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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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23
Dez18

Amor Ocasional | Série Netlix

| O Informador

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A fama das comédias francesas no cinema é das melhores. E se colocarmos a mesma qualidade que é imprensa na grande tela numa série cuja primeira temporada tem oito episódios que são vistos num ápice e com agrado? Cheguei assim até à série Amor Ocasional, uma produção da plataforma Netflix.

Amor Ocasional é assim uma comédia romântica passada em Paris e onde a vida de três amigas é contada com todas as peripécias das suas relações amorosas. Protagonizada por Zita Hanrot, no papel de Elsa, uma jovem mulher que perde a ideia do amor perfeito e desiste de procurar a verdadeira paixão na sua vida. Só que as suas duas amigas, Charlotte, Sabrina Ouazani, e Emilie, Joséphine Drai, não desistem de ver o terceiro elemento do grupo sozinha e com isso e com as melhores intenções do mundo do seu lado, acabam por contratar um acompanhante para se fazer passar por uma forte paixão para Elsa. Só que, tal como é esperando neste estilo de produções, os planos inicialmente previstos não correm como planeado e a contratação acaba por ganhar outros sentimentos por esta jovem que deambula sozinha pela sociedade. 

21
Dez18

O Sal da Vida | Helena Sacadura Cabral

| O Informador

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Título: O Sal da Vida

Autor: Helena Sacadura Cabral

Editora:  Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 216

ISBN: 978-989-724-452-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Ternas, irreverentes e por vezes com final inesperado, as novas histórias de helena Sacadura Cabral revelam os diversos caminhos em busca do amor e da felicidade.

Reais ou ficcionadas, são fragmentos de vidas que mostram a riqueza do quotidiano e a importância dos afetos; são o espelho da nossa sociedade inquieta e refletem a firme convicção de que todos podem ser donos do seu próprio destino.

 

Opinião: Helena Sacadura Cabral reúne em O Sal da Vida histórias reais e inéditas onde se juntam espaços de ficção num romance de crónicas escritas ao longo do tempo e que foram ficando para agora poderem ser lançadas num livro onde o amor, a perda, a saudade e a felicidade ganham destaque. Para Helena Sacadura Cabral estas memórias tinham de ser contadas com o pretexto de que «Viver é muito mais do que existir. É lutar para ser feliz, amar e ser amado.» e é assim que O Sal da Vida surge junto do leitor.

Começando por mostrar os Encontros e Desencontros que a vida nos vai colocando pela frente ao longo do tempo, são vários os relatos próprios e ficcionais dados a conhecer de forma simples, sem criar ilusões e com um significado único. Cada linha deste livro é falada, relatada como se a autora estivesse a divagar para si própria, sem criar desenhos literários para que o texto venha a ficar com uma maior perfeição e um estilo gramatical mais elaborado. Não, em O Sal da Vida existe verdade, existem relatos tal como são pensados e não criando grandezas que só tendem a piorar o que realmente importa para quem está do outro lado, o leitor. Dos Encontros e Desencontros passamos para as Encruzilhadas da Vida onde os inesperados acontecem e há que manter as forças para ultrapassar cada ponto negativo que se nos atravessa pela frente. As perdas e os problemas na vida de Helena e as criações para ajudar a reforçar este capítulo são reais, são possíveis e podem acontecer a qualquer um. Visitamos posteriormente As Datas que nos Marcam e percebemos que como todos nós existem os bons e os maus momentos, onde existem datas que podem ser celebradas mas também as que ano após ano nos deixam mais cabisbaixos porque alguém partiu e aos 84 anos de idade Helena Sacadura Cabral sabe bem o que é a perda de pessoas de quem ama mas que continuam bem presentes na sua vida através de memórias e recordações que permanecem consigo e perante os seus olhos. As peripécias recriadas em Contado, Ninguém Acredita e finalmente Construir um Caminho para a Felicidade são os últimos pontos a serem desfiados por esta magnifica mulher que sempre luta pelo bem-estar interior e também de quem está ao seu redor. 

28
Jul18

Literatura de companhia

| O Informador

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Primeiramente sou conquistado por um título numa capa atraente que chama, apela a que lhe pegue e que perceba o que está na sua contracapa, a sinopse que muitas vezes se faz acompanhar por citações de críticos que acabam por ajudar a escolher levar ou não uma certa obra comigo para que me possa sentir bem acompanhado ao longo de várias horas. A primeira fase é concluída muitas vezes com várias semanas de antecedência até que a nova etapa surja.

É assim o meu apego literário, primeiro escolher, depois nem sempre ler nos primeiros dias, deixando o livro esperar, ganhar o seu espaço na mesa-de-cabeceira, até que ganhe o seu tempo, entendendo cada vez mais como a disposição pessoal é importante para poder entrar numa determinada leitura.

