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O Informador

29
Nov20

Margarida Espantada | Rodrigo Guedes de Carvalho

Dom Quixote

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Título: Margarida Espantada

Autor: Rodrigo Guedes de Carvalho

Editora: Dom Quixote

Edição: 3ª Edição

Lançamento: Abril de 2020

Páginas: 288

ISBN: 978-972-20-6983-0

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Margarida Espantada é sobre família. Sobre irmãos. É sobre violência doméstica e doença mental. É um efeito dominó sobre a dor.

A literatura é um jogo do avesso. Os bons romances são sempre sobre amor, e os melhores são os que fingem que não são.

Não devemos recear livros duros. As histórias que mais nos prendem trazem uma catarse que nos carrega as mágoas, personagens que apresentam as suas semelhanças connosco.

Gosto da ficção que é número arriscado de circo, com fogo e espadas, que nos faz chegar muito perto da queimadura que não vamos realmente sentir. Mas reconhecemos.

 

Opinião: Estreei-me na leitura de Rodrigo Guedes de Carvalho com Margarida Espantada, que foi uma obra recomendada, e o que posso dizer numa rápida análise é que a montanha pariu um rato do início ao fim.

23
Nov20

Pra Cima de Puta | Cristina Ferreira

Contraponto

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Título: Pra Cima de Puta

Autor: Cristina Ferreira

Editora: Contraponto

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2020

Páginas: 152

ISBN: 978-989-666-276-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Na Internet e nas redes sociais, a maldade grassa, o fel destila. Assusta-me perceber que há gente que se alimenta disso, que julga e agride os outros com facilidade e sem pudor.

Este livro é sobre a violência e sobre a necessidade urgente de mudar. Com ele, pretendo confrontar-nos com a impunidade das agressões que, nas redes sociais, se dirigem não interessa a quem ou com que consequências.

Muitos considerarão que este título e o que aqui mostro constituem mais uma provocação. É verdade, este livro é uma provocação, uma chamada de atenção. Mas é também um testemunho que acredito que posso deixar. É uma parte da História e da história das pessoas que, impunemente, optam por agredir. Esta maledicência, esta imensa maldade, num mundo que precisa tanto do oposto, surge porquê? O que leva o ser humano a escrever este tipo de comentários? Um dia, daqui a muito tempo, alguém pegará neste livro e conseguirá entender como eram as redes sociais nesta década do século XXI. Talvez encontre algumas pistas.

O que aqui mostro pretende ser uma abertura de caminho para uma análise sociológica que é preciso fazer. Não é para terem pena de mim ou da minha família. É para percebermos que mulheres e homens atacam ferozmente. Na maioria das vezes, sem conhecimento de causa, por inveja pura e simples ou por qualquer outro sentimento que os especialistas saberão identificar melhor do que eu.

Quero que este debate se faça. Sou uma profissional da área da comunicação e chego a muita gente. Quero usar essa influência para tentar criar reflexão e discussão em torno de algo que não me afeta só a mim, de algo que me parece que faz de nós, enquanto sociedade, gente menor do que poderíamos ser.

 

Opinião: Cristina Ferreira tem sido nos últimos anos um dos rostos com maior influência em Portugal, tendo consigo o muito trabalho e dedicação que lhe têm dado força e gerando sucesso em tudo o que idealiza e realiza a solo e com a sua cada vez maior equipa profissional. Dentro de um esquema que vive muito da sua imagem pela imprensa, redes sociais e claro, da televisão, Cristina cresceu junto do público e hoje é a figura que mais vende através da sua imagem e da própria marca. Estarão os sucessos pessoais ligados com tanta critica gratuita que lhe é feita por pura inveja e incapacidade de perceção de que as mulheres merecem tanto os lugares cimeiros como os homens? Estarão os famosos sujeitos a tantos julgamentos gratuitos perante a mesquinhez de uma sociedade que não sabe perceber que as conquistas só acontecem com batalhas travadas, mesmo quando se deixa muito para trás na procura de objetivos que são realizações pessoais? Qual a razão de não se aceitar o sucesso do vizinho quando este idealizou, lutou e triunfou?

20
Nov20

A Outra Mulher | Mary Kubica

Topseller

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Título: A Outra Mulher

Título Original: The Other Mrs

Autor: Mary Kubica

Editora: TopSeller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2020

Páginas: 352

ISBN: 978-989-564-033-1

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Sadie e Will Foust acabam de se mudar com os dois filhos para uma ilha na costa do Estado do Maine, deixando para trás uma vida em Chicago que lhes trouxe muitos dissabores a nível familiar e profissional. Quando a sua vizinha Morgan Baines é brutalmente assassinada em casa, o homicídio choca a pequena comunidade, mas ninguém fica mais abalado do que Sadie, aterrorizada por haver um assassino por perto.

Mas não é apenas aquele crime que aflige Sadie. É a velha e misteriosa casa que herdaram da irmã de Will, depois de esta se ter suicidado. É a problemática sobrinha adolescente, com a sua presença sombria e ameaçadora. E é o passado conturbado que continua a pesar sobre a estrutura, já frágil, daquela família. À medida que a investigação ao homicídio prossegue, as suspeitas começam a recair sobre Sadie, que se vê cada vez mais envolvida no mistério da morte de Morgan. Só que Sadie precisa de ter cuidado, pois, quanto mais ela descobre sobre a Sra. Baines, mais se apercebe de tudo o que pode perder se a verdade vier ao de cima.

 

Opinião: A Outra Mulher trás consigo um thriller psicológico recheado de altos e baixos que podem deixar o leitor a leste da história numa parte inicial que se prolonga mais que o desejado ao longo do tempo em que os acontecimentos vão surgindo.

