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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

28
Out18

Reflexão do Bem

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Sentar num local confortável e calmo nem sempre é fácil quando se vive em sociedade e num mundo em constante movimento. No entanto sempre é necessário tirar um tempo para o eu, existindo a necessidade de refletir sobre o dia, a semana ou mesmo os acontecimentos, bons ou maus, do último mês.

Parar para pensar, olhar para a agenda e até para as redes sociais onde vários apontamentos sobre a vida pessoal são partilhados por vezes. Encontrar os pontos positivos e que deverão ter tendência para uma repetição com uma maior regularidade, e os traços negativos que deverão ficar no passado sobre o qual perdemos tempo no presente a perceber o que não deve voltar a acontecer para um melhor bem estar pessoal.

Encontrar aquele momento tão pessoal onde a particularidade do silêncio e da solidão ganham valor por contribuírem para um encontro intimo com o eu que existe em cada um, que eleva o ser individual e particular sobre o qual todos somos feitos. Parar e refletir sobre o bem e o mau, o que correu melhor e o pior, o que nos pode estar a magoar ou a criar novos pontos de felicidade que outrora não existiam. A vida está constantemente em mudança e o que é certo é que o que hoje nos dá paz amanhã poderá criar mágoa e vice-versa, sendo necessário estar sempre atento às alterações pessoais mas também dos outros, dos que nos são mais próximos, nos querem bem mas que também nos podem pregar rasteiras quando menos esperamos, naquele exato momento em que tudo parece estar bem mas não está. Ou será que está e somente nós não conseguimos entender a vida desse ponto de vista?

17
Ago18

Desapego literário

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Afirmações e questões como «Deves ter tantos livros que os tens de começar a oferecer!», «Onde arrumas todos os livros que já leste?» e pedidos para mostrar as estantes onde coloco as leituras surgem ao longo do tempo e por consequência uma outra questão se levanta sobre o desapego literário.

Confesso que até aos dias que correm tento manter todos os livros lidos comigo, bem perto por casa, e mesmo quando empresto, um pouco em contradição, faço para que o devolvam rapidamente, só quando o livro pouco me diz é que o deixo partir mas fico com a memória que emprestei e não dei, embora as pessoas por vezes façam para não o devolver e quando sinto um maior desapego acabo por me fazer de esquecido. 

O desapego para com os livros é algo que ainda não consigo fazer. Posso dar roupa, discos, sapatos e outros objetos que vão passando por mim, mas livros é daquelas coisas que uma vez lido fica comigo. Por vezes se me pedem um livro emprestado prefiro até dar a escolher entre a lista dos que estão em espera, sabendo assim que se não voltarem por falta de memória do outro lado, pelo menos não fico com o pensamento de que a história é tão boa e agora o meu exemplar, aquele com que partilhei algumas horas, partiu e está sabe-se lá onde. 

Dizer adeus fisicamente a um livro é algo que me custa e mesmo só de pensar pareço ficar com um género de urticária, sabendo de ante mão que o livro vai e que além de não poder voltar, se regressar geralmente não vem nas condições com que foi. 

14
Mai18

Voar perante os sonhos

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Voar acordado como se um sonho acontecesse de olhos abertos, criando histórias e percorrendo horizontes em busca de algo que não se vislumbra facilmente mas que existe, lá longe, entre serras com penhascos e riachos. Sentir que existem caminhos que se pretendem percorrer em busca de cada objetivo exato que se pode sempre tornar um pouco mais quando o ponto a que se pretende chegar floresce como a flor que num amanhecer mais solarengo se deixa encantar pelo clima primaveril e mostra toda a sua indiscutível beleza ímpar que se torna perfeita consoante cada olhar mais metódico no momento de se apreciar a pureza do que é natural, sem esforço e alterações para com o que foi criado para conquistar. 

Viver a pensar que o amanhã será sempre melhor, embarcar na mudança, bater em cada janela que se pode abrir ou ficar eternamente fechada como demonstração que na vida nada se torna fácil, sendo necessário criar uma luta pessoal para enfrentar tempestadas ventosas e perigosas, onde mares clamam o seu poder perante o ser individual que segue perante uma sociedade tanta vez opositora, tanto como amigos de pancadinhas suaves nas costas. 

08
Mai18

A procura do Silêncio

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Na correria do dia-a-dia queremos chegar a tempo e horas a qualquer lugar onde as combinações, o emprego e a família esperam pelo momento marcado numa azáfama onde acabamos por querer estar em todo o lado, perceber o que se passa e onde devemos estar para que nada nos escape. Arrebanhar o tempo, correr de um lado para o outro, esgotar as energias e chegar ao final de um dia acordado e somente pensar que é tempo de dormir para voltar a reagir para mais umas horas de vida agitada onde o descanso e o silêncio pouco existem. 

E a paragem silenciosa para se refletir, procurando o silêncio que tanto ajuda a limpar a alma, que nos transporta para outros patamares quando a solo enfrentamos uma solidão que não tem de ser vista como inimiga, mas sim como um trunfo precioso de renascimento. Onde fica essa pausa no meio de tanto para fazer?

Poder encontrar o momento diário para encontrar o espaço de sossego, silêncio e calma, procurando um conselheiro invisível mas que habita no interior de cada um. Afinal de contas quem pode ter um melhor amigo a quem amar e valorizar se primeiramente não se souber amar a si próprio?

