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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

26
Mai19

1, 2,3... Ação

O Informador

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Seguir o caminho que a sociedade nos pré-estabelece não é o correto. Lutar, definir, entender e encontrar a individualidade faz todo o sentido no percurso particular de cada um onde as vontades, sonhos e crenças vão sendo definidos com o tempo e com as vivências que vão sendo feitas ao longo da vida. 

A estadia pela Terra como seres físicos é feita de estados e etapas que definem cada um como ser único, individual e capaz de se auto promover através da sua própria acreditação e força de vontade para se surpreender a si próprio. Não vale a pena quererem estabelecer os limites e objetivos uns dos outros desde o momento do nascimento porque o percurso é feito perante os pares, as situações, os lugares e definições e não somente através dos sonhos de pais, familiares e amigos que desejam que tudo seja tão perfeito para quem agora está a chegar. 

25
Mai19

Biblioteca de pessoas

O Informador

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A vida é feita de encontros, permanências, despedidas e ausências de pessoas que chegam pouco ou muito dizem para ficarem ou partirem de novo, deixando ou não a sua marca. As pessoas são como os livros que passam por cada leitor. Existirá assim dentro de cada um de nós uma biblioteca de pessoas que vai sendo composta com o passar do tempo. 

Existem os livros que quando chegamos já lá estão, tal como a nossa família que nos recebe e que ao longo dos anos vamos entendendo, apreciando, desfrutando e pesquisando cada pormenor perante situações. E depois existem os livros que nos vão surgindo, tal e qual as pessoas, ao longo de uma vida social. Os livros fechados e as pessoas mais livres e descomplexadas. Os livros que se tornam uma surpresa e as pessoas que com o tempo acabamos por nem lembrar. Os seres que chegam e percebemos que queremos manter para sempre e os livros perante os quais nem o nome fica na memória. Os livros que ficam para sempre no pensamento imediato por serem bons e as pessoas que valia mais nem se terem cruzado no nosso caminho. Os livros que perante as primeiras páginas logo entendemos que não vão revelar grande coisa e as pessoas que com o tempo demonstram que têm tanto para dar. Depois existem os livros resistentes que estão sempre lá como os amigos verdadeiros que no bem e no mal aparecem. Os livros de edição limitada que poucos conseguem ter e os mais vendidos que circulam pelas ruas como formigas que somente significam mais um. 

17
Abr19

Expoente máximo da Sensibilidade

O Informador

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Ando muito sensível nos últimos tempos e não há problema algum em o admitir. Sei que estou bem, sinto-me em grande paz de espírito mas ao mesmo tempo não posso encontrar motivos de perda, afastamento ou de tristeza que logo e de forma fácil percebo que uma lágrima surge pelo canto do olho como se estivesse sempre pronta a disparar como uma bala perdida. 

Vejo uma série onde alguém desaparece ou tem de se afastar e choro. Vou ao cinema e adoro, mas isto já é um gosto antigo, ver um bom filme de lágrima fácil. Uma doença de alguém que por vezes somente conheço de vista e que me faz ficar sensível. Um colega de trabalho parte para um novo desafio profissional por vontade própria e choro por saber que tenho uma equipa que jamais tive e que de um momento para o outro começa a desaparecer. Alguém parte para a sua vida eterna e começo a pensar que podia ser um ente-querido e lá vem a lágrima. Estes são apenas alguns exemplos do que me tem feito ficar sensível pelas últimas semanas. 

Tenho neste momento consciência que estou numa fase bem calma a nível pessoal e que isso me dá alguma tranquilidade, no entanto e como já me disseram, com os anos a passarem parece que me tenho tornado num ser sensível a nível de sentimentos, aproximação, aconchego e carinho. Nunca me senti afetuoso num nível geral mas agora e olhando para os meus pensamentos e comportamentos, percebo que sou um moço que não demonstrava o quanto gosta de ter por perto determinadas pessoas mas que tem ficado cada vez mais lamechas e com demonstrações que acabam por denunciar que estou cada vez mais necessitado do bem que me conseguem dar. 

02
Mar19

Luto | Pessoal ou Social?!

O Informador

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As discussões sobre o luto são uma constante quando por perto alguém parte para outra vida, para quem acredita que a mesma exista. O que é o luto afinal para além das vestes escuras que os mais velhos ainda tendem a usar como sinal de respeito que do meu ponto de vista não passam de pensamentos mantidos por uma sociedade que se auto recrimina se nos tempos após a morte de alguém não se vestirem com tons escuros ou mesmo de negro?!

O luto está no interior da pessoa, nos pensamentos e sentimentos que são mantidos quando se fica sem alguém que nos é querido. Existe assim uma verdadeira necessidade, através do vestuário, para se mostrar aos outros o que se sente através das vestimenta negra? Se alguém parte qual é a necessidade de quem fica de se carregar de escuro para mostrar aos outros, porque para mim é só mesmo isso que acontece, uma demonstração social de peso, de que está triste e tem de deixar de vestir roupas coloridas porque a base da solidão e da partida é o escuro. E ai de quem numa aldeia pequena não se vista a rigor de luto que leva logo com as críticas. Isto é a verdade, nas aldeias deste país, talvez mais no interior até, quem perde um ente-querido tem de se vestir de escuro a bem da sua comunhão com os que ficam, já que caso contrário quem fica torna-se uma «viúva alegre» ou «um filho desleixado» por não respeitar a alma de quem partiu.

