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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

05
Ago18

«Não percebi o psicólogo»

| O Informador

cristina bruno de carvalho.jpg

A edição de Agosto da revista Cristina contém quatro entrevistas a homens bem conhecidos da sociedade portuguesa, nas mais diversas áreas. O comentador, escritor, político e professor Miguel Sousa Tavares, o modelo Luís Borges e o ator Bruno Cabrerizo são os destacados, mas a entrevista que maior interesse suscita neste leque é a de Bruno Carvalho, o antigo presidente do Sporting que neste momento não se sabe bem se é ou não candidato para tentar regressar ao lugar a que tanto está agarrado.

Cristina Ferreira fez a entrevista a Bruno e o que vos posso dizer é que existe uma conversa bem dirigida e trabalhada mas onde a maioria das respostas soam bastante a falso. Isto já não será novidade para quem tem acompanhado toda a novela protagonizada por este senhor. Mas um dos apontamentos que destaco é a frontalidade com que Cristina questiona, e passo a citar, «Já foi à procura de uma coach, de um psicólogo ou de alguém nesta fase?», obtendo a resposta, «Não percebi o psicólogo. O psicólogo era para...?»... Ups, será que o Sr. Bruno não percebeu mesmo a questão tão direta que lhe foi colocada por uma mulher sem medos de tocar na ferida? Então Cristina retoma, «Pode pedir ajuda a quem quiser. Para o encontrar. Para perceber o que está mal». Bruno responde alegando ser católico e estar muito bem com a sua família, não precisando de apoio psicológico. 

A questão foi feita quando já passaram uns meses desde que os problemas no Sporting deram origem a toda a polémica que irá continuar pelo menos até Setembro. Muitos dizem que o senhor não se encontra bem a nível mental para ter feito e dito tanto disparate nos últimos tempos, mas pelos vistos o próprio achou esta questão tão direta um quase erro da sua entrevistadora. Pelos vistos o lema de que todos estão mal menos ele e as suas abelhas de estimação continua e assim prevalecerá mais uns tempos. 

05
Fev18

O cancro na Cristina

| O Informador

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Muitas capas que marcaram a revista Cristina já foram para as bancas, mas esta, a que a partir do próximo dia 7 de Fevereiro irá estar disponível em todo o país, é para mim a capa das capas. A cantor Rebeca, de 38 anos de idade, volta a enfrentar o cancro pela segunda vez e é com a doença que decidiu ser capa da publicação mensal. 

Cristina Ferreira revelou pelas redes sociais a capa do mês de Fevereiro da sua revista, deixando um pequeno texto que vos passo a citar a acompanhar a imagem. «Fiquei sem chão. Era o último dia do ano e abri o meu email. Tinha uma mensagem da Rebeca, a cantora portuguesa. "Como é possível ter outro cancro? Ainda agora comecei a quimioterapia e, se estar sem cabelo é doloroso, os outros efeitos secundários são horríveis. As únicas pessoas que sabem são a minha família, alguns amigos próximos e agora tu."».

Tal como a apresentadora disse, fiquei também sem chão quando vi, de um momento para o outro, a imagem de capa, a fotografia que irá mostrar que o cancro tem um rosto entre tantos outros que sofrem diariamente para ultrapassarem uma doença que continua a prevalecer com grande peso na sociedade atual. Rebeca é o rosto do cancro e foi na revista Cristina que a cantora quis desabafar e contar a todos o que enfrenta atualmente. 

Depois de muitas capas que deram que falar, polémicas e ousadas, a equipa da revista volta a surpreender e para mim, esta é a capa mais tocante e que me deixou a pensar durante o primeiro impacto. Acredito que este tema seja dos mais fortes que poderiam ter destaque na capa da publicação e ainda agora, uns minutos após ter sido apanhado de surpresa por esta imagem e consequente notícia, sinto-me meio a leste, como se a Rebeca fizesse parte do meu grupo mais próximo de amigos. Uma sensação estranha, talvez pela forma como fui apanhado de surpresa, tal como deverá estar a acontecer a muitos neste momento!

06
Nov17

Sensualidade de Lili Caneças

| O Informador

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Se existem meses em que a capa da revista Cristina tem um entrevistado sem grande interesse junto dos leitores, existem edições da publicação em que parece que Cristina Ferreira e a sua equipa editorial têm um ataque de baboseira e acabam por gastar quatro rostos interessantes de uma só vez! Em Novembro tal facto é novamente notório e após um mês com uma capa com a mulher do treinador Rui Vitória como destaque, eis que agora surgem quatro capas, para escolha do leitor onde Lili Caneças divide o estrelato com um modelo, Virgul posa ao lado de Cristina, Ljubomir é entrevistado pela sua mulher e Alexandra Lencastre deixa-se questionar por Manuel Luís Goucha. Existia mesmo necessidade de colocar uma Lili, um Goucha, uma Lencastre, o Ljubomir e Virgul a disputarem a melhor capa num só mês quando no mês anterior tiveram tão má escolha? Este é daqueles casos do 8 e 80!

