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O Informador

28
Set19

Telemóvel na mesa... Não e Não!

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Fui habituado e sempre defendi ao longo da vida que quando estamos à mesa para comer sozinhos podemos ficar agarrados ao telemóvel, mas o mesmo não pode acontecer quando existe companhia, seja dos companheiros, família ou amigos. Na mesa, em momentos de refeição e possível convívio, deixem o telemóvel de fora e aproveitem cada momento. 

Convivam com quem está ao vosso lado, existindo tempo para o online quando estão no vosso canto, sozinhos e em modo offline da convivência física. Não fiquem agarrados aos telemóveis, deixem as comunicações de lado e vivam o momento, desfrutando de quem está e nos quer bem.

10
Mai19

Sabores da vida

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Ao longo da vida vai sendo normal criar uma certa ligação com certos sabores que por vezes chegam, permanecem e ficam somente na memória. Sabores que marcam e que ficam, mesmo que sejam procurados ao longo dos tempos e jamais encontrados. 

Lembro tão bem o sabor de um iogurte de baunilha que comia em criança e que desapareceu do mercado, sendo substituído por outras gamas da mesma marca. Ao longo dos tempos, já décadas, aquele sabor a baunilha sempre permaneceu, já comprei várias iogurtes com o mesmo aroma mas nenhum conseguiu ter aquele sabor que se tornou sempre especial e que parece inexistente nos dias que correm. Sei que baunilha é baunilha mas a composição daqueles iogurtes deveria ter um toque especial que ficou na memória do meu paladar para sempre. Ainda agora, a escrever este texto, me surge aquela ideia que tenho de agrado ao saborear aqueles iogurtes.

A par disto existem também alguns pratos que posso comer em variadíssimos locais mas que em nenhum consigo encontrar a fórmula perfeita como a minha avó os cozinhava. Aquele sabor especial, o toque de midas, e o cheiro eram diferentes e por mais que coma e tente encontrar a aproximação da receita perfeita não consigo lá chegar. Existia uma porção mágica que jamais voltarei a encontrar.

30
Set17

Rapidez ao pequeno-almoço

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Sim, eu sei! Sim, tenho plena consciência que estou errado! E sim eu sei que estou a confessar junto de todos que tomo um rápido e fraco pequeno-almoço mas não dá para mais!

Os primeiros minutos do dia são complicados por estes lados! Tento acordar um pouco antes da hora necessária para fazer tudo descansado e com calma, mas no que toca ao pequeno-almoço sou um pouco fraco. Não consigo pensar em preparar alguma coisa mais demorada para me sentar a comer. Vejo muito boa gente a preparar torradas, a fazer ovos mexidos, a saborear batidos acabados de fazer... Eu? Não consigo!

Os minutos que dedico à primeira refeição do dia devem ser bem aproveitados mas sou tão rabugento que ao abrir o frigorífico pego num iogurte, retiro a película, abro a gaveta dos talheres para tirar a colher e estou em menos de nada a tomar o pequeno-almoço. Um iogurte seguido de um café e estou despachado para seguir em frente!

É verdade também que duas horas depois estou a comer de novo, mas aquela primeira refeição do dia que todos dizem que deve ser reforçada para que o organismo fique em forma para as horas que se seguem não é bem vista por mim! Já tentei mas não consigo passar uns minutos a preparar um pequeno-almoço reforçado com vitaminas e vários nutrientes. Não o faço e sei que estou errado mas se o faço fico com um mau humor num nível superior ao habitual por ter de estar a fazer algo que ocupa tempo quando esse tempo pode ser aproveitado para estar na ronha enrolado na cama antes de me preparar para sair de casa. 

07
Ago17

Refeições de moleza

As recordações de infância são sempre uma mistura de bons e maus momentos da altura que se refletem em boas ideias sobre o que nos foi acontecendo. Na verdade percebo aos trinta que tive uma infância feliz, com pais que me amam, com uma família que sempre me deu mimo e com uma curiosidade e rebeldia de criança que em casa era uma coisa e na rua perante a sociedade era outra. 

Hoje apetece-me comentar o facto de ser um autêntico caracol no que toca a refeições. Lembro-me tão bem dos tempos de escola primária em que ao longo de uma hora ia até casa para almoçar, o que sempre foi bom por viver na terrinha, e conseguia demorar todos aqueles sessenta minutos a comer. Não, não era porque o prato estava cheio demais, era sim porque até mais ou menos aos dez anos era um molenga de primeira para comer. Demorava eternidades a tomar uma refeição, tentavam que comesse sozinho mas para o fim da hora já me tinham de ajudar para que não voltasse para as aulas de estômago vazio. Conseguia sentar-me à mesa e ficar a olhar para o prato, escolhendo o que colocar no garfo e nada levar até à boca para me despachar. Claro que aquela hora raramente acabava bem porque a vontade de comer era pouca, depois começavam a ralhar, ajudavam e por vezes acabava mesmo por apanhar uma lambisca para tentarem que comesse alguma coisa de jeito. E quando era peixe então tudo se tornava bem pior, uma autêntica tortura. 

Hoje envergonho-me dessa má fase que dei aos meus pais que se viam aflitos para que conseguissem fazer-me comer alguma coisa mas lembro-me daquelas inúmeras situações em que sentado numa mesa branca redonda ficava de olhos postos no prato e de boca fechada.