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O Informador

16
Out19

Deixa-me Mentir | Clare Mackintosh

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Título: Deixa-me Mentir

Título Original: Let Me Lie

Autor: Clare Mackintosh

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2019

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8979-03-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Depois do seu pai e da sua mãe terem acabado com as próprias vidas de maneira muito parecida, em dois suicídios brutais e com intervalo de apenas alguns meses, Anna está a tentar virar a página do passado trágico e recomeçar a sua vida.

O novo namorado e a filha trouxeram alguns sorrisos no meio do caos. Mas, mesmo com todo o esforço para superar os traumas e se entregar aos novos começos, o seu passado, de repente, volta à tona trazendo ainda maior dor e devastação.

No primeiro aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um bilhete anónimo e perturbador: Suicídio? Pensa melhor. Será possível que alguém possa fazer uma brincadeira dessas? Ou, de facto, há algo por descobrir por trás do suposto suicídio dos seus pais?

Deixa-me Mentir tem o ritmo avassalador das grandes obras primas do thriller internacional. Cheio de reviravoltas, deixa qualquer leitor em estado de alerta da primeira à última página.

 

Opinião: Após o sucesso de um grande enredo que foi Deixei-te Ir, acreditei que com Deixa-me Mentir teria também uma grande obra em mãos de Clare Mackintosh. Logo com o início da leitura percebi que estava completamente enganado e assim se confirmou até ao final. A questão que fui colocando enquanto arrastei esta obra comigo foi mesmo na ideia que a autora terá tido para alterar os temas base com que vinha a liderar anteriormente, mudando para pior, e criando desta vez uma história dececionante que em nada consegue acompanhar os sucessos anteriores. 

Com um estilo que agradou aos leitores através do suspense criminal, desta vez Clare decidiu baralhar demais, criando um thriller psicológico a que não conseguiu sequer dar um bom arranque para prender quem está do outro lado. Não consegui entrar nesta obra como desejado, não criando empatia com qualquer personagem por existir falta de capacidade para uma que fosse chegar junto do leitor. Todos pareciam peões armados, ora vai para aqui, ora aparece do outro lado porque alguém anda atrás de ti e tu já não devias existir. Entendi a ideia base, isso sim, mas a forma como tudo foi desenvolvido correu tão mal que senti pena deste livro por ser uma autêntica nódoa perante o que foi feito anteriormente. 

15
Dez13

Conversas doentes

Não sou de me queixar e também não tenho muita paciência para ouvir os queixumes de quem aparece com mil e uma doenças e dores psicológicas. Além disso odeio estar ao pé de um grupo que de um momento para o outro se lembra que a conversa tem de ser sobre doenças. Que coisa mais sem sentido!

Será que as pessoas não têm mais nada para falar a não ser do que têm, do que vão ter e do que tencionam não ter nos próximos tempos em termos de doenças? É uma coisa que odeio e que quando começam a falar saio de onde estou ou tento mudar de conversa porque não percebo quais os argumentos positivos que aqueles seres arranjam para estarem a falar de coisas teoricamente más durante tanto tempo seguido.

Odeio estar doente, quando estou não me queixo e não ando a lastimar-me a tudo e todos, por isso também não me obriguem a ter de ouvir histórias de pessoas que nem conhecem e a pensarem que um dia poderão ter isto e aquilo e o que irão fazer caso isso aconteça. Coisas sem nexo e conversas sem piada, enfim...