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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Televisão | A liderança que se foi...

17
Jun19

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Chegamos praticamente a meio do ano de 2019 e as questões sobre como tenho visto o atual panorama de mudanças televisivas já me foram feitas várias vezes. Hoje apetece-me entrar numa viagem para mostrar o que entendo perante a liderança que se esfomou da TVI por terem ficado à sombra da bananeira no primeiro lugar do pódio por não sentirem uma forte concorrência que lhes fizesse frente. Agora o canal líder durante anos deixou a torre ruir em menos de nada e não venham com as desculpas que esta derrota só aconteceu devido ao salto de Cristina Ferreira da quatro para a três. 

Sim, a outrora companheira de Manuel Luís Goucha bateu com a porta do canal que a ajudou a alcançar o estrelado. Hoje entendo a sua saída. Na SIC dirigida por Daniel Oliveira, Cristina percebeu que tinha capacidade e espaço para fazer televisão como queria e a pensar no que o público quer ver e não estar ligada a formatos que ganham simplesmente porque do outro lado não existe capacidade de fazer melhor. As coisas mudaram, a direção do canal da Impresa foi alterada e a capacidade de reerguerem um projeto que andou anos perdido foi evidente desde os primeiros meses de poder. Alterações simples na grelha, contratações, arrumar de casa e Janeiro entretanto chegou. Cristina estreou e venceu, sem deixar o primeiro lugar das manhãs. Consigo ajudou Júlia Pinheiro a mostrar os conteúdos do seu programa das tardes. Com isto e porque o formato reality show escolhido aliou campo, amor e conflito, o sucesso surgiu. Não, a SIC não alcançou em 2019 a liderança somente por causa da apresentadora da Malveira. Ajudou muito sim, isso é um facto, mas o bolo foi todo muito bem embrulhado e as novas apostas estrearam a seu tempo e bem, com um bom estudo de mercado e a capacidade de prender o público ao longo da semana para as estreias que iam acontecer. Hoje a SIC reina de manhã, de tarde e praticamente anda na luta pelo horário nobre que é cada vez mais seu.

Do outro lado a TVI caiu em Janeiro, baralhou em Fevereiro, piorou em Março e quando chegou a Abril o caos estava instalado. Programas a estrear e a serem retirados da grelha sem aviso, horários todos trocados de dia para dia. Apresentadores que surgem e desaparecem dos seus formatos. Atores na apresentação, especiais pimba a torto e a direito. Estagiários a promoverem estreias tão bem que o público nem dá pelas mesmas. O que aconteceu a uma TVI que parecia tão bem e que só sobrevivia no topo por falta de motivação dos vizinhos do lado? Assim que a concorrência respirou alto a direção do canal de Queluz eclipsou, tentou e criou tanto degredo em poucas semanas que só acabaram por conseguir piorar o que logo ficou mal quando se viram a perder. Não estar preparado para sair derrotado é lixado, mas quando se vive na sombra e não se tenta fazer sempre mais, melhor e diferente o risco é um facto. Agora têm de correr atrás dos seus próprios erros e o trajeto não será assim tão fácil.

Neste momento o caminho é somente preparar o novo ano televisivo com pinças bem cuidadas, começando as alterações aos poucos como o que foi feito por Daniel Oliveira e companhia quando pegaram no início do Verão de 2018 numa SIC atrofiada pela direção anterior do canal. Será que em Queluz têm assim tanto medo neste momento de cortar todos os males pela raiz para começar de novo e não cairem ainda mais? É que a RTP anda a trincar os calcanhares em alguns dias e se continuarem assim levam mesmo com a terceira posição do seu lado. 

Afinal Ljubomir é um vendido!

11
Jun19

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Ljubomir Stanisic tem regresso marcado ao ecrã da TVI para este ano com a terceira temporada de Pesadelo na Cozinha. Caso para se disser que afinal é mesmo um vendido e que as suas palavras não valem muito quando o dinheiro fala mais alto. 

Há uns meses, e como já havia feito após a primeira temporada de grande sucesso do programa, o chef revelou em várias entrevistas que não voltaria a dar a cara pelo formato por estar farto e também porque não é um prostituto para fazer o que os diretores televisivos querem. «Já chega de Pesadelo», revelou Ljubomir pela imprensa. Afinal não é bem assim, novamente!

Poucas semanas após ter referido firmemente que não estaria de volta ao Pesadelo na Cozinha, mesmo com a terceira temporada a ser avaliada e comentada pela imprensa, eis que a TVI anuncia nova formada de episódios do programa que voltará a ser conduzido por Ljubomir Stanisic. Desmentindo à poucas semanas a sua participação numa terceira temporada de Pesadelo na Cozinha, eis que agora o dito é dado como mentira, uma vez que o canal já anunciou que será Ljubomir a dar a cara e o corpo pelo formato. 

Há umas semanas, o cozinheiro participou no episódio de estreia do programa Histórias da Gastronomia Portuguesa, da RTP, e revelou que este formato foi o que «me deu mais gozo fazer na vida porque tem que ver com a realidade de Portugal», sendo de interesse público, ao contrário do Pesadelo na Cozinha, mas agora o seu regresso está marcado ao programa que o celebrou em termos televisivos.

