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O Informador

Já passei pela Feira do Livro

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Vamos situar no dia 25 de Agosto de 2022, o primeiro dia da 92ª Feira do Livro de Lisboa em que eu, Ricardo Trindade, fiz a minha visita pela tarde ao certame. Cheguei ao início da tarde, sensivelmente pelas 15h00, e percorri os corredores, bem longos este ano da Feira. Posso dizer que para uma tarde quente de Quinta-feira, a adesão estava bastante boa, com filas junto aos vários locais de pagamentos dos grandes grupos editoriais, com os visitantes a escolherem as suas obras e a comprarem. 

Encontrei, como é habitual, um ambiente tranquilo, com leitores espalhados por todo o recinto, aproveitando também os espaços de comes e bebes que estão disponíveis ao longo do Parque Eduardo VII para não nos faltar nada. Após uma primeira volta pela Feira, percebendo logo à partida onde iria regressar um pouco mais tarde, deixei-me conquistar por uma gelado pelas esplanadas do topo e desci até ao espaço do grupo Porto Editora / Bertrand Editora, onde decorreu pelas 16h30 o lançamento de um belo trabalho da artista plástica Ana Aragão que recorreu ao imaginário literário para embelezar a praça do grupo com referência a vários autores nacionais e internacionais, como é o caso de José Saramago, Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andresen. 

Após o evento literário neste primeiro dia de Feira do Livro, fiz o estrago das compras e trouxe comigo O Apocalipse dos Trabalhadores, de Valter Hugo Mãe, com a promoção do livro do dia com 50%, e Baiôa Sem Data Para Morrer, de Rui Coceiro, com desconto de 20%, uma vez que é uma novidade, ambos com edição da Porto Editora. Já no espaço do grupo Penguin, comprei também em livro do dia com 40% Um Caso Perdido, de Colleen Hoover, numa edição Topseller.

Último Olhar | Miguel Sousa Tavares

Porto Editora

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Título: Último Olhar

Autor: Miguel Sousa Tavares

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2021

Páginas: 312

ISBN: 978-972-0-03477-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Pablo tem 93 anos, viveu a Guerra Civil Espanhola, viveu os campos de refugiados da guerra em França, viveu quatro anos no campo de extermínio nazi de Mauthausen. E depois viveu 75 anos tão feliz quanto possível, entre os campos de Landes, em França, e os da Andaluzia espanhola. Inez tem 37 anos, é médica e vive um casamento e uma carreira de sucesso com Martín, em Madrid, até ao dia em que conhece Paolo, um médico italiano que está mergulhado no olho do furacão do combate a uma doença provocada por um vírus novo e devastador, chegado da China: o SARS-CoV-2. Essa nova doença, transformada numa pandemia sem fim, vai mudar a vida de todos eles, aproximando-os ou afastando-os, e a cada um convocando para enfrentar dilemas éticos a que se julgavam imunes.

 

Opinião: Último Olhar, de Miguel Sousa Tavares, aborda duas vidas, duas gerações diferentes e entre elas também duas realidades distantes que se encontram perante um tema bem atual pelo qual todos passamos, o Covid19. 

Pablo tem 93 anos, vive atualmente num lar de idosos mas a sua vida foi pautada por vários acontecimentos que marcaram não só o seu percurso como a História do Mundo. Passando pela Guerra Civil Espanhola onde ficou em jovem durante quatro anos num campo de concentração nazi afastado dos seus pais e irmãs, que acabou por perder com o tempo, este homem é feito de memórias pesadas, de perdas e derrotas pessoais mas ao mesmo tempo de conhecimentos. De outro prisma o leitor é convidado a conhecer Inez, uma médica que percebe que com a chegada do vírus se sente inativa no serviço onde está destacada e que decide, após a perda de um grande amor para o Covid19 alterar o seu rumo e enfrentar a pandemia de frente, querendo ser útil e responsável. É aqui que Pablo e Inez se encontram, ele enquanto utente da casa de acolhimento onde reside, ela enquanto nova médica residente. Os dois enfrentam o vírus, cada um com perspetivas de futuro diferentes perante o que foram passando ao longo dos seus trajetos de vida oscilantes e onde o amor, sempre o amor, nem sempre lhes deu boas perspetivas. 

