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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

15
Set18

Presidente da RTP sem noção

| O Informador

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Gonçalo Reis é o atual Presidente do Conselho de Administração da RTP e em entrevista ao jornal Público afirmou que «a RTP está a prestar mais serviço público, ao Estado caberá ajustar a Contribuição para o Audiovisual de acordo com a inflação tal como a lei estipula». A minha questão vai no sentido que sempre debati sobre o facto de sermos todos nós, numa taxa com a fatura da luz, a pagarmos a RTP que gasta milhões e ainda contém publicidade, menos que os privados, mas que podia perfeitamente se igualar ao tempo publicitário da concorrência para sobreviver por si. O problema disto tudo está mesmo nos luxuosos ordenados e na quantidade de funcionários que os canais públicos de televisão têm há anos e muitas vezes sem qualquer sentido. Quem paga? O povo que muitas vezes nem passa os olhos pelo canal! Com isto o Presidente Gonçalo Reis ainda quer ter um cheque maior para poder fazer programas em direto por onde lhes apetece só para terem uma vista sobre o Tejo, mesmo que para isso paguem milhões por ano quando o mesmo formato podia ser feito em estúdio e sairia bem mais barato.

Para Gonçalo Reis o Governo devia recompensar a RTP pelo serviço público que tem sido feito nos últimos anos, mesmo com as audiências dos canais públicos a baixarem. A solução para o Presidente seria aumentar a taxa do audiovisual em 2019 nas faturas pagas todos os meses. «O financiamento da RTP é dos mais baixos da Europa. Até a Grécia, a Bósnia ou a Macedónia têm recursos superiores para o audiovisual. Nos últimos anos, com esforço, sacrifício e empenho interno, a RTP lançou novos canais na TDT, abriu os arquivos históricos, aumentou o apoio ao cinema e produção independente, e à divulgação de áreas culturais. Atuando numa situação de concorrência, de mercado, em que as exigências são crescentes, a RTP tem de ter os meios», afirma, e para isso têm de apostar, digo eu, em formatos mais caros que não são vistos e não recolhem assim o interesse publicitário.

Olho para as palavras proferidas e só penso que existe muita falta de noção dentro do canal público. Na programação diária apostem em séries para o horário nobre que ninguém vê e que podem muito bem começar logo após o Telejornal para terminarem no espaço de dez semanas, em alguns casos, perto da meia noite. O day time tem formatos base mas depois andam constantemente a inventar situações para andarem pelo país, o que envolve maiores despesas. Ainda no entretenimento são vários os rostos com salários fixos e que passam semanas a aparecerem com espaços semanais de minutos inseridos nos programas diários. Renovações de contratos com medo da concorrência e criação de programas para segurarem apresentadores só porque sim e não a pensar nos bons valores do canal. 

11
Ago18

Amadorismo

| O Informador

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Os anos de vida que me permitem ser um espetador de vários espetáculos levam-me a ser algo critico com o que vou assistido e quando entro numa sala onde me vai ser apresentado um projeto e logo de início percebo que os horários não são cumpridos, tudo fica apresentado porque está mais que claro que o rigor com o cumprimento do que foi anunciado não é para levar a sério, mas o pior vem sempre depois.

O espetáculo finalmente começa e logo se percebe que em palco vão desfilar grupos amadores de música que não fizeram um e só um ensaio no palco onde estão a atuar para o público. Luzes não estão preparadas, o som nem sempre é o melhor, microfones ligados e desligados, com melhor ou pior qualidade. Os mestres de palco a fazerem sinais para a equipa sobre o estado do que se está a ouvir, as indefinições de posições perante o público, a desorganização sobre quem entra e quem sai.

O que ainda mais destaquei e que podia quebrar um pouco os tempos mortos do evento foi a apresentação entre os vários grupos. Colocarem duas crianças a lerem rápidos apontamentos enquanto o palco era alterado para quem vinha de seguida. Claro que não resultava porque o que era lido num rápido minuto não compensava o tempo de movimentações, necessitando estes espetáculos de alguém que saiba entreter para que a assistência não se concentre nas falhas e tentativas de organizações de última hora que estão a acontecer no momento em que tudo já devia estar estabelecido e composto.

