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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Elite 3 | Continua o sucesso...

Publicado por O Informador, 19.03.20

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Três temporadas e a renovação do sucesso continua a imperar para com o fenómeno da série espanhola Elite. O mistério em torno de um crime continua a ser a arma forte desta série Netflix onde não falta um bom e muito bem conduzido argumento. 

Usando a fórmula das temporadas anteriores, Elite não perde o ritmo e não esquece o que já aconteceu nos episódios anteriores, baseando-se ainda na morte de Marina logo na primeira temporada. Continuando a destacar as diferenças sociais, onde temas como o preconceito, aparência, chantagem, influência, hierarquia, poder, traição e submissão se cruzam com paixões, jogos de sedução, homossexualidade, drogas, doenças e crimes que se destacam na vida de um grupo de jovens estudantes de um colégio privado onde todos têm o seu lugar. 

Vivendo de grandes reviravoltas e recheada dos dramas habituais e que levam a algumas personagens a ganharem um maior destaque ao longo da temporada, a terceira fase de Elite retrata o ano final para muitos antes da passagem para a universidade, mostrando as preocupações, o poder económico para se seguir em frente, as bases para se conseguir e o que outros fazem para que os jogos de sedução os consigam levar em diante numa vida estudantil. Com isto e porque as entradas e saídas de personagens são fundamentais para ajudar a movimentar a histórias, dois novos alunos chegam ao colégio, negros por sinal, o que é uma estreia na série, e ambos trazem consigo as oportunidades para mexerem com o que teoricamente já estava estabelecido nas relações existentes. Apresentados como novos pares amorosos, rapidamente se entende que estes dois novos alunos não surgem somente com essa finalidade, mexendo com outros pontos e personagens para fazerem mexer e tocar em outros temas como os interesses e traições dentro do próprio seio familiar. 

A par de tudo isto existe o crime habitual para ser debatido e deixar o espetador curioso e em suspenso para descobrir quem o praticou. O assassinado é logo revelado de início, restando saber, como sempre, quem praticou o ato e esse é dos mistérios bem guardados mesmo até ao último episódio, que simplesmente posso revelar que me deixou surpreso por tudo o que acontece, pela forma como cada cena é tratada para que nada falhe na preparação de uma quarta fase que deverá surgir em breve. 

Ana com A | Temporada 3

Anne With An "E"

Publicado por O Informador, 29.01.20

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Se existe série que gostei de seguir e que infelizmente, por decisões que não correspondem aos gostos do público, termina na terceira temporada, é Ana com A, com o título original Anne With An "E".

Estreou na plataforma Netflix em 2017 com uma temporada de sete episódios. Em 2018 foi renovada com mais dez capítulos e no início de 2020 viu os derradeiros dez episódios disponíveis. Três temporadas em crescendo, tanto em qualidade de produção como a nível de história, a narrativa que conta a vida da jovem Anne prendeu, mesmo que de início tenha sentido vontade de deixar de ver a série pela irritação que esta personagem me causou por ser muito mexida, metida com tudo e sem papas na língua, o que quando surge em demasia cansa, tal como na vida real. De cabeços ruivos, sardas e muito atrapalhada, Anne é a jovem órfã que ganha uma nova família que a obriga a alterar hábitos e manias. Cheia de sonhos e boa vontade para seguir em frente sem deixar os que ama para trás, dando sempre a volta aos contratempos que vão surgindo, esta jovem acaba por ser a união de quem a rodeia.  

Nesta terceira temporada não existem exceções e tudo se adensa. A rebelde e teimosa Anne sem perder o protagonismo, tem nesta derradeira temporada novos confrontos e decisões a serem tomadas, existindo espaço também para que outras personagens tenham ganho um maior destaque por verem as suas histórias com um maior desenvolvimento. Os primeiros amores, as etnias, o racismo, a perda e as conquistas, as mudanças sociais, a aceitação e os avanços para novos mundos e em grande destaque, o poder e a importância que a mulher ganhou na época. Nesta terceira temporada de Ana com A os facilitismos não acontecem e todos têm a ganhar quando existe uma alma tão pura e sensata como a de uma miúda que procura o seu passado para conseguir finalmente ser feliz com o que tem. 

Ding Dong | Yellow Star Company

Comédia

Publicado por O Informador, 21.10.19

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Leste a sinopse que está na imagem? Que tal? Parece ser o início de uma boa comédia ou nem por isso? Um marido enganado que sabe de tudo e cria um cenário para se vingar e dar a volta a toda a situação. Parece ser daquelas histórias de amor e traições que tanto já se viu pelo teatro, novelas e salas de cinema não é? Mas não, isto porque além de Ding Dong ser do mesmo autor do sucesso Boeing Boeing, Marc Camoletti, que em Portugal esteve em cena com várias temporadas durante anos, o elenco escolhido pela Yellow Star Company para esta nova aposta é tão perfeito que todos encaixam nas suas respetivas personagens como luvas feitas por medida. 

