabam-se que o supermercado do rés-do-chão do seu prédio fechou para obras e que antes disso ofereceram bolachas, compotas e sumo de polpa como que um pedido de desculpas pelo barulho que irão fazer pelos próximos dias. Já por estes lados nem aviso nem comunicados e muito menos ofertas...

O café do rés-do-chão, vivo no primeiro andar, tem estado com serviço à janela, mesmo com a abertura possível de portas há umas semanas, e agora que pensam em voltar a abrir portas aos clientes estão a fazer algumas alterações interiores e o barulho das brocas e batucadas ao longo da tarde e pela noite dentro acontece sem um ai nem ui. A verdade é que de dia ainda se suporta, mesmo tendo vizinhos que têm de dormir de dia porque trabalham de noite, o pior é mesmo quando passam as 21h00, as 22h00 e mesmo as 23h00 e por três dias seguidos ouves o barulho dos buracos a serem feitos, dos armários a serem mexidos, das louças a serem lavadas e o eco das conversas a surgir no silêncio da noite.

Lembrete controlador

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Supermercados e lojas onde tenho registo de cliente geralmente aceito receber as notificações via mensagem ou email com as promoções, novidades e folhetos. Agora existe um esquema de algumas marcas que começa a cansar pelo controlo que acabam por ter junto dos consumidores que na sua vida percebem que ao terem os dados móveis ligados nas suas deslocações estão a entrar constantemente num sistema de controlo. 

Como é que me explicam as mensagens que uma determinada cadeia de supermercados me envia, nos últimos dias em que os cupões estão ativos sempre que passo nos arredores de uma das suas lojas? Ainda há pouco, quando passei na estrada nacional mesmo ao lado do supermercado recebi um chamado de Lembrete para informar que tenho um cupão para ser utlizado e com poucos dias de validade. 

Comprar livros? Só no Online!

Livros

 

O confinamento trouxe consigo diversas exceções para que o mesmo seja quebrado e que a maioria dos portugueses não entende por darem alguma liberdade para que se possam ter justificações para se sair de casa com alguma regularidade. No entanto existem outras medidas que são também incompreendidas, como é o caso da proibição da venda de livros nos supermercados que já os vendiam de forma habitual. 

Segundo as leis de confinamento ditadas pelo Governo, as livrarias terão, tal como outros serviços comerciais, de estar encerradas pelos próximos tempos. O que não se entende com isto é a proibição dos supermercados, que já tinham espaços de venda literária entre os seus corredores, de ficarem proibidos de venderem livros, porque, ao que parece, poderia servir de concorrência desleal. Esta desculpa serviria muito bem, mas nós, que estamos confinados, não vamos poder ler nestas semanas que estaremos forçosamente fechados em casa? Querem que se comece a bater com a cabeça nas paredes, que se veja televisão de manhã à noite ou se fique viciado em videojogos? Não se entende esta tentativa governamental de abstinência literária em pleno 2021.

Sem grandes confinamentos

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Primeiro dia de confinamento a meio gás em Portugal continental e eu, que fui para o último dia de trabalho antes de entrar de lay-off, constatei pelas estradas e por passar pelo interior de localidades na deslocação casa/trabalho e trabalho/casa e também pelas imagens que fui vendo ao longo do dia, tanto nas redes sociais como na televisão, que de confinamento pouco existiu nesta Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2021.

Alunos nas escolas, com pais a deslocarem-se para deixarem os filhos nos institutos de ensino e mais tarde os voltarem a levar para casa ou transportes públicos cheios com jovens que se deslocam assim para as aulas. Supermercados, farmácias, clínicas, veterinários, igrejas, bancos, oculistas, dentistas, talhos, peixarias, papelarias, padarias e outros tantos serviços abertos como se nada se estivesse a passar. Restaurantes em take-way, cafés e pastelarias a servirem o que os clientes pretendem junto a portas e janelas, esplanadas como que montadas só porque ainda não existiu tempo de serem retiradas, e muitos incumprimentos logo na partida para esta jornada. Encontros em grupo nas esquinas e jardins, pais que esperam na conversa junto dos carros que os filhos saiam da escola, crianças que saem dos autocarros e que de imediato retiram as máscaras. Ou seja, confinamos em termos laborais mas ao que parece existe tanto para se fazer lá fora que a vontade é mesmo a de sair e arranjar uma das várias desculpas possíveis para se poder circular na via pública.

Vamos aos treinos com o Lidl

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A grande febre perante a nova coleção de treino da marca Lidl está a levar os artigos a desaparecerem das estantes das superfícies comerciais de forma bem rápida, podendo já se afirmar que Portugal entrou num autêntico fenómeno já apelidado por LidlMania.

Criado inicialmente como uma brincadeira do dia das mentiras, os agora famosos ténis do Lidl rapidamente suscitaram o interesse de muitos, esgotando a edição limitada em menos de nada. Com o sucesso a levar as sapatilhas a serem posteriormente vendidas no eBay por valores avultados, a marca resolveu seguir com esta brincadeira em frente e para algo mais sério. Agora, além dos ténis, chegou a Portugal uma pequena coleção de vestuário e calçado desportivo Lidl à cadeia de supermercados. Meias, chinelos e t-shirts fazem agora parte do lote dos artigos de vestuário desportivo disponíveis de Norte a Sul do país e o que é certo é que grande parte das lojas já viram os seus stocks esgotarem, muito porque as redes sociais estão a ser invadidas por este novo sucesso. Caso para se dizer que influencer que é influencer agora calça Lidl.

