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O Informador

Special | T2 | Netflix

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Um ano após uma primeira temporada de sucesso, Special regressou com uma renovada fornada de episódios e mostrou que mesmo tendo sido esta a sua temporada final ainda existia muito que poderia ter sido contado nesta história onde a paralisia cerebral e a homossexualidade se unem e dão o mote para uma série educacional, libertadora e ao mesmo tempo mostrando a leveza com que a dor pode ser transformada com o apoio do amor. 

Tendo a sua primeira temporada igualmente oito episódios como a segunda, mas com quinze minutos cada, Special recebeu de imediato a boa critica junto do público que descobriu esta produção que poderia muito bem ter passado despercebida pela sua fraca promoção e conseguiu assim ver aprovada esta sua última temporada, mesmo com a Netflix a informar que seria a última pelos cortes que têm feitos em determinadas séries que não conquistam o público mundial por estarem viradas para um público exato. 

Com Ryan O'Connell como criador e ator central da história cuja personagem tem igualmente o seu nome, Ryan criou esta produção com base na sua própria experiência por sofrer de paralisia cerebral e ser homossexual, mostrando que é possível contar a sua história e a de várias pessoas com deficiência sem chatear, sem pesar a consciência do público, existindo em Special, principalmente nesta segunda temporada, a visão de que não existem motivos para se ficar excluído da sociedade por se ser diferente. 

Quem Matou Sara? | T2 | Netflix

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Se a primeira temporada de Quem Matou Sara? chegou, viu e convenceu de início, já a segunda fornada de episódios deixou logo no primeiro capítulo algo a desejar por se perceber que de um momento para o outro existiu a necessidade de se incluirem novas e relevantes personagens que nem haviam sido mencionadas nos primeiros dez episódios, além de que a procura de encontrarem novos mistérios foi necessária para que conseguissem prender o público para além do "quem matou" inicial.

Nesta segunda temporada da série mexicana os mistérios adensam-se e o cruzamento entre personagens, tempos e locais existe, continuando a mostrar o presente com base nas memórias do passado para justificar o que poderá ter acontecido. Mas como é que essas memórias se alteram com a chegada de novas personagens que nem circulam pelas redondezas logo de início e parecem agora ser fulcrais para o desenrolar de todo o mistério? Se na primeira temporada andaram para trás e para a frente para deixar todo o final em aberto, desta vez o que se pode dizer é que aconteceu o mesmo e no último episódio, quando quase tudo o que diz respeito à premissa inicial parece estar esclarecido, eis que a reviravolta acontece, mas não posso falar muito sobre essas cenas para não levantar spoiler a quem ainda não viu. 

The Crown | T4 | Temporada no feminino

Netflix

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A quarta temporada de The Crown chegou, vi e venceu pelo quarto ano seguido, arriscando mesmo a dizer que este foi o melhor lote de episódios da série que tem conquistado os seus seguidores na plataforma de streaming Netflix.

Nesta continuação da série que retrata o reinado de Isabel II, os tempos chegaram na atual temporada a outros rostos, sendo esta quarta temporada muito disputada entre três figuras femininas marcantes, a rainha, a princesa Diana e Margaret Thatcher. Numa temporada que destaca bastante o poder da mulher na sociedade e o ganho de forças num universo político marcadamente masculino, Margaret Thatcher, excelentemente interpretada por Gillian Anderson consegue puxar para si toda a atenção quando surge em cena, impõe-se como Primeira-Ministra, asfixiando e concentrando em si muito do poder, mesmo quando vozes sonantes se impõem contra o seu modo de atuar. Ao mesmo tempo Isabel II, Olivia Colman, continua em sentido a comandar todas as tropas e uma família cada vez mais desgovernada numa desorientação que não passa somente pela base e continuação. Ao mesmo tempo o príncipe Carlos, Josh O'Connor deixa passar para fora o seu romance proibido com Camila, Emerald Fennell, mas é com a jovem Diana, tão bem representada e cuidada pela atriz Emma Corrin, com quem casa e segue a sua vida com bastantes desaires no que se pretende ser um casamento feliz e representativo dentro da família real no sentido de continuação do reinado.

