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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

30
Mar19

À Primeira Vista | Danielle Steel

O Informador

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Título: À Primeira Vista

Título Original: First Sight

Autor: Danielle Steel

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 384

ISBN: 978-972-25-3584-7

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Nova Iorque. Londres. Milão. Paris. Fashion Week nas quatro cidades. Um mês de entrevistas intermináveis, festas, trabalho incansável e atenção aos detalhes nos desfiles de moda semestrais. No centro da tempestade e da avalanche de trabalho está a americana Timmie O'Neill, cuja renomada marca, Timmie O, é a personificação do casual chic. Ela criou um negócio que a inspira e ocupa toda a sua vida.

Apesar do êxito profissional, Timmie O’Neill vive marcada pelo passado. Até que um intrigante francês, Jean-Charles Vernier, entra na sua vida quando ela adoece na Semana da Moda de Paris. 

De início, Timmie e Jean-Charles Vernier têm apenas uma relação normal de paciente e médico. Com o tempo, tornam-se confidentes e amigos e, quando Timmie regressa a casa, mantêm-se em contacto a uma distância segura entre Paris e Los Angeles. Há uma boa razão para se manterem separados, mas nenhum consegue negar a amizade crescente e a atração que sentem quando se encontram.

À imagem e semelhança da própria vida moderna, é uma história complexa e atraente. Carreiras, famílias, histórias, perdas, dever, obrigação e medo de perder o controlo. São dois mundos muito diferentes, duas pessoas de personalidade forte que se cruzam e que podem mudar tudo de um momento para o outro. Serão suficientemente corajosos para enfrentarem o que vem a seguir? E farão isso, juntos ou separados?

 

Opinião: Danielle Steel é a minha autora de destaque no romance e ainda mais quando preciso de um bom livro para descansar após uma leitura mais pesada. Recentemente publicado em Portugal, conheci À Primeira Vista, um romance onde o suspense e o interesse vão incentivando o leitor a avançar para saber como tudo irá terminar após os vários percalços que as personagens criadas pela autora vão tendo pela frente. 

As premissas das narrativas parecem ser muito mais do mesmo, mas enganasse quem segue essa linha de pensamento porque em cada obra a história é alterada e Steel tem sempre a capacidade de surpreender ao longo do que vai sendo contado numa forma de contar, baralhar e voltar a avançar com a narrativa para manter o suspense praticamente até ao final com pontos que podem não ser fortes mas que cativam a quem gosta de boas histórias de amor relatadas como grandes peripécias familiares. 

08
Mar19

A Sombra do Passado | Nikola Scott

O Informador

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Título: A Sombra do Passado

Título Original: My Mother's Shadow

Autor: Nikola Scott

Editora: Círculo de Leitores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 394

ISBN: 978-972-42-5229-2

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: 1958. A bela e inocente Elizabeth Holloway vai passar o verão a Hartland, uma magnífica propriedade no litoral do condado de Sussex, no Sul de Inglaterra.

Para a jovem, os Shaws são um modelo de sofisticação. Contudo, quando Elizabeth se apaixona, ninguém a avisa de que os seus sonhos são perigosamente ingénuos. Quarenta anos mais tarde, a filha de Elizabeth, Addie, encontra uma estranha à sua porta que afirma ser sua irmã gémea. Addie recusa-se a acreditar na declaração - até que o seu pai admite que as circunstâncias do seu nascimento não foram as que ela supõe.

A revelação desafia tudo o que Addie achava que sabia sobre a mulher brilhante e difícil que tinha sido a sua mãe. Agora, ela e a sua nova irmã Phoebe vão descobrir a extraordinária história de uma criança perdida, e o segredo de um verão radioso que mudou a vida de uma mulher para sempre.

 

Opinião: Numa história que junta de forma inteligente duas linhas temporais que se complementam, A Sombra do Passado retrata a descoberta de segredos familiares que acabam por criar alguma deceção entre os seus protagonistas.

Numa história comovente, a vida de Elizabeth vai sendo contada ao mesmo tempo que a sua filha Addie vai descobrindo um passado que lhe modificou a vida. Um ano após a morte de Elizabeth e no dia de celebração do dia, os segredos do passado surgem quando uma figura desconhecida aparece e se afirma ser irmã gémea de Addie. Phoebe aparece, após quarenta anos, para procurar o seu verdadeiro passado que nunca lhe foi contado pelos país adotivos. 

Através de retiradas do diário de Elizabeth é revelado muito do que aconteceu e que ajudaram a influenciar as suas decisões. Perdeu a sua própria mãe cedo demais, ficando sem o seu pilar, sobrando um pai austero e cruel. Depois apaixonou-se sem conhecer os contornos de quem estava do outro lado, deixando-se levar pela paixão e pela magia da mesma. Engravidou e ficou sozinha, contra uma sociedade de julgamentos que prejudicam vidas e alteram o rumo de quem só quer ter o que tem direito. Sem o amor do seu lado e sem o apoio familiar, Elizabeth acabou por se ver rejeitada, sozinha e com a necessidade de enfrentar uma gravidez escondida e mal vista na época.