06
Abr18

O Dioguinho e a CMTV

| O Informador

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O Dioguinho e a CMTV são dois monumentos da informação portuguesa. Com eles podemos saber tudo. Todos os detalhes sobre qualquer facada ou atropelamento que tenha acontecido em qualquer parte do país. Todos os detalhes sobre a opinião de Joana Latino sobre a roupa que Rita Pereira vestiu no Portugal Fashion. Tudo sobre as críticas que as redes sociais estão a fazer a Carolina Patrocínio pela forma como está a divulgar o nascimento da terceira filha. Bem dizia o Ricardo Araújo Pereira que agora temos interesse em saber a opinião das redes sociais mas antigamente ninguém queria saber a opinião dos snack-bares.

 

A notícia perfeita: quando a CMTV é notícia no Dioguinho

Quando os dois se juntam, é perfeito! É quase como jogar no NetBet Casino ou noutra plataforma de casino online e ganhar um jackpot nas “slot machines” virtuais. Tudo o que temos na CMTV é maximizado de forma magistral pela “pena” do Dioguinho.

Foi o que aconteceu há poucos dias, no final de Março, quando o divórcio do comediante e apresentador João Paulo Rodrigues deu azo a peixeirada na CMTV. Um programa de fofocas da televisão resolveu apontar baterias ao apresentador da SIC e à sua vida privada e o Dioguinho não podia deixar passar isso em claro – ele está sempre atento ao que vai passando na televisão do Correio da Manhã.

15
Nov14

A febre sobre As Cinquenta Sombras de Grey

| O Informador

O livro As Cinquenta Sombras de Grey já foi lançado há alguns meses tendo levado milhões de mulheres por todo o mundo há loucura pela forte história de amor, sexo e sadomasoquismo descritos na obra. Agora que o filme inspirado no livro está prestes a encher as salas de cinema, a febre volta a assumir o seu lugar e elas voltam a estar eufóricas. A razão de tanto entusiasmo era o que gostaria de perceber...

Qual será a verdadeira razão para as leitoras ficarem tão rendidas a este livro de teor erótico que fez as delícias de muitas e que agora volta a estar em destaque pelas livrarias e mesas de cabeceira mundiais? Acredito que muitas fãs de As Cinquenta Sombras de Grey admiram a obra por esta lhes revelar o que podiam ter e não conseguem obter em casa com os seus maridos, talvez por vergonha e preconceito de serem arrojadas dentro de quatro paredes. Será que este tipo de literatura consegue assumir o lugar dos deveres de um casal no campo sexual, ajudando o mesmo a atingir novos pontos de ambos os corpos quando até aqui tudo parecia igual e mais do mesmo?

Sinceramente não entendo o sucesso e fascínio para com esta obra que já rendeu milhões à sua autora e que também já foi a causadora de vários divórcios onde se percebeu que em casa tudo pode acontecer em termos sexuais, não estando dois ou mais corpos exclusivamente delineados para certas posições e pensamentos. 

Mulheres que leram As Cinquenta Sombras de Grey, ajudem-me, com boas explicações, a perceber o sucesso e o entusiasmo para com a obra de E. L. James. Preciso fortemente desta ajuda compreensiva sobre um livro que não li e não penso fazê-lo!

01
Set14

Discurso emocionado de Judite

| O Informador

É muito difícil viver sobre fortes emoções, uma grande saudade e uma grande dor íntima e ser capa todas as semanas das diversas revistas. Mas eu quero agradecer, do fundo do coração, às centenas de pessoas que se dirigiram até mim e às quais eu não posso responder individualmente. Foram cartas, foram mails, telegramas…

Pessoas que disseram que afinal eu era tão humana quanto elas. Nós somos tão humanos quanto o cidadão comum, quanto as pessoas que estão aí do outro lado a ver-nos. Sofremos da mesma forma, amamos da mesma forma e é tudo igual. Quando acontecem coisas positivas acontecem para todos, quando acontecem coisas negativas elas também acontecem para todos.

