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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

08
Mar19

A Sombra do Passado | Nikola Scott

O Informador

a sombra do passado livro.jpg

Título: A Sombra do Passado

Título Original: My Mother's Shadow

Autor: Nikola Scott

Editora: Círculo de Leitores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 394

ISBN: 978-972-42-5229-2

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: 1958. A bela e inocente Elizabeth Holloway vai passar o verão a Hartland, uma magnífica propriedade no litoral do condado de Sussex, no Sul de Inglaterra.

Para a jovem, os Shaws são um modelo de sofisticação. Contudo, quando Elizabeth se apaixona, ninguém a avisa de que os seus sonhos são perigosamente ingénuos. Quarenta anos mais tarde, a filha de Elizabeth, Addie, encontra uma estranha à sua porta que afirma ser sua irmã gémea. Addie recusa-se a acreditar na declaração - até que o seu pai admite que as circunstâncias do seu nascimento não foram as que ela supõe.

A revelação desafia tudo o que Addie achava que sabia sobre a mulher brilhante e difícil que tinha sido a sua mãe. Agora, ela e a sua nova irmã Phoebe vão descobrir a extraordinária história de uma criança perdida, e o segredo de um verão radioso que mudou a vida de uma mulher para sempre.

 

Opinião: Numa história que junta de forma inteligente duas linhas temporais que se complementam, A Sombra do Passado retrata a descoberta de segredos familiares que acabam por criar alguma deceção entre os seus protagonistas.

Numa história comovente, a vida de Elizabeth vai sendo contada ao mesmo tempo que a sua filha Addie vai descobrindo um passado que lhe modificou a vida. Um ano após a morte de Elizabeth e no dia de celebração do dia, os segredos do passado surgem quando uma figura desconhecida aparece e se afirma ser irmã gémea de Addie. Phoebe aparece, após quarenta anos, para procurar o seu verdadeiro passado que nunca lhe foi contado pelos país adotivos. 

Através de retiradas do diário de Elizabeth é revelado muito do que aconteceu e que ajudaram a influenciar as suas decisões. Perdeu a sua própria mãe cedo demais, ficando sem o seu pilar, sobrando um pai austero e cruel. Depois apaixonou-se sem conhecer os contornos de quem estava do outro lado, deixando-se levar pela paixão e pela magia da mesma. Engravidou e ficou sozinha, contra uma sociedade de julgamentos que prejudicam vidas e alteram o rumo de quem só quer ter o que tem direito. Sem o amor do seu lado e sem o apoio familiar, Elizabeth acabou por se ver rejeitada, sozinha e com a necessidade de enfrentar uma gravidez escondida e mal vista na época.

25
Fev19

A Imortal da Graça | Filipe Homem Fonseca

O Informador

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Título:  A Imortal da Graça

Autor: Filipe Homem Fonseca

Editora: Quetzal Editores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 264

ISBN: 978-989-722-567-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: A idade é um posto e as mulheres do bairro lutam entre si pelo título de mais velha. Graça, jovem com o mesmo nome do bairro onde habita, é dama de companhia da Número Um, senhora centenária; só assim pode morar na Lisboa das rendas ridiculamente altas. Atores famosos de Hollywood aguardam o despejo ou a morte de mais um residente para poderem ocupar-lhe a casa. Gabriel ganhou o Euromilhões mas as obras de renovação do bairro formam um muro que o impede de sair e reclamar o prémio. Embeiçou-se por Graça e quer levá-la a jantar. Graça não quer sair; Gabriel não quer ficar. Do choque entre estas vontades nascerá a tragédia. A execução em câmara lenta prepara-se no palco feito de escombros. Uma cidade eternamente a arranjar-se para sair daqui, de si própria.

 

Opinião: A Imortal da Graça, da autoria de Filipe Homem Fonseca, nasce no coração de Lisboa, mais concretamente no bairro da Graça. Entre a antiguidade e história do típico bairro e a confusão dos tempos modernos onde o turismo tem levado a grandes mudanças territoriais e sociais na capital, e não só, de Portugal, este romance é acima de tudo um alerta para o caos em que se encontra atualmente o nosso país, principalmente as grandes zonas urbanas que vivem em função de quem vem de fora e dispensa os portugueses das suas casas e hábitos de sempre. 