Esta é a verdade, ler um romance num momento em que andas muito bem com a vida é para mim, por vezes, um desastre, por não levar tão a sério certos momentos relatados em vidas que podem existir por aí. Num bom momento adoro entrar em narrativas onde o suspense, os crimes e violência, a maldade e os conhecimentos surgem, dando um pouco mais de trabalhado e criando no leitor um maior estímulo onde a necessidade de concentração é essencial. Estando de bem com a vida, numa boa fase, consegues encontrar-te bem melhor com uma leitura que exige mais de ti, o que, por exemplo, os romances comigo não necessitam. Vejo uma bela história de amor a ser contada através de palavras escritas como um bom companheiro para relaxar, deixar a mente sonhar, mesmo que o momento pessoal não seja o melhor, pelo menos durante aqueles momentos deixas os teus problemas, acabando por entrar numa vida que talvez desejasses ter ou viver, deixando de lado o que por vezes te apoquenta.

Um bom livro convida o seu leitor a viajar, a entrar numa história que não é sua, mas que pode ser quando é possível ficar lado a lado com cada personagem e ter um momento experimental de tudo o que vai acontecendo. Dos meandros obscuros das histórias pesadas às criações românticas, o que nos dará maior alento num momento mais chato? A leveza do sonho, ao contrário dos pesadelos que só nos poderiam colocar mais para baixo, o que não é exatamente o que necessitamos em certas fases pelas quais vamos passando.

07
Jul18

1001 Coisas que Nunca te Disse | Catarina Rodrigues

| O Informador

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Título: 1001 Coisas que Nunca te Disse

Autor: Catarina Rodrigues

Editora: Oficina do Livro

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2018

Páginas: 288

ISBN: 978-989-741-918-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Quando a vida que tens como garantida se desfaz, questionas tudo. Quando alguém te deixa, parte de ti fica perdida. Após um relacionamento falhado, uma jovem mulher decide reescrever a sua história e embarca numa longa jornada. Durante cerca de três anos, viaja por diferentes lugares do Mundo e dentro dela. Entre o passado e o presente, descobre o valor da dor, da perda, da identidade, da felicidade e traça o caminho do perdão. Porque um grande amor muda a tua vida para sempre.

 

Opinião: Sara, uma jovem universitária, de um momento para o outro perde o seu grande amor, iniciando assim uma fase menos boa da sua vida onde todos os pilares que a ajudavam a sustentar quebram. No momento em que é necessário enfrentar um desgosto de amor as forças desaparecem. Quem não compreende esta desilusão amorosa quando todos passamos em algum momento da vida por algo do género?

Da autoria de Catarina Rodrigues chegou através da Oficina do Livro a obra 1001 Coisas que Nunca Te Disse, um romance contado na primeira pessoa, através de cartas quase faladas de Sara para David, o amor que prometia ser para a vida. As reflexões sobre a sua criação sem uma família estável como aconchego, o passado a dois vivido de forma feliz ao lado de David, os sonhos que ficaram por realizar e os objetivos sobre a vontade de esquecer a mágoa para iniciar um novo processo. A dependência sobre uma felicidade que prometia ser eterna e que ficou pelo caminho, a incapacidade de reação inicial com esperança que tudo mude sabendo que isso não irá acontecer. Sara luta contra si, dando através destas cartas os sinais que queria mostrar a David sobre tudo o que viveram em comum e os seus sentimentos no momento em que fica só, sem o refúgio que tinha. 

Descontraída, de forma simples e sem filtros, Sara entrega à escrita o peso com que habita, vendo nas palavras o seu melhor confidente numa altura de luta pessoal e de mal com o mundo por um corte inesperado que lhe tira o chão. Cada apontamento sincero, transcrito em pequenos capítulos que podiam parecer mais do mesmo mas que agarram o leitor através de cada fase que esta jovem mulher enfrenta ao longo do período de luto pela relação que tinha. Apontar o dedo ao que falhou em si e nos dois, reflexão sobre as brechas que foram abertas que permitiram a ausência de sentimentos e a incapacidade de reação no momento em que tudo voou e é necessário regressar ao ponto onde tudo começou. 

Numa autêntica viagem de vida que começou conturbado, passando por um momento de felicidade que virou presente pesado, a nostalgia surge com cada marca que serve de comparação entre o que foi vivido a dois e um presente solitário que tarda em passar. Vivendo para os estudos e onde o trabalho ocupa cada vez mais o espaço deixado vago pelo coração, Sara mostra-se ao longo dos seus desabafos uma mulher com baixa auto estima, não enfrentando a dor com tentativas de recomeço, optando sim por alimentar o que já não existe, sacrificando uma corrida contra a verdade, não sendo um exemplo de esperança junto dos leitores que passem por uma situação do género. Olhei para esta história e encontrei uma mulher como quero acreditar que não existam assim tantas. Sara permanece demasiado tempo na dor provocada pelo abandono, dando a volta à situação de forma tardia e com apontamentos vingativos a surgirem num momento final, o que não achei convincente nesta história, mas sei que é real. Um ser magoado sempre se transforma e neste caso, como em muitos exemplos reais, a mudança derivada da dor sôfrega acaba por levar a momentos de humilhação para com o outro onde o sofrimento provocado acaba por criar um ser revoltado que tanto está pronto para voltar a acreditar como para magoar e agir com vingança assim que surja uma oportunidade. 

