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O Informador

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14
Ago19

Literatura para finais de Agosto

Sugestões

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Agosto é mês de férias e em momentos de pausa as leituras costumam fazer companhia a todos nós para que o descanso seja passado também na companhia de boas histórias criadas para nos entreter, inspirar e ajudar. A pensar nos próximos dias, uma vez que também irei estar a descansar, optei por criar um texto sugestivo sobre alguns dos livros que estão a ser lançados e que parecem poder ser a companhia ideal para os diferentes gostos literários. 

 

Três Mulheres, de Lisa Taddeo, é um dos livros mais vendidos e falados do ano, sendo um retrato real da sexualidade e intimidade das mulheres. Três histórias verídicas que são relatadas com base num trabalho de investigação que se prolongou por dez anos. Este é um livro de memórias e testemunhos destinado aos leitores que gostam de conhecer histórias verídicas com que se possam identificar. 

 

O Anjo Caído é o thriller de Daniel Silva que volta a colocar Gabriel Allon no centro de toda a ação quando é chamado a entrar no Vaticano para uma nova investigação onde o futuro do planeta pode estar comprometido se tudo não ficar resolvido a tempo. Um regresso do autor e da sua personagem central a um espaço que já é bem conhecido pelos leitores que seguem a obra de Daniel Silva. 

 

Pepetela lançou Jaime Bunda e a Morte do Americano, livro que é lançado em Portugal pela Dom Quixote. Neste novo romance o regresso do divertido James Bond angolano e das suas aventuras acontece e as novas aventuras acontecem em Benguela, debatendo uma sociedade que Pepetela bem conhece. 

 

Um livro que promete perante os volumes já lançados é a terceira parte de A Revolta de Atlas, da autoria de Ayn Rand. Numa mistura de thriller com filosofia e questões que envolvem política, metafísica, economia, sexo e ética, neste livro a forma de estar e pensar de Ayn Rand é descrita para que o leitor se debata sobre os seus ideais. Não conheço os volumes anteriores, mas acredito que estes livros sejam uma celebração da vida e do positivismo com que a enfrentarmos. 

10
Mai19

Sabores da vida

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Ao longo da vida vai sendo normal criar uma certa ligação com certos sabores que por vezes chegam, permanecem e ficam somente na memória. Sabores que marcam e que ficam, mesmo que sejam procurados ao longo dos tempos e jamais encontrados. 

Lembro tão bem o sabor de um iogurte de baunilha que comia em criança e que desapareceu do mercado, sendo substituído por outras gamas da mesma marca. Ao longo dos tempos, já décadas, aquele sabor a baunilha sempre permaneceu, já comprei várias iogurtes com o mesmo aroma mas nenhum conseguiu ter aquele sabor que se tornou sempre especial e que parece inexistente nos dias que correm. Sei que baunilha é baunilha mas a composição daqueles iogurtes deveria ter um toque especial que ficou na memória do meu paladar para sempre. Ainda agora, a escrever este texto, me surge aquela ideia que tenho de agrado ao saborear aqueles iogurtes.

A par disto existem também alguns pratos que posso comer em variadíssimos locais mas que em nenhum consigo encontrar a fórmula perfeita como a minha avó os cozinhava. Aquele sabor especial, o toque de midas, e o cheiro eram diferentes e por mais que coma e tente encontrar a aproximação da receita perfeita não consigo lá chegar. Existia uma porção mágica que jamais voltarei a encontrar.

20
Abr18

Sete anos depois...

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Uma imagem, uma recordação representativa de um momento! Não me lembrava desta fotografia, tirada no Funchal, há precisamente sete anos, mas a passagem pelas redes sociais, que nos vão alertando sobre o que andamos a fazer neste dias pelos anos anteriores, ajudou-me a relembrar que estava de férias, livre e feliz. É assim que recordo aqueles dias passados na ilha por onde subi e desci ruas e conheci lugares onde tenciono voltar para redescobrir e também para que consiga visitar o outro lado da Madeira, a parte mais tradicional, mais rural, e onde em 2011 não fui. 

A imagem indica-me liberdade e paz, sendo que as memórias que tenho daqueles dias são essas mesmas porque ali vivi ao sabor da maré, sem horários, sem pressas e sem os constrangimentos do dia-a-dia, onde as correrias e os problemas surgem sem pedirmos. Naquelas férias descansei, conheci, sorri, voei, flutuei, saboreei e acima de tudo vivi e amei.

Desta imagem destaco ainda o facto de andar com uma mini máquina fotográfica, algo que os telemóveis destronaram na minha vida, um quispo que ainda faz parte do meu guarda-roupa, tal como o lenço preto que ficará para sempre comigo por ter um significado especial. Tudo o resto já foi porque vivemos de memórias mas também de mudanças e se vamos crescendo física e psicologicamente, tudo o que nos vai ajudando a compor também tem a obrigação de ser reciclado. 

13
Fev18

Ainda sou do Tempo | Jogos Sem Fronteiras

Quem não se recorda de assistir aos Jogos Sem Fronteiras? Nas semanas quentes de Verão existia um dia que se tornava especial e que adorava por poder assistir ao programa que colocava cidades nacionais a concorrerem por Portugal contra outros países europeus em jogos físicos e de concentração. Mal o genérico começava a passar parecia que tudo parava e as horas seguintes eram passadas no sofá, quieto, a comentar os jogos que os elementos da nossa equipa iam enfrentando. Lembro-me que os portugueses não venciam lá muito os famosos jogos que ficarão para sempre para a história da televisão.

Apresentado ano após ano por Eládio Clímaco, a quem se foram juntando outros rostos ao longo das várias edições, como é o caso de Anabela Mota Ribeiro e Luís de Matos, os Jogos Sem Fronteiras foram durante anos um dos meus programas preferidos.

Na altura não percebia a razão daquele entretenimento que me mantinha atento só durar uns meses, hoje percebo que tudo funcionava por temporadas anuais. Outros tempos em que se apostava em temporadas de programas de sucesso com espaçamento e em certas alturas do ano e não quando dá jeito até gastar o formato pelo cansaço.