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O Informador

Eleições podem suspender isolamento

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Existe no ar a ideia, lançada pelo Presidente Marcelo após a primeira reunião de 2022 com a Infarmed, de que no próximo 30 de Janeiro, dia de Eleições Legislativas, poderá existir uma suspensão do isolamento para que todos possam exercer o seu dever de voto.

E agora questiono... Quem terá tido esta disparatada ideia que parece saída de uma mente alucinada com algum produto tóxico à mistura? Vamos então lá perceber, milhares de portugueses estão em isolamento por terem testado positivo ao Covid19 ou por pertencerem ao núcleo próximo de um positivo, tendo de se manter fechado em casa e sem contatos durante dias. Agora, porque existem eleições, já ponderam arriscar outros tantos milhares de novos casos pela libertação, por umas horas, para que todos possam ir votar, existindo cruzamentos e possíveis contactos. 

 

 

Portugal organizado por Sampaio

Funeral Jorge Sampaio

As nossas instituições nacionais podem falhar em vários pontos, o Governo pode cometer inúmeros erros mas de uma coisa tenho a certeza, no campo da organização de eventos, sejam eles perante os mais diversos pretextos, nós portugueses somos dos melhores. 

Aquando na semana passada as cerimónias fúnebres do Presidente Jorge Sampaio se realizaram deu, mais uma vez, para perceber como na organização não existem falhas. Tudo planeado ao segundo, todos os locais preparados, convidados presentes e alinhados como ditam as regras nas cerimónias fúnebres de figuras de estado. O planeamento, o cuidado e até a forma como até em termos de comunicação tudo funcionou na perfeição, podendo ser possível assistir via televisão ao momento com todos os cuidados para com a proteção dos intervenientes, existindo respeito perante a homenagem da família, amigos e companheiros políticos. Tudo muito bem trabalhado com tempo e existindo a ideia de que é necessário valorizar o momento de quem nutriu o bem pelo país e por toda a sociedade. A cerimónia mesmo tornada pública acabou por ser familiar, existindo espaço para todos os momentos, respeitando a dor de quem viu um dos seus partir. Existiu respeito e uma demonstração de quando se quer é possível mostrar o bem, fazê-lo bem feito e de forma organizada e com uma boa preparação de base.

 

Confuso com o Covid19 do Presidente

Marcelo Rebelo de Sousa

 

Revelo que me sinto algo confuso perante a situação do nosso Presidente Marcelo para com os seus testes de Covid19. Segundo dados revelados pelas imprensa, todos os dias o Presidente faz o seu teste rápido ao vírus do momento, e até aí tudo certo. Agora o que não entendi foi como tudo terá sido tratado quando no mesmo dia um primeiro teste matinal lhe apresenta um resultado negativo, o da tarde um resultado positivo e como o Presidente de todos nós tem outras regalias, no dia seguinte fez novo teste matinal que deu negativo de novo.

A questão que aqui coloco é só uma... Se um cidadão comum ao ser detetado como positivo para o Covid19 fica de imediato em isolamento por uns dias, sem contactos e saídas e sem direito a repetir o teste para confirmação, como é que umas horas após o teste positivo Marcelo o voltou a repetir para tentar obter a confirmação do resultado e eis que de vírus nem sinal? Um outro português ficaria em casa e só uns dez dias depois voltaria a repetir o teste, já o Presidente no dia seguinte fica a saber que afinal aquele positivo pode não ser bem assim.

Estranho isto não? Será que a partir de agora quem testar positivo poderá pedir para fazer testes diários até lhe ser transmitida uma boa notícia? Em certas situações o exemplo é dado para que todos o sigam, mas depois existem momentos, como esta dos testes presidenciais ao Covid19, em que a distinção é claramente notória. 

Vamos repensar o Natal

Marcelo Natal

 

O nosso querido Marcelo já fez a sua recomendação para que todas as famílias repensem o próximo Natal que será passado de mãos dadas com o Covid19. O Presidente já refletiu no seu encontro familiar e ao que parece tem dias e horários para receber cada filho e as suas respetivas famílias, recomendado a que todos façamos o mesmo. 

