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O Informador

Ganha Gente Feita de Terra no Instagram

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Querida pessoa que passas diariamente ou esporadicamente por este blog, esta mensagem é para ti!

Tenho a dizer que te convido a passares pela minha página de Instagram para te habilitares a ganhar um exemplar do novo livro de Carla M. Soares, a autora de Limão na Madrugada. Gente Feita de Terra é o novo romance da autora, lançado pela Cultura Editora, e na minha página de Instagram estou a sortear um exemplar da obra para que todos possam ter a oportunidade de conhecer esta nova narrativa da autora. 

 

Três Metros Acima do Céu | T1 e T2

Netflix

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De Itália chegou à Netflix a série Três Metros Acima do Céu, uma produção jovem e fresca que destaca o período de Verão, mostrando os amores, a família e os dramas muitas vezes temporários da juventude preparada para enfrentar o calor dos meses quentes à beira mar, em festas e com os romances que vão e vêm ao sabor das marés do Mediterrâneo.

Inspirada nos livros de Federico Moccia, Summertime mostra as vivências de dois jovens italianos de mundos diferentes e com a paixão inter-racial a ser vivida. Summer descobre o amor com Ale, um jovem abastado que tem no motociclismo a sua grande paixão profissional e que coloca certos luxos de lado para seguir as suas convicções, sem nunca perder no entanto o laço familiar para que a carteira não se feche, mesmo que não concorde com as decisões dos seus pais. Ao mesmo tempo que conhecemos o par principal, ficamos também a par de quem são os amigos de ambos, entre eles Edo, Sofia e Dario, que ao longo das duas temporadas vão ganhando algum destaque, acabando por se tornarem também eles protagonistas por transmitirem o outro lado do amor que Summer e Ale não mostram por repetirem a velha história do amor e desamor, com problemas e outras pessoas pelo meio. Será que autores e produtores não entendem que uma série romântica, mesmo que seja num formato jovem, pode retratar o amor sem ter nos seus protagonistas aquela básica história do cola e descola sem fim?

Uma Nova Esperança para Samuel | Ruth Druart

Planeta Editora

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Título: Uma Nova Esperança para Samuel

Título Original: While Paris Slept

Autor: Ruth Druart

Editora: Planeta Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2021

Páginas: 464

ISBN: 978-989-777-453-9

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Na gare de uma estação ferroviária, uma mãe tem de tomar uma decisão impossível.

Na gare de uma estação ferroviária na Paris ocupada, uma mãe sussurra adeus. Parece o fim de uma história. Mas é apenas o começo. 

Paris, 1944

Empurrada para um comboio com destino a Auschwitz, Sarah, num ato de desespero, entrega o seu maior tesouro, Samuel, a um desconhecido. Tudo o que lhe resta é ter a esperança de que o seu filho recém-nascido sobreviva.

Santa Cruz, 1953

Jean-Luc vive agora na Califórnia com a sua mulher, Charlotte, e o filho Sam. A cicatriz que tem na cara foi um pequeno preço a pagar pela sua fuga aos horrores da ocupação nazi. Mas Jean-Luc nunca esperou que o passado lhe viesse bater à porta.

Uma Nova Esperança para Samuel é um livro poderoso sobre o amor, os laços de sangue e de afeto, a resiliência e a coragem quando tudo parece perdido. Uma leitura inesquecível.

Um romance que vai cativar o coração dos seus leitores.

 

Opinião: Uma Nova Esperança para Samuel é certamente uma das boas surpresas literárias de 2021. Num romance histórico, passado em duas linhas de tempo diferentes, nas décadas de 1940 e 1950, e entre França e a América durante e após a Segunda Guerra Mundial.

