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O Informador

21
Mar20

E os salários?

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Existem pontos do decreto sobre a quarentena quase obrigatória que não estou a entender e que parece que metade da sociedade ainda nem se preocupou. As medidas de prevenção foram lançadas, os pedidos para se ficar em casa reforçados, estabelecimentos foram encerrados para só ficarem os necessários para o abastecimento alimentar, farmácias e serviços. E a questão que se impõe recai sobre os ordenados de quem foi enviado para casa sem perceber em que condições é que isso acontece.

O Governo mandou os patrões enviarem os funcionários para casa mas não explicou como é que os mesmos vão pagar os ordenados aos colaboradores. Todos sabemos que existe uma grande parte das empresas nacionais que vivem com a prestação de serviços diários onde o dinheiro roda de forma rápida. Serviço feito, serviço pago, dinheiro para poder pagar gastos e ordenados. As coisas funcionam em muitos casos assim. Então agora com o país parado, como é que essas empresas conseguem ter fundos para que os ordenados não faltem?

Quem fica responsável pelo financiamento rápido das empresas que vão passar dificuldades? De onde vem o dinheiro? Vamos todos para casa em que condições? Férias? Ordenados a serem pagos de forma normal sem surgir lucro? Em que ficamos num momento em que além da saúde, também nos sentimos frágeis em termos económicos sem saber que garantais o país nos fornece para acreditarmos que estar em casa além de nos proteger do coronavírus também nos fornece garantias que daqui a umas semanas o poder de compra de bens essenciais para sobrevivência não falta?

12
Ago19

Greve dos motoristas vs. Ganhos extras

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A greve dos motoristas de matérias perigosas, e não só, começa hoje e é por isso que tenho somente um ponto a destacar contra os senhores que tanto protestam pelos seus direitos e por melhores ordenados. Vamos lá ser sinceros, uma coisa é o que se queixam de ganhar ao final do mês de forma leal, com direito a descontos e afins como todos os trabalhadores dos mais diversos setores. Outra diferente e que ninguém comenta vai de encontro aos rendimentos que são obtidos por fora, como um saco azul, amarelo ou da cor que lhe quiserem dar, por muitos destes mesmos motoristas. Isto existe e somente quem não quer ver acredita no mundo mágico de que tudo no setor dos transportes é feito de forma legal, seja nos pagamentos, horas de trabalho, contratos e afins. 

Será que nos querem mesmo fazer crer que os ordenados, subsídios e horas que são apontados na folha de ordenado a cada mês mostra os verdadeiros pagamentos recebidos? Claro que não e todos sabemos que os extras que vão em direção a cada carteira existem nas mais diversas empresas do sector, tal como em outros. Percebo esta greve com tanto desabafo e boas intenções no futuro, mas tudo não passa de uma preparação para as reformas da maioria das pessoas que andam dia após dia a conduzir transportes pesados de mercadorias. Sim é um esforço, sim é uma responsabilidade, mas também é sim o facto de ganharem bem só que nem tudo entrar nos descontos que são revelados aos serviços financeiros do país. Agora que os anos para a paragem aproximam-se, muitos começam a perceber que aqueles extras que lhes foram atribuídos durante anos não irão contar em nada no que irão receber enquanto reformados.

03
Fev18

Momento «sem aumento»

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Janeiro terminou e os ordenados caíram nas respetivas contas bancárias automaticamente com a chegada de Fevereiro, só que ao contrário do que a maioria idealizou, sem existirem certezas, não existiram aumentos para ninguém. Se já tinha vontade de arranjar novo emprego onde me sinta bem e a fazer algo que goste, agora ainda mais me ajudaram a querer deixar o barco.

Nem todos acreditavam num aumento, no entanto e como o ordenado mínimo subiu, acabamos por pensar que todos iriamos ver mais alguns euros nas respetivas contas ao final do mês. Mas tal não passou mesmo de uma crença sem resultado final positivo. 

Na altura em que procurei emprego, após dez anos na que encerrou e me deixou desempregado, acreditei que me iria facilmente deixar conquistar pela nova área, mas aos poucos tenho percebido que isso não aconteceu. Quero voltar ao que gosto de fazer, lidando com pessoas diferentes todos os dias, saber vender, mostrando o que vale e não vale a pena adquirir. Gosto de secretariado mas é no campo comercial que me sinto bem, no entanto se pudesse aliar as duas coisas seria perfeito. 

03
Fev17

Sem Ordenado [5ª Parte]

Após um Janeiro em que o ordenado foi pago tarde e por duas vezes, eis que tudo volta ao normal, mas com uma ajuda extra que não se voltará a repetir daqui a umas semanas.

Pois é, se o salário de Dezembro foi pago a meio de Janeiro, desta vez no último dia do mês já estava em cada conta a totalidade do que é nosso por direito. Existiu um extra na empresa e só assim conseguimos receber a tempo, só que sabemos que esse mesmo extra não voltará a aparecer e a partir de agora é respirar e tentar fazer dinheiro para que no próximo final de mês possamos dizer de novo que recebemos tudo direito e no dia certo. 

12
Jan17

Sem Ordenado [4ª Parte]

Eis que ao contrário de todas as expetativas, os restantes sessenta por cento que restavam ser pagos do ordenado em atraso acabou de entrar na conta pelas últimas horas. Nada o fazia prever, no entanto foi com surpresa que ontem acabamos por saber que iríamos já receber o que nos restava, mais de metade. 

Ao longo de dez anos sempre recebi através de transferência bancária, este mês além do atraso bem notório de duas semanas, acabei por receber a primeira parte em dinheiro e agora o resto acabou por surgir pela via normal, estando agora tudo em ordem.