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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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A proibição das touradas

13
Nov19

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Os anos passam e a questão da proibição das touradas continua a ser adiada por existirem várias faixas da sociedade, inclusivamente políticas, que são a favor da tortura em praça pública de animais. Não sou de todo defensor desta teoria de tradição que se deve manter num momento em que se defende cada vez mais o bem-estar animal, com leis que vão de encontro à sua proteção.

As últimas informações dão conta de que o atual Governo tem no seu Programa a intenção de aumentar a idade mínima para assistir a touradas. Indo de encontro às medidas defendidas pelo PAN, o executivo de António Costa quer aumentar assim a idade mínima dos 12 para os 16 anos e quando o Programa de Governo foi anunciado logo começou o debate público sobre a questão.

Sim, já que ainda estamos com anos de atraso em relação à proibição das touradas, que tantos políticos apoiam de pé pelas bancadas onde por vezes conseguem ganhar votos dos aficionados, pelo menos que se tentem educar gerações, mostrando que massacrar animais como forma de arte não está dentro dos comportamentos corretos a tomar. Uma luta inglória entre animal e humano, onde o touro é espetado para mais tarde ser abatido após ser usado como um simples objeto que é criado para sofrer por intenção dos humanos nas suas últimas horas de vida. Que tal colocarem defensores de touradas numa praça ao lado de leões para perceberem se conseguem ficar no mesmo patamar do animal que enfrentam?

Quando um animal ataca um humano de forma violenta o que lhe acontece? É de imediato abatido porque se torna perigoso. Até agora quantos toureiros e seus camaradas das arenas foram presos por matarem animais por terem a desculpa de estarem a proporcionar ao público um espetáculo com tradição?

Crime com culpa social

10
Nov19

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Um recém-nascido foi encontrado num ecoponto, completamente nu, por estes dias junto à discoteca Lux, junto a Santo Apolónia, em Lisboa, por um sem-abrigo, e rapidamente a notícia se tornou viral e o tema social do momento tanto na imprensa como nas conversas. A investigação arrancou, a comunicação social deu grande destaque ao tema, e poucos dias depois a mãe deste bebé foi encontrada, sendo também ela uma sem-abrigo que dormia numa tenda situada nas proximidades do estabelecimento noturno, tal como outras pessoas. A questão que me auto coloquei sobre este tema vai mesmo de encontro à culpa que esta jovem mulher de 22 anos terá sozinha para ficar em prisão preventiva por agora. 

Sozinha, a dormir na rua, ao que parece tendo sido violada, transtornada e desamparada, como podemos analisar um ato terrível de abandonar um filho quando a própria mãe se encontra numa situação de caos e ninguém fez nada para a ajudar antes deste desfecho ter acontecido. Esta mulher foi detida pela PJ por suspeita de homicídio, mas não existirão tantos outros culpados por tudo isto ter acontecido? Não estou a desculpar esta mulher por abandonar um filho porque esse é um ato ignóbil, no entanto não sei até que ponto este abandono não se deva também ao próprio desamparo desta jovem que do nada aparece sozinha pelas ruas de Lisboa, em situações degradantes e sem que ninguém lhe tenha dado a mão para a resgatar do flagelo que afeta centenas ou mesmo milhares de pessoas pelos grandes centros populacionais em Portugal. 

Agora que tudo aconteceu, a Embaixada de Cabo Verde revela que irá dar todo o apoio a esta mulher de nacionalidade portuguesa com origem africana. Será que estamos de consciência pesada depois do mal estar feito? Na verdade e pelas reações da sociedade, é muito fácil julgar, mas se nos pusermos no lugar desta jovem mulher sozinha, abandonada, usada e sem rumo, será que a mente de qualquer um de nós também não ficaria transtornada?

O bebé nasceu em plena via pública, foi deixado no lixo, com o cordão umbilical atado como uma tentativa de salvamento, o ato foi filmado por câmaras de videovigilância. Um ato pensado? Não me parece, pois nem existiu perceção ao deixar a criança a metros de onde dormia e num local onde a vigilância pelas imagens é visível. Não me parece que tudo tenha sido pensado, mas sim tomadas decisões no momento em que o nascimento aconteceu e era necessário se ver livre daquele bebé que talvez no seu pensar só lhe iria arranjar mais problemas. Se não tinha para si, como ter para criar uma criança que iria passar pelo mesmo. Viver na rua, deixada ao abandono e exposta a atos de violência como a própria mãe enfrentou. Uma situação complicada de consciência social!

