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O Informador

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27
Nov19

Salvador herói! Sobral esquecido!

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Salvador Sobral, o vencedor do Festival da Canção 2017 e que venceu o Eurovisão no mesmo ano em Kiev, na Ucrânia, com o tema Amar Pelos Dois, seguiu o seu percurso no panorama musical e entre os vários projetos onde tem marcado presença, continua a pertencer ao grupo Alma Nuestra, cuja fundação dependeu de si a quem se juntou Victor Zamora, no piano, e mais tarde André Sousa Machado, na bateria, e Nelson Cascais, no contrabaixo. Numa mistura entre o jazz e os sons cubanos e sul-americanos, os Alma Nuestra estão a lançar o seu primeiro trabalho discográfico e tive o privilégio de assistir a um dos espetáculos onde tenho a dizer que fiquei convencido com o trabalho feito e principalmente com o talento de todos, inclusive de Sobral que além de cantor e interprete, tem um bom à-vontade para o entretenimento ligado à comédia. 

No espetáculo de apresentação do trabalho realizado pelos Alma Nuestra o que não entendi foi mesmo a adesão do público, que numa sala mais pequena do que os grandes centros de espetáculos, conseguiu mesmo assim deixar várias fileiras de lugares vazios. O Salvador Sobral não foi o nosso representante que mais longe ficou na competição europeia Eurovisão? Na altura o país não parou para assistir ao grande momento em que era mais que esperada uma vitória? Dois anos e uns meses depois de todo o sucesso, o cantor promoveu o espetáculo com os restantes elementos da banda que atuou no Teatro Villaret com o apoio da Força de Produção e o público que o venerou parece ter desaparecido. 

Com a minha honesta opinião tenho a confessar que senti um pouco de desilusão por não ver uma sala esgotada num momento em que uma boa voz que todos ficaram a conhecer pelo seu sucesso rápido ter lançado um trabalho e não conseguir cativar o seu público ao longo deste tão pouco espaço de tempo. Será que todos esqueceram o quanto o tema Amar Pelos Dois andou a viajar por aí? Então o Salvador agora que já passaram mais de dois anos já não é o melhor, o que venceu e que mereceu o seu lugar de destaque?

Portugal no apoio dos bons trabalhos parece não existir. Concordo talvez que o facto dos Alma Nuestra seguirem a linha do jazz que afaste algum, muito até, público. Não sou apreciador deste estilo, confesso, mas na verdade gostei do espetáculo, via de novo e acho que as estrelas rápidas merecem sempre continuar a brilhar quando têm o talento do seu lado e o Salvador têm muito talento e mérito consigo.

23
Nov19

Alma Nuestra no Teatro Sá da Bandeira | 03.12.2019

Convites duplos

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Após o lançamento do primeiro disco dos Alma Nuestra em Lisboa, eis que o grupo vai rumar ao Porto onde irá apresentar ao público o seu trabalho. Os Alma Nuestra é o projeto encabeçado por Salvador Sobral, na voz, que se juntou a Victor Zamora no piano, onde mais tarde se juntaram André Sousa Machado, na bateria, e Nelson Cascais, no contrabaixo. Formado em 2016, este grupo de amigos revisita os grandes clássicos da música cubana e sul-americana com uma sonoridade jazzística.

Três anos juntos e agora, em 2019, chega o primeiro registo discográfico da banda que conta com nove temas dos compositores Benny Moré, Jose Antonio Méndez, Ignacio Villa, Frank Domínguez, César Portillo de la Luz, María Grever, Rafael Hernández Marín e Juan Carlos Lobían. O disco já se encontra disponível para compra física e online em todo o território nacional, sendo que o lançamento internacional está previsto para o primeiro quadrimestre de 2020, pela Warner Espanha.

Para a apresentação do álbum foram realizados dois concertos em Lisboa e agora um no Porto e com o apoio da Força de Produção, tenho convites duplos para oferecer destinados à sessão de 03 de Dezembro, pelas 21h30, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. Este passatempo irá estar disponível até às 20h00 de dia 01 de Dezembro, Domingo, e nesse dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem.

14
Nov19

Alma Nuestra no Teatro Villaret | 25/26.11.2019

Convites duplos

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Conheces os Alma Nuestra? Não? Então deixa-me apresentar este projeto! Com a voz de Salvador Sobral, que se juntou a Victor Zamora no piano, onde mais tarde se juntaram André Sousa Machado, na bateria, e Nelson Cascais, no contrabaixo, eis a composição do quarteto que forma os Alma Nuestro. Formado em 2016, este grupo de amigos revisita os grandes clássicos da música cubana e sul-americana com uma sonoridade jazzística.