Numa história de amor e coragem em tempos conturbados, este romance conta com personagens cativantes onde os sonhos e os receios andam de mãos dadas através do amor a Samuel. Ao mesmo tempo que percebemos como Sam foi entregue pela sua mãe biológica, por amor, a um desconhecido que trabalhava na manutenção da ferrovia  em Bobigny, de onde os judeus eram transportados para Auschwitz. também acompanhamos a vida de um jovem de nove anos com os seus pais em Paris, em bonitos e saudáveis momentos familiares. Só que nem tudo parece perfeito e o passado regressa para baralhar a vida de Jean Luc e Charlotte que nutrem felicidade ao lado do jovem Sam, o seu filho, mas serão acusados de rapto por não terem devolvido, anos volvidos após o término da Guerra, a criança aos seus verdadeiros progenitores. Sarah e David sobrevivem ao flagelo da guerra e após quase uma década procuram recuperar o tempo perdido com Samuel, lutando pela sua custódia, numa luta entre pais biológicos e quem criou este jovem como se fosse seu. 

O Que Dizer das Flores | Maria Isaac

Cultura Editora

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Título: O Que Dizer das Flores

Autor: Maria Isaac

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2021

Páginas: 224

ISBN: 978-989-9039-43-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Bem-vindo a Mont-o-Ver!

Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, nem dar por ela. A velha linha férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.

Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.

O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.

Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.

Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.

Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.

Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.

Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio de há uma década e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.

Bem-vindo a Mont-o-Ver!

 

Opinião: O Que Dizer das Flores convida o leitor a conhecer uma aldeia com todas as características que os pequenos meios rurais apresentam pelos espaços mais recatados do nosso país. Entrando em Mont-o-Ver, percebemos que iremos encontrar uma comunidade fechada, onde famílias se cruzam com mistérios e um autêntico vai e vem sobre o diz que disse perante o que está a acontecer com cada membro da aldeia. 

Logo ficamos de orelha atenta com o que poderá levar o padre Elias Froes a deixar o seu lugar, percebendo depois que tudo tem as suas razões, percebemos que a mãe de Catalina viveu um romance com o incendiário da igreja que foi posteriormente preso e que deixou a jovem aos cuidados da família materna, também conhecemos a Rosa, os irmãos Mondego e os recantos e centros de Mont-o-Ver, a velha aldeia que tende a crescer com a criação da auto-estrada mas que terá a partir de agora pequenas guerrilhas internas sobre os cargos de poder disponíveis que serão tão poucos para tanta boa vontade de os pegar. 

Sobreviventes | Alex Schulman

Porto Editora

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Título: Sobreviventes

Título Original: Overlevarna

Autor: Alex Schulman

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2021

Páginas: 224

ISBN: 978-972-0-03421-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Como chegámos a este ponto? Como pudemos nós os três, que éramos como um só na infância, afastar-nos tanto uns dos outros? Quando nos tornamos estranhos? O que aconteceu?

Três irmãos regressam à casa de campo junto ao lago onde, duas décadas antes, um terrível acidente mudou as suas vidas para sempre. Levam com eles as cinzas da mãe, cujo último desejo os apanhara de surpresa: sempre pensaram que ela desejaria ser sepultada ao lado do falecido marido.

Benjamin segue ao volante, conduzindo o carro e os irmãos numa viagem através do tempo, até uma época em que eram crianças entregues a si mesmas, perante a indiferença dos pais. São agora adultos. Três estranhos, inevitavelmente unidos por uma história comum de lutas pela atenção do pai e pelo amor imprevisível da mãe.

O falecimento da mãe traz velhos traumas à superfície, e a tensão entre os irmãos aumenta. Que segredo terá ficado enterrado no seu passado?

 

Opinião: Sobreviventes tem muito pouco de original e a forma como este romance está contado deixa muito a desejar desde o início. Numa troca entre o presente que avança e o passado que recua, nesta história conhecemos três irmãos que são um pouco negligenciados por um pai que amam alcoólico e uma mãe que os deixa para trás para viver a sua vida com outras pessoas por quem se apaixona e fora do seu casamento. Percebendo que no presente os três irmãos se voltam a reunir para tratarem das cinzas após o falecimento da mãe e conhecendo também que o pai já se tinha despedido da vida anteriormente, é percetível que estes três adultos nada têm em comum num presente onde cada qual seguiu com a sua vida, deixando o passado a ser memória, passado esse pesado, individualista e com muita dor pela negligência dos adultos que os deviam ter criado com todo o apoio que pai e mãe devem dar aos seus filhos. 

