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O Informador

07
Mar17

Envelhenescer

envelhenescer.jpg

Autor: Pedro Chagas Freitas

Lançamento: Janeiro de 2017

Editora: Marcador

Páginas: 200

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: 

Num país como todos os países, havia uma população como todas as populações. Até que, sem explicação, o tempo começa a andar ao contrário. As pessoas, ao invés de envelhecer, começam a rejuvenescer. E o que poderia parecer um sonho pode, afinal, ser um pesadelo com o qual é difícil lidar.

Envelhenescer é uma viagem desconcertante até às entranhas mais profundas daquele que é o grande sonho de toda a Humanidade. Mas estará a Humanidade pronta para ele?

 

Opinião: Não criei expetativas acerca de Envelhenescer porque queria ser surpreendido após ter uma ideia menos boa acerca de Prometo Falhar de Pedro Chagas Freitas em 2015. E não é que após terminar uma leitura feita de forma bastante rápida e que deixou curiosidade desde o início acabei por mudar completamente de opinião acerca de um dos autores mais vendidos em Portugal?

05
Mar17

Atual leitura... Envelhenescer

Pedro Chagas Freitas era o nome que vinha a caminhar para o sucesso junto dos leitores há alguns anos mas foi com Prometo Falhar, lançado em 2014, que os tops nacionais de venda foram alcançados para que a partir dai as suas novas obras conquistassem desde logo novos e um maior número de leitores. Agora chegou às livrarias Envelhenescer, uma junção dos verbos envelhecer e nascer para criar o título da obra onde as pessoas começam a rejuvenescer de um momento para o outro sem qualquer explicação. Se na altura não apreciei assim tanto a leitura do seu bestseller, agora estou curioso com o conteúdo de Envelhenescer, já que ao folhear o livro percebo que existe o recurso a pequenos textos e o seguimento de várias personagens em simultâneo em momentos dispersos. 

31
Jan17

Bertrand elege o Livro do Ano

finalistas bertrand.jpg

Após um mês em votação a primeira fase do Prémio Livro do Ano Bertrand, onde 55 títulos disputavam um lugar no top 10, chegou ao fim. Aproximadamente 10.000 livreiros e leitores Bertrand votaram e elegeram os candidatos a Livro do Ano na primeira fase de seleção. Com Vaticanum de José Rodrigues dos Santos, Uma terra chamada liberdade de Ken Follet, História da menina perdida de Elena Ferrante, Homens Imprudentemente Poéticos de Valter Hugo Mae, O Evangelho segundo Lázaro de Richard Zimler, Prometo Perder de Pedro Chagas Freitas, A Espada e a Aziaga de Mia Couto, Doutor Sono de Stephen King, Nem todas as baleias voam de Afonso Cruz e Como vento Selvagem de Sveva Casati Modignani a serem as escolhas da primeira fase, eis que se inicia agora a última e derradeira escolha do melhor entre os melhores. 

Até 13 de Fevereiro as votações voltam a estar aberta para que livreiros e leitores Bertrand possam eleger o seu preferido entre esta seleção de grandes obras, distinguindo assim o livro que mais marcou o ano de 2016. Tu, que amas livros e tens aqui uma das tuas preferências literárias do ano passado do que esperas para votar? Faz-te leitor Bertrand e vota!

21
Mai15

Prometo Falhar

Amores opostos, intenções infundadas, corações despedaçados, vidas entrelaçadas... Em Prometo Falhar, de Pedro Chagas Freitas, tudo vai acontecendo às milhentas personagens que desfilam pelo livro com histórias que não se cruzam mas conseguem tocar-se em vários pontos ao longo de tanta linha e palavra. Existirá ao nosso redor uma das alianças que é descrita nesta obra? Sim, ao longo desta junção de textos sempre vamos encontrando pontos em comum com alguma realidade que tão bem conhecemos. 

Se gostei de Prometo Falhar? Não, não apreciei! Este é um livro que de folha para folha vira a história, o que não dá definitivamente para mim! Não sou apreciador de contos e muito menos deste tipo de crónicas de amor e contradições que tão rapidamente começam como já estão a terminar! A escrita tem os seus sssss, ora totalmente compreensível e presente, ora enfadonha e desconexa com o que tenta ser explicado de modo interpretativo ao leitor. Com tantos malabarismos Chagas Freitas consegue levar ao longo de quase quatrocentas páginas o leitor para mundos reais mas onde no final nada fica na memória com tanta coisa contada e nada em concreto revelado. 

15
Mai15

Pecado dos vivos

No final de contas só há um tipo de pecado: o que nos mantém vivos. Quem vive sem pecar e morre sem pecar nunca na realidade viveu. Limitou-se a andar por cá. Quem nunca pecou não é santo; é defunto. Nasceu morto. É o pecado que gera a inconstância, a irregularidade. A vida, apesar de ser um ciclo regular, tem de apresentar irregularidades. São as curvas que dão encanto a um caminho. Andar sempre em recta dá-me sono.

Pedro Chagas Freitas,

Prometo Falhar