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O Informador

Dia Mundial da Poesia

Literatura, que vasto mundo de palavras que têm lugar no mundo dos livros, entre páginas recheadas de palavras corridas encontramos também a poesia, que não agrada à maioria dos leitores até se encontrar o momento ideal para nos deixarmos apaixonar por um verso mais audaz, um poema de amor ou uma quadra perfeita com que nos identificamos. Hoje, dia 21 de Março, assinala-se o Dia Mundial da Poesia e que tal todos colocarmos no pensamento que pelos próximos tempos teremos de ler uma obra poética?!

De Fernando Pessoa a Sophia de Mello Breyner, Portugal é um país de poetas eternos que fizeram suspirar no seu tempo e deixaram marcas que ainda hoje nos tocam e amanhã continuarão a ser relembrados como figuras maiores da literatura nacional. Há que agarrar nos poetas de todos os tempos e não os deixar esquecidos no tempo e pelas estantes dos livreiros. 

Passeio por Lisboa

Panteão NacionalLisboa, a cidade portuguesa que está cheia de turistas é também um bom ponto do país para os portugueses visitarem quando existe um tempinho livre para percorrer alguns dos monumentos e locais históricos nacionais. Ontem foi dia de visitar o Panteão Nacional e o Mosteiro de São Vicente de Fora, num passeio entre mortos e vivos, a história e o presente!

Depois de almoço lá fomos nós até à zona da Graça e São Vicente para visitarmos o Panteão Nacional, onde os heróis de vários feitos nacionais estão sepultados ou somente homenageados como acontece com os descobridores e navegadores de outros tempos! O fado com Amália Rodrigues, a escrita de Sophia de Mello Breyner Andresen, o general sem medo Humberto Delgado e Sidónio Pais são alguns dos nomes presentes neste monumento nacional, feito para homenagear quem sempre defendeu e levou o nome de Portugal pelo Mundo, conquistando fronteiras e quebrando barreiras, nas lutas internas e externas a favor do bem do país. Fui pela primeira vez ao Panteão da história e valeu a pena poder conhecer um pouco mais do nosso passado num local bem conservado!

Panteão Nacional

Panteão Nacional

Panteão Nacional

Amália

Depois do Panteão foi altura de subir um pouco a calçada e entrar no espaço do Mosteiro de São Vicente de Fora! Aqui, e ao contrário da visita anterior, não existe ideia do que pode ser encontrado dentro deste Mosteiro marcado pelo tempo! As relíquias, imagens e túmulos de reis, príncipes, duques e condes estão lá e a arquitectura do espaço e o que pode ser visto de Lisboa através das suas varandas é excelentemente recompensador. Posso garantir que vale mesmo a pena querer conhecer um pouco mais da nossa capital que tanta vez nos passa ao lado pela ideia do que o que é dos outros é melhor do que o nosso!

Mosteiro de São Vicente de Fora

As visitas aos monumentos nacionais deixaram-nos cansados porque tanta escada deixa qualquer um de rastos e também com uma certa forme, como tal, foi tempo de ir lanchar e aproveitar para ver a passagem dos eléctricos que continuam a marcar a paisagem lisboeta todos os dias! Lisboa é linda e recomenda-se!

Panteão Nacional

Sophia de Mello Breyner

A cultura é cara. A incultura acaba sempre por sair mais cara. E a demagogia custa sempre caríssimo.

Sophia de Mello Breyner

As palavras de Sophia de Mello Breyner, a mulher das letras que deixou marcas eternas que podem ser desfrutadas por todos! O amor pela literatura e pela cultura, a defesa das artes e o estado do país numa frase que não lhe foi cara e que retrata a sociedade dos nossos tempos onde o que de bom se faz é deixado para trás e os custos de tais atitudes ficam ao abandono de um estado sem rumo e sentido. 

Sophia de Mello Breyner será para sempre Sophia de Mello Breyner, na Estrela ou nas palavras será eterna!