Uma Vida Entre Marés | José Rodrigues

Porto Editora

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Título: Uma Vida Entre Marés

Autor: José Rodrigues

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2022

Páginas: 256

ISBN: 978-972-0-03483-0

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Naquela praia, entre ventos e fios de areia, ouvia-se a palavra amor...

Num quotidiano sem sobressaltos, Sofia divide o seu tempo entre a vida profissional e a dedicação a Leonor, a filha adolescente.

Quando Edgar, ex-marido de Sofia e pai de Leonor, reaparece determinado a reconquistar o coração da filha, regressam também os fantasmas do passado, marcados pelo vício do jogo e pela consequente perda de tudo o que Sofia herdara dos pais.

Entre o passado feliz vivido à beira-mar e o presente que ameaça a paz entretanto reencontrada, Sofia depara-se com uma nova e dolorosa luta pela felicidade. No momento em que as forças ameaçam faltar, o mar parece querer devolver-lhe o mundo perfeito da sua juventude, quando a amizade e o amor se uniam de forma intensa, muito antes da chegada de Edgar à sua vida…

 

Opinião: Vidas que se enfrentam perante os maiores problemas que lhes possam ser impostos com a perspetiva de que existe sempre um ponto positivo para seguir em frente e acreditar que é possível renascer no que parece perdido. Em Uma Vida Entre Marés o leitor é convidado a conhecer Sofia, uma nutriocionista divorciada e que tem aos seus cuidados, de forma exclusiva, a filha Leonor. Com Sofia ficamos a saber que existe no passado um casamento fracassado pelo vício do jogo e onde viu a conquista familiar que lhe foi deixada por herança ser-lhe tirada por acreditar na pessoa que se deitava ao seu lado ao longo de anos, Edgar.

Nos dias que correm encontramos esta mulher solitária que segue o seu dia-a-dia em redor do trabalho, de onde passou de empresária a empregada, e da filha que sempre tenta proteger. No entanto a dado momento Edgar regressa e procura Leonor para reconquistar os laços que deixou para trás durante vários anos. Estará Sofia preparada para dividir a atenção da filha com um homem que as abandonou e retirou tudo após vários anos de afastamento?

Ganha no Instagram | Violeta

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A partir de hoje e até ao próximo dia 01 de Fevereiro, está a decorrer na minha página de Instagram um sorteio onde podes ganhar o novo romance de Isabel Allende, Violeta, publicado em Portugal pela Porto Editora. Sabe mais sobre esta oportunidade AQUI e habilita-te a ganhar um exemplar do novo livro da autora chilena de maior sucesso mundial. 

Violeta del Valle é a primeira rapariga numa família de cinco irmãos truculentos. Nasce num dia de tempestade, em 1920, quando ainda se sentem os efeitos devastadores da Grande Guerra e a gripe espanhola chega ao seu país natal, na América do Sul.

Graças à ação determinada do pai, a família sairá incólume desta crise, apenas para ter de enfrentar uma outra: a Grande Depressão. A elegante vida urbana que Violeta conhecia até então muda drasticamente. Os Del Valle são forçados a viver numa região selvagem e remota, onde Violeta atinge a maioridade e viverá o primeiro amor.

Décadas depois, numa longa carta dirigida ao seu companheiro espiritual, o mais profundo amor da sua longa existência, Violeta relembra desgostos amorosos e apaixonadas relações, momentos de pobreza e de prosperidade, perdas terríveis e alegrias imensas. A sua vida será moldada por alguns dos momentos mais importantes da História: a luta pelos direitos da mulher, a ascensão e queda de tiranos, os ecos longínquos da Segunda Guerra Mundial.

Contado a partir do olhar de uma mulher determinada, de paixões intensas, com uma vida plena de sobressaltos, Violeta é um romance épico, inspirador e emotivo, ao melhor estilo de Isabel Allende.

 

 
 
 
 
 
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Sobreviventes | Alex Schulman

Porto Editora

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Título: Sobreviventes

Título Original: Overlevarna

Autor: Alex Schulman

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2021

Páginas: 224

ISBN: 978-972-0-03421-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Como chegámos a este ponto? Como pudemos nós os três, que éramos como um só na infância, afastar-nos tanto uns dos outros? Quando nos tornamos estranhos? O que aconteceu?

Três irmãos regressam à casa de campo junto ao lago onde, duas décadas antes, um terrível acidente mudou as suas vidas para sempre. Levam com eles as cinzas da mãe, cujo último desejo os apanhara de surpresa: sempre pensaram que ela desejaria ser sepultada ao lado do falecido marido.