Neste romance tipicamente português um grupo de moradores é retratado enquanto cada um e já não tanto num todo vão tentando lutar pela sobrevivência. Numa cidade caótica e a pensar no dinheiro que vem de fora, vivendo para o turismo e arrancando a tradição dos recantos de cada bairro, A Imortal da Graça comenta de forma metafórica as alterações que, neste caso, estão praticamente a ser impostas em Lisboa através do mercado imobiliário que só tem o objetivo de pensar que tem de acolher quem vem de passagem, mesmo que aos poucos se comece a ter pouco para mostrar sobre as raízes dos portugueses. A expulsão dos bairristas das suas casas que viram locais para hospedarem quem vai e vem em poucos dias. Os que ficam começam a não sentir qualquer ligação com quem vai permanecendo, quebrando-se a necessidade de proteção e cuidado com o próximo, sendo que as relações entre vizinhos começam a ser frias pela incapacidade de inserção num espaço que gira a todo o momento. Viver a favor da economia e da boa imagem que tem de ser dada a quem está fora é o mal dos tempos modernos de quem governa a pensar que tem de receber bem e tratar mal quem está. Como sobreviver a todas estas alterações que fazem com que os mais velhos partam sem alegria, os que ficam no seu lugar são cada vez menos e começam a ser escorraçados das paragens que sempre conheceram porque é necessário criar um restaurante para os «outros» ou uns quartos para os ditos «outros» ficarem e conhecerem o bairro da Graça. 

20
Fev19

Convites Duplos | Vidas Privadas | 22/24.02.2019

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Uma peça sobre o amor nas suas mais quentes, e mais frias, expressões.

Amanda e Elyot, divorciados há cinco anos reencontram-se por acaso,com novos esposos, em segunda lua de mel num hotel em Deauville. Quando a chama entre eles se reacende, fogem juntos para Paris, onde... uns dias mais tarde os novos esposos os vêm procurar...

Uma comédia de costumes duradoura e especiosa.

Com Suzana Borges, Guilherme Barroso, Maria Dias e Martinho Silva.

O Auditório do Casino Estoril, através da ArtFeist Produções Artísticas, viu estrear no passado dia 7 de Fevereiro o espetáculo Private Lives, que é como quem diz, Vidas Privadas, de Suzana Borges e com interpretação da mesma a quem se juntam Guilherme Barroso, Maria Dias e Martinho Silva. 

Esta comédia estará em cena até dia 03 de Março de Quinta-feira a Sábado pelas 21h30 e aos Domingos pelas 17h00, com paragem a 14, 15, 16 e 23 de Fevereiro, e todos estão convidados a assistirem porque oportunidades não faltarão. O preço de cada bilhete é de 15€, sendo que as sessões realizadas às Quintas-feiras, por ser dia do espetador, estão com bilhetes a 10€. O espetáculo tem duração aproximada de 105 minutos com intervalo e a opção é ir ou ir. 

12
Fev19

Rendimento Social de Idiotas | Santiago Xande

O Informador

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Título:  Rendimento Social de Idiotas

Autor: Santiago Xande

Editora:  Manufactura

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2018

Páginas: 160

ISBN: 978-972-559-365-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Hilariante, sarcástico, burlesco; tão burlesco que até mete dó…

São pessoas que recebem o Rendimento Social de Inserção. Portugueses. Idiotas?

É um técnico do dito Rendimento, que passa para o papel o que de mais inesperado e inacreditável vai sucedendo, dia após dia, nessa negra e ingrata tarefa de explicar ao beneficiário o que significa beneficiário. Um livro polémico, sem dúvida. 

A crítica, por vezes mordaz e sempre demolidora, que neste livro implicitamente se faz, é acima de tudo um portentoso exercício de humor satírico.

Sem filtros, o dia-a-dia de um técnico de Rendimento Social de Inserção (RSI), confrontando-se com situações estranhas e caricatas, e com comportamentos bizarros ou até inacreditáveis, mas que, afinal, retratam simplesmente a realidade

Algumas das histórias mais idiotas do RSI - antigo Rendimento Mínimo Garantido -, contadas por alguém que passou por elas e que sobreviveu a todas com apenas algumas escoriações profundas e queimaduras graves.

As histórias que aqui se contam são todas reais, mas algumas são difíceis de aceitar. Lá está, são idiotas.

 

Opinião: Rendimento Social de Idiotas é daqueles livros que pode não ser apelativo pela primeira aparência mas que assim que se começa a sua leitura conquista pela boa disposição e os bons apontamentos comportamentais que vão sendo dados. 