Três anos juntos e agora, em 2019, chega o primeiro registo discográfico da banda que conta com nove temas dos compositores Benny Moré, Jose Antonio Méndez, Ignacio Villa, Frank Domínguez, César Portillo de la Luz, María Grever, Rafael Hernández Marín e Juan Carlos Lobían. O disco já se encontra disponível para compra física e online em todo o território nacional, sendo que o lançamento internacional está previsto para o primeiro quadrimestre de 2020, pela Warner Espanha.

Para a apresentação do álbum estão marcados dois concertos em Lisboa e um no Porto e com o apoio da Força de Produção, tenho convites duplos para oferecer destinados às sessões de 25 e 26 de Novembro, pelas 21h30, no Teatro Villaret, em Lisboa. Este passatempo irá estar disponível até às 18h00 de dia 23 de Novembro, Sábado, e nesse dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem.

12
Mai18

O Jardim da Eurovision

Hoje é a grande final do Eurovisão 2018 e Portugal escolheu o tema O Jardim, composto por Isaura e interpretado por Cláudia Pascoal e pela própria Isaura para nos representar. Não posso dizer que a letra não seja boa, porque vejo-lhe conteúdo, mas o modo como está trabalhada não me convence minimamente. 

Portugal não sabe sequer esta letra, ao contrário do que aconteceu o ano passado com o Amar Pelos Dois de Salvador Sobral. Se nós não conhecemos o que é nosso, como é que os outros lhe vão dar valor?

Triste jardim que teremos este ano com a pontuação nesta final do Eurovisão em que a RTP surpreendeu pela excelente organização e demonstração que quando se quer o bom trabalho é apresentado com qualidade. Já na escolha do tema é para esquecer. 

17
Jan18

Criar ilusões no Eurovisão? Não concordo!

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Muitos foram os famosos e anónimos, como eu, que comentaram a decisão de Portugal colocar na apresentação do Festival Eurovisão da Canção 2018, a decorrer no nosso país pela vitória do ano passado de Salvador Sobral, um quarteto somente composto por mulheres. Foi o caso de Rita Ferro Rodrigues que concorda com a escolha das quatro apresentadoras, não entendendo é o facto de não existir um rosto negro entre as escolhas da RTP. 

Se na minha opinião ver Catarina Furtado, Daniela Ruah, Filomena Cautela e Sílvia Alberto juntas na condução deste evento é um erro pela desnecessidade de existir dispersão na apresentação, sendo depois um erro não ter entre estes nomes um dos rostos masculinos do canal, já para a apresentadora do ainda existente, mas já com dia final marcado, Juntos à Tarde, da SIC, a questão é somente outra.

Líder do movimento e da plataforma Capazes, Rita Ferro Rodrigues comentou o facto da escolha ter recaído somente em «mulheres brancas». Foi pela sua conta no Twitter que a apresentadora relembrou que em «2017 foram só homens a apresentar a final da Eurovisão, 2018 só mulheres. Nada a apontar», mostrando apoio ao ver quatro mulheres na condução do evento, tal como tanto defende, não dando assim hipótese à igualdade de género que Portugal não quer mostrar à Europa. O que Rita não percebe e acha como «grave é o facto de ambos os painéis serem compostos apenas por pessoas brancas. Por tudo o que isto significa ao nível das oportunidades e da representatividade. Falamos sobre isso?». 

Podemos falar sobre isto sim! Como é que queriam que a RTP apostasse para um evento especial em algo que não faz ao longo do ano? Quantos apresentadores de cor negra é que a estação pública tem nos seus principais programas para agora, de um momento para o outro, poderem ser aposta num evento que toda a Europa vai transmitir? Pelo que percebo neste comentário da apresentadora, a vontade era que a direção do canal e Portugal, por consequência, mostrasse aos outros que um dos principais rostos televisivos do canal público tem outro tom de pele, o que não acontece. Existem jornalistas que representam outras nações, mas não são os principais pilares que dão a cara diariamente pelo canal que se diz ser «de todos nós» e se assim é não há que depois tentar mascarar numa situação especial algo que não acontece perante os olhos dos telespetadores que passam os seus olhos pela programação do canal.