Andreia Dinis, Gonçalo Diniz, João Didelet, Melânia Gomes, Núria Madruga e Sofia Baessa formam o elenco escolhido onde marido enganado e sua respetiva esposa com amante e uma companheira deste por empréstimo e a verdadeira mulher se cruzam com uma louca empregada bastante interventiva. Uma comédia? Mais que isso, esta é a comédia que a Yellow Star Company preparou para encher a sala do Teatro Armando Cortez pelos próximos meses e pela primeira sessão a que assisti só posso dizer que o sucesso estará de certo do lado de Ding Dong.

O público ao logo de quase duas horas de sessão, com direito a intervalo, gargalhou, aplaudiu, comentou e esperou pelo que estava para acontecer. Tudo é feito de forma rápida, sem cansar, com um bom texto e bem trabalhado onde os atores conseguem ter a capacidade de improvisar consoante a receção que estão a ter da plateia. Tudo parece estar bem sincronizado, desde a prestação de elenco, e aqui tenho que destacar que Melânia Gomes ganha um destaque enorme por estar num aquário onde está totalmente perfeita, a comédia, embora todo o elenco esteja bem. Um cenário simples e colorido como este estilo de produção pede, tempos perfeitos, e sincronização exímia. 

Sucessos que não se repetem

Publicado por O Informador, 19.10.19

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Existem livros que logo pelos primeiros instantes nos conseguem cativar para uma leitura agradável, cativante e rápida. Por outro lado, existem os que levam com várias insistências e que mesmo assim não despertam o interesse ao longo de leituras que se arrastam por um tempo mais prolongado do que o desejado. Tenho detetado um pouco isto em autores que alcançam um grande sucesso e depois surpreendem o público uns meses depois com um livro pesado, maçador e bafiento. 

Seja pelo argumento ou pela forma como tudo é contado, existem obras que nos conseguem logo agradar pelas primeiras páginas por conseguirem agarrar o leitor através de personagens que marcam e conquistam numa história que se começa a desenvolver rapidamente ganhando assim interesse. Gosto de enredos complicados mas que não elaborem demais logo de início com vinte e tal personagens a serem apresentadas num curto espaço de tempo num autêntico modo de todos ao molho e fé na paciência do leitor.

Os autores gostam de criar uma boa história que envolva mas por muito que tentem olho para obras, geralmente de autores que após um grande sucesso logo tentam alcançar outro, e percebo que após um bom argumento completo e capacitado para conquistar optam por numa segunda ronda baralhar, complicar e desmotivar o leitor. Já não é a primeira vez que uma segunda obra de autor, após o primeiro bestseller, me desilude. O que será que passa pela mente dos autores para tentarem alcançar um novo sucesso com algo tão complicado em detrimento de seguirem a linha do que correu bem?

Entendo que a necessidade de mostrar um bom trabalho exista, a pressão de editores é uma constante para se publicar dentro de prazos apertados e com a ideia de que é necessário manter os valores ou supera-los. No entanto a ideia de que é importante organizar as histórias de forma a seguir um caminho com um maior grau de intelectualidade e para que o leitor se sinta baralhado só acaba por se destacar pela negativa. Se um autor surpreende e agarra quem está do outro lado com um estilo de história porque logo de seguida altera o seu registo base para desiludir e deixar quem gostou numa primeira vez de pé atrás perante a segunda oportunidade e com o pensamento que a terceira poderá não ser uma solução?

Mentiras das redes sociais

Publicado por O Informador, 28.08.19

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Eu partilho, tu partilhas, ele partilha, nós partilhamos, vós partilhais e eles partilham! Aqui está o verbo partilhar no presente do indicativo a iniciar um pensamento sobre o que vai sendo mostrado pelas redes sociais. A questão que levanto é, a realidade que é partilhada é assim tão verdadeira?

Será que todas as partilhas são assim tão reais sobre o dia-a-dia de cada um? Não, ninguém mostra a verdade, no entanto se uns são livres e partilham o que querem e bem entendem e se aproximam com ou sem filtros, à primeira ou com sucessivas tentativas, outros elaboram tanto que só acabam por mostrar que a vida que querem anunciar ao mundo não passa de um rascunho mal elaborado que com o tempo acaba por não funcionar. 