Benjamin segue ao volante, conduzindo o carro e os irmãos numa viagem através do tempo, até uma época em que eram crianças entregues a si mesmas, perante a indiferença dos pais. São agora adultos. Três estranhos, inevitavelmente unidos por uma história comum de lutas pela atenção do pai e pelo amor imprevisível da mãe.

O falecimento da mãe traz velhos traumas à superfície, e a tensão entre os irmãos aumenta. Que segredo terá ficado enterrado no seu passado?

 

Opinião: Sobreviventes tem muito pouco de original e a forma como este romance está contado deixa muito a desejar desde o início. Numa troca entre o presente que avança e o passado que recua, nesta história conhecemos três irmãos que são um pouco negligenciados por um pai que amam alcoólico e uma mãe que os deixa para trás para viver a sua vida com outras pessoas por quem se apaixona e fora do seu casamento. Percebendo que no presente os três irmãos se voltam a reunir para tratarem das cinzas após o falecimento da mãe e conhecendo também que o pai já se tinha despedido da vida anteriormente, é percetível que estes três adultos nada têm em comum num presente onde cada qual seguiu com a sua vida, deixando o passado a ser memória, passado esse pesado, individualista e com muita dor pela negligência dos adultos que os deviam ter criado com todo o apoio que pai e mãe devem dar aos seus filhos. 

A Dança das Estrelas | Emma Donoghue

Porto Editora

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Título: A Dança das Estrelas

Título Original: The Pull of the Stars

Autor: Emma Donoghue

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2021

Páginas: 304

ISBN: 978-972-0-03408-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Dublin, 1918.

Numa Irlanda duplamente devastada pela guerra e doenças, a enfermeira Julia Power trabalha num hospital sobrelotado e com falta de pessoal, onde grávidas que contraíram uma gripe desconhecida são colocadas em quarentena. Neste contexto já bastante difícil de gerir, Julia terá ainda de lidar com duas mulheres enigmáticas: a Dra. Kathleen Lynn, procurada pela polícia por ser uma líder revolucionária do Sinn Féin, e uma jovem ajudante voluntária sem experiência de enfermagem, Bridie Sweeney.

É numa enfermaria minúscula, escura e sem condições, que estas mulheres vão lutar contra uma pandemia desconhecida, perder pacientes, mas também trazer novas vidas ao mundo. No meio da devastação, histórias de amor e humanidade no dia a dia de mães e cuidadoras que, de várias formas, acabam por cumprir missões quase impossíveis.

 

Opinião: Encontrar A Dança das Estrelas em 2021 em pleno confinamento perante o Covid19 e perceber que nesta obra de Emma Donoghue a Gripe Espanhola está em destaque é somente uma coincidência onde a realidade de hoje se assemelha bastante com a realidade transmitida por esta obra de ficção excelentemente bem tratada por uma autora de sucesso internacional que mais uma vez não deixou os seus leitores defraudados. 

Conhecendo a enfermeira Julia Powers numa Irlanda em 1918, encurralada numa pequena ala de uma enfermaria de maternidade/infecciosa e com a Primeira Guerra Mundial a acontecer, rapidamente o leitor percebe que na leitura está perante uma situação bem semelhante à que enfrentamos atualmente. Com o recurso a máscaras, o pedido de isolamento em casa e com a higiene a ser reforçada por todos, é percetível que facilmente o passado literário pode ser transportado para o que ouvimos e percebemos perante variadíssimas alas hospitalares dos nossos tempos. 

Sem condições para salvar vidas com todo o rigor e sem o apoio de profissionais e auxiliares de medicina, Julia é a autêntica heroína desta história de vidas e mortes, circulando entre um pequeno espaço com três camas com doentes febris e em espera para serem mães. Entre desigualdades sociais e vidas distantes entre si, quem entra pretende sair em melhores condições, porém o destino em tempos de guerra e pandemia nem sempre ajudou, e essas mesmas condições foram e voltaram a ser as pretendidas e a desorganização imperou neste espaço hospitalar excelentemente descrito, dando ao leitor uma visão tão real de todos os processos que vão acontecendo. Cada parto uma nova situação a resolver e no fim o amor ao próximo prevalece sempre, seja de que maneira for. 

