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O Informador

Desabafo

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A minha forma de estar na vida nas últimas semanas tem estado alterada, sentindo todo um vazio em meu redor. Já procurei ajuda e iniciei um processo que espero me venha a ajudar a reorganizar a nível mental, no entanto as coisas não acontecem de forma rápida como por vezes desejamos e deixo aqui um acontecimento que me ocorreu e que tentei controlar por saber que a vida tem de seguir e que preciso combater esta minha fase.

Fui ao teatro e optei por ir sozinho, sem procurar companhia para não incomodar os outros que não me têm de acompanhar perante as minhas vontades de fazer o que gosto. Fui até Lisboa, como a sessão foi às 19h00 e estava de folga nesse dia, optei por ir mais cedo, lanchei pela capital e mais perto da hora desci a Avenida da Liberdade de carro para estacionar e ir para o Teatro Nacional Dona Maria II, que para quem não sabe fica no Rossio. 

Tudo parecia bem, com os meus pensamentos solitários como companhia, mas o pior foi quando estacionei e do nada senti aquela vontade de voltar de imediato para trás, para casa com o pensamento, «o que estou aqui a fazer sozinho». Respirei, sentei-me num banco de jardim da Avenida e pensei que tinha de seguir porque tinha um objetivo naquele momento, eu ia ao teatro, sozinho, é certo, mas se tinha marcado era para seguir com a ideia. 

 

Distantes vontades

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Perante as últimas tempestades que se têm feito sentir na minha pessoa, com alguma instabilidade psicológica a criar desalinho na minha vida, recorri a uma primeira consulta de psicologia como forma de ajuda a delinear um novo caminho na arrumação interna que tenho de fazer comigo próprio. Foi quase uma hora de sessão, onde me deixei estar livre para deixar fluir o que me transtorna, mas existe um apontamento que posso partilhar aqui contigo e que perante o qual muitas vezes não nos damos conta.

A diferença na forma como nos exprimimos através de certas palavras faz alguma diferença entre o que nos vai na alma, delineando o caminho entre o desejo com vontade e uma certa obrigação. Dou o exemplo da utilização das formas verbais Dever e Querer, existindo uma diferenciação entre ambas como se de um fosso se tratasse. Não nos damos conta, mas o certo é que mentalmente entre o quero e o devo existe um espaço enorme, já que o quero tem que surgir por uma vontade própria, como que um desejo, um sonho, e o quero é como se existisse como que uma obrigação ou imposição que nos fazemos a nós próprios, por vontades que muitas vezes nos ultrapassam ou pela pressão social, o que não transmite o que realmente sentimos, mas o que tem de ser feito.

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Anúncio desperdiçado

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Há uns dias, do nada e sem procurar, surgiu-me no email um anúncio de emprego para uma empresa que pelos cálculos fica a uns quinze minutos de casa. Li todo o anúncio, achei que tinha capacidades para me aventurar numa candidatura e o que fiz? Exatamente nada, aliás até fiz, porque procurando na pasta de entrada do email e no espaço do lixo, não encontro o dito em lado algum, sei que não sonhei, mas o certo é que o vi e o despachei, dando-lhe atenção por uns momentos e depois no lugar de guardar para uns dias depois pensar se deveria tentar a sorte, mesmo tendo emprego, acabei por não lhe dar grande importância.

Agora queria, já pesquisei em várias páginas, e não consigo encontrar o raio do anúncio para lhe poder dedicar uma maior atenção com olhos de gente interessada e não de passageiros com a cabeça no ar. Ando tão despistado e com incapacidade de concentração em certas coisas que acabo por desperdiçar oportunidades que podiam ajudar a alterar o rumo da situação no momento.

Frustração

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A boa disposição que geralmente transmito aos outros é na verdade, e agora mais do que nunca, uma fachada perante o turbilhão de sentimentos e frustrações que tenho em mim. 

Geralmente, e para quem me conhece de forma superficial, pode acreditar que sou uma pessoa feliz, de bem com a vida e capaz de enfrentar dilemas menos positivos que se vão atravessando pela frente. Na verdade tudo não passa de uma máscara que desde cedo, talvez mesmo desde criança, quando hoje se fala de bullying e na altura essa palavra não andava nas bocas do mundo, adotei para não mostrar o que realmente sinto.

 

Verão a caminho do Natal

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Estamos a seguir para os últimos dias de Setembro, as aulas já começaram, a maioria dos adultos já tiveram os seus períodos mais longos de férias do ano e a meteorologia está tão instável que por estes dias estamos a sofrer com um calor sufocante graças a trovoadas quentes que se têm feito sentir por algumas zonas do país. O dia começa fresco e nublado para umas horas depois o sol surgir entre nuvens mas cujo ar quente e abafado tem feito das suas.

Ainda sou do tempo, quando criança, de o mês de Setembro ser sinónimo da chegada dos dias frios com chuva, fazendo com que logo nos primeiros dias de aulas já andássemos de manga comprida, casacos e chapéus de chuva porque o tempo não estava para brincadeiras. Agora parece que o Verão tem um forte prolongamento pelos meses seguintes, não sendo possível pensar em trocar as roupas no armário para puxar as malhas quentes para as prateleiras cimeiras, uma vez que o frio que chega não é duradouro, já os dias soalheiros permanecem e havemos de chegar ao Natal de calção e manga curta no corpo e chinelo no pé para uns quantos. 

Solidão

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Sou simpático por natureza e acredito que transmito à partida um bom sinal de tranquilidade, sem saberem na maioria dos casos, o turbilhão do que me vai passando pela mente. Geralmente tenho na ideia que as pessoas olham para mim e acreditam encontrar um ser sociável e fácil de conquistar e ser conquistado, mas acredita, essas pessoas estão redondamente enganadas. 

Sou de sorriso fácil e aparento até ser uma paz de alma capaz de falar com todas as pessoas, no entanto no meu intímo sou um ser reservado, bastante fechado em mim próprio e com uma grande incapacidade para me entregar aos outros, perdendo bastante por isso. 

Nos últimos tempos tenho sentido de forma notória essa minha incapacidade de socializar de forma duradoura por perceber que estou meio que isolado no mundo. Sou simpático e sei que cativo as pessoas, mas olhando em volta poucos são os que estão ao meu redor para conseguir sentir que estou acompanhado. Posso conhecer pessoas, mas daí a tê-las por perto vai um grande passo e neste momento percebo que falhei nos últimos anos no que toca em conseguir entregar-me aos outros da forma que por vezes os outros se tentam dar um pouco.