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O Informador

Três Metros Acima do Céu | T1 e T2

Netflix

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De Itália chegou à Netflix a série Três Metros Acima do Céu, uma produção jovem e fresca que destaca o período de Verão, mostrando os amores, a família e os dramas muitas vezes temporários da juventude preparada para enfrentar o calor dos meses quentes à beira mar, em festas e com os romances que vão e vêm ao sabor das marés do Mediterrâneo.

Inspirada nos livros de Federico Moccia, Summertime mostra as vivências de dois jovens italianos de mundos diferentes e com a paixão inter-racial a ser vivida. Summer descobre o amor com Ale, um jovem abastado que tem no motociclismo a sua grande paixão profissional e que coloca certos luxos de lado para seguir as suas convicções, sem nunca perder no entanto o laço familiar para que a carteira não se feche, mesmo que não concorde com as decisões dos seus pais. Ao mesmo tempo que conhecemos o par principal, ficamos também a par de quem são os amigos de ambos, entre eles Edo, Sofia e Dario, que ao longo das duas temporadas vão ganhando algum destaque, acabando por se tornarem também eles protagonistas por transmitirem o outro lado do amor que Summer e Ale não mostram por repetirem a velha história do amor e desamor, com problemas e outras pessoas pelo meio. Será que autores e produtores não entendem que uma série romântica, mesmo que seja num formato jovem, pode retratar o amor sem ter nos seus protagonistas aquela básica história do cola e descola sem fim?

Atypical | T4 | Temporada final

Netflix

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Atypical chegou à quarta temporada e o seu final foi anunciado de forma antecipada, dando a Robia Rashid, a criadora da série, a possibilidade de criar um final digno e capacitado para dar ao público o merecido, não dando um término em suspenso. Desenvolvida de início perante a premissa do autismo, Atypical desenvolveu-se ao longo das quatro temporadas de forma simples e sensível, mostrando o dia-a-dia de Sam, Keir Gilchrist, entre a família e amigos, sempre dando destaque à sua obsessão com pinguins, fazendo com que queira viajar para a Antártica. 

Perante uma história com níveis de sensibilidade e com temas que não chamam as grandes massas, Atypical é mais uma daquelas séries que atrai quem vê e quer continuar a ver e que mesmo sendo de menores orçamentos que as produções mais caras da plataforma que enchem os tops com temporadas de mais do mesmo e que vão sendo renovadas ano após ano para fazer render o que por vezes não acrescenta nada, acabou por ver pela quarta temporada um final anunciado quem sabe por debater questões delicadas da vida comum, mostrando que, tal como outras séries canceladas, nem sempre o sistema Netflix vai de encontro ao que tanto defende sobre a diversidade de argumentos, provando cada vez mais que o diferente fica para trás para servir mais do mesmo vezes sem fim e com repetições de argumento ao longo de várias temporadas.

Atypical foi sempre levada a sério pelos seus criadores, tendo conseguindo desenvolver uma boa história e capacidade de renovação, dando história a todos os personagens e valorizando em determinados episódios determinadas situações para que outros tivessem destaque na trama. Nesta última temporada as histórias circularam, os finais foram acontecendo, os desenvolvimentos tinham tudo para dar certo se existisse continuação mas tudo teve de terminar, ficando pontas soltas que enquanto imaginativo consegui dar uma sequência positiva por perceber a proximidade entre personagens e a ligação criada entre uns e outros. Esta é daquelas séries que começou, alcançou o público mas depois não se viu apoiada pelas escolhas, talvez por não existirem cenas de sexo abundante, nudismo, crimes e afins, o que tem dado os primeiros lugares entre os mais vistos a outras produções mais caras mas que começam a provar que seguem o mesmo lote básico criativo do é isto e aquilo e assim teremos sucesso e veremos a renovação acontecer. Isto não é o correto, mas o mercado audiovisual segue sempre a mesma linha perante as vendas e pouco existe a fazer para alterar a situação.

 

Elite 4 | Remexeu e abusou...

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E eis que na quarta temporada Elite continua com várias personagens já conhecidas mas ganha um novo fôlego com a chegada de um novo diretor e a sua família de três filhos ao colégio, Ari, Mencía e Patrick e também do príncipe Phillipe, estando estes quatro jovens destinados a mexer com as restantes personagens que transitaram do passado. Numa temporada que parece remexer no que já foi feito para dar de novo quase a mesma história com novos rostos, a nova fornada da série espanhola foi notoriamente realizada para colocar o público a comentar. Bastantes cenas de sexo, destruição pessoal e conflitos são a base da série juvenil que continua a fazer as delícias dos tops mundiais da Netflix. 