Uma mãe criminosa, um bebé abandonado que irá seguir para uma instituição onde será apadrinhado por uma família de acolhimento, um futuro que pode correr bem ou ser manchado, se a história real não lhe for bem contada com apoio daqui a uns anos, e uma família que antes de não ser já não o era porque tudo parecia dar sinais de que iria correr mal.

Judite Sousa deixa TVI num bom momento

07
Nov19

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Após algumas semanas longe dos ecrãs, a gozar um período de férias, Judite Sousa anunciou através das redes sociais a sua saída da TVI. 

Foi através de uma partilha pelo Instagram, que a diretora-adjunta da TVI e TVI24 comunicou que estava de saída do canal onde estava desde 2011, após uma longa carreira pela RTP. 

Depois de uma longa e serena ponderação, decidi terminar a minha relação profissional com a TVI. Foram oito anos que me permitiram, em total liberdade, vivenciar a paixão pelo jornalismo com sentido de dever e responsabilidade ao serviço de uma empresa privada. Este é o momento para expressar gratidão a todos os meus companheiros de trabalho das diferentes áreas da empresa. Os últimos anos foram particularmente difíceis, mas em palavras ou na reserva do silêncio, entendi sinais de conforto. Quero expressar o meu agradecimento ao José Alberto Carvalho que me desafiou para esta viagem, com amizade, em 2011. Quero igualmente agradecer ao Sérgio Figueiredo as oportunidades profissionais que me proporcionou nestes últimos quatro anos e que me ajudaram a ultrapassar momentos mais difíceis da minha existência. Finalmente, uma palavra aos espectadores da TVI cujo carinho e apoio nunca me faltaram.

Mostrando-se tranquila numa decisão que foi sua e perante a qual a empresa entrou em mútuo-acordo, Judite revelou entretanto à imprensa que esta «era uma decisão que vinha a ponderar desde o início do ano» e que agora foi tomada. Revelando que tem vários projetos a que se quer dedicar pelos próximos tempos, a jornalista pensa agora em descansar para depois agarrar o futuro que será bem mais calmo e longe dos grandes estúdios televisivos. 

Alguma imprensa revela que esta decisão de Judite esteja também a acompanhar a cada vez mais próxima entrada da Cofina na compra da Media Capital, indo de encontro às notícias de que vários rostos seriam afastados. Na verdade não vejo isso como uma possibilidade por parte da empresa, mas sim da jornalista que após vários anos a dar a cara pela informação, assumindo cargos de direção e entrando em cena como repórter em grandes acontecimentos nacionais e internacionais, se vê cansada e sem vontade de entrar num novo ciclo onde além de uma nova empresa será também tempo de recuperar a liderança perdida no início de 2019, tanto no entretenimento como na informação.

«É mentira! É mentira!»

04
Out19

A figura que António Costa fez no último dia de campanha é expressamente ridicula. Será que o Sr. Primeiro Ministro já estava tão mal dos intestinos que bastou uma provocação para quase partir para a agressão a quem o enfrentou de frente e pelas costas? António Costa costuma responder e explicar de forma cordial quando o povo ou mesmo os seus adversários não têm razão, mas este comportamento que «é mentira» é simplesmente ridículo. Então que reação inesperada foi esta só porque não estava de férias no dia em que a sua ausência foi notada na época dos grandes incêndios de 2018?

A perspetiva perante isto para os próximos tempos é mesmo que os nossos deputados terão de ter algum cuidado quando enfrentarem António Costa nas reuniões semanais no Parlamento. Não se coloquem atentos que vão ver se não levam pelas esquerda e direita e ainda com opção centrista pelos próximos tempos.

Já decidi o meu voto

26
Set19

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As Legislativas realizam-se no próximo dia 06 de Outubro e desta vez tenho andado mais atento a entrevistas, debates e comentadores para perceber mais rapidamente em que fração partidária irei colocar o meu voto. Claramente que não vos irei dizer para que lado irá a minha opção, mas perante o passado e se a minha memória não me falha, o voto desta vez será uma novidade.