Onde é que numa peça de vestuário se vê o que está na verdade no coração de alguém que ficou sem o seu par ou familiar? O luto está no interior de cada um e não na demonstração para os outros. Vivam as vossas vidas sem esses pensamentos de recriminação de uma sociedade hipócrita que ainda acredita que é necessário demonstrar a tristeza com cores quando cada um sabe de si e tem no seu interior os verdadeiros motivos perante a perda. 

18
Jan19

Página em branco

O Informador

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Encontrar um bom tema para ser comentado no blog é essencial para quem quer receber visitas que deixem o seu comentário com uma opinião bem formada sobre o que está a ser partilhado pelo autor que nem sempre consegue seguir um caminho exato e com algo de novo para contar. Isso acontece e este texto vem sobretudo no seguimento dessa linha, uma vez que estava com a página para escrever um "novo post" aberta e nada surgia para iniciar uma publicação que podia não ser automaticamente publicada, mas que ficaria preparada para mais tarde surgir no blog para que os visitantes a pudessem ler e comentar.

E assim comecei a escrever as linhas que já puderem ler e onde as palavras surgem numa catacumba, sem pensar afinal no que poderá surgir deste texto que não foi pensado e idealizado. Deixando os dedos seguir o caminho que a mente vai elaborando no momento e deixando que as palavras surjam e acabem por dar origem a frases curtas ou mais longas sobre um tema sem rumo. Talvez venha a apelidar este texto no final como "livre divagação" ou "escrita sem sentido", ainda não sei, porque o que sei é que nada sei como as próximas linhas irão surgir, não estando de imediato a pensar no que escrever a seguir a esta palavra que agora surge como a palavra que transmite o sentido de palavra.

Afinal de contas estou a elaborar um texto que poucos, alguns ou muitos poderão ter acesso, tudo ficando ao dispor de quem visitar este local que acaba diariamente por receber visitas de vários pontos do país e do mundo, de diversas idades e com gostos dispares. A procura por determinados temas que já foram escritos acaba por fazer chegar ao blog pessoas que fazem visitas espontâneas, que aparecem como rapidamente desaparecem, mas também quem ganhe contacto pela primeira vez e que acaba por voltar a visitar mais tarde, com interesse por outros temas.

Escrevo sobretudo sobre o que quero e como quero, não pensando que deva seguir determinado caminho para agradar a gregos e troianos porque seguindo nesse sentido acabava por não me estar a identificar com o que vou publicando. Este espaço é meu e é nesse sentido que tenho seguido o caminho deste blog, sem criar malabarismos para que tomem conta e definam o que é algo pessoal perante quem visita porque se identifica. 

 
28
Out18

Reflexão do Bem

O Informador

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Sentar num local confortável e calmo nem sempre é fácil quando se vive em sociedade e num mundo em constante movimento. No entanto sempre é necessário tirar um tempo para o eu, existindo a necessidade de refletir sobre o dia, a semana ou mesmo os acontecimentos, bons ou maus, do último mês.

Parar para pensar, olhar para a agenda e até para as redes sociais onde vários apontamentos sobre a vida pessoal são partilhados por vezes. Encontrar os pontos positivos e que deverão ter tendência para uma repetição com uma maior regularidade, e os traços negativos que deverão ficar no passado sobre o qual perdemos tempo no presente a perceber o que não deve voltar a acontecer para um melhor bem estar pessoal.

Encontrar aquele momento tão pessoal onde a particularidade do silêncio e da solidão ganham valor por contribuírem para um encontro intimo com o eu que existe em cada um, que eleva o ser individual e particular sobre o qual todos somos feitos. Parar e refletir sobre o bem e o mau, o que correu melhor e o pior, o que nos pode estar a magoar ou a criar novos pontos de felicidade que outrora não existiam. A vida está constantemente em mudança e o que é certo é que o que hoje nos dá paz amanhã poderá criar mágoa e vice-versa, sendo necessário estar sempre atento às alterações pessoais mas também dos outros, dos que nos são mais próximos, nos querem bem mas que também nos podem pregar rasteiras quando menos esperamos, naquele exato momento em que tudo parece estar bem mas não está. Ou será que está e somente nós não conseguimos entender a vida desse ponto de vista?

17
Ago18

Desapego literário

O Informador

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Afirmações e questões como «Deves ter tantos livros que os tens de começar a oferecer!», «Onde arrumas todos os livros que já leste?» e pedidos para mostrar as estantes onde coloco as leituras surgem ao longo do tempo e por consequência uma outra questão se levanta sobre o desapego literário.

Confesso que até aos dias que correm tento manter todos os livros lidos comigo, bem perto por casa, e mesmo quando empresto, um pouco em contradição, faço para que o devolvam rapidamente, só quando o livro pouco me diz é que o deixo partir mas fico com a memória que emprestei e não dei, embora as pessoas por vezes façam para não o devolver e quando sinto um maior desapego acabo por me fazer de esquecido. 

O desapego para com os livros é algo que ainda não consigo fazer. Posso dar roupa, discos, sapatos e outros objetos que vão passando por mim, mas livros é daquelas coisas que uma vez lido fica comigo. Por vezes se me pedem um livro emprestado prefiro até dar a escolher entre a lista dos que estão em espera, sabendo assim que se não voltarem por falta de memória do outro lado, pelo menos não fico com o pensamento de que a história é tão boa e agora o meu exemplar, aquele com que partilhei algumas horas, partiu e está sabe-se lá onde. 

Dizer adeus fisicamente a um livro é algo que me custa e mesmo só de pensar pareço ficar com um género de urticária, sabendo de ante mão que o livro vai e que além de não poder voltar, se regressar geralmente não vem nas condições com que foi. 

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