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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

13
Abr15

O Bicho da Seda

O Informador

Rowling é excelente, já Galbraith fica um pouco atrás da original autora. Sim, se Uma Morte Súbita conquistou-me com a escrita a que J. K. Rowling nos habituou em Harry Potter, já Quando o Cuco Chama e O Bicho da Seda ficam-se somente pela tentativa de serem grandes obras. Lêem-se e estão bem desenhadas, no entanto a grande magia e criação da autora não foi passada para o seu pseudónimo Robert Galbraith com toda a sua plenitude.

Após o desaparecimento de um conhecido escritor, Owen Quine, o detetive privado Cormoran Strike volta a ser chamado para um caso polémico onde o que parece não é, tal como já havia acontecido anteriormente. Ao lado da sua assistente e cada vez mais parceira de investigação, Robin Ellacott, o inspector inicia as buscas e os percalços transtornam o caminho. A busca pelo criminoso começa, os contratempos vão aparecendo, um toque de romance é dado a esta investigação e os dados são lançados. Vingança, inveja, prazeres sexuais e incertezas tornam esta obra uma boa continuação de Quando o Cuco Chama, embora não seja necessário ler o primeiro para entender na perfeição O Bicho da Seda. 

Através de Bombyx Mori, o livro secreto e que causa tanta confusão e a morte do seu autor, várias personagens são apresentadas com todos os seus podres e vidas disfarçadas para que o leitor também sinta a baralhação do detetive destacado pela família para resolver este crime sinistro. A dupla pega na sua bagagem de outros tempos e juntos começam a criar o enredo e a desenhar os contornos de um crime quase perfeito onde só os pequenos pormenores conseguem mostrar quem é o verdadeiro assassino. Cormoran e Robin discutem entre si, ganhando a outrora secretária destaque nesta obra, formando a dupla quase perfeita entre mentor e aprendiz. 

O que não gostei em O Bicho da Seda. Primeiro a escrita, demasiado fácil e sem os grandes malabarismos tão característicos de Rowling. Sim, eu sei que este livro foi lançado pelo seu pseudónimo, no entanto falta toda aquela magia, parecendo esta obra mais uma de um outro autor amante do crime e sua obrigatória investigação. Segundo, a rapidez com que tudo termina. Páginas e páginas a enrolar com personagens a moverem-se entre festas, entrevistas, conversas rápidas, buscas e depois em pouco mais de uma dezena de folhas tudo parece acontecer, dando a sensação que depois de tantas horas de escrita a intenção é despachar tudo para não se ter mais trabalho. O momento do clímax é bem rápido e sem alma com o criminoso a descoberto, os factos a serem revelados e está feito para se poder dizer «siga para bingo». 

No geral gostei mas podia estar bem melhor porque os trabalhos anteriores mostraram bem a capacidade de Rowling/Galbraith!

04
Abr15

Leitura para as férias

O Informador

Livros férias.JPG

Embora ainda esteja a ler O Bicho da Seda de Robert Galbraith, ou melhor, de J. K. Rowling, já começo a pensar qual ou quais os livros que levarei comigo para a semana de férias alentejanas que já está a bater à porta!

Confesso que quando comprei O Pintassilgo pensei que iria passar uns meses em trabalho pela zona algarvia, algo que acabou por não acontecer por motivos internos da empresa que decidiu ainda não arriscar no alargamento para sul. Como não fui e não devo ir pelos próximos meses para longe de casa em trabalho tenho andado a guardar esta obra de Donna Tartt para umas férias mais alargadas, o que não será o caso desta vez. Como tal talvez deixe este livro para trás por mais umas semanas!

Agora a dúvida está entre todos os outros com autores como Haruki Murakami, Daniel Silva e Domingos Amaral bem conhecidos e que dão vontade de voltar a pegar nas suas escritas a combaterem com as novidades pessoais de Pedro Chagas Freitas, Lisa Genova e Henning Mankell. Entre isto existe A misteriosa Mulher da Ópera, um romance escrito a sete mãos nacionais e que também poderá ser uma das opções literárias da próxima semana. 