02
Jul18

Chama-me Pelo Teu Nome | André Aciman

| O Informador

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Título: Chama-me Pelo Teu Nome

Título original: Call me by your name

Autor: André Aciman

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2018

Páginas: 288

ISBN: 978-989-724-436-0

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Na idílica Riviera italiana nasce um romance intenso entre um rapaz de dezassete anos e o convidado dos pais, um estudante universitário que irá passar com eles umas semanas no verão.

A mansão sobre as falésias é povoada por um conjunto de personagens excêntricas, com um gosto especial pela boa vida. Mas nenhum dos jovens está preparado para as consequências da atração, que, durantes essas apaixonadas semanas de calor, mar e vinho, faz crescer entre eles o fascínio e o desejo, sentimentos que não conseguem suprimir, apesar de todas as proibições e dos perigos.

Divididos entre o receio das consequências e o fascínio que não conseguem esconder, avançam e recuam movidos pela curiosidade, o desejo, a obsessão e o medo, até se deixarem levar por uma paixão arrebatadora e descobrirem uma intimidade rara que temem nunca mais encontrar. 

Chama-me Pelo Teu Nome não é só uma história intemporal, é também uma análise franca, bela e dura sobre a paixão – como agimos, pensamos e sentimos. Uma elegia ao amor e um livro inesquecível.

 

Opinião: Contrariedades numa mente complexa recheada de pensamentos reais de um adolescentes de 17 anos que claramente apaixonado vive em negação perante o que para si está errado. Chama-me Pelo Teu Nome é relatado na primeira pessoa por Elio, o jovem que a partir do primeiro momento me conquistou graças à forma como se apresenta ao leitor com toda a verdade, sem restrições e com os pontos assentes sobre os seus estados de espírito perante a vida e cada situação que lhe vai sendo colocada num caminho onde uma paixão que para si é proibida dá uma grande história de amor. 

Mostrando todo o envolvimento de Elio e a forma como vai evoluindo com o tempo, André Aciman, o autor, fez com este romance um excelente trabalho criativo onde deixou que as palavras sondassem cada pormenor num espírito antigo em corpo jovem. Olhar para esta narrativa e ficar a ver tantos pontos de verdade só mostra a fidelidade com que o autor criou cada momento onde comportamentos e pensamentos são relatados de forma coerente. Não é necessário olhar para uma relação gay neste livro porque o que vive Elio é sentido em todo o tipo de relações. Os calafrios, os receios, o pisar o risco até ao último ponto no primeiro amor onde tudo parece estranho e complexo, olhando para o outro lado e não percebendo as razões ou não querendo perceber o que está mesmo a acontecer. A adolescência e o amor são pontos fortes que geralmente surgem emparelhados e recheados de contrastes que levam qualquer um a crescer enquanto pessoa e Elio mostra essencialmente isso. Pensar no que poderá acontecer e tarda em surgir e no que poderá suscitar caso o caminho não siga o que tanto é desejado e idealizado. 

Olho para este livro e vejo transparência nas relações humanas recheadas de surpresas e contratempos com as borboletas no estômago a darem sinais de nervosismo sobre o caminho a seguir, onde poder arriscar, analisando ao mesmo tempo os comportamentos de quem está do outro lado e de todos os que circulam em redor de uma balança que quer estabilizar mas que tarda em se encontrar no mesmo patamar. 

01
Jul18

Ganha | Alice no País das Sapatilhas | Manuscrito

| O Informador

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Alice, 15 anos, é a miúda mais popular do colégio. Namora com o Mister Giraço do 12º ano e o seu blogue, «Alice no País das Sapatilhas», soma visitantes e seguidores. Likelikelike! O seu sonho de vida é ser uma Fashion Blogger, sempre atenta às últimas tendências.

Mas, a um mês de fazer 16 anos, o feed da sua vida muda radicalmente quando os pais decidem ir viver para Rolhas, uma pequena e remota aldeia de Trás-os-Montes onde nem sequer há Internet. What? OMG! Vários emojis de espanto!

Susana Tavares poderá ser um nome estranho para muitos, mas não para todos. Conhecida no mundo da ficção nacional onde trabalhou entre as principais produtoras televisivas, nas equipas de guiões de novelas e séries de ficção, como é o caso de Floribella, Rebelde Way e Massa Fresca, a autora, licenciada em jornalismo, também elaborou a história do filme Beat Girl. Mais recentemente o caminho da literatura entrou na sua vida através dos livros inspirados na série Massa Fresca. A partir daí o gosto ficou e agora surge Alice no País das Sapatilhas, um romance destinado ao público adolescente mas que todos podem ler. Podem saber um pouco mais sobre esta história lançada pela editora Manuscrito em www.facebook.com/alicenopaisdassapatilhas e no blog https://nopaisdassapatilhas.blogspot.pt.

Para ti, que estás desse lado, tens aqui a oportunidade de ganhar um exemplar de Alice no País das Sapatilhas. Esta hipótese irá estar disponível até às 19h00 de dia 08 de Julho, Domingo, e nesse mesmo dia será revelado o nome vencedor nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. O premiado será contactado via email com a notícia sobre o prémio. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem...

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