A estreia de Começar do Zero

18
Mar19

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Já estreou o novo programa da TVI, assumindo-se como uma experiência social, que tem como finalidade desprender os seus participantes de tudo o que possuem. Ao longo de um mês os concorrentes terão regras a seguir e o objetivo é perceber que a maioria das coisas que têm em casa são completamente desnecessárias. 

Sem nada logo de início e podendo recuperar um dos seus objetos a cada dia, o desafio começou com os primeiros grupos, as gémeas de 27 anos, Marta e Mariana, de Lisboa, o casal de Braga, Alice e Júlio, os três amigos do Montijo, David, Rui e Tiago e os amigos à distância de Fátima, Andreia e Renato. A partir daqui e tentando continuar com as suas rotinas diárias, o desafio está lançado e as dúvidas sobre como enfrentar este caminho surgem. Não podem comprar e somente podem ter emprestados bens essenciais mas a sobrevivência sem as suas coisas tem de continuar para que percebam do que realmente precisam nas suas vidas daqui em diante. 

Após as estreias da semana passada da SIC como Quem Quer Namorar com o Agricultor, e da TVI com o Quem Quer Casar com o Meu Filho, este Começar do Zero parece ter conteúdo e um certo interesse para que nós, enquanto espetadores, também possamos refletir no que realmente nos faz falta no dia-a-dia e dos bens que possuímos e que afinal de contas estão a mais nas nossas casas.

Afinal a Quadratura do Círculo não acaba

24
Jan19

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Ricardo Costa, diretor da SIC Notícias anunciou há uns dias o final do mítico programa de comentário político, Quadratura do Círculo, da antena do canal, no final de Janeiro. Com o anúncio tornado público várias foram as vozes a pedirem explicações para este desfecho do programa, o que foi justificado pela direção do canal, como sendo uma necessidade para se fazerem «várias alterações na grelha», segundo Ricardo Costa que acabou por valorizar o formato na programação, «O programa Quadratura do Círculo foi sempre importante para a SIC Notícias e faz parte da sua história, mas vamos apostar em novos formatos». 

Com o final anunciado na SIC Notícias as respetivas direções dos canais informativos da concorrência começaram a corrida para agarrarem este formato que começou na rádio TSF na década de 90 e que passou e viu o sucesso televisivo há catorze anos. RTP3, Porto Canal e TVI24 entraram na corrida para comprarem os direitos do formato e já existe vencedor. Será a TVI24, liderada por Sérgio Figueiredo, que irá transmitir já a partir de dia 31 de Janeiro ou 07 de Fevereiro a nova temporada do formato.

Nesta nova casa televisiva Carlos Andrade continua a ser o moderador de Quadratura do Círculo, continuando a ter como companheiros de viagem António Lobo Xavier, Jorge Coelho e Pacheco Pareira, que todas as Quintas-feiras, pelas 23h00, continuarão a aparecer nas casas dos portugueses como sempre tem acontecido ao longo dos últimos anos, só que agora num canal ao lado. 

Presidente da RTP sem noção

15
Set18

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Gonçalo Reis é o atual Presidente do Conselho de Administração da RTP e em entrevista ao jornal Público afirmou que «a RTP está a prestar mais serviço público, ao Estado caberá ajustar a Contribuição para o Audiovisual de acordo com a inflação tal como a lei estipula». A minha questão vai no sentido que sempre debati sobre o facto de sermos todos nós, numa taxa com a fatura da luz, a pagarmos a RTP que gasta milhões e ainda contém publicidade, menos que os privados, mas que podia perfeitamente se igualar ao tempo publicitário da concorrência para sobreviver por si. O problema disto tudo está mesmo nos luxuosos ordenados e na quantidade de funcionários que os canais públicos de televisão têm há anos e muitas vezes sem qualquer sentido. Quem paga? O povo que muitas vezes nem passa os olhos pelo canal! Com isto o Presidente Gonçalo Reis ainda quer ter um cheque maior para poder fazer programas em direto por onde lhes apetece só para terem uma vista sobre o Tejo, mesmo que para isso paguem milhões por ano quando o mesmo formato podia ser feito em estúdio e sairia bem mais barato.

Para Gonçalo Reis o Governo devia recompensar a RTP pelo serviço público que tem sido feito nos últimos anos, mesmo com as audiências dos canais públicos a baixarem. A solução para o Presidente seria aumentar a taxa do audiovisual em 2019 nas faturas pagas todos os meses. «O financiamento da RTP é dos mais baixos da Europa. Até a Grécia, a Bósnia ou a Macedónia têm recursos superiores para o audiovisual. Nos últimos anos, com esforço, sacrifício e empenho interno, a RTP lançou novos canais na TDT, abriu os arquivos históricos, aumentou o apoio ao cinema e produção independente, e à divulgação de áreas culturais. Atuando numa situação de concorrência, de mercado, em que as exigências são crescentes, a RTP tem de ter os meios», afirma, e para isso têm de apostar, digo eu, em formatos mais caros que não são vistos e não recolhem assim o interesse publicitário.