Numa iniciação que parece meio desconectada entre os vários pontos que vão sendo explicados e inseridos pelos primeiros capítulos, esta é a história de um casal, Sadie e Will, que se muda com os dois filhos, Otto e Tate, para uma ilha perto do Maine para cuidarem da sobrinha Imogen, que ficou órfã após a morte da sua mãe, irmã de Will. A mudança acontece mas nem tudo corre como desejado e os mistérios sobre uma morte na ilha começam com suspeitas perante os novos moradores da vila quando as suposições e relatos vão precisamente ter a esta casa de desconhecidos e que aparentemente são vistos nas horas certas nos locais errados. Até um certo ponto todas as linhas narrativas levam a suspeitar de um só criminoso, embora várias falhas aconteçam entre o que o leitor é convidado a conhecer e o que parece bastante criativo por parte das testemunhas para ser verdade. Por outro lado, será que é possível alguém tramar o outro assim de forma tão convincente e perfeita? 

03
Nov20

A Rapariga Invisível | Carlos M. Queirós

Cultura Editora

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Título: A Rapariga Invisível

Autor: Carlos M. Queirós

Editora: Cultura Editora

Edição:1ªª Edição

Lançamento: Agosto de 2020

Páginas: 288

ISBN: 978-989-8979-84-1

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Agosto, Hospital de São João. Rafael Castro está a ser operado a um tumor cerebral. Nos últimos dias, a pequena Eva, uma criança que só ele vê e ouve, como se um sonho lhe tomasse as faculdades mentais, tem sido uma companhia constante. A menina deu-lhe uma missão: salvar Rita Lemos, a mulher que estava em coma havia cerca de dois anos, num eterno sono, numa cama do piso oito.

Será que Eva é uma alucinação própria da doença? O Dr. Pinto Fraga pensa que sim. Mas opinião divergente tem o seu colega Wilson Mendes, vindo do Brasil para provar que o tumor estava a originar que determinados mecanismos cerebrais coincidissem numa espécie de ligação com uma dimensão desconhecida.

Baseado em factos verídicos, A Rapariga Invisível é uma magnífica história misteriosa, assombrosa e tocante. Uma mensagem de esperança. Esperança no amor, na vida, na determinação, no futuro e na coragem de aceitar o desconhecido.

 

Opinião: Fortes dores de cabeça levam Rafael até ao centro hospital da sua zona para uma consulta agendada para o final da tarde. Enquanto aguarda a sua consulta uma voz bem jovem faz-se ouvir em exclusivo para si e a partir desse momento o que parecem adivinhações deste homem para médicos e assistentes não passam de certezas dadas por esta criança que não existe para os comuns mortais mas que na mente de Rafael tem voz, corpo e muito para contar a este homem que necessita urgentemente de ser operado a um tumor cerebral, que acaba por se refletir de forma inexplicada em sons vindos do além. Com estes inusitados acontecimentos, a voz da pequena Eva vai relatando o que vai acontecer logo de seguida, como uma previsão do futuro exato e também mais distante, ditando que Rafael tem ao seu encargo salvar-se e também ajudar Rita, uma mulher do seu passado, que se encontra há dois anos em coma sem qualquer explicação lógica para tal. 

27
Out20

A estreia de Bem Me Quer

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Na TVI da era de Nuno Santos e Cristina Ferreira na direção do canal estreou uma nova novela que vive de pontos que parecem neste momento fundamentais para atrair o público, unindo assim simplicidade de meios rurais com urbanos numa história sentimental e ao mesmo tempo fresca, familiar e jovem, aliando ainda muito talento num só elenco. Assim vi a estreia desta nova novela da noite que parece ter o trio de protagonistas mais jovem de sempre numa aposta forte para o principal horário semanal da televisão nacional. O que faltou no primeiro episódio foi mesmo emoção e um ponto forte para se ficar preso para o que se segue.

Kelly Baley, Bárbara Branco e José Condessa formam a história central desta novela cujas gravações acontecem entre a Serra da Estrela e Aveiro, mostrando o cruzamento entre a pureza e a vingança entre dois mundos não tão distintos assim e que se complementam. Uma história familiar que envolve a procura da verdade sobre o passado que envolve abandono e o início de uma luta de quem sempre amou e cuidou para não perder uma neta tão desejada, Maria Rita, a personagem de Kelly Baley. David, interpretado por José Condessa, e Vera, de Bárbara Branco, formam o casal central, mas o amor que os une desde cedo pode estar comprometido quando Maria Rita se cruza acidentalmente nas suas vidas.

Vi neste primeiro episódio uma história que foi facilmente explicada, parecendo até que na estreia já estávamos a acompanhar a trama há vários dias pela simplicidade com que Maria Rita, Vera e David entraram no ecrã, como se já fizessem parte do dia-a-dia do público. Estas personagens parecem ter sido criadas em ambientes de verdade, ajudando desde logo a criar proximidade com cada um, do trio que tem muito para dar, ao avô e à conselheira da tasca da esquina, da mãe dondoca à tia com todas as teorias de segunda linha, do pai a precisar de recontar a sua história e do amigo com interesses amorosos. Cada personagem reina pela diferença e pela presença em qualquer um de nós, parecendo sendo fácil a identificação com várias das personagens pela pureza e mesmo pelos toques de rebeldia e alguma maldade que existe em todos nós. Percebe-se o recurso a várias personagens cómicas, existindo mesmo uma união entre o mal e a desorientação, isto ao mesmo tempo que a sensibilidade faz parte de outras personagens que se deixarão levar facilmente pelos sentimentos que vão sendo descobertos. Bem Me Quer parece ser a típica novela que há uns anos encaixa nos finais de tarde do canal, mas agora transportada para a noite com atores bonitos e com talento onde se juntam nomes bem conhecidos da representação nacional de outros tempos.