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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

02
Dez18

Netflix adapta livros de Roald Dahl

| O Informador

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A Netflix anunciou há dias que irá adaptar para séries animadas alguns dos clássicos literários da autoria de Roald Dahl.

Através de uma nova parceria entre a Netflix e a Roald Dahl Story Company as histórias que até agora têm conquistado no campo literário serão transformadas em produções animadas para voltarem a conquistar quem leu e atrair novos públicos para este universo criativo que espalha importantes mensagens positivas pela forma como são transmitidas com recurso à magia e encantamento que só Roald conseguiu colocar nas suas criações. 

Com mais de quarenta títulos lançados e publicados em todo o Mundo, Roald Dahl é um dos escritores de literatura infantil mais vendidos, sendo assim uma referência para miúdos e graúdos que já tiveram contacto com a sua obra.

14
Nov18

Dinastia | 1ª Temporada

| O Informador

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A Netflix apostou em 2017 numa série familiar em modo novela onde tudo e mais alguma coisa parece prestes a acontecer para dar cabo de uma família milionária com muitos segredos à mistura. Adaptada de um formato com o mesmo nome da década de 80, Dynasty, tem nas suas personagens, bem desempenhadas e defendidas pelos atores, o verdadeiro foco onde os dramas, a corrupção, ganância e conflitos são gerados em torno exclusivamente de duas coisas, do poder e das aparências. 

Os Carrington só querem manter a sua imagem limpa e continuar a ostentar a sua supremacia sobre os demais. Tudo começa com o casamento de Blake, o pai, com Crystal, uns bons anos mais nova e que luta por ganhar o seu próprio espaço no seio da empresa e na própria família. Para que isso aconteça existe o confronto com Fallon, a filha, que colocada para trás na suposta promoção a que tinha direito na empresa, começa a guerra com a nova Sr. Carrington. 

Numa junção de etnias, conflitos geracionais, sexualidade e estratos sociais, Dinastia aborda com grande eficácia a diversidade cultural, colocando em cena o amor nutrido entre um motorista negro e a sua patroa, uma relação homossexual, a emigração para com a busca da nacionalidade... Estes são pontos fortes da série, bem defendidos e tratados de forma banalizada, sem fazer de qualquer dos temas um problema, debatendo, mostrando e agradando pela forma como tudo é levado, sem chocar e mostrando uma simplicidade, sempre com as complicações que uma família recheada de problemas fornece, mas onde o que para muitos ainda não é normal, nesta produção tudo flui, o que é de louvar. 

12
Nov18

The Bodyguard, para ver num só dia!

| O Informador

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The Bodyguard é uma das séries do momento. Num thriller produzido pela Netflix para a BBC e logo disponível na plataforma, esta produção que conta com Richard Madden, o Robb Stark de A Guerra dos Tronos, como protagonista, vicia ao primeiro episódio e quem não ficar tentado a ver a temporada de seis episódios de seguida é porque não esteve atento aos primeiros desenvolvimentos da história.

David Budd é o guarda-costas escalado para proteger Julia Montague, a controversa Secretária de Estado da Defesa, que apoia guerras e o envio de soldados para o Médio Oriente, o que se cruza com o passado de Budd, desempenhado por Richar Madden, que tem consigo o stress pós-traumático adquirido justamente pelos anos em que passou na guerra no Médio Oriente. Um antigo militar que fica assim responsável por proteger quem ajudou a alterar a sua saúde. Será que este homem irá aproveitar-se do facto para se vingar de Julia Montague? A ideia parece ser essa mas o tempo define e fornece outros condimentos entre os dois, acabando por baralhar e criar alguma confusão entre os primeiros instintos e os comportamentos e reações que vão sendo tomados. The Bodyguard consegue mostrar a eficácia de um guarda-costa no momento de grande tensão como logo reflete os seus ataques pessoais e mais privados num contrassenso pessoal onde a força e vontade se deixam abater pela fragilidade do que foi vivido e que fica para sempre na memória de quem sofre. 

Inicialmente os primeiros momentos explicativos para as decisões que são tomadas de seguida logo conseguem mostrar ao que esta série vem. Criada de forma a agarrar e sempre a deixar pontas soltas com as reviravoltas para se querer ver o que está para acontecer, The Bodyguard é daquelas tramas em que até ao último momento podemos ser surpreendidos com várias alterações de rumo para que se fique a ver e se queira chegar ao final rapidamente para se perceber quem afinal está de que lado da barricada. 

01
Nov18

Maniac, a série entre histórias

| O Informador

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A série Maniac, protagonizada por Emma Stone e Jonah Hill, foi lançada no final de Setembro e logo a comecei a ver. O que prometia ser mais um êxito Netflix pareceu-me uma produção tão confusa que as passagens entre o passado e o futuro revelaram-se uma verdadeira bagunça que só me levou a enfrentar esta série de empurrão. 

Annie e Owen são os protagonistas de Maniac, dois adultos com problemas psicológicos dispares mas que se oferecem, a troco de dinheiro, para serem cobaias perante novos medicamentos numa instituição farmacêutica, a NPB. Annie vive mal com a realidade em que vive, lutando contra o flagelo da droga desde que perdeu a irmã. Já Owen sofre de esquizofrenia e tem a família de costas voltadas. Sozinhos e a precisarem de dinheiro e ajuda para ultrapassarem os problemas, os dois encontram-se no laboratório para iniciarem, em grupo, a realização de testes onde a realidade começa a ser confundida entre o passado, o futuro e o imaginário. 

