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O Informador

Máscara permanece sem obrigação

Máscaras

Ontem fui ao centro comercial para fazer a última ida ao supermercado em tempo de férias e ao ser o primeiro dia oficial sem o uso obrigatório da máscara consegui perceber que afinal, por estas primeiras horas, a maioria das pessoas continua a recorrer ao uso do acessório de proteção para com a Covid19 e mesmo para ajudar a prevenir o acesso mais rápido a gripes e outras mazelas que possam passar facilmente através da respiração. 

Confesso que fiquei com esta perceção um pouco agradado ao entender que afinal a vontade própria também reina e ainda existe muito boa pessoa a querer manter a máscara para se proteger a si e aos outros.

Máscaras sem obrigações

Máscara

A reunião do Conselho de Ministros definiu que a partir de Sábado, 23 de Abril, a utilização de máscaras deixa de ser obrigatória, existindo assim um novo alívio nas medidas para o combate ao Covid19 no nosso país. Se isto é um bom sinal? Sim é, mas ao mesmo tempo deixa-me um pouco receoso perante o possível novo aumento de casos por constato em locais públicos.

Foi Marta Temido, a querida Ministra da Saúde que tem aguentado o barco ao longo de toda a pandemia, que anunciou esta retirada de obrigação, ficando agora na decisão de cada um o uso ou não das máscaras em certos locais. Com isto e porque o alívio não é ainda geral, fica o uso excepcional de máscara ainda a ser obrigatório nos transportes públicos e também nas visitas e consultas a lares e unidades de saúde como forma de precaução.

 

 

Garantia Covid19 ultrapassada

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Estou em Março de 2022, precisamente dois anos após Portugal começar a perceber que os primeiros infetados no país com Covid19 começavam a surgir em quantidade suficiente para que fosse necessário fazer algo para não deixar alastrar o vírus que em três meses se espalhou pelo Mundo. Isto aconteceu em 2020, estou agora em 2022 e percebo que tudo tem um prazo e facilmente fica ultrapassado.

Com a Guerra na Ucrânia, eis que o Covid19 parece ter deixado de existir, sendo quase um assunto silencioso neste momento, dando prioridade aos temas da Guerra. O tempo foi passando, os altos e baixos das crises com altos valores de infeção aconteceram mas assim que a Rússia iniciou o seu ataque que o tema que nos foi atormentando ao longo dos dois últimos anos deixou de ser conversa central para passar a ser praticamente um marginalizado.

Covid19 e Sporting nos Destaques

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Falei dos três Fs num só texto e eis que acabei por ver essa mesma publicação na página principal do Sapo. Sem seguir a linha exata com que os portugueses estão habituados a ouvir falar dos três Fs, que geralmente se referem a Fado, Fátima e Futebol, o meu destaque foi mais pelo campo do Futebol, Festividade e Fatalidade, e acabei por perceber que os responsáveis da redação pela seleção dos textos dos blogs que passam a ganhar destaque no Sapo principal gostaram da minha partilha e decidiram dar-lhe alguma ajuda para que chegasse mais facilmente a outros leitores através do espaço Opinião & Blogs.

Obrigado a quem detetou o meu texto e o fez ganhar um maior destaque dentro da comunidade e a todos os que acabaram por passar pelo blog e que não conheciam este espaço, esperando que possam regressar em breve, estando este acumulado de textos e partilhas sempre disponíveis para vos receber. 

 

Covid19 a verde e branco

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A 20 de Maio de 2021, seis dias após os festejos dos sportinguistas para com a vitória na Primeira Liga do clube, eis que os números de novos contágios de Covid19 na região de Lisboa e Vale do Tejo começam a subir de forma inesperada e estranha, nas idades entre os 18 e os 40. Quem andou a festejar em multidão, sem distanciamento e sem máscaras? A DGS já se encontra a cruzar dados, mas a comunicação social e a sociedade do bom senso e das suposições já lançam os prognósticos que até foram antecipados logo no passado dia 16. Convêm adiantar que por vezes não existem coincidências!