Neste momento acredito que os grandes diretores da Sonae, Auchan e Jerónimo Martins, entre outros, já terão enviado rápidas ordens para que as suas marcas avancem com a produção de Calças Continente, Boinas Auchan e Camisas Pingo Doce para não perderem o barco, já que os dados foram lançados, meio Portugal está embalado e é tempo de aproveitar os logótipos bem conhecidos de todos nós para desfilarmos por ai a promover cada superfície comercial. Já te imaginaste com uma t-shirt com o slogan "Pingo Doce venha cá!"?

Pânico no supermercado

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Na quarta semana de quarentena a necessidade de entrar num supermercado aconteceu. Geralmente são os meus pais que têm feito as compras para casa, mas como tive de sair por umas horas e a fome surgiu tive de entrar no supermercado mais próximo, por acaso até dos mais calmos pela zona, para comprar algo para comer por não saber a que horas ficaria despachado. Só te posso dizer que senti pânico ao controlar todos os passos das pessoas com quem me cruzei, principalmente ao balcão onde tive de pedir o que pretendia e depois na caixa de pagamento.

Ainda não me tinha apercebido sobre esta situação, mas no momento em que atravei a entrada e passei a parte das frutas e legumes percebi que estava a fazer um olhar meio estranho de controlador, como um inspetor com visão raio-x. O que queria comer nem sabia mas fui até ao balcão da padaria e por acaso percebi que existiam pequenas pizzas disponíveis, vi um micro-ondas atrás, o que não existia antes, e perguntei se aquelas mini pizzas podiam levar um calor. E sim podiam. Tudo bem, mas só te digo que controlei a distância que deixei para o balcão, olhei para as luvas de quem me atendia, chegou novo cliente e medi se tinha deixado a distância de segurança marcada no chão, aproveitei e pedi um sumo natural para não ter de ir a outro recanto do supermercado. Aceitei o pacote com a pizza aquecida e o sumo de braços esticados e fui, fugindo dos corredores com clientes. Fui até à caixa e ia para as automáticas, mas lembrei-me que tinha de tocar no ecrã onde outros mexeram, seguindo então para uma caixa humana que estava sem fila. Paguei com contactless para evitar contacto com o dinheiro e não quis talão da compra. 

Fiquei sem Café

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Nunca, mas mesmo nunca ou quase raramente, deixo que as cápsulas de café atinjam aqui por casa o estado de stock limitado. Só que este quase nunca desta vez foi ultrapassado, tudo porque recuso-me a comprar café sem ser em promoção. 

Nas últimas semanas as minhas idas ao supermercado têm acontecido com a normalidade do costume, o problema é que a passagem pelas estantes onde a cafeína abunda aconteceram como sempre mas os preços mais baixos não têm existido. O que se andará a passar para que em vários supermercados de grupos distintos nenhum café, das marcas que gosto de consumir, tenha andado em promoção pelas últimas semanas? Tenho andando a estranhar este caso que merece uma averiguação, uma vez que fiquei sem uma única cápsula em casa e agora estou a ressacar de café e não apetece sair à rua. Muito grave toda esta situação!

Calma, já existe combustível!

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E acabou a greve dos condutores dos transportes de combustível. Após dias com todos a corrermos para os postos de abastecimento, eis que Governo, sindicato e ANTRAM entram em acordo e a greve terminou, com tudo a voltar a partir de agora à normalidade. 

A greve terminou e tudo ficou combinado para que pelos próximos meses as negociações comecem com a finalidade de valorizar a atividade de motorista de materiais perigosos. A partir de agora e de modo a lutarem pelos seus direitos, as três entidades irão reunir para definirem uma nova tabela salarial, subsídio de risco, formação especial, seguros de vida específicos e exames médicos complementares. 

Após este momento de informação, acrescento-vos que já vi boas pessoas a abastecerem com medo que o mundo terminasse e depois a fazerem as suas compras para a preparação dos dias de Páscoa, isto porque se não existe combustível os supermercados também ficariam a meio gás daqui a uns e poucos dias. 

 

Promoções constantes

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As compras loucas em altura de descontos em supermercados e lojas especializadas pertencentes a grandes grupos comerciais fazem cada vez menos sentido mas ainda há quem não tenha percebido que não é necessário aproveitar o desconto de determinado produto hoje porque daqui a uns dias voltará à tombola dos preços baixos. Não acumulem em casa pelos preços baixos porque mais dia menos dia o mesmo produto ou o seu primo irão voltar a ficar com valores convidativos, numa rotina comercial que é uma constante e faz com que as mega promoções percam cada vez mais o efeito de outros tempos.

Nos dias que correm falar em descontos nas compras do dia-a-dia é uma constante. Numa ida ao supermercado os preços baixos invadem-nos por todo o lado. Existem artigos que semana sim, semana não, estão em constante alteração de preços e só não aproveita quem não quer. Tenho o exemplo das cápsulas de café. Em todas as idas ao supermercado vou ao corredor da cafeína para olhar para o valor em que está a ser vendida a marca que geralmente gosto. Hoje pode não estar em desconto, mas na próxima semana quando lá voltar é praticamente certo que o preço já está em destaque e mais baixo. Será que vou comprar café para durar um mês ou dois? Claro que não, sabendo que mais uma semana ou duas o mesmo produto ou outro da marca volta a ficar com preço promocional, bastando assim comprar uma ou duas caixas para ficarem de reserva, não tendo de encher a despensa de casa com mais que isso porque depois irei encontrar novos preços baixos. 

Com estes preços em constante alteração entre a normalidade e as promoções estas começam a ser desvalorizadas e a não terem o efeito que as direções comerciais desejam. Há uns anos pensar que um determinado produto estava em promoção era sinal para aproveitar e comprar várias doses para se aproveitar. Agora ver os preços baixos é sinal de normalidade que já não faz com que muitos, que pensam como eu, levem consigo um maior número de unidades sabendo que o mesmo preço voltará dentro de poucos dias a surgir.