«Saudade»

Palavra do Ano 2020

 

A 12.ª edição da iniciativa Palavra do Ano decorreu ao longo das últimas semanas do ano 2020 e terminou com a eleição da palavra «Saudade» como vencedora com 26,8% dos mais de 40 mil votos obtidos ao longo desta seleção. Nesta eleição final estiveram também as palavras «covid19», «pandemia», «confinamento», «zaragatoa», «telescola», «discriminação», «infodemia», «digitalização» e «sem-abrigo», mas a escolha recaiu em «Saudade».

Num ano tão atípico como foi 2020 as palavras em torno da pandemia mundial e dos relacionamentos afetivos andaram entre as preferências dos portugueses e a «Saudade» que todos sentimos da dita normalidade, dos pequenos pormenores, dos abraços familiares, do convívio com os amigos, acima de tudo das relações humanas que deixaram de ter o afeto e a proximidade para viverem de afastamentos e algum isolamento.

A eleição da Palavra do Ano é feita a partir das sugestões que os portugueses vão deixando ao longo do ano no site www.palavradoano.pt, também perante as pesquisas efetuadas no Dicionário da Língua Portuguesa em www.infopedia.pt e com base no trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa, levado a cabo pela Porto Editora.

Dias de Outono | José Rodrigues

Porto Editora

Dias de Outono

 

Título: Dias de Outono

Autor: José Rodrigues

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2020

Páginas: 304

ISBN: 978-972-0-03339-0

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Os dias de Miguel são divididos entre a intensa atividade profissional e o apoio a Teresa, a sua tia, institucionalizada com uma doença irreversível. Na família encontra o conforto dos seus dias agitados, com Catarina e os filhos André e Tiago.

As alterações recentes na administração do banco onde trabalha, a degradação do casamento e os problemas vividos pelo filho adolescente levam Miguel a questionar as opções de vida. Ao mesmo tempo, retoma as memórias mais antigas, incluindo a sua vila no interior e a casa onde nasceu e viveu, criado por Teresa, num ambiente de permanente felicidade.

Quando o mundo de Miguel parece desabar, passado e presente unem-se numa longa jornada de salvação e de mudança de prioridades, onde o amor se transforma no principal caminho para a reconstrução da felicidade, mesmo quando a perda e a saudade pareciam não querer dar tréguas…

 

Opinião: A escrita de José Rodrigues fascina pela sua simplicidade com que descreve cada personagem e momento pelo qual estão a passar. Chamando temas bem atuais da sociedade, o autor não falha no aproximar as suas criações de forma emotiva ao leitor que se deixa facilmente conquistar por cada um sem criar embaraços porque na verdade todos têm pontos positivos a transmitir a quem pega num livro e simplesmente quer viajar por uma história simples e neste caso com as raízes nacionais como pano de fundo. 

Após ter lido e ter ficado rendido aos romances O Tempo nos Teus Olhos e O Rio de Esmeralda, desta vez foi a vez de Dias de Outono de me acompanhar por uns dias através de uma história tão real como qualquer outra, contada de forma emotiva e focando temas como o álcool e as drogas entre as influências na adolescência, a balança que tanto pesa entre um casamento perfeito e o foco total na carreira, a perda e as conquistas, fundamentando bem perto do final a perceção de que nem tudo vale a pena se não existe felicidade por trás dos sacrifícios que são gerados pela ambição. 

De forma rápida posso revelar que este romance nos dá a conhecer a vida de um casal, Miguel, um banqueiro de sucesso, e Catarina, a médica em ascensão entre os seus pares profissionais, e dos seus dois filhos, André e Tiago, ambos a sair da adolescência. Tudo parece bem na forma como os conhecemos primeiramente, mas a situação não é bem essa. Entre problemas de Tiago perante más influências e o afastamento pelo trabalho do casal a rotura acontece, as preocupações aumentam e a vida da cidade deixa de fazer sentido para Miguel que recupera o seu passado para ao mesmo tempo ajudar a salvar o filho de um futuro menos bom. Quatro vidas feitas de mudança necessária para que todos entendam que casamentos não são eternos quando não se dá o devido valor ao outro e a atenção necessária aos filhos. Tudo muda, o leitor é convidado a conhecer a ruralidade do nosso país, o que o autor tem feito brilhantemente em todos os seus romances, e a deixar-se levar pelos encantos de uma aldeia tão tradicional, com gente boa a circular em torno da nova vida deste homem que percebe a bom tempo de que é necessária uma mudança na sua vida para se voltar a ser feliz.