Não ficou na foto mas existe ainda a hipótese de ler A Chave de Salomão de José Rodrigues dos Santos, A Mansão Thurston de Danielle Stell, Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Márquez, E Depois do Amor de Ray Kluun e A Minha Vida com George de Judith Summers. 

19
Mar15

A ler... O Bicho da Seda

O Informador

Depois de Quando o Cuco Chama, Robert Galbraith, ou melhor, J. K. Rowling volta a pegar no detetive privado Cormoran Strike para uma nova narrativa onde um escritor desaparece misteriosamente. O Bicho da Seda é a minha atual leitura, esperando gostar do mesmo como gostei do primeiro volume das histórias deste detetive que vai aos mais pequenos pormenores até descobrir a verdade do caso em investigação. 

O Bicho da Seda.jpg

03
Fev14

Leituras de Janeiro

O Informador

E neste Janeiro com muito frio, vento e sol à mistura, algumas mudanças foram acontecendo e o tempo voltou a andar escasso para colocar a leitura em dia! Como tal e embora tenha sido melhor que Dezembro, onde só consegui ler um livro, desta vez voltei a ficar abaixo da minha meta psicológica, os três... E foi a dupla que se segue a fazer-me companhia ao longo destes primeiros trinta e um dias do ano!

Quando o Cuco Chama

quando o cuco chamaUma obra que prometia muito por ser da autoria de J. K. Rowling e que mostra bem como a sua criadora não acreditou no seu próprio trabalho ao ponto de o lançar sobre o pseudónimo Robert Galbraith. Uma acção com um desenrolar difícil mas com uma ideia bem conseguida, onde Rowling fez uma descrição de personagens e de locais abaixo do que habituou o seu público, tendo enrolado em demasia toda a história que se tornou maçuda e que no final terminou de forma quase abrupta, deixando muito por contar acerca dos dois protagonistas e do que os uniu. Quando o Cuco Chama é uma regressão na carreira da autora que depois do sucesso da saga Harry Potter e do surpreendente Uma Morte Súbita, criou algo que só serviu para arrecadar mais uns milhões que acabaram por marcar de forma negativa a sua boa carreira.

Nada Tenho de Meu

Nada Tenho de Meu 2

Três pessoas e uma viagem pelo Oriente serviram de mote para a criação de uma série e posteriormente deste livro que mostra como o realizador Miguel Gonçalves Mendes e os escritores João Paulo Cuenca e Tatiana Salem Levy viveram e reflectiram ao longo deste seu passeio de reencontro com o eu de cada um. Sobre o mote de participarem no 1º Festival Literário de Macau – Rota das Letras, o trio partiu à aventura por Macau, Hong Kong, Vietname, Camboja e Tailândia. Nada Tenho de Meu – Diário de uma Viagem ao Extremo Oriente mostra um mundo de misturas culturais e onde a verdade e a mentira se juntam através da percepção de cada um. «Numa época em que consideramos a imagem como verdade», estas três personagens da ficção inspiradas pela realidade quiserem ver, parar para pensar e voltar ao seu mundo. Um documentário pessoal partilhado com quem não tem nada de seu!

14
Jan14

Quando o Cuco Chama

O Informador

quando o cuco chamaQuando o Cuco Chama, da autoria de J. K. Rowling, sobre o pseudónimo Robert Galbraith, podia prometer muito por vir das mãos de quem vinha, no entanto, além da sua chegada ao mercado ter sido recatada, a história não cativa como Uma Morte Súbita o fez. Desta vez tudo foi tornado muito simplório, sem as verdadeiras características da autora entranhadas com profundidade na história. Um tiro ao lado!

