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O Informador

11
Set20

Glória, a primeira série portuguesa na Netflix

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As gravações ainda estão a decorrer na região do Ribatejo e em Lisboa, mas a Netflix já fez saber, através das redes sociais, que daqui a uns meses chegará à plataforma a primeira série original portuguesa. Glória, de seu nome, será assim a primeira produção nacional a chegar à Netflix. Vem tarde mas finalmente chegamos lá!

Esta produção da SPi e com coprodução da RTP consiste num thriller que decorre nos anos 60, durante a Guerra Fria, cuja história se desenrola maioritariamente na aldeia de Glória do Ribatejo, onde fica situado um centro de transmissões norte-americano destinado a emitir propaganda do país para a Europa de Leste. Com um engeneiro português a ser recrutado pela KGB, a polícia secreta de Moscovo, para assumir os comandos da espionagem em Portugal, a aldeia ribatejana transforma-se num palco para a passagem de informação entre os vários pontos estratégicos da Europa em plena Guerra Fria. 

Com realização de Tiago Guedes e argumento de Pedro Lopes, Glória conta com os atores Miguel Nunes, Victoria Guerra, Afonso Pimentel, Gonçalo Waddington, Carolina Amaral e Adriano Luz nos papéis centrais, a quem se juntam Carloto Cotta, Inês Castel-Branco, Leonor Silveira, Maria João Pinho, Sandra Faleiro, Marcelo Urgeghe, Joana Ribeiro e Rafael Morais.

 

07
Ago20

Warrior Nun | T1 | Não fiquei fã

Netflix

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Warrior Nun chegou à Netflix e em Portugal conquistou o top. Acredito que o facto de contar com a nossa Alba Baptista no papel central como Ava o tenha ajudado, embora esta série conte também com Joaquim de Almeida num papel de destaque. 

Contando de forma irreverente a história de um grupo de freiras ninja, que lutam contra demónios dentro do sistema da igreja católica, Warrior Nun está repleta de ação numa união onde se encaixa o poder e força do feminismo contra um bloco forte mundial que é a igreja e ao mesmo o enfrentar de entidades malignas. 

Warrior Nun não me agradou assim tanto como esperado por ter vários efeitos especiais pelo meio, o que não me atrai minimamente, e por seguir uma linha de heróis e guerreiros com poderes também eles inexistentes na realidade, o que para quem me segue saberá que este perfil de produção está dentro do estilo de séries e filmes que não acompanho. Acabei por ver diversas situações de cena como mal produzidas justamente devido aos efeitos especiais, principalmente nas lutas onde a tela une a gravação real com o poder da tecnologia, o que nem sempre correu bem por aqui, acabando algumas cenas a caírem no desespero por se querer fazer algo diferente sem um grande orçamento. 

Numa história que une o universo religioso com histórias de adolescentes, Warrior Nun concentra-se bastante em Ava, uma jovem tetraplégica que falece e que regressa à vida através do contacto com uma relíquia religiosa protegida pelo tempo, o Halo, voltando a ganhar esta jovem vida para lutar contra o mal que só ela consegue enfrentar. Com um enorme à vontade em cena, a nossa portuguesa Alba enfrenta a câmara com tanta empatia que acaba por funcionar perante o público que se deixa levar pela beleza, naturalidade, carisma e poder que a atriz transmite em cada cena onde tanto aparece como pode ser a narradora. 

Com bastantes entraves para com cada personagem em seguir em frente, com tudo a parecer separar cada elo possível para se enfrentar o mesmo mal, esta série de freiras ninjas, como sempre a apelidei, tem como objetivo investigar e quebrar a conspiração que é feita pela sucessão e luta pelo poder central da igreja. Com isto são várias as cenas de luta com bastante mistério pelo meio e perseguições loucas pelos corredores de edifícios históricos em busca da verdade sobre organizações secretas. 

16
Jul20

The Politician, a corrida política continua...

Netflix

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The Politician regressou para uma segunda temporada após a conquista do público através do primeiro conjunto de episódios. Regressando assim ao universo político, desta vez sonhando com o lugar de Senador, Payton enfrenta a divertida, excêntrica e competitiva sexagenária Dede Standish na corrida eleitoral. 

Nesta nova temporada da série idealizada por Ryan Murphy para a Netflix, as personagens que marcaram a primeira parte voltaram com uma maior capacidade de concentração, com um amadurecimento e conhecimento para a nova corrida que surge pela frente na competição política que todos querem conquistar por pertencer à equipa deste jovem ambicioso, com um objetivo bem definido e que sempre mostra capacidade para surpreender com cada cartada que vai sendo dada ao longo dos dias que vão levando a campanha até ao dia da votação popular. Com uma boa capacidade para surpreender, pelas reviravoltas dadas em cada episódio, onde a cada momento parece que a balança muda de lado na sondagens para a liderança, criando um bom envolvimento com o espetador que fica assim em suspenso até aos minutos finais do último episódio para perceber como tudo se irá desenrolar, uma vez que em política, tal como em outras áreas profissionais, quem trama o adversário pelas costas está sujeito a sofrer do mesmo mal. 