Já coloquei a minha escolha em partidos de direita e esquerda, não existindo uma escolha fixa ao longo dos quase quinze anos em que tenho o poder e dever de votar. Já repeti votos no mesmo partido, já rodei e voltei atrás, não existindo uma opção exata em todos os momentos de visitar as urnas em dias decisivos para o país.

Agora o momento será para decidir os membros que constituirão a Assembleia no momento governativo e a escolha está feita com a ajuda do que tem sido visto através dos meios de comunicação social onde algumas figuras centrais das opções de escolha se têm destacado, dentro do meu ponto de vista, em relação a outros que já tiveram o meu voto anteriormente. As escolhas, promessas e o passado levam a determinar a 06 de Outubro onde irá recair a marca na folha, que deverá ser branca, recheada de partidos bem baralhados e onde os símbolos não se confundem. Se uns vão com a lição de uma vida e não ligam a promessas, ideias e ao que tem sido feitos ao longo dos tempos, exista quem, como eu, que goste de variar consoante a conjuntura do país, os creres e acreditações pessoais. 

Greve dos motoristas vs. Ganhos extras

12
Ago19

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A greve dos motoristas de matérias perigosas, e não só, começa hoje e é por isso que tenho somente um ponto a destacar contra os senhores que tanto protestam pelos seus direitos e por melhores ordenados. Vamos lá ser sinceros, uma coisa é o que se queixam de ganhar ao final do mês de forma leal, com direito a descontos e afins como todos os trabalhadores dos mais diversos setores. Outra diferente e que ninguém comenta vai de encontro aos rendimentos que são obtidos por fora, como um saco azul, amarelo ou da cor que lhe quiserem dar, por muitos destes mesmos motoristas. Isto existe e somente quem não quer ver acredita no mundo mágico de que tudo no setor dos transportes é feito de forma legal, seja nos pagamentos, horas de trabalho, contratos e afins. 

Será que nos querem mesmo fazer crer que os ordenados, subsídios e horas que são apontados na folha de ordenado a cada mês mostra os verdadeiros pagamentos recebidos? Claro que não e todos sabemos que os extras que vão em direção a cada carteira existem nas mais diversas empresas do sector, tal como em outros. Percebo esta greve com tanto desabafo e boas intenções no futuro, mas tudo não passa de uma preparação para as reformas da maioria das pessoas que andam dia após dia a conduzir transportes pesados de mercadorias. Sim é um esforço, sim é uma responsabilidade, mas também é sim o facto de ganharem bem só que nem tudo entrar nos descontos que são revelados aos serviços financeiros do país. Agora que os anos para a paragem aproximam-se, muitos começam a perceber que aqueles extras que lhes foram atribuídos durante anos não irão contar em nada no que irão receber enquanto reformados.

E chega finalmente o «DUA na Carteira»

20
Jun19

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Uns bons anos após o arranque do Simplex, eis que chega o DUA na Carteira, que é como quem diz, o Documento Único Automóvel em modo Cartão de Cidadão, passando assim a ser mais fácil guardar o novo documento com a informação do veículo. 

A novidade foi revelada pelo Ministério da Justiça e o novo cartão automóvel avançará já a partir do próximo dia 01 de Agosto para as novas matrículas. Todos os outros veículos terão de aguardar pelo próximo ano para poderem renovar o seu livrete e passar assim a ser possível guardar o novo cartão de forma mais fácil. Com isto, começara a ser também mais fácil o acesso a todo o conteúdo informativo da viatura, como marca, modelo, matrícula e outras características, simplificando qualquer pesquisa também sobre o nome e morada do seu proprietário. O DUA na Carteira agregará assim as informações do livrete e do registo de propriedade do veículo num só cartão. 

Um avanço que parece já surgir tarde através do sistema Simplex que foi amplamente divulgado há uns anos e que tem tardado a mostrar o seu total desempenho em várias frentes. Primeiro os cartões pessoais que já podiam conter outros dados, agora os cartões dos veículos...

A questão que coloco vai de encontro a tanta papelada que nos continua a ser entregue e exigida em tantos locais de serviço público para tratar de burocracias sem fim. Será que todos esses processos já não poderiam estar também simplificados para não ser necessário entregar tudo e mais alguma coisa quando supostamente está já muito informatizado? Os primeiros anos do sistema já passaram e já é mais que tempo de tudo estar a funcionar a todo o gás e sem todos os atrasos que por vezes os processos em papel exigem.