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O Informador

A sesta não é normal

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Sempre me habituei a não dormir a sesta e foi sendo muito raro deitar ao longo do dia e acabar por adormecer. Ultimamente isso não tem acontecido bem dessa forma e percebo assim que os sinais da idade também surgem através do cansaço, mesmo que durma as horas aconselhadas de noite e consiga descansar para me sentir bem.

Não sei o que se passará mas pelas últimas semanas, se durante as tardes de folga me deixo ficar em casa encostado a olhar para a televisão ou a ler, as pálpebras começam a dar aqueles sinais bem notórios de que mais vale desligar tudo, descer a almofada e deixar que o corpo descanse e os olhos se fechem. Começa a ser um ciclo que num dos dois dias de pausa, que geralmente são seguidos, me deixe levar por umas horas pelo sono ao longo da tarde, fazendo com que depois ao deitar no horário noturno leve mais tempo a adormecer, mas chego lá. 

Sesta espanhola

Maldita a hora em que em pleno período de férias nos lembramos de partir uma certa manhã para terras espanholas. Então não é que nos esquecemos que os vizinhos fazem o seu período de sesta prolongada por horas infinitas ao longo da tarde?

Ah pois é! Tinha a ideia que os espanhóis fecham tudo e mais alguma coisa por um período de duas horas e com horários definidos, mas não. Afinal de contas fecham tudo na maioria dos casos das 14h00 às 17h00 e isolam-se dentro de quatro paredes para dormir. Tudo fica encerrado, desde cafés, a lojas, museus, igrejas e qualquer tipo de estabelecimento. A sesta espanhola é tradição no país mas causa uma raiva enorme aos visitantes que percorrem quilómetros para visitar e conhecer o que de bom existe por aquelas paragens e depois a espera tem de ser feita a circular por jardins ou a ficar sentado dentro do carro porque tudo se encontra encerrado. Faz algum sentido tamanha tradição?