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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

02
Mar19

Luto | Pessoal ou Social?!

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As discussões sobre o luto são uma constante quando por perto alguém parte para outra vida, para quem acredita que a mesma exista. O que é o luto afinal para além das vestes escuras que os mais velhos ainda tendem a usar como sinal de respeito que do meu ponto de vista não passam de pensamentos mantidos por uma sociedade que se auto recrimina se nos tempos após a morte de alguém não se vestirem com tons escuros ou mesmo de negro?!

O luto está no interior da pessoa, nos pensamentos e sentimentos que são mantidos quando se fica sem alguém que nos é querido. Existe assim uma verdadeira necessidade, através do vestuário, para se mostrar aos outros o que se sente através das vestimenta negra? Se alguém parte qual é a necessidade de quem fica de se carregar de escuro para mostrar aos outros, porque para mim é só mesmo isso que acontece, uma demonstração social de peso, de que está triste e tem de deixar de vestir roupas coloridas porque a base da solidão e da partida é o escuro. E ai de quem numa aldeia pequena não se vista a rigor de luto que leva logo com as críticas. Isto é a verdade, nas aldeias deste país, talvez mais no interior até, quem perde um ente-querido tem de se vestir de escuro a bem da sua comunhão com os que ficam, já que caso contrário quem fica torna-se uma «viúva alegre» ou «um filho desleixado» por não respeitar a alma de quem partiu.

Onde é que numa peça de vestuário se vê o que está na verdade no coração de alguém que ficou sem o seu par ou familiar? O luto está no interior de cada um e não na demonstração para os outros. Vivam as vossas vidas sem esses pensamentos de recriminação de uma sociedade hipócrita que ainda acredita que é necessário demonstrar a tristeza com cores quando cada um sabe de si e tem no seu interior os verdadeiros motivos perante a perda. 

18
Fev19

89ª Feira do Livro de Lisboa já está marcada

O Informador

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A 89ª Feira do Livro de Lisboa já tem data definida para se apresentar ao público. Este ano o maior evento literário do país irá realizar-se entre os dias 29 de Maio a 16 de Junho, ocupando grande parte do Parque Eduardo VII, como tem vindo a ser hábito.

Pouco ainda se sabe sobre o que está a ser preparado para a edição deste ano, o que já é certo é que Espanha é o país convidado, após Portugal ter sido o convidado da feira literária de Sevilha e de em 2017 também ter sido o país presente na 76ª Feira do Livro de Madrid.

Para o evento deste ano, além de Espanha ser o país convidado, a organização está a tentar voltar a surpreender os seus visitantes com um maior número de expositores e de eventos a decorrer em simultâneo ao longo dos dias em que o evento irá estar a decorrer. Além das bancas literárias e dos espaços de comida, os palcos para workshops, apresentações, sessões de autógrafos, conversas com os autores e mesmo concertos estão a ser pensados para que os leitores não se fiquem somente pelas compras e visitas ao parque, podendo aproveitar ao longo de grande parte do dia o evento com os mais diversos motivos de interesse que irão estar em destaque.

17
Fev19

Barbie aposta na inclusão

O Informador

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Foram precisas décadas para que a Mattel percebesse que existe muito mais para além de uma rapariga alta, esguia, loura e teoricamente perfeita. Há uns anos algumas Barbies incluídas na série Fashionistas começaram a ganhar cor na luta contra o racismo, tal como diferentes cores e cortes de cabelo, profissões e tipos de corpo. Agora, no ano em que a Barbie completa o seu 60ª aniversário, eis que um novo passo é dado, desta vez na direção da inclusão social com novas bonecas a serem lançadas mais para o final do ano a refletirem alguns problemas físicos. Os novos modelos a serem lançados contarão com uma Barbie em cadeira de rodas e uma outra com uma perna de prótese removível. 

Segundo a Mattel nas suas páginas pelas várias redes sociais, este lançamento pretende demonstrar «um maior reflexo do mundo que as raparigas vêem à sua volta», mostrando assim um novo esforço para reconhecer que a diversidade perante o conceito de beleza é igualitário a todos. 

Lembro, e após pesquisa, que há duas décadas, a Mattel lançou para o mercado a Share a Smile Becky, uma amiga da Barbie com mobilidade reduzida, mas a mesma foi retirada do mercado em 2017 por não se conseguir incluir no fantástico mundo da Barbie por falta de acessibilidades na casa e nos mais diversos acessórios criados ao longo destes anos. Agora é a própria Barbie que terá as suas novas versões, acreditando-se que assim os novos modelos para além da boneca possam estar a ser desenhados a favor da inclusão, uma vez que estas novas Barbies serão articuladas, tal como tem acontecido ao longo dos últimos anos com as restantes. 

27
Nov18

60 anos recordados pela desigualdade

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A marca Nestum nasceu em 1958, estando a completar os seus 60 anos, data que está a ser celebrada com a implementação na embalagem da imagem original que foi lançada aquando dos primeiros anos de Nestum no mercado. Ao longo dos últimos anos, talvez por influência do avô que sempre apreciou estes cereais ao pequeno almoço, ter uma caixa de Nestum cá por casa é praticamente obrigatório e por estes dias reparei no apontamento sobre as figuras que estão na embalagem, onde as mulheres tratavam dos filhos e nem sinal de um homem a ajudar as crianças a tomarem a sua refeição.