Centrada na escada política e ascensão pelo poder, The Politician toca ainda em temas como a sexualidade através das relações vividas a três, nos interesses familiares e abdicação de sonhos pelos outros, refletindo ao mesmo tempo sobre os problemas ambientais que devem ser revistos por todos nós com o pensamento no futuro do planeta, acabando este por ser o ponto chave para que Payton consiga conquistar uma grande parte dos votantes jovens. Mas chegará isso para vencer, mesmo que utilize as mesmas armas da sua adversária já com anos de experiência e uma campanha com décadas montada e sempre com resultados positivos?

05
Jul20

Dinastia | T3 | Arrumar a história sem avançar

Netflix

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A terceira temporada da série Dinastia chegou, vi com calma, e sinceramente a ideia com que fiquei foi que esta nova fornada serviu para estabilizar uma história que começou bem, foi totalmente estrangulada na segunda fase e agora tentaram remendar a situação, o problema é tudo quererem fazer e conseguirem baralhar demais. 

Se numa primeira temporada foi dado a conhecer ao público o seio de duas milionárias famílias, os Carringtons e os Colbys, onde as relações se unem com ganância, corrupção, poder, dramas, conflitos e muita aparência e esta série muita novelesca conquistou, na segunda fase tudo pareceu forçado, desde a continuação da história às próprias personagens em si. Na segunda temporada além de terem de substituir atores e personagens pelas saídas repentinas de algumas estrelas, existiu quem tivesse visto a sua presença na série reduzida, aparecendo em episódios esporádicos e acabando por estragar o que estaria aparentemente previsto. Na terceira temporada, embora duas personagens tenham alterado pela terceira vez de atrizes, as coisas parecem ter corrido melhor em termos de desenvolvimento, no entanto o problema é a forma como encaixam de forma forçada as novas histórias que aparecem de um momento para o outro para depois permanecerem, mas muito descabidamente. 

Com uma terceira atriz como Crystal por incompatibilidades entre as anteriores e a produção e também com a substituição da personagem Alexis Carrington, a mãe da protagonista Fallon, que com vários acidentes vão desculpando-se com plásticas para substituírem as atrizes, nesta terceira temporada de Dinastia a história parece continuar o que foi deixado anteriormente, sem fazerem alarido às substituições como havia acontecido antes, o que mesmo assim não me agradou por perceber que não conseguem manter um elenco de temporada para temporada, para mais sempre com as mesmas personagens em jogo neste tabuleiro de substituições.

22
Mai20

Hollywood, uma série cinematográfica

Netflix

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Uma nova série de Ryan Murphy e Ian Brennan estreou na plataforma Netflix e o chamamento logo surgiu, dando por mim a achar por diversas vezes que estava a assistir a um bom filme, uma vez que Hollywood é daquelas séries tão bem conduzidas pelo texto, com o cuidado da fotografia e com um elenco tão composto que podia ser transformada numa grande película porque a qualidade cinematográfica está presente ao longo dos sete episódios desta primeira temporada que conquistou. 

Recordando grandes nomes da indústria de Hollywood através dos diálogos, esta série prima pela audácia de tocar em pontos fortes abafados ao longo de anos. Numa época recheada de preconceitos e discriminações, muitos queriam alcançar o estrelado no célebre passeio da fama, mesmo que para isso tenham caído em redes de promiscuidade, abusos e podridão para seguir sonhos e estatutos que nem sempre foram levados a sério. Mostrando que o complicado de atingir é o mais apetecível, nesta série o destaque nos grandes filmes da época era a grande conquista, mesmo que muitos tivessem de chafurdar em mundos obscuros de chantagem e submissão que aconteciam com o conhecimento de muitos mas que todos davam como procedimentos desconhecidos em busca da fama e do sucesso.

Na série Hollywood são apresentados jovens aspirantes a ator a procurar o seu lugar, aproximando-se de nomes firmados do grande cinema para conseguirem respirar em audições num universo competitivo e só os que davam muito nos bastidores conseguiam conquistar o seu pequeno lugar. Nesta série os esqueletos guardados no armário de grandes homens influentes ganham destaque, mostrando o aproveitamento pelos jovens aspirantes que se submetiam a festas de prazer sexual para conseguirem chegar a algum lado. Muito se tem falado nos últimos anos desta problemática dentro do poder dos homens influentes do cinema para com as jovens atrizes, no entanto a homossexualidade sempre existiu e muitos dos que conseguiram os seus triunfos também caminharam por quartos, escritórios e hotéis para antes dos contratos assinados iniciarem os seus favores a quem lhes deu trabalho posteriormente. 

Abuso, assédio, machismo e preconceito são pontos em destaque nesta produção que além da prostituição, poder de influência e racismo mostra as reviravoltas que os pequenos conseguem fazer acontecer quando percebem que ultrapassaram os patamares a que foram sujeitos e passam de rejeitados e aliciados a heróis que não precisam de se sujeitar a influências para conseguirem os seus trunfos. Claro que ao longo de cada episódio as audições, teste de imagem, ensaios, reuniões de produção e gravações vão sendo mostrados, num misto entre a realidade idealizada e a de submissão.