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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

20
Set18

Egas e Becas assumem homossexualidade

O Informador

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Passamos décadas na incógnita e eu ia jurar que na fase em que via a Rua Sésamo que olhava para a relação do Egas e do Becas e achava que eram irmãos. Depois percebi que não era bem assim, existindo uma amizade entre as duas personagens, mas uma amizade que ganha outros contornos conforme as crianças vão crescendo e tomando contacto com outros conhecimentos sobre relações humanas. Agora, o criador da famosa série, Mark Saltzaman, falou sobre a especulação que sempre existiu entre a relação das personagens e admitiu que criou o Egas e o Becas com uma relação amorosa, formando um casal homossexual. 

Foi em entrevista à Queerty que o guionista e criador da série falou sobre a relação das duas personagens, comparando-a com a que manteve com o seu falecido companheiro, o editor Arnold Glassman, que também colaborou na série Rua Sésamo. «Mais do que uma pessoa, referia-se a mim e ao Arnold como o Egas e o Becas», revelou Mark que se identifica com o Egas e coloca em Becas o seu antigo companheiro. 

«Sempre senti que quando estava a escrever o Egas e o Becas eles eram homossexuais. Não tinha qualquer outra forma de os contextualizar. Não acredito que saberia escreve-los de outra forma que não como um casal amoroso», acabou por contar o criador das personagens de Rua Sésamo. 

20
Fev17

Avenida Q

O Informador

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As expetativas com Avenida Q iam altas mas tenho que dizer uma coisa a quem pensa ir ver! Vão porque tudo o que podem esperar é um excelente musical importado diretamente da Broadway. Bom demais e acima de qualquer ideia com que se possa entrar no Teatro da Trindade para assistir a hora e meia de pura diversão. Fiquei rendido do início ao fim sem qualquer falha de atenção. Isto é (pausa e tambores) muuuuuuito boooooooooooooooom!

Não li longos comentários nem a sinopse de Avenida Q, só ouvindo conversas de café e alarido nas redes sociais em torno deste espetáculo adaptado em Portugal pela Força de Produção. Rapidamente fiquei com vontade de ver para perceber afinal a qualidade do que diziam ser tão bom e que andava a esgotar todas as sessões. Fui e só tenho a dizer que este musical é uma grande lufada de ar fresco do que tem sido feito entre nós em termos teatrais. 

O público é convidado a conhecer os habitantes de um «condomínio» de uma qualquer rua lisboeta onde pessoas e monstros coabitam sem qualquer preconceito. Perdão, todos somos preconceituosos e não vale a pena arranjar justificações contrárias. Este é um dos primeiros temas a serem debatidos onde o racismo, a homossexualidade, os medos, o amor e a profissão tomam lugar porque afinal de contas conseguimos vencer mas também cometer diversas falhas ao longo das oportunidades que a vida nos dá. Avenida Q é um consciencializador social que de forma divertida toca em temas sensíveis e que acabam por estar nas proximidades ou em qualquer um.

Entre bonecos que misturam o universo de Rua Sésamo e os Marretas e atores de carne e osso, esta avenida tão bem frequentada é daquelas produções que todos devem e têm a obrigação de ver porque se existe alguma coisa bem feita neste momento no teatro nacional é Avenida Q, que sem falhas, com um bom texto, toques bem colocados na adaptação para a nossa realidade social e um elenco excelentemente competente consegue chegar junto do público de forma eficaz, provocando e sem cansar. 

Ana Cloe, Artur Guimarães, Diogo Valsassina, Gabriela Barros, Inês Aires Pereira, Manuel Moreira, Rodrigo Saraiva, Rui Maria Pêgo, Samuel Alves, Artur Guimarães, Luís Neiva e André Galvão formam um elenco, entre fixos e substituições, tão coeso que se percebe que existe amizade e carinho em palco onde a cumplicidade das personagens parece ir muito mais além dos momentos que são vistos. Quando as pessoas se gostam percebe-se e neste espetáculo todos se gostam e acima de tudo, todos estão a gostar de estar em Avenida Q onde a Marta Monstro, a minha monstrinha favorita do musical, a irreverente e provocadora Paula Porca, o sonhador e aparentemente solitário Luís se juntam a outros colegas bonequeiros para comporem o lote de rostos que desfilam assim a sua vida em palco, aquela vida que pode muito bem traduzir a de qualquer um de nós. 

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