Mas apetece-me comentar um pouco mais sobre a edição de Novembro da revista Cristina, isto só pelas capas! Quem terá pensado na beleza espontânea de colocar Lili Caneças bem esticada e em modo sensual - será possível - em grande destaque? A senhora poderia ter honras de capa mas sentadita, com o seu abajur louro bem personalizado e em destaque, tal como é conhecida, não existindo necessidade de ser apresentada esta imagem ao público que deveras irá fazer a sua escolha entre as quatro opções, mas esta deverá ser a última da maioria, acredito. Uma imagem de mau gosto, muito sinceramente, não pela convidada que até acho uma figura interessante do panorama social nacional, mas sim pela sua pose, vestimenta e modo como a sessão fotográfica parece ter sido elaborada!

09
Set17

Citações #16

| O Informador

Assumo que sou uma provocadora. Gosto de provocar, porque é assim que também se conhecem as pessoas. Provocam-se reações e, através das reações, tu consegues perceber como é que reage o país, como é que reage um povo. 

Manuela Moura Guedes, em entrevista a Cristina Ferreira, na revista Cristina

23
Ago17

Grupo Impresa em crise

| O Informador

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O grupo Impresa anda há anos a passar por maus lençóis, o que a SIC, por não conseguir alcançar a liderança, e as rádios, atrás da concorrência direta na totalidade, têm ajudado a piorar. Agora o grupo quer vender ou mesmo terminar com as suas publicações escritas. Uma crise profunda atravessa o grupo que agora revela que quer investir no que lhe tem corrido pior nos últimos anos!

As revistas e jornais Courrier Internacional, Telenovelas, Caras, Caras Decoração, Activa, Exame, Exame Informática, TV Mais, Visão, Visão História, Visão Júnior, Blitz e Jornal de Letras correm o risco assim de fecharem portas se um outro grupo de comunicação não comprar cada publicação de forma individual. É uma vergonha revistas como a Visão e a Caras, das que mais vendem, terminarem assim, por má gestão do grupo que tem no canal televisivo um fosso que não tem ajudado a atrair investidores graças ao segundo lugar ao longo da última década e que dizem que será onde querem apostar o máximo com novos contéudos e formas de ver televisão.

Será que após sucessivas reuniões internas a decisão foi mesmo tomada ou tudo não passa de uma estratégia para que alguém compre parte do grupo para que se invista e não se deixe assim centenas de pessoas no desemprego se as publicações forem canceladas e não vendidas? Acredito, muito sinceramente, que em todos estes títulos são vários os que possam interessar a outros grupos de comunicação, mas como é que uma das maiores empresas do género decide optar pela solução mais fácil desta forma e não luta pela sua história de sucesso?

06
Jul17

A Cristina contra o Preconceito

| O Informador

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No mês de Julho a revista Cristina volta a arriscar e surpreende com duas capas que pretendem mostrar a luta contra o preconceito onde, como diz a descrição no portal da publicação, «celebram o amor, vivido da forma que cada um sente».

A apresentadora da TVI e a sua equipa editorial arriscaram e chegaram onde em Portugal nenhuma publicação conseguiu tocar, estando «Cientes da probabilidade de existirem alguns comentários menos felizes, a equipa Cristina soube, desde logo, o quão importantes estas capas poderiam ser, ao tornarem vidas mais felizes e vividas em liberdade. Este é assunto que ainda é tabu. Há quem diga que é mais fácil aceitar a manifestação de amor entre duas mulheres, do que entre dois homens. Afinal, o que é que choca mais?», partilharam. 

E como esperavam, os comentários são tão distintos como a sociedade. Se uns aplaudem estas duas capas, muitos há que deitam abaixo e mostram que por detrás de um teclado são muito mais diretos que diretamente, tal como pode ser visto pela imagem que se segue. As opiniões dividem-se e entre a capa de dois homens a beijarem-se e a de duas mulheres, as críticas negativas e preconceituosas recaem essencialmente na dos homens. Será assim tão diferente para as mentes retrógradas verem dois homens e duas mulheres a beijarem-se?

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