Numa junção entre o romance e as traições com bastantes cenas de nudez e onde os crimes e os interessem ganham destaque, a quarta temporada de Elite reúne em oito episódios um núcleo de personagens que demonstram que é em torno do sexo que tudo se pode resolver para se atingirem fins. Com atores com idades um pouco acima dos 20 anos mas a darem vida a personagens de 18, como tem vindo a ser hábito nas séries do género para facilitar todo o processo legal e ao mesmo tempo mostrar corpos definidos, Elite continua a trazer consigo a ousadia inserida no luxo, em vidas que parecem perfeitas mas que ao mesmo tempo escondem grandes problemas. Nesta temporada especifica olho para o enredo criado por Carlos Montero e Dario Madrona como que a percorrer um caminho paralelo do que pode ser considerado porno, mostrando demais e criando demasiadas cenas em determinados episódios em que parece que todos seguem as mesmas leis, levando a que as cenas sexuais surjam em demasia em tão poucos minutos seguidos, o que pode não correr bem no futuro junto da ideia de que "o que é demais enjoa".

Depois e falando da história rotativa que pode acabar por cansar por prender personagens e ao mesmo tempo apresentar novos núcleos como substituição. Elite parece ser daquelas produções que ao servirem poucos episódios por temporada acaba por não cansar, no entanto ao final de quatro temporada os mais atentos conseguem perceber que determinadas personagens estão rotuladas para seguirem um caminho sempre mais do mesmo. Os que se apaixonam e são usados, os traidores, os vadios e os problemáticos, sem querer falar nos conquistadores, os que estão sempre prontos para se meterem entre casais formados, os mal feitores e os vingadores. 

Elite | Omar, Ander e Alexis

Histórias Curtas

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Do lote de Histórias Curtas lançadas perante o sucesso da série Elite deixei para o final a que é centrada em Omar, Ander e Alexis e em boa hora o fiz, já que o lote de três pequenos episódios desta mini série é, sem dúvida alguma, a que contém a melhor história, a que emociona, passa uma forte mensagem sobre a amizade e o amor. 

Centrada no apoio que Ander, após a sua passagem por uma forte leucemia, apoia Alexis, que conheceu no centro de quimioterapia. Fora de tratamentos, agora é a vez de Ander apoiar Alexis numa fase da sua vida complicada, acabando por ter o próprio apoio do parceiro de Ander, Omar, e também da amiga Rebe, para tentarem recuperar o ânimo de Alexis nos momentos mais graves do seu cancro. 

Nesta mini série os momentos de cumplicidade são vividos de forma verdadeira, emocionando de forma real, sem forçar e muito menos sem cair no ridículo, sendo das quatro Histórias Curtas apresentadas entre o meio das temporadas a que mais me tocou por ser um verdadeiro símbolo da amizade e do respeito pelos que nos amam.

Elite | Carla e Samuel

Histórias Curtas

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O romance de Samuel e Carla em Elite não convenceu totalmente e na História Curta que foi criada em seu torno voltou a deixar muito a desejar. Após a paixão de Nadia e Gúzman me conseguir convencer e até pedir um pouco mais e de rir com o drama em torno da festa privada entre Gúzman, Caye e Rebe, eis que me deixei levar para o terceiro núcleo de episódios com base no par Samuel e Carla e não consegui encontrar um ponto positivo para este desenvolvimento. 

Numa situação de encontros onde Samuel vai atrás de Carla até ao aeroporto para que esta não o deixe, a condessa decide voltar atrás para umas horas que passaram a dias de romance onde os contraste sociais entre ambos se voltam a fazer sentir entre ambos. Os problemas de sempre voltam a ser debatidos entre os dois mundos do casal e o final a que estavam destinados e que tentaram remendar acaba por ser inevitável. 

 

Elite | Guzmán, Caye e Rebe

Histórias Curtas

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Há uns dias falei do lançamento das Histórias Curtas, um derivado da série Elite, de modo a se aproveitar o sucesso da mesma através de pequenas temporadas que destacam várias personagens com pequenas histórias, como foi o caso da Nadia e do Gúzman. Hoje volto a destacar uma outra História Curta, desta vez sobre Gúzman, Caye e Rebe, onde os três jovens que não viram na terceira temporada um final propriamente positivo se unem para uma festa privada que não corre assim tão bem como o esperado. 

Numa festa na nova casa de Rebe, o trio improvável junta-se para uma tentativa de afogarem as mágoas dos últimos meses e por terem de repetir o ano. O pior é quando entram numa viagem psicadélica por comerem um bolo com uns certos atributos e a loucura surge. Começando pelas lembranças de Caya sobre o seu processo de se tornar mentirosa compulsiva, contando como tudo começou num passado algo longínquo até à descoberta que a mãe de Rebe continua com o tráfico de droga, tudo pode acontecer. Nesta série percebemos rapidamente que o que podiam ser três pequenos episódios dramáticos acabamos por virar a ideia e dar algumas gargalhadas ao perceber que do inusitado e irreal somos convidados a assistir a situações cómicas entre o texto e imagens inesperadas geradas pelo efeito dos cogumelos mágicos.