A história criada por Peter Morgan é conhecida de todos nós, com momentos a ganharem um maior destaque perante outros, por exemplo, achei que parte da cerimónia do casamento de Carlos com Diana seria destaque mas ficamos somente com os preparativos da festa e com a princesa a sair do seu quarto para o grande dia, ficando com um certo sentimento de que faltou ali aquele grande episódio, mas totalmente compreensível já que esta série retrata o reinado de Isabel II que será sempre o centro da ação de The Crown, embora exista um certo interesse nesta quarta temporada em valorizar os episódios dedicados a Diana.

Alguém Tem de Morrer | Minissérie

Netflix

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Alguém Tem de Morrer é a minissérie espanhola da Netflix que nos faz recuar aos anos 50. Do criador de A Casa das Flores, Manolo Caro, esta produção conta somente com três episódios, deixando muito por desenvolver por falta de espaço para deixar história e personagens ganharem tempo para mostrarem e conseguirem chegar junto do espetador. 

Com um elenco central composto por rostos conhecidos de outras séries da plataforma, como é o caso de Cecilia Suárez, de A Casa das Flores, Ester Expósito de Elite, das que vi, e também pelos atores Carlos Cuevas, Alejandro Speitzer, Isaac Hernández, Ernesto Alterio e Carmen Maura, esta série pretende mostrar a sociedade conservadora espanhola dos anos 50, tendo como base duas famílias de negócios, com costumes e combinações entre si e com pensamentos bem retrógrados.

Alguém Tem de Morrer reflete o regresso do México de Gabino, protagonizado por Alejandro Speitzer, um jovem que em pequeno foi enviado pela família para junto dos avós maternos, tendo levado consigo um segredo que todos queriam omitir. Este regresso a Espanha acontece e este jovem trás consigo um amigo, Lázaro, interpretado por Isaac Hernández, um bailarino, levantando rumores sobre esta amizade, para mais numa sociedade tão conservadora, recheada de aparências e interesses. Com uma avó, Amparo Falcón, desempenhada pela atriz Carman Maura, controladora e como centro de todas as decisões, a chegada dos jovens é logo vista como um mau presságio para a família, começando o controlo, as perseguições e afastamentos a acontecerem entre esta matriarca, o filho Gregorio, Ernesto Alterio, e a nora Mina, Cecilia Suárez, e o neto que parece seguir orientações que não lhe são bem vistas. Se as decisões não seguirem o rumo pretendido por Amparo, tudo vai correr mal e não é que as coisas correm mesmo contra a vontade desta maquiavélica matriarca que de tudo consegue fazer para não ver a sua família mal vista junto dos próximos?

 

 

Glória, a primeira série portuguesa na Netflix

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As gravações ainda estão a decorrer na região do Ribatejo e em Lisboa, mas a Netflix já fez saber, através das redes sociais, que daqui a uns meses chegará à plataforma a primeira série original portuguesa. Glória, de seu nome, será assim a primeira produção nacional a chegar à Netflix. Vem tarde mas finalmente chegamos lá!

Esta produção da SPi e com coprodução da RTP consiste num thriller que decorre nos anos 60, durante a Guerra Fria, cuja história se desenrola maioritariamente na aldeia de Glória do Ribatejo, onde fica situado um centro de transmissões norte-americano destinado a emitir propaganda do país para a Europa de Leste. Com um engeneiro português a ser recrutado pela KGB, a polícia secreta de Moscovo, para assumir os comandos da espionagem em Portugal, a aldeia ribatejana transforma-se num palco para a passagem de informação entre os vários pontos estratégicos da Europa em plena Guerra Fria. 

Com realização de Tiago Guedes e argumento de Pedro Lopes, Glória conta com os atores Miguel Nunes, Victoria Guerra, Afonso Pimentel, Gonçalo Waddington, Carolina Amaral e Adriano Luz nos papéis centrais, a quem se juntam Carloto Cotta, Inês Castel-Branco, Leonor Silveira, Maria João Pinho, Sandra Faleiro, Marcelo Urgeghe, Joana Ribeiro e Rafael Morais.