Olho para as palavras proferidas e só penso que existe muita falta de noção dentro do canal público. Na programação diária apostem em séries para o horário nobre que ninguém vê e que podem muito bem começar logo após o Telejornal para terminarem no espaço de dez semanas, em alguns casos, perto da meia noite. O day time tem formatos base mas depois andam constantemente a inventar situações para andarem pelo país, o que envolve maiores despesas. Ainda no entretenimento são vários os rostos com salários fixos e que passam semanas a aparecerem com espaços semanais de minutos inseridos nos programas diários. Renovações de contratos com medo da concorrência e criação de programas para segurarem apresentadores só porque sim e não a pensar nos bons valores do canal. 

Exclusivo | Baião com Cristina nas manhãs da SIC

25
Ago18

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Nos últimos dias a bomba televisiva foi lançada com a transferência de Cristina Ferreira da TVI para a SIC. Agora e numa informação exclusiva que me foi dada e de fonte bem próxima do apresentador, posso revelar que a apresentadora não estará sozinha na condução do novo programa das manhãs da estação de Carnaxide. João Baião, que mantém o seu vínculo contratual com a SIC e que estando no ar ou não está a ganhar, irá juntar-se a Cristina na nova aposta do canal agora dirigido por Daniel Oliveira. 

Nos corredores do canal a informação sobre esta junção de Cristina com João já é sabida, não estando ainda certo quando o novo programa estreará, tudo apontando para o início de Janeiro. Para já o que é real é que os apresentadores estão escolhidos e João mantém-se assim como uma aposta no entretenimento do canal, juntando-se à antiga parceira televisiva de Manuel Luís Goucha para lhe fazerem frente. 

Lembro que João Baião regressou à SIC em 2014, após uma passagem pela RTP, tendo apresentado ao longo dos últimos quatro anos o programa Sabadabadão, ao lado de Júlia Pinheiro, Portugal em Festa com Merche Romero, Rita Ferro Rodrigues e Catarina Morazzo, sendo ao mesmo tempo aposta nas tardes semanais em Grande Tarde com Andreia Rodrigues e mais recentemente Juntos à Tarde ao lado de Rita Ferro Rodrigues. Estes formatos não conseguiram atingir a liderança nas audiências e acabaram por ser cancelados devido aos maus resultados obtidos enquanto estiveram em antena. Agora Baião voltará a ser aposta mas nas manhãs ao lado de Cristina Ferreira num tudo por tudo perante um horário há anos perdido para a TVI. 

E depois de Cristina Ferreira?

23
Ago18

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Cristina Ferreira protagoniza a transferência televisiva dos últimos anos, deixando a TVI para se mudar para a SIC onde irá abraçar um novo projeto nas manhãs do canal, integrar um cargo de direção e mais tarde entrar no horário nobre de Domingo. E quem ficará no seu lugar nas apostas do canal de Queluz nos programas que estão no ar atualmente? Apetece-se divagar um pouco sobre as opções que podem estar, quem sabe, em cima da mesa da direção da TVI neste momento.

Primeiramente existe um Manuel Luís Goucha sozinho a conduzir o Você na Tv!, algo que tem acontecido ao longo do ano constantemente com as ausências da sua parceira por motivos de férias e para gravar outros formatos do canal. Poderia o apresentador continuar sozinho nas manhãs agora definitivamente sem Cristina, mas duvido. Quem poderá dentro do canal assumir o lugar deixado vago nas manhãs? Primeiramente aponto o nome de Fátima Lopes, neste momento o principal rosto feminino da estação, que teria de deixar o seu A Tarde é Sua, que por sinal precisa de uma boa reformulação, para fazer dupla com Goucha. O motivo? Uma dupla com dois nomes fortes e um programa da tarde livre para ser alterado com novas ideias e entusiasmo. Deixando Fátima nas tardes, só vejo dentro do canal um nome capaz de assumir as manhãs ao lado do apresentador. Leonor Poeiras, animada, capaz de surpreender e assumindo as rédeas de qualquer formato que lhe é entregue. Tem sido um rosto mal aproveitado pelo canal, em detrimento de um trio que tudo tem feito sem existir espaço para outros rostos aparecerem. Este poderia ser o momento chave para a Leonor ter mais espaço no ecrã e poder surpreender. Se dentro do canal não vejo outra solução, já de fora aponto o nome de Tânia Ribas de Oliveira, a apresentadora do Agora Nós, das tardes da RTP, como uma boa possível contratação. É sabido que Manuel Luís Goucha adora a Tânia, é sabido que ambos gostavam de trabalhar em conjunto e é sabido também que o público tem na Tânia um dos rostos com maior carinho dentro do lote de apresentadores dentro do primeiro canal de televisão. As minhas apostas para as manhãs recaem assim entre Fátima Lopes, Leonor Poeiras e Tânia Ribas de Oliveira, esperando que a escolha não esteja muito longe disto.