23
Dez18

Amor Ocasional | Série Netlix

O Informador

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A fama das comédias francesas no cinema é das melhores. E se colocarmos a mesma qualidade que é imprensa na grande tela numa série cuja primeira temporada tem oito episódios que são vistos num ápice e com agrado? Cheguei assim até à série Amor Ocasional, uma produção da plataforma Netflix.

Amor Ocasional é assim uma comédia romântica passada em Paris e onde a vida de três amigas é contada com todas as peripécias das suas relações amorosas. Protagonizada por Zita Hanrot, no papel de Elsa, uma jovem mulher que perde a ideia do amor perfeito e desiste de procurar a verdadeira paixão na sua vida. Só que as suas duas amigas, Charlotte, Sabrina Ouazani, e Emilie, Joséphine Drai, não desistem de ver o terceiro elemento do grupo sozinha e com isso e com as melhores intenções do mundo do seu lado, acabam por contratar um acompanhante para se fazer passar por uma forte paixão para Elsa. Só que, tal como é esperando neste estilo de produções, os planos inicialmente previstos não correm como planeado e a contratação acaba por ganhar outros sentimentos por esta jovem que deambula sozinha pela sociedade. 

21
Dez18

O Sal da Vida | Helena Sacadura Cabral

O Informador

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Título: O Sal da Vida

Autor: Helena Sacadura Cabral

Editora:  Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 216

ISBN: 978-989-724-452-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Ternas, irreverentes e por vezes com final inesperado, as novas histórias de helena Sacadura Cabral revelam os diversos caminhos em busca do amor e da felicidade.

Reais ou ficcionadas, são fragmentos de vidas que mostram a riqueza do quotidiano e a importância dos afetos; são o espelho da nossa sociedade inquieta e refletem a firme convicção de que todos podem ser donos do seu próprio destino.

 

Opinião: Helena Sacadura Cabral reúne em O Sal da Vida histórias reais e inéditas onde se juntam espaços de ficção num romance de crónicas escritas ao longo do tempo e que foram ficando para agora poderem ser lançadas num livro onde o amor, a perda, a saudade e a felicidade ganham destaque. Para Helena Sacadura Cabral estas memórias tinham de ser contadas com o pretexto de que «Viver é muito mais do que existir. É lutar para ser feliz, amar e ser amado.» e é assim que O Sal da Vida surge junto do leitor.

Começando por mostrar os Encontros e Desencontros que a vida nos vai colocando pela frente ao longo do tempo, são vários os relatos próprios e ficcionais dados a conhecer de forma simples, sem criar ilusões e com um significado único. Cada linha deste livro é falada, relatada como se a autora estivesse a divagar para si própria, sem criar desenhos literários para que o texto venha a ficar com uma maior perfeição e um estilo gramatical mais elaborado. Não, em O Sal da Vida existe verdade, existem relatos tal como são pensados e não criando grandezas que só tendem a piorar o que realmente importa para quem está do outro lado, o leitor. Dos Encontros e Desencontros passamos para as Encruzilhadas da Vida onde os inesperados acontecem e há que manter as forças para ultrapassar cada ponto negativo que se nos atravessa pela frente. As perdas e os problemas na vida de Helena e as criações para ajudar a reforçar este capítulo são reais, são possíveis e podem acontecer a qualquer um. Visitamos posteriormente As Datas que nos Marcam e percebemos que como todos nós existem os bons e os maus momentos, onde existem datas que podem ser celebradas mas também as que ano após ano nos deixam mais cabisbaixos porque alguém partiu e aos 84 anos de idade Helena Sacadura Cabral sabe bem o que é a perda de pessoas de quem ama mas que continuam bem presentes na sua vida através de memórias e recordações que permanecem consigo e perante os seus olhos. As peripécias recriadas em Contado, Ninguém Acredita e finalmente Construir um Caminho para a Felicidade são os últimos pontos a serem desfiados por esta magnifica mulher que sempre luta pelo bem-estar interior e também de quem está ao seu redor. 

28
Jul18

Literatura de companhia

O Informador

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Primeiramente sou conquistado por um título numa capa atraente que chama, apela a que lhe pegue e que perceba o que está na sua contracapa, a sinopse que muitas vezes se faz acompanhar por citações de críticos que acabam por ajudar a escolher levar ou não uma certa obra comigo para que me possa sentir bem acompanhado ao longo de várias horas. A primeira fase é concluída muitas vezes com várias semanas de antecedência até que a nova etapa surja.

É assim o meu apego literário, primeiro escolher, depois nem sempre ler nos primeiros dias, deixando o livro esperar, ganhar o seu espaço na mesa-de-cabeceira, até que ganhe o seu tempo, entendendo cada vez mais como a disposição pessoal é importante para poder entrar numa determinada leitura.