Usando o poder do silêncio, onde tudo fica concentrado na verdadeira essência pessoal, dos medos às conquistas onde os sonhos e os troféus ganham destaque numa luta interior para com os receios das falhas. Silenciar a vida por uns momentos, recolhendo tudo o que acontece num pacote individual que não tem de ser partilhado sem que saibamos quem somos e para onde queremos seguir. 

Aprender a trancar o som e entrar numa bolha essencial de vazio que espera por ser preenchida pelas partilhas intimas do que há internamente para reordenar, afastando os pesos que habitam pelas redondezas para deixar lugar vago para o que possa surgir futuramente. 

04
Mai18

Liberdade particular

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Liberdade de escolha, onde o pensamento existe, sem que as cercas de hesitações apareçam como entraves e as insinuações com base em influências descaradas forcem a tomar determinados comportamentos que podem gerar finalidades que nem sempre são desejadas pelo sujeito que no seu mundo pode seguir o caminho que bem entende. 

Ser livre, pegar num pedaço de nada e transformar um simples gesto com a subtileza de conseguir criar algo melhor, como se um pequeno passo dê a partida para o que se pode vir a transformar em algo de bom, com futuro e bases sustentadas pela vontade de fazer mais e melhor consoante as ideias de cada um. Acreditar que um ser livre consegue atingir muito mais rapidamente a felicidade, primeiramente por se deixar levar pelo que quer e seguir um pouco ao sabor da maré, não existindo uma rigidez tão característica dos nossos dias onde a correria parece ser um sustento de cada um e uma necessidade da maioria para se seguir em frente. Onde está a liberdade quando um despertador toca como se quisesse transmitir uma obrigação, o trabalho é feito dentro de horários impostos, as horas de refeição estão praticamente estabelecidas e quem não deixa os vizinhos dormirem de noite por existirem coisas a fazer quando se está em casa, ainda consegue ser o mau da fita. Afinal quem está errado, o que faz o que quer quando sente necessidade para tal ou o que é obrigado a agir dentro das regras porque a sociedade o vai reprimir?

Gritar liberdade, alterar o modo de estar na vida, seguir os passos para o que se pretende alcançar sem pisar nada nem ninguém, não estragando a natureza e não ofuscando o que nos faz bem. Ser livre para pensar e comunicar, optando por criar laços com quem se quer e não com quem fica bem.

Encontrar o perfil perfeito que nunca está terminado porque um ser quando nasce é sempre uma obra inacabada até ao dia em que livre, sempre livre, parte para um lugar de libertação que se diz ser absoluta. Encontrar o caminho e seguir com o vento, sendo empurrado pela mãe natureza e deixar as mãos sociais para trás, porque mesmo sendo necessário, existe cada vez mais falta de se pensar e refletir por si, fazendo parar o mundo que segue lá fora para perceber que trilhos seguir, pensando nas barreiras que podem ser encontradas e ultrapassadas em busca não da perfeição mas da comunhão primeiramente pessoal. 

 

30
Abr18

Descanso com cansaço positivo

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Uns dias de pausa teoricamente significam descanso e foi isso que consegui ter num fim-de-semana entre amigos e conhecidos, no entanto no final e ao chegar a casa para me preparar para o regresso à rotina, consigo perceber que embora tenha descansado, aproveitado para pouco fazer para além de comer, dormir, conversar e divertir, acabei por terminar a pausa de rastos.

A verdade é essa mesmo, uns dias de folga, combinados para descansar por vezes acabam por se revelar mais cansativos que qualquer outro fim-de-semana rotineiro. O ambiente altera, as pessoas estão para se divertirem e o ambiente acaba por se tornar propicio para se passarem bons momentos de total descontração, sem tempos marcados e afazeres urgentes para deslocações rápidas para aqui ou acolá. Tudo decorre ao sabor da maré, as refeições vão sendo feitas sem cumprirem horários, as conversas fluem entre o som que as colunas soltam, os animais de estimação fazem companhia e entretêm com as suas meiguices e brincadeiras e os copos vão passeando pelo espaço ao sabor da dança.

Este é um fim-de-semana entre pessoas que se gostam, onde o bom ambiente existe e cuja intenção é só uma, aproveitar o momento, desfrutando da pausa e do bom que a vida nos dá entre pessoas que podem não estar desde sempre nas nossas vidas, mas que aos poucos vamos conhecendo e percebendo que o tempo nos coloca pela frente seres que nos completam falhas e que vão surgindo quando menos se espera como agradáveis surpresas.

O que posso concluir com um fim-de-semana diferente, bem passado e de descanso, é que aproveitei ao máximo mas no final, pela exaustão, acabei cansado mas de bem com a vida, com baterias recarregadas para mais uns dias normais e com o pensamento de que a vida é mesmo feita de mudanças e que é no descomplexo que cada um tem de ter sobre si e sobre os outros que a vida circula. Por vezes é necessário riscar para apostar em novos caminhos onde sentimentos bons criam boas energias e este ano tenho percebido e enveredado por celebrar o que tenho de bom e não seguindo trajetos já estabelecidos que nem sempre me transmitem agradavéis sentimentos. 

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