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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Figuras cansativas

04
Out19

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Nunca vos aconteceu chegarem ao vosso email ou entrarem na página de gestão do blog e encontrarem um certo número, algo elevado até, de comentários de pessoas que se auto intitulam com nomes deveras estranhos, bizarros ou mesmo de forma anónima?

A ideia com que fico em certas ocasiões quando estas figuras mistério surgem é que andam a visitar todos os blogs e mais alguns que encontrarem no ativo, comentam, lançam o pânico e depois se respondermos vão tentando manter a conversa para deixarem os seus links com a finalidade de levarem os outros leitores a seguirem para sites onde devem ganhar como afiliados através de cliques. Não sei o que passará pela cabeça destas pessoas que acredito passarem horas só a espalharem comentários e a responder a tudo e nada para que os seus lindos nicks sejam vistos um cem número de vezes dentro da comunidade, até que acabam por cansar e viram frangos assados e bem queimados entre os mais assertivos a detetarem os fraudulentos que andam por aí.

As figuras mistério são cansativas, ao início ainda dá um certo gozo responder mas com o tempo acabamos por só querer enviar um comentário de resposta com um «vai passear grilos de madrugada», para não dar pior exemplo. Se querem dar nas vistas inscrevam-se nos reality show low cost que andam por aí, conheçam futuros noivos, perdão, companheiros de cama para aparecerem na televisão, façam o que bem entenderem mas não nos chateiem.

Aplaudo as aparências

17
Ago19

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«Cala-te Ricardo! Cala-te Ricardo! É melhor estares calado e deixar o barco andar! Sim, a verdade surge ao virar da esquina, mesmo que já seja tarde! Cala-te Ricardo! Cala-te!»

Esta podia ser uma das sequências do meu pensamento em diversas alturas da vida em que preciso muito de abrir a boca para dizer as verdades a alguns seres que habitam por aí mas onde o lado apaziguador me diz que é melhor estar calado que mais cedo ou mais tarde a verdade sobre a falsidade surge na tona de um copo cheio que rapidamente pode ficar vazio. Não gosto de deixar passar as situações que me causam algum desconforto e é por isso que por vezes deixo escapar alguma dica menos boa sobre o que vou vendo e que não aplaudo, mas tento sempre, ou na maior parte das vezes, conter-me para não exaltar emoções de quem acredita que consegue enganar meio mundo para atingir os seus fins. Não, nem todos caímos em jogos e manipulações, não, não preciso que se aproximem por interesse, e não, não vale a pena alterarem os vossos comportamentos de um dia para o outro porque deste lado está um lobo velho que desconfia simplesmente da queda de uma pestana no prato da sopa. 

Página em branco ou (sem título)

20
Jul19

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O que escrever numa página branca quando se tem um espaço vazio como título? O que surge primeiro num texto de blog, tal como a questão do ovo e da galinha, o título ou o texto? Como iniciar o primeiro parágrafo quando nos apetece escrever e não sabemos qual o ponto de arranque para transformar um vazio num texto que será partilhado e disponível para ser lido por quem visita o blog?

Sinceramente, e falo muito em termos pessoais e no que fui aprendendo ao longo do tempo, quando abro uma página vazia para a começar a encher com um novo testemunho gosto de ter a ideia base já na mente, mesmo sem ter por vezes o desenvolvimento do texto já pré composto no pensamento para o deixar fluir depois pelas teclas do portátil. Isto é o que faço habitualmente. Ao longo do dia penso, idealizo quando tenho tempo e disponibilidade mental, e quando estou em sossego deixo passar através das teclas o texto que será publicado nas horas seguintes ou quando não tem urgência permanece no lote de agendados para ficar disponível uns dias mais tarde. O texto é escrito, vagueando pelas palavras, conjugando parágrafos corridos com imagens que vão de encontro ao que está a ser partilhado e comentado. Depois deste passo e com o texto feito é que surge o título que será definitivo. Não posso dizer que sempre é assim, isto porque por vezes o título surge e será a partir deste que o texto ganha autonomia, mas são casos mais raros de acontecer. A razão de preferir escrever e só no fim lhe dar um título é óbvia, é que nem sempre as palavras escritas seguem a linha que estava destinada no pensamento e cada ponto pode virar, retirar e necessitar de novo destaque no mote de apresentação inicial.