Essencialmente e de forma resumida, o narrador das várias histórias incorporadas em Rendimento Social de Idiotas são contadas por um antigo funcionário do serviço de Rendimento Social de Inserção, que teve de ouvir, respirar fundo e voltar ao ativo perante várias situações inusitadas que lhe foram aparecendo pela frente ao longo dos anos em que trabalhou no serviço onde é atribuído o pagamento que vai para além do subsídio de desemprego para quem não tem qualquer rendimento.

06
Fev19

Convites Duplos | Vidas Privadas | 08/09.02.2019

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vidas privadas.jpg

Uma peça sobre o amor nas suas mais quentes, e mais frias, expressões.

Amanda e Elyot, divorciados há cinco anos reencontram-se por acaso,com novos esposos, em segunda lua de mel num hotel em Deauville. Quando a chama entre eles se reacende, fogem juntos para Paris, onde... uns dias mais tarde os novos esposos os vêm procurar...

Uma comédia de costumes duradoura e especiosa.

Com Suzana Borges, Guilherme Barroso, Maria Dias e Martinho Silva.

O Auditório do Casino Estoril, através da ArtFeist Produções Artísticas, irá receber a partir de dia 7 de Fevereiro o espetáculo Private Lives, que é como quem diz, Vidas Privadas, de Suzana Borges e com interpretação da mesma a quem se juntam Guilherme Barroso, Maria Dias e Martinho Silva. 

Esta comédia estará em cena até dia 03 de Março de Quinta-feira a Sábado pelas 21h30 e aos Domingos pelas 17h00, com paragem a 14, 15, 16 e 23 de Fevereiro, e todos estão convidados a assistirem porque oportunidades não faltarão. O preço de cada bilhete é de 15€, sendo que as sessões realizadas às Quintas-feiras, por ser dia do espetador, estão com bilhetes a 10€. O espetáculo tem duração aproximada de 105 minutos com intervalo e a opção é ir ou ir. 

Para vos facilitar a vida e poderem ter a oportunidade de pouparem, eis que tenho convites duplos para oferecer, destinados às sessões dos dias 08 e 09, Sexta-feira e Sábado, respetivamente. Este passatempo irá estar disponível até às 10h00 de dia 07 de Fevereiro, Quinta-feira, e nesse dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem...

02
Fev19

Vox | Christina Dalcher

O Informador

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Título: Vox

Autor: Christina Dalcher

Editora:  Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 304

ISBN: 978-989-8917-58-4

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»

Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.

E isto é apenas o início.

 

Opinião: Imaginemos que por uma decisão política todos ficamos restritos a cem palavras por dia. E agora imaginemos que as mulheres é que ficam com esta imposição sobre si e que aos homens nada acontece, a não ser um sofrimento interior em alguns casos para com as suas companheiras e familiares mais próximas. Isto é a realidade de Vox, o romance de Christina Dalcher que pretende lançar o debate sobre os direitos humanos e as desigualdades dos sexos. 

Ao ler esta narrativa bem composta e explicativa fui ficando com a ideia que a liberdade de expressão que existe hoje na maior parte dos países pode não ser assim para sempre. As sociedades mudam, os regimes vão sendo alterados e as regras introduzidas nem sempre satisfazem.

No geral este livro não me cativou pelo seu enredo, existindo sim a particularidade do tema central ao levantar o debate sobre o método de silenciar as mulheres que de um dia para o outro são obrigadas a controlar o número de palavras que vão dizendo. Quando o novo presidente dos EUA assume os comandos e começa a colocar as suas ideias conservadoras e que acabam por seguir um caminho de maldade, todas as mulheres começam a ser controladas por câmaras, microfones e pulseiras de contagem de palavras. Afinal de contas o povo elegeu um homem com ideias retrogradas para assumir os comandos da nação sabendo de antemão o que estava a ser preparado perante uma razia, que acaba mesmo por ser isto a acontecer, perante o lado feminino de uma sociedade livre. Este homem silencia as mulheres criando esta lei limitativa a cem palavras por dia, o que faz com que ao serem ultrapassados os limites impostos as pulseiras comecem de forma automática a emitir ondas de choque que vão ganhando força à medida que a infração vai sendo feita e aumentada. Até onde este crime consegue chegar? Até provocar a morte de quem enfrenta tais imposições e luta pelo retrocesso de todo este processo. 

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