Esta é a verdade, ler um romance num momento em que andas muito bem com a vida é para mim, por vezes, um desastre, por não levar tão a sério certos momentos relatados em vidas que podem existir por aí. Num bom momento adoro entrar em narrativas onde o suspense, os crimes e violência, a maldade e os conhecimentos surgem, dando um pouco mais de trabalhado e criando no leitor um maior estímulo onde a necessidade de concentração é essencial. Estando de bem com a vida, numa boa fase, consegues encontrar-te bem melhor com uma leitura que exige mais de ti, o que, por exemplo, os romances comigo não necessitam. Vejo uma bela história de amor a ser contada através de palavras escritas como um bom companheiro para relaxar, deixar a mente sonhar, mesmo que o momento pessoal não seja o melhor, pelo menos durante aqueles momentos deixas os teus problemas, acabando por entrar numa vida que talvez desejasses ter ou viver, deixando de lado o que por vezes te apoquenta.

Um bom livro convida o seu leitor a viajar, a entrar numa história que não é sua, mas que pode ser quando é possível ficar lado a lado com cada personagem e ter um momento experimental de tudo o que vai acontecendo. Dos meandros obscuros das histórias pesadas às criações românticas, o que nos dará maior alento num momento mais chato? A leveza do sonho, ao contrário dos pesadelos que só nos poderiam colocar mais para baixo, o que não é exatamente o que necessitamos em certas fases pelas quais vamos passando.

07
Jul18

1001 Coisas que Nunca te Disse | Catarina Rodrigues

O Informador

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Título: 1001 Coisas que Nunca te Disse

Autor: Catarina Rodrigues

Editora: Oficina do Livro

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2018

Páginas: 288

ISBN: 978-989-741-918-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Quando a vida que tens como garantida se desfaz, questionas tudo. Quando alguém te deixa, parte de ti fica perdida. Após um relacionamento falhado, uma jovem mulher decide reescrever a sua história e embarca numa longa jornada. Durante cerca de três anos, viaja por diferentes lugares do Mundo e dentro dela. Entre o passado e o presente, descobre o valor da dor, da perda, da identidade, da felicidade e traça o caminho do perdão. Porque um grande amor muda a tua vida para sempre.

 

Opinião: Sara, uma jovem universitária, de um momento para o outro perde o seu grande amor, iniciando assim uma fase menos boa da sua vida onde todos os pilares que a ajudavam a sustentar quebram. No momento em que é necessário enfrentar um desgosto de amor as forças desaparecem. Quem não compreende esta desilusão amorosa quando todos passamos em algum momento da vida por algo do género?

Da autoria de Catarina Rodrigues chegou através da Oficina do Livro a obra 1001 Coisas que Nunca Te Disse, um romance contado na primeira pessoa, através de cartas quase faladas de Sara para David, o amor que prometia ser para a vida. As reflexões sobre a sua criação sem uma família estável como aconchego, o passado a dois vivido de forma feliz ao lado de David, os sonhos que ficaram por realizar e os objetivos sobre a vontade de esquecer a mágoa para iniciar um novo processo. A dependência sobre uma felicidade que prometia ser eterna e que ficou pelo caminho, a incapacidade de reação inicial com esperança que tudo mude sabendo que isso não irá acontecer. Sara luta contra si, dando através destas cartas os sinais que queria mostrar a David sobre tudo o que viveram em comum e os seus sentimentos no momento em que fica só, sem o refúgio que tinha. 

Descontraída, de forma simples e sem filtros, Sara entrega à escrita o peso com que habita, vendo nas palavras o seu melhor confidente numa altura de luta pessoal e de mal com o mundo por um corte inesperado que lhe tira o chão. Cada apontamento sincero, transcrito em pequenos capítulos que podiam parecer mais do mesmo mas que agarram o leitor através de cada fase que esta jovem mulher enfrenta ao longo do período de luto pela relação que tinha. Apontar o dedo ao que falhou em si e nos dois, reflexão sobre as brechas que foram abertas que permitiram a ausência de sentimentos e a incapacidade de reação no momento em que tudo voou e é necessário regressar ao ponto onde tudo começou. 

Numa autêntica viagem de vida que começou conturbado, passando por um momento de felicidade que virou presente pesado, a nostalgia surge com cada marca que serve de comparação entre o que foi vivido a dois e um presente solitário que tarda em passar. Vivendo para os estudos e onde o trabalho ocupa cada vez mais o espaço deixado vago pelo coração, Sara mostra-se ao longo dos seus desabafos uma mulher com baixa auto estima, não enfrentando a dor com tentativas de recomeço, optando sim por alimentar o que já não existe, sacrificando uma corrida contra a verdade, não sendo um exemplo de esperança junto dos leitores que passem por uma situação do género. Olhei para esta história e encontrei uma mulher como quero acreditar que não existam assim tantas. Sara permanece demasiado tempo na dor provocada pelo abandono, dando a volta à situação de forma tardia e com apontamentos vingativos a surgirem num momento final, o que não achei convincente nesta história, mas sei que é real. Um ser magoado sempre se transforma e neste caso, como em muitos exemplos reais, a mudança derivada da dor sôfrega acaba por levar a momentos de humilhação para com o outro onde o sofrimento provocado acaba por criar um ser revoltado que tanto está pronto para voltar a acreditar como para magoar e agir com vingança assim que surja uma oportunidade. 

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