Em Maniac encontramos personagens consistentes e bem trabalhas pelos atores, no entanto deparamos-nos com uma história que tem um seguimento bem conseguido mas onde as passagens para diversos cenários temporais acabam por atrapalhar. O espetador é convidado a assistir a pequenas histórias, que chegam a ocupar episódios inteiros, no meio do que se vai desenrolando na clínica, perdendo-se um pouco o, como se costuma dizer, «fio à meada», perante a história central. A base é esta, ajudando estas recuperações e criações a resolver os problemas psicológicos de cada um através da terapia que ajuda a enfrentar medos e marcas do passado. 

23
Out18

Não vejam a série A Maldição de Hill House

| O Informador

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Já lá vai o tempo em que era apreciador de séries e filmes de terror. No entanto há uns dias encontrei em destaque na Netflix a série A Maldição de Hill House, que gira em torno de uma casa que se alimenta da morte, vivendo das almas de quem lá viveu e conseguiu levar ao limite até à morte. 

Realizada por Mike Flanagan, esta série conta a história de uma jovem família que recupera casas para as recolocarem à venda. Com Henry Thomas e Timothy Hutton nos papéis centrais entre um elenco composto por nomes como Carla Gugino, Michiel Huisman, Elizabeth Reaser, Kate Siegem e Victoria Pedretti, esta família vive e viveu entre demónios. Do passado na mansão ao presente atormentado, a família Crain, mesmo tendo fugido da casa assombrada, sempre fica com o trauma sobre as figuras que fizeram da sua infância um martírio, principalmente quando as noites se aproximavam e os sons, as visões e os chamamentos eram constantes. 

Figuras bizarras como um homem mal trapilho cujos pés não tocam no chão, uma mulher bonita mas louca, a velha rabugenta, a criança de olhar penetrante, o miúdo da cadeira de rodas, o monstro da cave e a mulher do pescoço partido são alguns dos personagens mais terríveis presentes nesta série que assusta mas que ao mesmo tempo parece ter sido como um aperitivo de terror, não sendo um produto forte e que cause verdadeiros sustos para que se fique a pensar em cada imagem e som por alguns momentos. Cada aparição é um susto, mas nada de relevante para quem gostar de terror no seu verdadeiro sentido. 

Para além disso, existem ainda factos que parecem por vezes não fazerem sentidos, com erros básicos. Destaco em termos de produção o facto da cor da imagem ser alterada muitas vezes dentro de uma cena, existindo mesmo a mudança de filtro do nada, sem justificação e na maioria dos casos quando a imagem está fixa. Depois em termos de história surgem aqueles básicos do «mais do mesmo» em que personagens saem sozinhos para o confronto, num estilo mais que batido dentro do género de produção que é apresentada. 

09
Out18

Austismo em Atypical

| O Informador

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Uma boca comédia é sempre bem-vinda ao meu lote de séries e Atypical foi aconselhada e quando a comecei a ver, como é muito habitual acontecer-me, fiquei com os dois primeiros episódios em suspenso, sem saber o que pensar sobre esta comédia dramática norte-americana que aborda o autismo num jovem de 18 anos.

Da autoria de Robia Rashid, esta série exclusiva Netflix conta a história de um casal, Elsa e Doug, com dois filhos, Sam e Caisey. Se o casal enfrenta problemas no casamento, já Caisey entra na fase do primeiro amor, com as dúvidas existenciais e alterações de escola, enquanto isso Sam tudo enfrenta com as mudanças na vida dos pais, a falta da irmã que sempre foi o seu apoio e a procura de novos horizontes, tanto no emprego que mantém como nos estudos onde é muitas vezes rejeitado por ser incompreendido e pela falta de conhecimento dos outros perante o espectro do autismo. Sam entra na mudança de idade e as questões elevam-se, procurando respostas e conhecimentos para enfrentar os contratempos que lhe são colocados e viver como uma pessoa normal numa sociedade que tanta vez não entende a diferença. 

Aos 18 anos Sam vive perante uma bolha e um mundo que foi criado em seu redor. Estudando e trabalhando e enquanto vive para com uma obsessão para com a vida de pinguins que se protegem em comunidade, o que não acontece consigo, este jovem adulto decide procurar numa fase inicial uma namorada. Com a ajuda da sua psicóloga recebe aconselhamento sobre os passos a seguir, mas como as indicações da especialista Júlia e do colega de trabalho Zahid são muito comportamentais, os problemas surgem e tudo parece atrapalhar ainda mais o desenvolvimento de Sam. 

Uma série com um elenco central pequeno, bem trabalhada e acima de tudo com um texto bem demonstrativo do que uma família enfrenta quando existe um caso de autismo pelo meio. O problema não é só pessoal e de quem está mais próximo, tendo de existir um apoio de todos, da sociedade, das instituições, porque um autista tem direitos como todos nós, frequentando todos os locais como qualquer outra pessoa que se adapta com uma maior facilidade às divergências do dia-a-dia.

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