O Livro dos Dois Caminhos | Jodi Picoult

Editorial Presença

o Livro dos Dois Caminhos

Título: O Livro dos Dois Caminhos

Título Original: The Book of Two Ways

Autor: Jodi Picoult

Editora: Editorial Presença

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2021

Páginas: 472

ISBN: 978-972-23-6695-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Como seríamos se não nos tivéssemos tornado na pessoa que somos agora?

Dawn é um anjo da morte: a sua vida é ajudar pessoas a fazerem a transição final em paz. Mas quando o avião em que se encontra se despenha, ela dá por si a pensar não na vida perfeita que tem, mas na vida que foi forçada a abandonar quinze anos antes, quando deixou para trás uma carreira em Egiptologia e um homem que amava.

Contra todas as probabilidades, Dawn sobrevive, e a companhia aérea oferece-lhe um bilhete para onde ela queira ir - mas a resposta a essa pergunta parece-lhe de súbito incerta. Dawn enfrenta agora questões que nunca se fez: O que é uma vida bem vivida? O que deixamos para trás quando partimos? E somos nós que fazemos as nossas escolhas, ou são as nossas escolhas que nos fazem?

Dawn tem pela frente dois futuros possíveis e uma escolha… impossível.

 

Opinião: A vida é levada consoante determinadas escolhas, no entanto em certos momentos surgem sempre as dúvidas sobre o "e se" tivesse optado por seguir outro caminho em determinada altura. "E se" não tivesse virado naquela esquina e não me tivesse cruzado com determinada pessoa. "E se" tivesse mesmo viajado quando tudo estava planeado e acabei por desistir. As dúvidas surgem geralmente em momentos menos bons de cada vida e as questões sobre determinadas decisões surgem ao de cima numa balança onde o rumo tomado nem sempre pesa mais perante a ideia do que se poderia ter escolhido e ficou para trás. 

 

Maria Isaac lança O Que Dizer das Flores

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Maria Isaac, a autora de Onde Cantam os Grilos, Finalista do Prémio Fundação Eça de Queiroz, está de regresso marcado ao mercado literário com o lançamento de um novo romance, O Que Dizem das Flores. Será na continuação de colaboração com a Cultura Editora que Maria Isaac lança assim a sua nova história que será lançada no próximo dia 20 de Maio.

Dando a conhecer uma pequena vila, de seu nome Mont-o-Ver, a autora procura mostrar ao seu leitor um espaço esquecido e os seus peculiares e célebres habitantes que vivem no presente com alguns mal entendidos do passado que ajudam a atrapalhar a vida de uns e outros num pequeno centro habitacional esquecido entre serras e vales.

Deixo a sinopse de O Que Dizer das Flores para te aguçar o apetite enquanto leitor... 

A Desordem Natural das Coisas | Margarida Rebelo Pinto

Clube do Autor

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Título: A Desordem Natural das Coisas

Autor: Margarida Rebelo Pinto

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2019

Páginas: 240

ISBN: 978-989-724-505-3

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Esta é a história de uma mulher no seu caminho para a felicidade. Dividida entre a desilusão e a esperança, Mafalda reflete sobre o desencanto das relações atuais, fugazes e descomprometidas, enquanto sonha com um amor intenso.

Confiante mas sem se entregar por inteiro, Mafalda deixa-se enamorar por António, um homem divertido e inteligente, que lhe traz o vislumbre de um novo começo. É agora ou nunca, o amor não espera. Mas será que estão preparados?

Num registo confessional, os protagonistas vivem um enamoramento que, por enquanto, nenhum sabe como terminará. Aqui cabem todas as angústias e as alegrias de uma relação, à qual de juntam as traições e as dores do passado.

A Desordem Natural das Coisas segue os caminhos que todos nós, em algum momento, tivemos de percorrer para compreender que o amor, tal como a vida, tem um encanto especial na hora da despedida.

 

Opinião: Os romances de Margarida Rebelo Pinto seguem a mesma base desde sempre com relações amorosas, desgostos, traições, triângulos, perdas, bastante prazer no sexo e tudo isto sem esquecer as marcas caras que parecem fazer parte do universo restrito que a autora sempre pretende convocar para as suas obras. 