Obrigado aos adeptos do Sporting que não se conseguiram controlar e que decidiram, em tempos de início de desconfinamento, libertar a sua excitação nos arredores do estádio de Alvalade e pelas Avenidas da capital. Os números sobem na faixa etária dos mais festeiros, somam-se maiores aumentos em Lisboa e seus arredores e se os dados forem bem vistos percebemos que a maioria dos indivíduos que estão positivos para com o vírus são mesmo do Sporting e que no dia da festa andaram em euforia disparatada.

Sporting gera festa de confrontos

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O maior ajuntamento dos últimos tempos em Portugal começou a surgir junto ao Estádio de Alvalade ao longo da tarde devido à possibilidade do Sporting ser vencedor da Primeira Liga. As autoridades sabiam que isto ia certamente acontecer e deixou que os adeptos se fossem juntando e eis que só com o jogo já a decorrer e com milhares de pessoas aglomeradas em redor do Estádio as forças policiais começam a agir e claro que a partir desse momento a festa que todos os sportinguistas tentavam fazer, no exterior e contra todas as recomendações, acabou numa batalha campal.

A polícia de intervenção viu-se forçada pela grande multidão a agir e tarde foi quando o fez. Quando comecei a ver as imagens partilhadas pelos canais informativos e nas redes sociais logo percebi que existe muita falta de noção e bom senso de adeptos que ao não conseguirem agir em conformidade com a realidade mundial optaram por colocar a febre que sentem por um clube de futebol à frente da sua própria saúde e da dos outros. Neste momento, em que o país está a sair de um segundo pesado confinamento, o que estas pessoas têm em mente para colocarem o fanatismo na frente do bem de todos? É que não consigo encaixar a falta de exatidão destas milhares de pessoas que em poucas horas consegue mostrar um lado tão mau da nossa sociedade.

As imagens são bem reveladoras... Uma multidão sem distanciamento, a maioria sem máscaras individuais de proteção porque mesmo com as regras a ditarem a proibição do consumo de álcool em locais públicos isso aconteceu desde o início da tarde. Não existiram regras a serem cumpridas, as forças policiais estiveram mal por deixarem desde logo que existisse este ajuntamento e quando começaram a agir já foram bastante tarde, com o mal já feito e tudo acabou como disse já, numa espécie de batalha campal em Alvalade enquanto o jogo decorria à porta fechada e a ser transmitido em ecrãs gigantes. Quem autorizou estes ecrãs exteriores no estádio para se poder fazer a festa? Petardos a ser lançados, garrafas de vidros atiradas, protestos a decorrerem e as forças policiais a agiram com balas de borracha e alguma pancada aos mais indisciplinados que resultou desde logo em alguns feridos que se queixaram no local. 

A saída da Yellow Star Company do Teatro Armando Cortez

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A notícia de que a nova direção da Apoiarte - Casa do Artista decidiu não renovar o contrato que tem mantido ao longo dos últimos anos com a produtora Yellow Star Company para a utilização do espaço do Teatro Armando Cortez surgiu nos meios de comunicação social e acaba por deixar o sector da cultura mais uma vez consciente de que existe mesmo um lado negro por detrás das artes que parece mostrar que por muito que se lute para seguir em frente as dificuldades sempre vão surgindo de algumas partes. 

Como é referido no comunicado enviado às redações, a produtora dirigida por Paulo Sousa Costa tem estado a utilizar o Teatro Aberto Cortez como a sua principal sala de espetáculos e também como escritórios, salas de ensaio e armazém ao longo dos últimos cinco anos e meio. Na sala várias foram as peças levadas a cena, 74 exatamente, com dezenas de sessões cada e milhares de espetadores que esgotaram os mais variados espetáculos. A sala que parecia abandonada e somente utilizada de forma esporádica passou a ganhar vida todas as semanas, quase todos os dias a partir do momento em que a Yellow Star Company se conseguiu instalar, dando vida ao espaço e tornando-o num pilar para o teatro nacional nestes anos. Agora, numa altura em que a paragem forçada devido à pandemia terminou e as artes voltam a surgir nas nossas vidas, a direção da Casa do Artista resolveu terminar o acordo com a produtora e deixou tudo o que existia para trás, dando três meses para que a saída da produtora do espaço aconteça, quando a programação da temporada já estava delineada até ao início de 2022.

