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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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É Carnaval e tudo fica mal!

Publicado por O Informador, 22.02.20

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O sábio e antigo ditado popular de que «é Carnaval e ninguém leva a mal» não faz de todo parte dos meus rascunhos nesta altura do ano.

Podem vestir as vossas farpelas e sair à rua para se divertirem com a encarnação de personagens animadas, matrafonas e vestidos de animais fofinhos, assumindo o que não são por uns dias, mas longe de mim, meus caros, longe de mim, principalmente se andarem com ideias onde a sujidade e o álcool em demasia são o grande forte para se desculparem dos vossos males por estes dias animalescos. 

Se existisse uma possibilidade onde pudesse escolher «saltar o Carnaval» podem querer que seria mesmo isso que faria. Por uns quatro dias ficaria congelado de bom grado para que não tivesse de assistir a tanta vergonha alheia de muitos que se revelam por esta altura, com muito desejo para se apresentarem como adorariam estar na vida sem coragem. 

Primeiras impressões

Publicado por O Informador, 21.02.20

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O primeiro impacto que tenho com alguém é bastante importante para definir como irei lidar com essa mesma pessoa nos próximos contactos. Gosto de dizer que é raro ficar errado quanto à opinião inicial e cada vez tenho mais a certeza que o meu sexto sentido perante os outros está cada vez mais apurado. 

Sou cauteloso para com quem conheço, não dando espaço e gostando de analisar logo nos primeiros tempos quem está do outro lado. Quem entrar logo pelos primeiros momentos com um discurso muito à vontade quando nem me conhece e se acham os macacos reis do Zoo, logo fico de nariz meio de esguelha para ter uma maior atenção daí em diante. As pessoas que não entram com calma comigo e perante as quais logo percebo que a minha forma de estar na vida, nas mais diversas situações, não encaixa com quem chega pouco ou nada conseguirão fazer para que mude de ideias, acabando por cortar o mal pela raiz. 

Se não me conhecem, não se estiquem como se fossem os meus melhores amigos, porque levam logo com uns pontos negativos na caderneta, o que irá fazer com que fiquem de fora na mesma e depois nem como suplentes conseguem entrar. Calma comigo nos primeiros tempos, porque primeiro tenho de avaliar e os anos têm revelado que não costumo errar após as primeiras impressões que tiro de cada um.

Frio ao Sol

Publicado por O Informador, 20.02.20

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Fevereiro chegou e prometeu umas ligeiras e subidas de temperatura. Na verdade o sol tem feito frente à chuva, só que o frio continua a arrasar com os nossos ossos e parece tardar em desaparecer. 

Durante estes últimos dias o sol tem brilhado bem alto e quando se acorda a vontade é abrir as portadas e ficar pela varada a aproveitar o que aparentemente parece uma manhã quente. No entanto quando saímos as portas a perceção é bem diferente. O frio faz-se sentir, abafando por completo os raios de sol que brilham mas que pouco conseguem fazer quando o corpo necessita de verdadeiro agasalho para que não viremos pedras de gelo. Está um frio de rachar numa luta desigual entre o sol que brilha bem forte e estas frentes frias que parecem tiradas de congeladores bem fortes. 

Cinzento sim! Preto não!

Publicado por O Informador, 19.02.20

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Uma dica para quem procura ou pensa em comprar novo carro pelos próximos tempos! Não comprem um automóvel preto e se optarem por uma cor escura olhem com bons olhos para os cinzas que ficarão bem melhor servidos. Sei que o preto nos veículos parece muito mais bonito, no entanto a longo prazo perceberão que a escolha da cor importa, principalmente quando olham para o vosso menino de quatro rodas e percebem que está sempre todo sujo, o que não acontece com os cinzentos que mesmo que fiquem com pitadas de lama e vestígios do que se vai colando não fica tão notado à distância.

Durante anos e logo após ter tirado a carta de condução, andei com um carro de cor cinzenta que me foi passado pelos pais. Perfeito! Mesmo que andasse a precisar de lavagens, não se notava lá muito, embora se percebesse que não estava a brilhar, o ponto de atingir mesmo a necessidade de lavagem ia sendo prolongado. 

Quando resolvi comprar o meu carro optei pela cor preta, alguns avisos foram feitos para não optar por esse tom por se notar tudo. Mas o cromo foi insistir e umas semanas após a compra logo percebi no erro que tinha cometido. Posso sair agora mesmo do banho com o veículo e quando olho logo deteto que em alguns locais a água passou mas não fez grande coisa, ficando bem notadas as manchas de sujidade, principalmente pelas partes baixas. O cinza pode estar sujo e escapa, o preto pode estar somente um pouco menos limpo e logo parece um nojo!