Noite de escrita

26
Jun19

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As próximas linhas estão a ser escritas à noite, naquele momento em que o sono já devia ter aparecido mas parece distante. A luz da mesa-de-cabeceira mantém-se ligada, dando a pouca claridade existente no quarto. A televisão também está ativa, mas praticamente sem som, somente para existir alguma imagem neste quarto. Eu, entre o sentado e o deitado na cama tenho o livro ao meu lado e o portátil ao colo, onde escrevo mais um texto que podia falar de mais um dia, de mais uma leitura, da vida dos famosos, daquela série do momento ou simplesmente publicar uma linha vazia que poucos iriam ver, muitos menos iriam pensar em comentar e ninguém pensaria em partilhar. Mas não, este texto reflete a noite, mais precisamente o momento antes de adormecer, quando o corpo já cansado pretende descansar mas o cérebro ainda não deixa. Assim escrevo umas linhas, palavra após palavra, seguindo esta lengalenga sem saber onde quero chegar com este texto que irá ser partilhado daqui a pouco, quando o sol começar a nascer lá longe, espreitando pela janela e perspetivando um novo dia, quando muitos já estão a sair de casa na sua correria matinal. Na verdade e como já deves ter reparado esta partilha começou a falar na minha situação atual, a de estar sentado na cama antes de ir dormir e já estava a caminhar para o início de mais um dia. Afinal de contas esta não é a rotina de cada um? Agora preparado para dormir, daqui a pouco acordar para trabalhar e voltar a casa para volta e meia voltar para a cama. Que vida esta feita de rotinas que são quebradas de quando em vez mas que acabam sempre por voltar ao local habitual, à cama que nos acolhe para os momentos de pausa que servem como reforço para voltar ao ativo logo depois. 

Este texto foi escrito ontem à noite, ou melhor, já era hoje, mas antes de adormecer, e está a ser publicado de manhã bem cedo, quando ainda me encontro a dormir mas no momento em que muitos já circulam de comboio para chegarem ao seu local de trabalho a tempo e horas, outros estão a deixar as crianças nas escolas e existe até quem esteja sentado a tomar o pequeno almoço no café do bairro antes de se meter a caminho do emprego. Todos já teremos descansado um pouco e agora que lês este texto estás prestes a terminar mais um capítulo desta vida.

Escrever

26
Mar19

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Enfrentando as letras, criando palavras que juntas dão origem a uma frase inserida num texto que será publicado para todos o poderem ler, refletir e comentar. É por este gosto de partilhar que por aqui sigo, escrevendo por vezes somente para mim porque do outro lado nunca se sabe quem aparece.

Quando os dedos começam a elaborar um encadeamento de letras não se sabe como irá terminar, quem irá estar do outro lado e o destaque que essa mesma publicação irá ter para quem por ela passar. Enfrentando sentimentos, passando pensamentos e deixar que todas as opiniões, questões, dúvidas e incertezas passem para o lado de lá, não ficando somente no hemisfério pessoal e individual, sendo partilhadas para que não fiquem como mais um peso morto a remoer na solidão.

Escrever ajuda a libertar bons pensamentos e a criar nos outros ideias sobre quem somos. É o risco, que na corda balançada entre o bom e o mau, todos nós corremos perante uma sociedade que por pouco aponta um dedo que se transforma rapidamente num aglomerado de comentários que se dispersam de forma opinativa consoante a onda que tão depressa surge como logo desaparece.

És blogger? Deixa aqui a tua marca!

22
Fev19

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O desafio desta vez é bem simples e destinado a bloggers que se assumem como tal! Que tal partilharem por aqui um pouco do vosso espaço online?

O que pretendo que façam para vos ficar a conhecer um pouco melhor e também para se apresentarem a outros bloggers que passem por aqui é muito fácil. Estão a ver lá em baixo a caixa de comentários? Que tal deixarem um comentário com o link do vosso blog e se quiserem uma breve descrição geral do que por lá vão partilhando?

Sem redes sociais

30
Jan19

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E se de um momento para o outro deixássemos de usar as redes sociais?

Neste momento a maioria das pessoas que nos rodeiam estão ligadas, quer seja via Facebook, Instagram, Twitter, Pinterest ou por outras redes sociais que andam por aí e que não frequento. 

O dia-a-dia de cada um é relatado, comentado, mostrado e acaba por suscitar interesse em quem nos segue, muitas vezes sem a ideia de cuscar mas sim como para passar o tempo a olhar para as imagens e figuritas dos outros, percebendo também por vezes e através dos desabafos tornados públicos como está o estado de espírito de quem está do outro lado. No entanto, as redes sociais não transmitem somente coisas boas e isso por vezes acaba por prejudicar o próprio publicador que partilha de mais e quando dá por isso já é tarde.

Pois é, por vezes estar ligado, publicando o que apetece e disponível para quem esteja bem perto do que vamos publicando acaba por deixar a pessoa cansada e frustrada. Comentários menos bons, imensos artigos publicitários a invadirem as redes sociais como autênticos intervalos televisivos que parecem nunca mais ter fim, tricas e mexericos sobre uns e outros desnecessários, guerras de vizinhos e antigas relações a serem tratadas na praça pública. Tudo isto para quê? Para se dar nas vistas, querendo provar quem tem mais razão em cada tema, provocando o próximo para que este responda e por vezes fique mal visto junto de quem o segue. Existe mesmo necessidade?