Neste momento a direção da produtora começa a procurar um novo espaço, sendo conhecido que dentro da grande Lisboa os espaços teatrais estão todos ocupados por outras empresas da área, sendo possível que numa primeira instância os próximos projetos que venham a cena da Yellow Star Company poderão acontecer fora das salas da capital, até que um novo espaço surja e consiga ter as condições necessárias para poder receber artistas e público nas melhores condições como tem acontecido até aqui. Neste momento e até Julho, no Teatro Armando Cortez será possível ver as peças Monólogos da Vagina e A Ratoeira e para já é aproveitar as duas boas produções que se voltarem não será mais na sala que pertence ao património da Casa do Artista. 

«Isso não é verdade!»

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Após a entrevista que José Sócrates deu a José Alberto Carvalho em pleno horário nobre na TVI, só tenho a dizer que se for acusado de alguma coisa que possa ter feito de mal pelos próximos tempos a minha resposta só poderá ser uma... «Isso não é verdade!», não sem antes tentar dar uma explicação estapafúrdia com um «Se me permite!».

Não ouses assim questionar-me seja com o que for porque pelas semanas vindouras a resposta estará sempre na ponta da língua, não te deixando sequer iniciar a possível questão difamatória que terás para me fazer sobre o desaparecimento daquela última bolacha do pacote ou do bombom que restava na caixa.

Foste tu? «Isso não é verdade!»

Sem grandes confinamentos

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Primeiro dia de confinamento a meio gás em Portugal continental e eu, que fui para o último dia de trabalho antes de entrar de lay-off, constatei pelas estradas e por passar pelo interior de localidades na deslocação casa/trabalho e trabalho/casa e também pelas imagens que fui vendo ao longo do dia, tanto nas redes sociais como na televisão, que de confinamento pouco existiu nesta Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2021.

Alunos nas escolas, com pais a deslocarem-se para deixarem os filhos nos institutos de ensino e mais tarde os voltarem a levar para casa ou transportes públicos cheios com jovens que se deslocam assim para as aulas. Supermercados, farmácias, clínicas, veterinários, igrejas, bancos, oculistas, dentistas, talhos, peixarias, papelarias, padarias e outros tantos serviços abertos como se nada se estivesse a passar. Restaurantes em take-way, cafés e pastelarias a servirem o que os clientes pretendem junto a portas e janelas, esplanadas como que montadas só porque ainda não existiu tempo de serem retiradas, e muitos incumprimentos logo na partida para esta jornada. Encontros em grupo nas esquinas e jardins, pais que esperam na conversa junto dos carros que os filhos saiam da escola, crianças que saem dos autocarros e que de imediato retiram as máscaras. Ou seja, confinamos em termos laborais mas ao que parece existe tanto para se fazer lá fora que a vontade é mesmo a de sair e arranjar uma das várias desculpas possíveis para se poder circular na via pública.

Abaixo o Covid19, Marcelo a Presidente!

Marcelo Rebelo de Sousa

 

Marcelo Rebelo de Sousa bem avisou que não estaria virado para fazer campanha eleitoral para ser reeleito Presidente da República e agora, mesmo na reta final para todos os candidatos darem tudo antes do dia E, de eleições, eis que surgiu o Covid19 e atirou o professor para isolamento no Palácio de Belém.

Marcelo não iria gastar centenas de milhares de euros com a sua campanha para continuar como Presidente, prescindindo também dos seus minutos diários de Direito de Antena e agora, como que um sinal, testou positivo ao vírus do momento e ficará mesmo em casa, a trabalhar dentro do possível, já que se mantém assintomático.

Feitas as contas assim por alto, o nosso Marcelo ficará, se tudo correr dentro do previsto, livre para circular mesmo nas vésperas do dia E, regressando assim ao ativo aquando a sua entrada no local das urnas lá da sua longínqua aldeia, reforçando junto das portuguesas e portugueses o dever de voto em direto em todos os canais televisivos e dando o ar da sua graça no seu regresso. Até lá acredito que o atual Presidente faça um direto algures para que o povo se mantenha atualizado e fique tranquilizado sobre o seu estado viral.