Elite | Nadia e Guzmán

Histórias Curtas

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Já não existem dúvidas que após três temporadas da série Elite na Netflix que a produção é um sucesso junto do público, estando para breve a quarta fornada de novos episódios. No entanto, porque algumas célebres personagens tiveram de sair pelo alinhamento e por a história acontecer maioritariamente no seio de um colégio, surgiu a brilhante ideia do fazer render o peixe e eis que foram criadas as Histórias Curtas de Elite onde os protagonistas que seguiram as suas vidas fora da série vivem um enredo próprio em modo mini série para que não se perca o futuro dos que mais marcaram o percurso de Elite. 

Uma destas pequenas séries tem como protagonistas Nadia e Guzmán, o casal que após um romance de altos e baixos pelas diferenças culturais e receios mantidos mais por parte da jovem, estão agora num namoro à distância, uma vez que Nadia decidiu continuar os seus estudos em Nova Iorque e Guzmán seguirá para Madrid. De momentos distantes e com Nadia de regresso a casa para o casamento da irmã, que nunca havia aparecido em Elite mas havia sido mencionada, Nadia vive em conflito consigo por não querer ver Guzmán, embora continuem juntos, para não regressar a Nova Iorque com saudades do que volta uns meses depois a deixar para trás. 

Special | T2 | Netflix

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Um ano após uma primeira temporada de sucesso, Special regressou com uma renovada fornada de episódios e mostrou que mesmo tendo sido esta a sua temporada final ainda existia muito que poderia ter sido contado nesta história onde a paralisia cerebral e a homossexualidade se unem e dão o mote para uma série educacional, libertadora e ao mesmo tempo mostrando a leveza com que a dor pode ser transformada com o apoio do amor. 

Tendo a sua primeira temporada igualmente oito episódios como a segunda, mas com quinze minutos cada, Special recebeu de imediato a boa critica junto do público que descobriu esta produção que poderia muito bem ter passado despercebida pela sua fraca promoção e conseguiu assim ver aprovada esta sua última temporada, mesmo com a Netflix a informar que seria a última pelos cortes que têm feitos em determinadas séries que não conquistam o público mundial por estarem viradas para um público exato. 

Com Ryan O'Connell como criador e ator central da história cuja personagem tem igualmente o seu nome, Ryan criou esta produção com base na sua própria experiência por sofrer de paralisia cerebral e ser homossexual, mostrando que é possível contar a sua história e a de várias pessoas com deficiência sem chatear, sem pesar a consciência do público, existindo em Special, principalmente nesta segunda temporada, a visão de que não existem motivos para se ficar excluído da sociedade por se ser diferente. 

Quem Matou Sara? | T2 | Netflix

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Se a primeira temporada de Quem Matou Sara? chegou, viu e convenceu de início, já a segunda fornada de episódios deixou logo no primeiro capítulo algo a desejar por se perceber que de um momento para o outro existiu a necessidade de se incluirem novas e relevantes personagens que nem haviam sido mencionadas nos primeiros dez episódios, além de que a procura de encontrarem novos mistérios foi necessária para que conseguissem prender o público para além do "quem matou" inicial.

Nesta segunda temporada da série mexicana os mistérios adensam-se e o cruzamento entre personagens, tempos e locais existe, continuando a mostrar o presente com base nas memórias do passado para justificar o que poderá ter acontecido. Mas como é que essas memórias se alteram com a chegada de novas personagens que nem circulam pelas redondezas logo de início e parecem agora ser fulcrais para o desenrolar de todo o mistério? Se na primeira temporada andaram para trás e para a frente para deixar todo o final em aberto, desta vez o que se pode dizer é que aconteceu o mesmo e no último episódio, quando quase tudo o que diz respeito à premissa inicial parece estar esclarecido, eis que a reviravolta acontece, mas não posso falar muito sobre essas cenas para não levantar spoiler a quem ainda não viu. 

Quem Matou Sara? | Netflix

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A primeira temporada de Quem Matou Sara? chegou, viu e convenceu-me do início ao fim. Vendo a série numa busca constante sobre o real assassino por detrás da morte de Sara, a série mexicana consegue prender por dando várias pistas ao longo dos episódios sobre os possíveis homicidas dentro do grupo mais próximo da jovem. 

Percorrendo os momentos antes do acidente que levou à morte e o presente com a procura da verdade uns anos depois por parte do irmão de Sara, Alex, incriminado pelo crime que não cometeu, a velha questão de sucesso do quem matou é realçada no bom cruzamento entre o passado e o presente, mostrando que a história se pode voltar a repetir mesmo quando se está prestes a perceber quem esteve por detrás do acidente fatal. Afinal de contas quem tem mais a perder se a verdade for descoberta? Que segredos esconde cada um nos tempos atuais sobre o que já passou? Quem estava próximo de quem? Quem temia a verdade? Que omissões eram necessárias para manter o secretismo?