Então o nosso nadador Marcelo recomenda que nos dias natalícios as divisões sejam feitas numa organização por turnos, ou seja, uns reúnem com um pequeno ciclo ao almoço de 24, já na noite que se aproxima depois serão outros em torno da mesa, dividindo assim a família porque nada de ajuntamentos. Dia 25 podem fazer o mesmo, mas quem já almoçou ou jantou a 24 fica em casa enrolado na manta com o chá e bolo-rei por perto a ver os noticiários e os filmes mais recentes da Disney que estão a passar em sinal aberto nos ecrãs televisivos. 

Futebol e Populismo

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Viram, e consequentemente ouviram, o discurso do nosso Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sobre Portugal ter sido o país escolhido para a fase final da Liga dos Campeões este ano?

Que populismo e alegria num país onde os casos de Covid19 tardam em descer com tanto sobe e desce, mas isso pareceu nada contar para esta decisão internacional que ainda teve a força do poder nacional porque, palavras minhas, 《sim, estamos todos em condições para receber jogadores e todas as equipas técnicas para sete jogos de futebol que serão vistos por milhões em todo o Mundo》. Ao mesmo tempo que falarem depois dos grandes jogos que não se esqueçam de anunciar os novos casos de contágio por esses dias que a julgar pela amostra atual não parecem ser nada positivos.

Marcelo revelou que esta conquista foi de todos nós, portugueses, e da Direção Geral da Saúde, mas não vejo como aplaudir neste momento este troféu que aparentemente Portugal ganhou por ter a final da grande competição no nosso território, quando estamos numa batalha contra uma doença mundial que tarda em abrandar em várias zonas do país, principalmente na região de Lisboa, onde os jogos irão decorrer. 

 

 

Saída de praia do Presidente Marcelo

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Claro que não é a primeira vez que podemos ver o nosso Presidente Marcelo na praia, mas este Sábado o direto que a TVI fez praticamente na abertura do Jornal da Uma será inesquecível. Para quem não viu, deixo aqui o link do vídeo, para perceberem os passos de Marcelo, a saída da praia e os cumprimentos aos populares e vizinhos de Cascais. Seguimos e acompanhamos o nosso Presidente a sentar no banco para sacudir a areia do corpo e ainda ter tempo para conversar com outra sua vizinha e um turista brasileiro sobre o estado do seu país e as diferenças entre Portugal e Brasil em tempos de pandemia.

Quem nunca sonhou ver um Presidente da República a sair da praia em direto na televisão nacional, de calção no corpo e sem qualquer segurança por perto? Andei trinta anos para ver estes preparos de um Presidente como um cidadão comum que o é... Ao longo do direto até tive tempo para imaginar Cavaco Silva de tanga na sua saída magnífica do areal de uma praia dos arredores de Boliqueime ou mesmo Ana Gomes, se vier a ser Presidente um dia, com o seu biquíni pela piscina municipal de Estremoz a espalhar charme e sensualidade por todo o lado. 

O Presidente Desapareceu | Bill Clinton e James Patterson

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Título: O Presidente Desapareceu

Título Original: The President is Missing

Autor: Bill Clinton e James Patterson

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2018

Páginas: 464

ISBN: 978-972-0-03135-8

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: O Presidente dos EUA desapareceu.

O mundo está em choque!

Mas a razão do seu desaparecimento é ainda pior do que seria de supor.

Com pormenores que só um Presidente como Bill Clinton pode conhecer e o suspense que apenas um autor como James Patterson seria capaz de criar, O Presidente Desapareceu é o thriller mais empolgante e surpreendente dos últimos anos.

 

Opinião: O início do meu ano literário começou em boa forma, com a leitura de O Presidente Desapareceu, um thriller que entrou diretamente para a lista dos meus preferidos dentro do género logo pelos primeiros capítulos, não desiludindo em algum momento até às últimas páginas. 

Um verdadeiro thriller político envolvente que James Patterson e Bill Clinton criaram em torno do Presidente dos EUA. Convidando o ex-Presidente para a escrita deste livro, James Patterson acertou em cheio, uma vez que na criação desta sua nova história conseguiu apurar novas informações sobre os meandros da Casa Branca com um conhecimento que poucos conseguem, os que por lá vão passando. 