Aquelas selfies que não o são com todos os cuidados do mundo, com a roupa emprestada, a paisagem onde estiveram de passagem é vista sim, mas com o tempo alguém acredita que aquilo é assim tão real e que a vida daquelas pessoas acontece somente entre hotéis de luxo, praias e festas? Será que quem está a partilhar vidas de fachada tem noção que é notório que as vidas não são assim tão belas como as querem fazer pintar para passar aos outros? Vocês trabalham, acordam sem maquilhagem, cozinham, depilam-se, dizem asneiras quando se aleijam e até podem ter uma unha encravada, no entanto tudo é tão belo que até parece que não precisam do emprego onde ganham pouco mais que o ordenado mínimo nacional, visitam lojas da moda mais baratas e dividem o menu do almoço com a cara metade porque não têm fome para mais. Isso é a realidade de quem só mostra o novo fato de banho ao longe para não se ver a marca porque foi comprado numa loja online diretamente da China mas que parece igualzinho ao da Calzedonia, os ténis da Primark que são uma boa imitação de lado mas de forma disfarçada dos da Nike, o chinelo da Lefties que parece os da Havaianas. Tudo mostrado ao longe, de forma a não mostrar diretamente o local das marcas, num estudo de mercado bem conseguido para se mostrar o que não se é. Meus caros, quem vos conhece depois percebe que não têm nada a não ser demonstrações de grandeza quando na realidade se percebe que de grande nada têm à vista, só se for a imaginação para se fazerem passar pelo que não são. 

La Casa de Papel | Parte 3

Publicado por O Informador, 23.07.19

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A aguardada terceira parte da série La Casa de Papel ficou disponível e bastaram 48 horas para ver os oito novos episódios. Podia ter visto de forma mais rápida, mas existe vida para além de todo o universo Netflix, felizmente!

Após o grande sucesso das duas primeiras partes da série espanhola, o grupo está de volta com novos membros e um objetivo comum, resgatar Rio de um erro cometido a par com Tóquio. Com a continuação da história e pegando no que foi feito para baralhar e dar de novo, tenho a confessar que tive algum receio desta continuação após o que correu tão bem. No entanto e mesmo não conseguindo suplantar a surpresa das duas primeiras temporadas, esta terceira parte chega com a mesma intensidade para agarrar o público devido às transformações e aos novos esquemas formados para assaltar desta vez a Reserva Nacional do Banco de Espanha. Com os assaltantes a verem do seu lado o povo que continua em luta contra as opções do estado e a polícia do outro lado da barricada, as novas personagens entram na trama para ajudarem a desenvolver e moldar a mesma história, num local semelhante e onde os acontecimentos parecem ter os mesmos condimentos. A entrada no edifício com o objetivo de negociar a recuperação de Rio para a liberdade, a procura de ouro, os acidentes e imprevistos de percurso, os planeamentos bem conseguidos e que resultam, os ataques por parte dos opositores para baterem o grupo de frente em vão. Tudo parece mais do mesmo mas servido de forma diferente, tocando ao mesmo tempo em temas como a amizade, homossexualidade, família e obesidade, por exemplo, e com estratégias que acabam por revelar o trabalho da equipa criativa para continuar a partilhar o sucesso com o público que aplaudiu os primeiros episódios desta série.

Entre membros do grupo com novas funções, inspetores com particularidades únicas, personagens que estiveram no passado mas que não apareceram nas anteriores temporadas e que revelam um pouco sobre a personalidade e o que foi feito por outros até aqui, a terceira parte de A Casa de Papel conta ainda com a presença de personagens já desaparecidas, como é o caso do grande destaque dado a Berlim que surge através dos sucessivos flashbacks que vão sendo feitos para permitirem todas as explicações. 

La Casa de Papel 3 | Calma, que existe vida!

Publicado por O Informador, 21.07.19

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Boom! Boom! Boom! Já estreou a terceira parte da série maravilha da Netflix que o ano passado conseguiu conquistar e colocar meio mundo a falar do grande assalto à fábrica da moeda espanhola. Os novos episódios de La Casa de Papel estão lançados mas é bom relembrar que além de gostar de ver séries tenho uma vida que não me permite, a bem também do discernimento mental, ver todos os novos episódios de uma só vez. 

Primeiro trabalho, segundo tenho de me alimentar, gosto de sair, adoro ler, opto por me deixar estar e tenho mais que fazer do que passar um dia inteiro de olhos colocados no ecrã para assistir a mais de oito horas de uma série de que gosto, mas calma aí. Qual a razão de andarem a ver tudo a correr para dizerem que foram os primeiros a terminar de ver a nova temporada? Tenham vida, vejam com calma cada episódio, não andem para a frente aqueles minutos que vos parecem que não vão dar nada de novo e que pouco importam para a continuação da história. 

Estou a ver a terceira parte de A Casa de Papel, a gostar, mas com tempo e medida porque existe vida para além do mundo Netflix e existem outros conteúdos interessantes que contínuo a acompanhar para além do produto espanhol que ao contrário do que pensei, até me está a surpreender pela positiva.