Se olharmos bem, nem é preciso reparar assim tanto, na embalagem celebrativa é possível ver duas crianças a tomarem a sua refeição pela mão de duas mulheres. Com sessenta anos em cima seria normal existir a ideia de que só as mulheres davam comida e tratavam das crianças da casa na altura, mas agora isto não faz de todo sentido. Não é um pouco descabido terem recorrido a uma imagem destas para celebrarem, justamente numa altura em que as diferenças e o femininos estão tão na ordem do dia? Os direitos e deveres de um casal não são iguais? Décadas atrás tudo era visto de forma diferente e as coisas aconteciam desse mesmo modo, mas agora não, esta imagem é para assinalar uma data histórica da marca, no entanto vai contra a prática dos dias que correm, em que todos somos iguais e não são as mulheres que têm exclusivamente de ficar em casa a tratar da educação das crianças. 

19
Nov18

Escuteiros na noite

O Informador

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Muitos irão voltar a reagir contra o que vou partilhar, no entanto tenho de regressar ao tema dos escuteiros que andam por ai de noite, sem coletes refletores.

Falei em tempos nos grupos de crianças que circulam de noite sem um adulto por perto e de não compreender os pais e encarregados de educação que colocam os menores nestes grupos que passam fins-de-semana a fazerem muitas vezes provas físicas no mato, com chuva e frio, quando depois são tão preocupados que os têm de deixar praticamente na porta da sala de aula para que não andem uns metros a pé e corram riscos a atravessarem a estrada. Agora falo de jovens mais velhos que não têm a ideia básica da importância de serem visíveis perante os condutores que por eles passam. 

Há dias, numa estrada com pouca iluminação, e sem qualquer aviso, deparo-me com um grupo de jovens a pé, sem qualquer sinal ou colete refletor no elemento da frente. Existia um colete sim, mas numa das pessoas que ia mais no centro do grupo e que levava ainda um casaco por cima, tapando parte do colete, o que acaba por não lhe valer de muito. Primeiro esse elemento, ao ser o único com refletor, deveria ir na frente, sendo que todos deveriam levar coletes. Ao não levarem coletes podiam pelo menos levar uma lanterna na mão, mas nem isso existia naquele grupo. Se a estrada pouca luminosidade tinha, se iam no escuro e sem identificadores, como queriam ser vistos? Dei pelos jovens quando as luzes do carro se aproximaram do primeiro rapaz que ia na frente e percebi que em fila lá circulavam, mas antes disso nada me fez ter um maior cuidado porque não existia forma de antever o que iria surgir, para mais num caminho onde não existe passeio, circulando o grupo por cima do traço que divide a estrada da vala. 

20
Out18

Anúncios enganadores

O Informador

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Quem já andou à procura de novo emprego, de certo que já terá reparado que muitos dos anúncios que aparecem nas diversas plataformas de busca indicam mais do que na verdade a oferta tem à disposição. Existem empresas que ainda conseguem anunciar uma coisa e no momento da entrevista apresentam uma outra bem diferente da que divulgam pelos sites de emprego e redes sociais.

Há dias inscrevi-me, via email, numa proposta que encontrei numa página de Facebook dedicada à publicação de anúncios de emprego. Nem cinco minutos passaram até que recebi uma chamada de quem publicou o dito anúncio a querer marcar entrevista e logo perguntei se as funções seriam as que eram mencionadas e se seria para trabalhar para a própria empresa. Era uma empresa de trabalho temporário, no entanto o anúncio dava indicações que seria para integrar a equipa da dita empresa e não para trabalhar através deles para os seus clientes. Questionei a situação na chamada que me foi feita e confirmaram que tinha percebido bem. Entrevista marcada para a semana seguinte. 

No dia da entrevista, cheguei uns minutos mais cedo, como sempre, porque chegar na hora exata não é comigo. Já lá estava uma jovem candidata em espera. Conversamos um pouco antes de ser chamada e como as paredes de certos gabinetes são feitas para poderem ser desmontadas a qualquer momento, ouvi alto e bom som toda a entrevista e logo pensei que tinha duas opções. Ou a minha entrevista seria diferente da dela ou então seria mais um engano entre anúncio e realidade. Quando a entrevista da jovem terminou fiquei em espera um pouco para ficaram em reunião por uns minutos e deu para falar com a candidata que logo me disse que não tinha sido aquilo que estava no anúncio a que respondeu e que não iria aceitar.

A porta volta a abrir-se e começa a minha entrevista. Tudo a correr bem, fazendo que não sabia o que viria a seguir. Até que quando começam a levar a questão para a função logo pergunto se seria para o mesmo que a candidata anterior porque infelizmente tinha sido obrigado a ouvir. Disseram-me que sim e a resposta seguiu com um «não foi isso que estava anunciado e que me confirmaram ao telefone», tendo sido uma das minhas entrevistadoras a ligar, por sinal. Expliquei a razão de não aceitar a proposta e de nem pensar nela sequer e a entrevista terminou nesse exato momento.

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