Presidente da RTP sem noção

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Gonçalo Reis é o atual Presidente do Conselho de Administração da RTP e em entrevista ao jornal Público afirmou que «a RTP está a prestar mais serviço público, ao Estado caberá ajustar a Contribuição para o Audiovisual de acordo com a inflação tal como a lei estipula». A minha questão vai no sentido que sempre debati sobre o facto de sermos todos nós, numa taxa com a fatura da luz, a pagarmos a RTP que gasta milhões e ainda contém publicidade, menos que os privados, mas que podia perfeitamente se igualar ao tempo publicitário da concorrência para sobreviver por si. O problema disto tudo está mesmo nos luxuosos ordenados e na quantidade de funcionários que os canais públicos de televisão têm há anos e muitas vezes sem qualquer sentido. Quem paga? O povo que muitas vezes nem passa os olhos pelo canal! Com isto o Presidente Gonçalo Reis ainda quer ter um cheque maior para poder fazer programas em direto por onde lhes apetece só para terem uma vista sobre o Tejo, mesmo que para isso paguem milhões por ano quando o mesmo formato podia ser feito em estúdio e sairia bem mais barato.

Para Gonçalo Reis o Governo devia recompensar a RTP pelo serviço público que tem sido feito nos últimos anos, mesmo com as audiências dos canais públicos a baixarem. A solução para o Presidente seria aumentar a taxa do audiovisual em 2019 nas faturas pagas todos os meses. «O financiamento da RTP é dos mais baixos da Europa. Até a Grécia, a Bósnia ou a Macedónia têm recursos superiores para o audiovisual. Nos últimos anos, com esforço, sacrifício e empenho interno, a RTP lançou novos canais na TDT, abriu os arquivos históricos, aumentou o apoio ao cinema e produção independente, e à divulgação de áreas culturais. Atuando numa situação de concorrência, de mercado, em que as exigências são crescentes, a RTP tem de ter os meios», afirma, e para isso têm de apostar, digo eu, em formatos mais caros que não são vistos e não recolhem assim o interesse publicitário.

Olho para as palavras proferidas e só penso que existe muita falta de noção dentro do canal público. Na programação diária apostem em séries para o horário nobre que ninguém vê e que podem muito bem começar logo após o Telejornal para terminarem no espaço de dez semanas, em alguns casos, perto da meia noite. O day time tem formatos base mas depois andam constantemente a inventar situações para andarem pelo país, o que envolve maiores despesas. Ainda no entretenimento são vários os rostos com salários fixos e que passam semanas a aparecerem com espaços semanais de minutos inseridos nos programas diários. Renovações de contratos com medo da concorrência e criação de programas para segurarem apresentadores só porque sim e não a pensar nos bons valores do canal. 

Cuidados com Marcelo

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Marcelo Rebelo de Sousa foi operado a uma hérnia umbilical e a imprensa continua louca atrás do nosso Presidente SuperStar.

Estando a recuperar sem problemas e dentro da normalidade, Marcelo foi operado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, e a imprensa nacional não deixa o hospital para que possam fazer diretos quase de hora a hora e estarem sempre atentos ao boletim clínico do Presidente da República. 

Será que se tivesse sido Cavaco Silva operado enquanto lider nacional os jornalistas estariam tão interessados no seu estado clínico para fazerem tanta reportagem e diretos com a finalidade de dizerem mais do mesmo?

Nota-se a paixão que a imprensa nutre por Marcelo e os repórteres que acompanham diariamente os passos do Presidente devem adorar toda a azafama que o professor cria de dia para dia, alterando a sua agenda e levando a tropa toda atrás.

Marcelo é o Presidente SuperStar que Portugal nunca teve e a mudança que provocou em Belém tem levado a que o seu nome seja um dos mais procurados em termos noticiosos ao longo do ano. Agora hospitalizado continua a fazer notícia e a ser todo o centro das atenções. 

Habemus Marcelo!

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As primeiras horas de Marcelo como Presidente da Repúlica lembraram-me um pouco os primeiros momentos do Papa Francisco. Os seguranças em apuros com as ideias de andar livremente pela rua, os beijos e cumprimentos a quem passa, os sorrisos e acenos.

Habemus Presidente do povo?! Esperemos que sim!