Também não posso deixar de dar uma palavra para as muitas pessoas que tiveram comigo e têm estado comigo mas, não podendo falar em todas elas falo apenas numa, o meu colega José Alberto Carvalho. Um grande abraço, um grande beijo de coração para coração. Quanto a si, obrigada, boa noite.

Judite Sousa regressou à antena da TVI com uma entrevista dividida em duas partes ao longo da semana a Cristiano Ronaldo, mas foi com o professor Marcelo Rebelo de Sousa que a jornalista voltou ao estúdio de informação do canal e aos diretos. Se na entrevista a CR7 Judite mostrou-se nervosa e ausente, na condução do seu primeiro noticiário após o regresso ao pequeno ecrã, a pivô, embora ainda nervosa e insegura, revelou o lado profissional que sempre lhe foi característico, com mais pausas no discurso do que o habitual mas com um bom momento esperado por todos! Só no final, quando o professor lhe deu algumas palavras sobre a perda do filho, aí sim, Judite fraquejou, tal como seria de esperar!

Ao longo da conversa sobre os assuntos da atualidade com Marcelo Rebelo de Sousa a jornalista manteve-se sempre presente na conversa, mostrando que está de regresso e com força para a dedicação total ao trabalho. No final, quando Marcelo lhe dirigiu palavras de esperança futura, Judite também comentou o que lhe aconteceu!

Agradecendo o apoio de todos, do público aos amigos, familiares e colegas de profissão, a jornalista agradeceu a José Alberto Carvalho por tudo o que fez ao longo dos dois meses do seu sofrimento contínuo, tendo também agradecido a todas as pessoas que se dirigiram a si pessoalmente ou através de emails, comentando ainda a dor que é ver o seu nome pela imprensa com as várias notícias sobre a morte do André.

A profissional falou diretamente para a câmara, querendo terminar com o assunto publicamente num discurso de agradecimento a todos, acabando emocionada por estar de volta, por sentir que é acarinhada e que é a trabalhar que tem de estar neste momento! Judite Sousa é uma das melhores jornalista e com o tempo vai recuperar o que nunca perdeu, a sua essência!

Um final do Jornal das 8 de Domingo diferente do habitual e com a emoção à flor da pele! E como o professor afirmou... É bom tê-la de volta!

29
Abr14

Um casting e um sonho

| O Informador

Retro microphone on stageA maioria é capaz de não saber, mas quem me acompanha há mais tempo deverá ter a ideia de que andei a tirar um workshop de representação e que depois deixei o sonho pelo mundo dos atores de lado. Tinha uma ambição, tive aprendizagem para o fazer, alguns dos colegas de curso estão a trabalhar na área neste momento e eu optei por nem tentar. A razão? Tinha o emprego que ainda tenho hoje e achei que as coisas não seria compatíveis caso fosse seleccionado para algum projeto, não querendo correr o risco de deixar um trabalho fixo por algo temporário e que depois de uns meses me deixaria no desemprego. Hoje, ao ver audições como esta que o Teatro Politeama está a lançar, penso que talvez fosse uma oportunidade para tentar a sorte e realizar um desejo antigo e pelo qual não lutei!

Filipe La Féria prepara-se para lançar em Julho o seu novo projeto e para isso anda a formar o elenco que subirá ao palco do Teatro Politeama. Além dos atores consagrados novos rostos poderão estar presentes em Portugal à Gargalhada e eu poderia tentar marcar presença nesta audição onde atores, cantores, bailarinos, acrobatas, políticos e aspirantes a comentadores são procurados. Será que conseguiria enfrentar o temível comentário do produtor que revela diretamente se a pessoa tem ou não talento para a representação?

Seria um bom teste para perceber se deixei um sonho onde podia ser feliz pelo caminho, no entanto não me parece que a minha presença no dia 5 pelo Politeama esteja garantida!

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