Com uma leve narrativa, mas com conteúdo, existe a inexistência do factor que faz com que o leitor se sinta preso do início ao fim. A forma como as personagens e os locais são descritos aparecem abaixo do habitual da autora, porém é mesmo o desenrolar da acção que não consegue convencer. Com um menor número de personagens que o habitual em Rowling e com um detective privado como protagonista, uma morte de uma modelo famosa dá o arranque da história e tudo vai acontecendo em torno dessa investigação que polícia e imprensa têm tido entre mãos ao longo de vários meses. Em Quando o Cuco Chama não existem momentos chave, daqueles que conquistam e deixam qualquer um a pensar que as personagens x e y podem estar envolvidas no assassinato. Falta todo um conjunto de situações de destaque que ajudem a avançar na trama quando a história começa a fraquejar, aqueles momentos que fazem com que o leitor volte a entrar na corrida para perceber quem é o culpado de tudo o que tem acontecido. Com um empate bem descarado ao longo de todo o livro, o final é quase irrisório e a forma como é contado de rajada deixa muito a desejar!

Numa primeira fase Rowling não quis publicar este policial com a sua assinatura e agora percebo bem a razão de tal ter acontecido... É que o Cuco aqui não consegue chamar os fãs da autora, sendo este livro uma regressão do trabalho que vinha a ser feito desde a saída do primeiro Harry Potter e depois do surpreendente livro para um público mais adulto, Uma Morte Súbita.

Sinopse: Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra – com sequelas físicas e psicológicas – e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal…
Um policial envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres. Quando o Cuco Chama é um livro notável, um romance policial clássico na tradição de P. D. James e de Ruth Rendell, que marca o início de uma série verdadeiramente singular escrita por Robert Galbraith, o pseudónimo de J.K. Rowling, autora da série Harry Potter e do romance Morte Súbita.
13
Dez13

Vou ler... Quando o Cuco Chama

O Informador

quando o cuco chamaJ. K. Rowling tornou-se célebre com o lançamento da saga Harry Potter, que se tornou num sucesso a nível mundial. Há uns meses a autora lançou-se na literatura dedicada aos adultos e escreveu Uma Morte Súbita. Agora e porque Rowling escreveu um policial e optou por o lançar através do pseudónimo Robert Galbraith, não quis perder pitada e lá vou eu entrar neste novo mundo. 

Depois de ler, ainda em adolescente, os quatro primeiros livros de Harry Potter e há uns meses ter conhecido as personagens de Uma Morte Súbita, agora vou voltar a marcar presença numa obra da autora e enfrentar Quando o Cuco Chama.

Sinopse: Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal…
Um policial envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres. Quando o Cuco Chama é um livro notável, um romance policial clássico na tradição de P. D. James e de Ruth Rendell, que marca o início de uma série verdadeiramente singular escrita por Robert Galbraith, o pseudónimo de J.K. Rowling, autora da série Harry Potter e do romance Morte Súbita.
07
Nov13

O que ler agora?

O Informador

O que ler agoraAinda estou a ler Já Ninguém Morre de Amor, da autoria de Domingos Amaral, no entanto o meu pensamento sobre o que adoptar a seguir como meu companheiro para as horas de leitura já anda a ser pensado e é esta a lista de opções para as próximas semanas!

Quando o Cuco Chama - Robert Galbraith, pseudónimo de J. K. Rowling

Se Isto é Um Homem - Primo Levi

O Símbolo Perdido - Dan Brown

Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian - Alaa El Aswany

Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa

Em Busca do Carneiro Selvagem - Haruki Murakami

A Mansão Thurston - Danielle Steel

Sagal, Um Herói Feito em África - António Brito

A decisão irá recair entre estas oito opções... Se por um lado estou inclinado para um novo autor para mim, como é o caso de Primo Levi, por outro apetece-me mesmo muito ler o Quando o Cuco Chama e o Barroco Tropical. A ver vamos o que irei escolher no momento do adeus ao livro de Domingos Amaral e de dar as boas-vindas ao meu novo companheiro de mesa de cabeceira!

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