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O Informador

09
Jul15

Morte marcada

Mau pensar que a morte pode bater à porta em qualquer momento da vida! Pior mesmo que isso será saber que em poucos dias o final aparece e não existe mais volta a dar para que uma continuação possa surgir. Como viverão os humanos que sabem que lhes restam poucos dias para se despedirem do que sempre tiveram ao longo de anos, fazendo os seus profundos adeus, partilhando as últimas conversas e tudo o que lhes sobra até que o último suspiro se dê e tudo fique para trás?

Complicado para os saudáveis pensarem que a qualquer momento algo possa acontecer e a morte chegar sem quase nos darmos conta. Quanto mais pensar nos que sofrem anos, meses e dias e que a partir de uma certa altura sabem que esses anos, meses e dias são os últimos, percebendo depois que as horas vão passando, as fraquezas vão adensando e o que resta de uma vida muitas vezes plena até ao aparecimento de doenças fatais está prestes a terminar.

O que pensarão os mortos condenados antecipadamente quando a percepção do fim está visível? As ideias devem ser lastimáveis para com um mundo que irá ser deixado para trás porque algo falhou no rumo de uma vida!

31
Mai15

Morto ou Matado

Tenho andado a ver a segunda temporada da série Elementar e com isso e graças à legendagem colocada pela FOX, surgiu-me uma questão gramatical que queria partilhar com todos vocês para tentar perceber se fui eu que aprendi mal o sentido e uso das palavras Morto ou Matado ou se afinal serão mesmo as legendas da série que são mal feitas.

«Já se encontrava matado» ou «Já se encontrava morto», qual das duas formas é a correta? Somente em Elementar tenha esta dúvida em vários episódios e sempre com as duas mesmas palavras de Morte. No meu entender e pelo que aprendi, a segunda opção é a correta, mas quem faz a tradução das falas das personagens coloca sempre o Matado em destaque não usando uma única vez o Morto em frases deste género. Não percebo se sempre fui eu que estive mal ou se será mesmo a equipa responsável pelas legendas em Portugal de Elementar que não faz uso dos adjetivos de forma correta. 

Morto ou Matado, quando devemos usar um ou o outro?

11
Abr15

Ainda o tema da Morte

O tema da Morte apareceu com a tag ComCanela que mensalmente realizo com os com os blogs A Mulher Que Ama Livros e o Homem Certo. Fiz o meu texto e depois pensei em como a vida por vezes nos causa partidas indesejadas para com o enfrentar de tamanha dor pelos olhos de quem cá fica. 

Já perdi três dos meus avós, eles dois e uma delas, restando a força e a que afirma com os seus quase noventa anos que os «velhos» andam por aí todos caídos. Ela rija como sempre tem estado, odiando ir ao médico e ao hospital muito menos, anda por cá, faz normalmente a sua vida, tomando conta das suas coisas sem ninguém se intrometer no que tem de ser feito e no que é necessário.

A minha avó sempre trabalhou e hoje se nos descuidarmos ainda faz alguns pratos em sua casa para uma família a quem chama dos «seus meninos» por os ter criado e sempre dando um olhinho. Adora aquela família que sempre que pode gosta de lhe dar trabalho, o que já não é aceitável por nenhum de nós, mas quando as pessoas gostam de abusar fazem dessas coisas. Ela vive, continua bem no seu canto e assim deverá continuar a acontecer. Felizmente!

O trio de estrelas que agora brilha no céu está a olhar por nós, tendo eles partido depois de meses a sofrerem, um com tantas idas ao hospital e sempre com o diagnóstico familiar de que não passava dali. Mas passou, viveu talvez mais um ano, sempre com estadias minimas em casa e prolongadas pelos quartos hospitalares. No final, naquele quarto isolado ao fundo do corredor, percebi, quando olhei para ele, que estava ali o fim. Seguidamente olhei para a minha madrinha que percebeu o que se passava pelo meu pensamento no momento. E assim foi, no outro dia de manhã fui trabalhar, a um Sábado, e quando a hora de almoço chegou o telemóvel tocou, era a minha mãe, dizendo para ir ao encontro deles porque o avô tinha morrido, assim mesmo, o meu avô tinha morrido e a mensagem foi passada tal e qual, comigo a olhar para um telemóvel, a pegar nas coisas que tinha levado comigo de manhã e sem conseguir raciocionar. A dor de quem partiu depois de meses de espera tocou-me mesmo, para mais por sempre ter percebido que aquele avô era o meu avô, aquele que sempre teve um lugar de destaque no meu coração. O meu avô era o preferido e mesmo que essas coisas não devam existir nas famílias a verdade é que existem e são sentidas por quem vive e está dentro da situação. 

29
Jul14

A vida é curta!

Os acontecimentos que nos envolvem diariamente fazem-me cada vez mais pensar em como a vida pode ser curta! Deixamos as coisas boas de lado ao longo do tempo e depois, de um momento para o outro, tudo desaparece como se um interruptor conseguisse desligar o bater do coração.

Desperdiçamos a felicidade e agimos consoante a sociedade, deixando muitas vezes para trás o que realmente nos poderia completar. Não conseguimos viver com completa plenitude todos os dias que vão passando sem nos darmos conta que o amanhã pode já não estar disponível. O tempo não pára, a vida corre e ninguém é eterno!

Teoricamente o fim seria longe, estaria previsto para boas décadas depois do nascimento, mas nem sempre isso consegue ser a verdade de cada vida e a máquina desliga-se sem vontade e deixando muito para trás, sonhos por realizar e crenças perdidas.

A vida é curta para a conseguirmos ainda desperdiçar com chatices, mal entendidos e desagrados, há que viver casa dia como se fosse o último porque daqui a pouco as batidas da verdade podem já não nos pertencer e a sociedade com que tanto nos preocupamos continuará a povoar este mundo repleto de desigualdades e injustiças.

29
Jul14

Eu e o final da vida!

Este ano estou mesmo destinado a ter que assistir a acidentes, mortes inesperadas e partidas premeditadas! Voltei a ver alguém morrer, numa praia, e em poucos minutos! Sinto-me triste!

Não conhecia o rapaz que deixou este mundo, só assisti a tudo a poucos metros de distância e percebendo as palavras de aflição dos amigos que o tentaram reanimar quando um ataque de epilepsia o fulminou!

As coisas acontecerem em menos de uma hora, desde a chegada de bicicleta do indivíduo, aos cumprimentos para com os companheiros de praia, uma ida à água e no regresso o acidente natural aconteceu. Os amigos tentaram reanimá-lo, logo as pessoas entendidas no assunto foram em socorro, os bombeiros chamados, mas pouco ou mesmo nada já conseguiram fazer quando chegaram ao local. Do momento em que caiu até os paramédicos darem a morte como certa devem ter passado pouco mais de trinta minutos.

Como tudo pode terminar assim de um momento para o outro na vida de alguém que parecia estar alegre com a sua chegada junto das pessoas de quem gosta?

Como logo o meu pensamento me transportou para outras situações, tendo tido medo naquele momento de ter que assistir a algo do género para com as pessoas que amo?!

Um rápido e triste final de vida que tive de presenciar por Espanha e que irá ficar marcado nas minhas recordações para com a cidade de Torremolinos!