Dormir com vontade

Publicado por O Informador, 18.02.20

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Ando a dormir mais cedo e com alguma vontade! Será isto normal?

Mal chego ao aconchego dos lençóis, de luz apagada e silêncio total e lá vou eu viver a noite de olhos fechados, com o cérebro a descansar mais cedo do que deveria ser o desejado e seguindo o caminho em menos de nada para o que poderia ser o paraído em sonhos, o que não acontece comigo.

Não Fujas Mais | Harlan Coben

Editorial Presença

Publicado por O Informador, 17.02.20

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Título: Não Fujas Mais

Título Original: Run Away

Autor: Harlan Coben

Editora: Editorial Presença

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2020

Páginas: 360

ISBN: 978-972-23-6497-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Um thriller entusiasmante de um dos mais apreciados mestres do suspense da atualidade.

Ele perdeu a filha. Ela está agarrada às drogas e a um namorado abusivo. E deixou bem claro que não quer ser encontrada. Um dia, por acaso, o pai vê-a a tocar guitarra em Central Park, Nova Iorque. Mas já não é a menina de quem se lembra. Esta mulher vive à beira do abismo, está assustada e claramente metida em apuros. Sem qualquer hesitação, ele não para sequer para pensar. Aborda-a e pede-lhe que regresse a casa.

Ela foge. E só há uma coisa que um pai pode fazer: segue-a por um mundo negro e perigoso cuja existência desconhecia. Quando dá por si, tanto a vida dele como a da sua família estão em risco. E para proteger a filha dos males desse mundo, ele tem de os encarar de frente.

 

Opinião: A minha primeira leitura de Harlan Coben aconteceu com Não Fujas Mais, um thriller que une suspense e relações familiares numa só história fluída, rápida e com várias surpresas do início ao fim. Como num bom livro nem tudo o que parece é, nesta narrativa é precisamente esse ponto que prende, por se perceber rapidamente que cada personagem tem os seus segredos. 

De início logo conhecemos Simon, um pai que descobre o paradeiro da filha que tem andado afastada. Viciada em drogas e andando pelas ruas do Central Park, Paige abandonou a família para viver com o namorado que nada de bom tem para lhe dar. Procurando a filha, Simon e Ingrid deslocam-se ao local onde tudo aponta que possam encontrar Paige, mas a situação acaba por fugir do controlo do casal e o inesperado acontece, sem que consigam triunfar com as suas buscas, bem pelo contrário. 

Sem poder revelar mais, para que não percam o interesse nesta leitura, Não Fujas Mais é uma história envolta em mistério e locais impróprios onde o crime pode estar mesmo ao virar de cada parede através de personagens que se odeiam devido a cada negócio e situações do passado. Inesperado, corrido e comovente, esta narrativa engana o próprio leitor numa fase inicial com as apresentações bem descritas de personagens e locais que parecem nada esconder até que se entende que dentro dos mais próximos existem segredos que nem devem ser comentados quando pertencem a um passado que pode prejudicar o presente de forma bem grave.

A propagação pelas redes sociais

Publicado por O Informador, 16.02.20

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O passa a palavra de antigamente onde nas ruelas e cafés de esquina as novidades da aldeia surgiam como cogumelos para serem partilhadas, comentadas e gerar falatório por uns dias, agora surge pelas redes sociais, fazendo ao mesmo tempo com que o tempo para se tornar assunto do momento se torne numa rápida discussão de horas. Tudo começa, é comentado e rapidamente fica no passado, mesmo as maiores polémicas do dia que surgem de forma tão rápida como desaparecem como um tema efémero na chamada aldeia global.

Hoje é tão fácil perceber o que está a acontecer, comentar com alguma rapidez sem existir o frente-a-frente e dizendo o que se quer porque no mundo online a frontalidade parece ser uma aptidão de muitos. Ser levado por opiniões alheias para rebaixar sem ter opinião própria e por vezes sem que se tente entender o que se passou. Se uns dão o seu parecer sobre determinado tema, se quem segue costuma gostar e concordar, então vão seguir a mesma ideia, não percebendo as verdadeiras razões dos acontecimentos, seguindo correntes sem verdades e sem opiniões próprias. A sociedade dos dias que correm segue comboios e quem os contrariar é visto como um opositor que de nada percebe e criticado por defender o oposto da maioria. Não podemos ter opinião própria agora sem ter de seguir a linha que a maioria acha ou segue como exata?