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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

02
Mar19

Luto | Pessoal ou Social?!

O Informador

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As discussões sobre o luto são uma constante quando por perto alguém parte para outra vida, para quem acredita que a mesma exista. O que é o luto afinal para além das vestes escuras que os mais velhos ainda tendem a usar como sinal de respeito que do meu ponto de vista não passam de pensamentos mantidos por uma sociedade que se auto recrimina se nos tempos após a morte de alguém não se vestirem com tons escuros ou mesmo de negro?!

O luto está no interior da pessoa, nos pensamentos e sentimentos que são mantidos quando se fica sem alguém que nos é querido. Existe assim uma verdadeira necessidade, através do vestuário, para se mostrar aos outros o que se sente através das vestimenta negra? Se alguém parte qual é a necessidade de quem fica de se carregar de escuro para mostrar aos outros, porque para mim é só mesmo isso que acontece, uma demonstração social de peso, de que está triste e tem de deixar de vestir roupas coloridas porque a base da solidão e da partida é o escuro. E ai de quem numa aldeia pequena não se vista a rigor de luto que leva logo com as críticas. Isto é a verdade, nas aldeias deste país, talvez mais no interior até, quem perde um ente-querido tem de se vestir de escuro a bem da sua comunhão com os que ficam, já que caso contrário quem fica torna-se uma «viúva alegre» ou «um filho desleixado» por não respeitar a alma de quem partiu.

Onde é que numa peça de vestuário se vê o que está na verdade no coração de alguém que ficou sem o seu par ou familiar? O luto está no interior de cada um e não na demonstração para os outros. Vivam as vossas vidas sem esses pensamentos de recriminação de uma sociedade hipócrita que ainda acredita que é necessário demonstrar a tristeza com cores quando cada um sabe de si e tem no seu interior os verdadeiros motivos perante a perda. 

24
Mar17

Crimes, de Londres para Barcelos

O Informador

O Mundo voltou a abanar com o ataque desta semana em Londres onde várias pessoas morreram e umas tantas outras ficaram feridas por um louco que a conduzir e depois de faca na mão atacou quem lhe apareceu pela frente assumindo que se tratava de mais um ato de terrorismo. Cinco pessoas morreram com este crime que voltou a colocar as ameaças mundiais de novo em alerta. Hoje, dois dias depois, em Portugal, um individuo aparentemente com alguns problemas psicológicos atacou quatro pessoas de forma mortal, estando uma delas grávida de sete meses.

Locais diferentes e histórias diferentes com a mesma quantidade de mortos. Um ser que através das suas crenças tenta mudar o Mundo e chama a atenção para tal faz manchetes mundiais com isso e um louco que sai de casa para matar propositadamente as pessoas que se opuseram um dia à sua vontade é somente notícia nacional. O mesmo número de mortos com uma disparidade enorme de influência social. 

Embora tudo se resuma a crimes e mortes, um atentado é sempre um atentado que mete medo, mesmo que a maioria afirme que luta contra isso, o que não acredito. Existirá sempre receio que estes atos continuem a aumentar e que aconteçam cada vez com uma maior proximidade de nós. No outro caso são problemas pessoais que levam a comportamentos sancionados socialmente. Matou e entregou-se. Errou, assustou uma pequena população que se encontra agora de luto por cinco seres que faziam a sua vida como sempre. Se tinham culpas? Tantas como as vitimas de Londres. Nenhumas!

19
Dez16

Tucha perde irmão, mas continua em jogo! Enfim!

O Informador

Um irmão da Tucha, concorrente do Secret Story, foi assassinado em Luanda e o que acontece? A angolana foi informada pela produção do programa e até agora afirma que prefere continuar no jogo do que desistir de tudo para ficar perto da família num momento de dor para com a partida de um dos membros. Serei só eu a achar esta atitude anormal?

Na verdade existem coisas que o dinheiro não paga na vida e estes momentos de dor em direto já são desnecessários, quanto mais optar por continuar num programa de televisão onde possivelmente, mas isso ela não sabe, não sairá vencedora, podendo nem chegar à final!

14
Out16

Deixei de ouvir...

O Informador

Após o jantar e enquanto ainda estávamos à mesa, os meus pais começaram a falar de mortos! Ok, a sério que se tinham de lembrar de tal conversa há hora do jantar? Já tinha terminado de comer, levantei-me ao de leve, levantei também as minhas coisas e pouco ou nada fui dizendo enquanto ainda estava pela cozinha!

Sei que a conversa já tinha sido feita entre eles durante o dia e naquele momento era só mesmo para me colocarem por dentro da situação, no entanto o assunto não me interessa rigorosamente nada e por isso abalei para o quarto. Mesmo assim e porque aquilo era mesmo para ser uma conversa a três, eles continuaram a falar, mais ela do que ele, para mim como se lhes tivesse a dar respostas a tudo o que diziam. 

25
Set16

Eutanásia

O Informador

Uma questão que voltou ao pensamento através da leitura do livro Onde Estavas Quando Criei o Mundo?, da autoria de Artur Ribeiro, foi a eutanásia. Estará o nosso país atrasado em relação a várias comunidades mundiais sobre esta questão da morte por vontade própria e com recurso a ajuda hospitalar? Claro que sim!

A opção ao recurso à eutanásia já deveria ser de novo debatida entre a nossa classe política para que a eutanásia começasse a ser uma possibilidade num futuro próximo entre nós. Existem países em que a eutanásia é possível somente entre pessoas que sofrem fisicamente com doenças que causam dores agudas, sem qualquer possibilidade de melhoramento. Mas também existem países em que a eutanásia é feita de forma muito mais ampla e nesse caso já não consigo concordar. Aceito e sou defensor que o direito de escolha à morte programada deve e possa ser uma realidade, no entanto existem casos e casos, sempre a ser debatidos entre médicos, pacientes ou caso o paciente esteja praticamente em morte cerebral, com a família mais próxima e responsável pelo utente. Entregar uma vida à morte não é o suficiente para aceitar a eutanásia, devendo existir uma forte lei com bases e sem qualquer modo para que erros aconteçam. Pessoas que sabem que irão morrer devido a alguma doença prolongada e sem qualquer hipótese de cura têm o direito de recorrer à eutanásia mas só mesmo quando dores insuportáveis e momentos de desespero comecem a surgir. Jovens menores não podem sequer ter direito de escolha, estando nesse caso nas mãos de pais e entidades hospitalares o dever de escolha com o consentimento do menor caso esteja consciente em alguns momentos.

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