Numa história dividida em três partes, com três narradores diferentes, uma mulher e dois homens, estas vidas acabam por se cruzar num triângulo amoroso mas o que existe em comum é passado para o leitor de forma confusa, sem se entender ao certo quando Mafalda se refere a António e a Rodrigo.

Margarida Espantada | Rodrigo Guedes de Carvalho

Dom Quixote

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Título: Margarida Espantada

Autor: Rodrigo Guedes de Carvalho

Editora: Dom Quixote

Edição: 3ª Edição

Lançamento: Abril de 2020

Páginas: 288

ISBN: 978-972-20-6983-0

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Margarida Espantada é sobre família. Sobre irmãos. É sobre violência doméstica e doença mental. É um efeito dominó sobre a dor.

A literatura é um jogo do avesso. Os bons romances são sempre sobre amor, e os melhores são os que fingem que não são.

Não devemos recear livros duros. As histórias que mais nos prendem trazem uma catarse que nos carrega as mágoas, personagens que apresentam as suas semelhanças connosco.

Gosto da ficção que é número arriscado de circo, com fogo e espadas, que nos faz chegar muito perto da queimadura que não vamos realmente sentir. Mas reconhecemos.

 

Opinião: Estreei-me na leitura de Rodrigo Guedes de Carvalho com Margarida Espantada, que foi uma obra recomendada, e o que posso dizer numa rápida análise é que a montanha pariu um rato do início ao fim.

A estreia de Bem Me Quer

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Na TVI da era de Nuno Santos e Cristina Ferreira na direção do canal estreou uma nova novela que vive de pontos que parecem neste momento fundamentais para atrair o público, unindo assim simplicidade de meios rurais com urbanos numa história sentimental e ao mesmo tempo fresca, familiar e jovem, aliando ainda muito talento num só elenco. Assim vi a estreia desta nova novela da noite que parece ter o trio de protagonistas mais jovem de sempre numa aposta forte para o principal horário semanal da televisão nacional. O que faltou no primeiro episódio foi mesmo emoção e um ponto forte para se ficar preso para o que se segue.

Kelly Baley, Bárbara Branco e José Condessa formam a história central desta novela cujas gravações acontecem entre a Serra da Estrela e Aveiro, mostrando o cruzamento entre a pureza e a vingança entre dois mundos não tão distintos assim e que se complementam. Uma história familiar que envolve a procura da verdade sobre o passado que envolve abandono e o início de uma luta de quem sempre amou e cuidou para não perder uma neta tão desejada, Maria Rita, a personagem de Kelly Baley. David, interpretado por José Condessa, e Vera, de Bárbara Branco, formam o casal central, mas o amor que os une desde cedo pode estar comprometido quando Maria Rita se cruza acidentalmente nas suas vidas.

Vi neste primeiro episódio uma história que foi facilmente explicada, parecendo até que na estreia já estávamos a acompanhar a trama há vários dias pela simplicidade com que Maria Rita, Vera e David entraram no ecrã, como se já fizessem parte do dia-a-dia do público. Estas personagens parecem ter sido criadas em ambientes de verdade, ajudando desde logo a criar proximidade com cada um, do trio que tem muito para dar, ao avô e à conselheira da tasca da esquina, da mãe dondoca à tia com todas as teorias de segunda linha, do pai a precisar de recontar a sua história e do amigo com interesses amorosos. Cada personagem reina pela diferença e pela presença em qualquer um de nós, parecendo sendo fácil a identificação com várias das personagens pela pureza e mesmo pelos toques de rebeldia e alguma maldade que existe em todos nós. Percebe-se o recurso a várias personagens cómicas, existindo mesmo uma união entre o mal e a desorientação, isto ao mesmo tempo que a sensibilidade faz parte de outras personagens que se deixarão levar facilmente pelos sentimentos que vão sendo descobertos. Bem Me Quer parece ser a típica novela que há uns anos encaixa nos finais de tarde do canal, mas agora transportada para a noite com atores bonitos e com talento onde se juntam nomes bem conhecidos da representação nacional de outros tempos.