O Caderno dos Sonhos | Julien Sandrel

Porto Editora

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Título: O Caderno dos Sonhos

Título original: La Chambre des Merveilles

Autor: Julien Sandrel

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2020

Páginas: 240

ISBN: 978-972-0-03260-7

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Thelma é mãe solteira de Louis, um adolescente de 12 anos. Como todas as mães, faria tudo pelo seu filho, mas as solicitações de uma vida profissional exigente sobrepõem-se mais vezes do que seria desejável aos pedidos de atenção do jovem.

Numa fatídica manhã, tudo muda: irritado com a falta de atenção da mãe, zangado e desiludido, Louis acelera no seu skate e, poucos metros adiante, é colhido por um camião. No hospital, o prognóstico é pouco animador. Louis está em coma e não há sinais de recuperação. Thelma enfrenta o seu pior pesadelo. Em casa, enquanto reúne algumas coisas do filho, Thelma encontra um caderno onde Louis tem vindo a registar os sonhos que gostaria de concretizar. A mãe decide, então, viver por ele cada um desses sonhos.

Talvez recupere. Talvez volte para ela. E, se não voltar, Louis terá pelo menos vivido pelas histórias da mãe a vida com que sempre sonhou.

 

Opinião: Não estava preparado para a história de O Caderno dos Sonhos. Uma capa toda florida e cheia de cor e umas primeiras páginas pesadas, bastante pesadas, para o que prometia ser uma boa história entre mãe e filho. E não é que no fim a capa feliz resume o conteúdo desta narrativa tão bem elaborada onde os sonhos, o amor, a família e acima de tudo a esperança são traduzidos por palavras simples através de uma história que nos faz seguir cada passo de uma mulher, Thelma, que luta pelo bem do filho, Louis, até ao final. 

Numa mistura de drama e recompensa, O Caderno dos Sonhos é a realização pessoal de uma pessoa perante o desafio que a vida lhe impôs. Uma mãe, que ao ver o seu filho ser violentamente atropelado e ao ficar em coma durante meses, começa a percorrer os caminhos idealizados pelo filho, os seus sonhos e objetivos que tinha apontado para realizar mais tarde. Filho numa cama de hospital, uma mãe a percorrer o Mundo para concretizar os sonhos do seu menino, e uma equipa médica a colaborar para que a mensagem de superação entre os dois fosse possível. Esta é uma bela história de amor familiar, entre uma mulher que vivia para o trabalho e que por motivos maiores percebeu forçosamente que existe vida para além da profissão que sempre valorizou para poder manter uma boa comunhão com o filho, e o tempo em família onde ficou? Não existia, até que foi necessário parar, perceber o que era necessário após o acidente e lutar pela recuperação.

As compras na Feira do Livro

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Ontem já vos revelei a ida à edição de 2020 à Feira do Livro de Lisboa, hoje conto-vos o que comprei. Sem esperar pela Hora H, comprei alguns livros que estavam como destaque do dia, com 50% de desconto, e também uma novidade, o que não iria baixar se esperasse pela última hora do evento e onde a confusão parece ficar instalada no recinto do Parque Eduardo VII.

No espaço do Grupo da Porto Editora comprei Goa ou o Guardião da Aurora, de Richard Zimler, da Porto Editora, As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow, da Quetzal Editores e Não te deixarei morrer, David Crockett, de Miguel Sousa Tavares, numa edição da Clube do Autor, mas que está disponível no espaço da Porto Editora, uma vez que o autor mudou recentemente de editora e os livros publicados pela Clube do Autor com edições ainda com exemplares passaram a fazer parte do catálogo da Porto Editora, o que, pelo menos que me lembre, parece ser inédito em Portugal, uma vez que mesmo quando autores assinam por outras editoras, as edições já impressas continuam disponíveis através da editora antiga até ficarem com todos os exemplares vendidos. 

Já no espaço Leya, optei pela mais recente narrativa de Rodrigo Guedes de Carvalho, o seu Margarida Espantada, lançado através da chancela D. Quixote. Este será o primeiro romance do autor e jornalista da SIC que irei ler, mas pelos positivos comentários e recomendações, acredito que venha para conquistar para ser a primeira de várias leituras.