Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

31
Jul20

Ajuntamentos clandestinos

ajuntamentos.jpg

 

Um dia desta semana, quando sai mais tarde do trabalho, e a caminho de casa passei ao lado de um dos jardins no final da vila para seguir para a aldeia onde vivo e eis que me deparo com algum barulho num espaço recôndito mas que se fazia ouvir da estrada.

Olhei no momento da passagem, nenhum carro pelas redondezas, mas no centro de um espaço mais protegido mas com visão para a estrada, deveriam estar mais de vinte adolescentes em festa, num espaço tão pequeno como o antigo quarto de Cristina Ferreira no seu programa matinal na SIC. Imagina um espaço pequeno assim, mas amplo, circular e com um muro em volta, com mais de vinte pessoas dentro, como se tivessem numa pista de dança, com o som em alguma coluna, de copos de plástico na mão e sem o espaçamento necessário para com os cuidados de higiene e distância de segurança pretendidos nesta altura do campeonato mundial em que ainda nos encontramos. 

30
Jul20

Atrofio de comportamentos

pessoas.png

 

As pessoas podiam ter aprendido a respeitar o espaço de cada um com esta situação pandémica, mas não, neste momento e com a situação mais controlada e uma maior liberdade, muitos se acham no direito de desrespeitarem regras e obrigações para com os cuidados de higiene a serem seguidos para uma boa interação social para que todos possamos sentir uma maior segurança. 

Trabalho com o público e por vezes é mesmo necessário fazer má cara ou responder de forma mais dura a certas personagens que não querem seguir as normas formalizadas pelo estado governamental para com todos os cuidados a manter para com a higienização dos espaços e das pessoas para que todos possamos correr o menor risco possível. Será que as pessoas não entendem que não devem zelar somente pelo seu próprio bem mas também pelo dos outros com quem se cruzam na vida?

Não consigo entender esta falta de noção de tantas pessoas adultas e supostamente responsáveis para com a má vontade de seguirem as regras de bom senso geral numa nova fase a que todos nós tivemos de nos habituar de forma rápida e de modo a prevalecer por uns bons tempos.

Pedimos com respeito para seguirem as normas, voltamos a repetir de forma calma a perceber que nos estão a ignorar e no fim ainda nos respondem mal, tirando a máscara da cara, usando a desculpa do esquecimento, dizem que não têm de andar a passar álcool gel em cada estabelecimento em que entram porque não vão tocar em nada. A ideia então é a de se não vão tocar em nada, não vou comprar, logo não devem sequer entrar e ocuparem um lugar que pode ser de outra pessoa por existirem entradas limitadas neste momento nos espaços. As pessoas não se equilibram ou querem fazer dos outros parvos? A falta de bom senso deixa-me intranquilo para com o futuro da nossa sociedade!

23
Mai20

Abraços

abraço.jpg

 

Não sou de Abraços! Definitivamente sou um pouco adverso ao contacto físico no que toca a cumprimentos, fazendo-o de forma normal mas não em excesso. Agora, em tempos de pandemia, posso dizer que até dos Abraços sinto falta, querendo realmente poder abraçar quem também nunca abracei e usar este símbolo de afeto com maior regularidade pela verdade.

Existem coisas que podemos admitir e neste momento um Abraço faz-me falta, talvez todos os Abraços de quem me queira abraçar quando tudo voltar ao antigo normal, o que terá de esperar uns tempos longos ainda. Vou esperar, com cuidados especiais, porque os Abraços voltarão a fazer parte do quotidiano de todos nós, acredita!

09
Mai20

Vírus de 2002 semelhante ao Covid19

covid19.jpg

 

As leituras conseguem quase sempre chegar ao leitor com pontos desconhecidos e que ficamos a conhecer por vezes com alguma surpresa. Isto aconteceu com a leitura de Sob Céus Vermelhos, uma obra da autoria de Karoline Kan, lançada entre nós pela editora Quetzal. Através da reconstrução da história de três gerações da sua família e da própria China, a autora recorda e retrata os tempos e as mais variadas situações pela qual foram passando. No entanto e o que me surpreendeu foi mesmo a semelhança entre o atual Covid19 com uma doença que afetou a China na época de 2002/03.

Com o nome de SRA, que é como quem diz, síndrome respiratória aguda, esta epidemia afetou várias regiões do país, tratando-se de uma epidemia mortal. Pesquisei e confirmei os factos contados pela autora que passo a citar, «se dizia que se podia contrair a doença falando com alguém infetado. Ficava-se febril e com tosse, com dores musculares, e o sistema imunitário entrava em colapso numa questão de dias. (...) As pessoas queriam evitar ajuntamentos e contágio. A sombra da morte pairava sobre a minha cidade e muitas outras. (...) A doença parecia um monstro invisível, à espreita na sombra, que podia assomar e comer-me a qualquer momento. (...) Todos os dias era registada mais de uma centena de vitimas. (...) A saída só era permitida por razões de força maior, que tinha de ser aprovada pelo chefe. As escolas de Pequim foram encerradas, e os alunos tinham de estudar em casa através de vídeos online.».

Tenho a confessar que desconhecia que este surto tinha acontecido e quando comecei a ler e a perceber cada descrição fui de imediato pesquisar, percebendo que na verdade no início dos anos 2000 isto tinha acontecido, tendo mortalizado milhares de vidas, num surto que se ficou maioritariamente pela China na altura. Infetados através da transmissão de gotículas expelidas pela tosse e espirros, febre e dores musculares foram também os principais sintomas que levaram ao isolamento, necessidade de apoio respiratório e uma percentagem de mortes acima de uma gripe normal. De 2002 para 2020 passaram dezoito anos e a transformação do vírus voltou numa pandemia global com efeitos bem mais catastróficos. Mais uma vez nada parece ser novo e até na doença as transformações acontecem, num vai e vem, existindo alterações nos vírus que acabam por coabitar e adaptar-se aos novos comportamentos de todos nós.

12
Mar20

Covid19, o comentário básico

coronavírus.jpg

 

A pressão é forte, as redes sociais estão imparáveis, as conversas sucedem-se e o receio está espalhado por todo o lado. Por aqui a intenção era resistir ao comentário sobre o tema Covid19 por achar que todos estamos a ficar bem assustados com o vírus e perante os alarmes que a comunicação social está constantemente a lançar, mas com tanto alarido é impossível passar mesmo ao lado.

O conselho de alguém que se tem mantido alerta e com certos cuidados é o mesmo que muitos tentam seguir mas nem todos o fazem. Estar atento aos sintomas e aos de quem se cruza no nosso caminho, estar constantemente e sempre que se justificar a lavar as mãos com desinfetante, espirrar para o braço, usar lenços de papel descartáveis para logo deitar fora e fugir de locais com grandes aglomerados e onde o risco de contágio poderá ser maior.

Não vamos entrar em suposições e receios extremos porque na verdade ninguém consegue alterar o futuro nem sequer adivinhar o que está para acontecer. Acredito que o nosso sistema nacional de saúde seja capaz de ajudar toda a população e por muito que nos queixamos, os serviços e atos têm sido feitos em boas condições, desde que todos colaborem e não façam precisamente o contrário do exigido em situações de risco social como esta, como tem acontecido em diversas zonas do país onde a quarentena de muitos serve para irem para a praia, centros comerciais, esplanadas e locais onde o Coronavírus pode estar mesmo pronto para atacar.