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O Informador

Pânico no supermercado

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Na quarta semana de quarentena a necessidade de entrar num supermercado aconteceu. Geralmente são os meus pais que têm feito as compras para casa, mas como tive de sair por umas horas e a fome surgiu tive de entrar no supermercado mais próximo, por acaso até dos mais calmos pela zona, para comprar algo para comer por não saber a que horas ficaria despachado. Só te posso dizer que senti pânico ao controlar todos os passos das pessoas com quem me cruzei, principalmente ao balcão onde tive de pedir o que pretendia e depois na caixa de pagamento.

Ainda não me tinha apercebido sobre esta situação, mas no momento em que atravei a entrada e passei a parte das frutas e legumes percebi que estava a fazer um olhar meio estranho de controlador, como um inspetor com visão raio-x. O que queria comer nem sabia mas fui até ao balcão da padaria e por acaso percebi que existiam pequenas pizzas disponíveis, vi um micro-ondas atrás, o que não existia antes, e perguntei se aquelas mini pizzas podiam levar um calor. E sim podiam. Tudo bem, mas só te digo que controlei a distância que deixei para o balcão, olhei para as luvas de quem me atendia, chegou novo cliente e medi se tinha deixado a distância de segurança marcada no chão, aproveitei e pedi um sumo natural para não ter de ir a outro recanto do supermercado. Aceitei o pacote com a pizza aquecida e o sumo de braços esticados e fui, fugindo dos corredores com clientes. Fui até à caixa e ia para as automáticas, mas lembrei-me que tinha de tocar no ecrã onde outros mexeram, seguindo então para uma caixa humana que estava sem fila. Paguei com contactless para evitar contacto com o dinheiro e não quis talão da compra. 

Juntos vamos conseguir!

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As mudanças tiveram de acontecer pelo Covid19 e somente quando tudo para e ficamos praticamente em isolamento é que percebemos que existem pontos sociais que nos fazem falta desde que o distanciamento começou a ser necessário. 

Aqueles abraços, os beijos, as conversas de esplanada, as idas ao teatro e cinema, os passeios e simplesmente as conversas e o convívio olhos nos olhos. Neste momento é tempo de paragens obrigatórias, ficando em casa, aproveitando para descansar, arrumar e colocar as leituras em dia, ver um maior número diário daquelas séries que nos andam a fazer companhia, falando e comunicando ainda mais pelas redes sociais, fazendo uso da originalidade para ocupar o tempo que não sabíamos aproveitar. 

Neste momento é necessário manter a calma, estar com quem nos faz falta de outra forma, procurando a distração sobre o tema central que nos está a afetar a todos. Tentemos criar ocupações em casa, conversando com quem está do outro lado, partilhando ideias, criando novos projetos e sem perder a boa disposição para que não se caia num poço escuro de pessimismo por sabermos que tudo vai melhorar e que daqui a uns tempos vamos voltar ao nosso dia-a-dia, que será diferente do que tivemos até aqui.

Vejo nesta obrigação uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento social, onde saberemos dar um maior valor à vida e a tudo o que nos rodeia. Vamos alterar relações e a forma de ver o outro e tratar quem nos quer bem. Iremos saber valorizar cada pormenor, ficando muito mais disponíveis e próximos de quem nos faz falta. Neste momento de maior solidão e isolamento, que venhamos a aprender uma grande lição sem perder a essência de quem somos.

 

Incómodo social

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O Covid19 estava ainda na China e pensava que tudo estava longe e que em pouco tempo iriam arranjar um cura para o vírus. As fronteiras foram ultrapassadas e a Europa começou a ter os primeiros casos e Portugal continuava a ver a situação de fora. Poucos dias depois começamos a ser atingidos com os primeiros casos e comecei a sentir um certo receio. Agora, com centenas de casos positivos no território nacional e sem qualquer perspetiva de acalmar, bem pelo contrário, estou com bastante receio, sentido mesmo incómodo, por ter de andar na rua, mesmo que seja de casa para o trabalho e vice-versa. 

Trabalho de forma diária com o público, embora com horários reduzidos e com ordens para mantermos a distância possível e com os cuidados reforçados de higiene connosco e com os locais onde clientes e funcionários tocam. Tudo bem, mas neste momento não sinto segurança em ter de sair de casa diariamente para ir trabalhar num local onde poucos clientes nos visitam, o que até é bom nesta situação, mas onde basta uma só pessoa com o vírus para que o mesmo nos possa atacar. As empresas privadas, principalmente os grandes centros comerciais, local onde trabalho, têm de pensar que se vários locais públicos fecharam por precaução, também estas empresas têm de tomar decisões, falando com empresas que prestam serviços e precavendo a saúde de todos nós. 

Neste momento estar em certas lojas não adianta de nada uma vez que não prestamos serviços básicos. Supermercados, mercearias e farmácias sim, agora lojas de sapatos e roupa, perfumarias, stands de automóveis, lavandarias, livrarias... Nada disto tem de permanecer de portas abertas num momento tão complexo como o que estamos a passar neste momento em Portugal e em todo o Mundo. Os grandes empresários que decidam para o bem de todos e reforcem ou ultrapassem as ordens governamentais e façam mesmo com que o país pare, não deixando que tudo continue a meio gás porque não será assim que as coisas tendem a melhorar. 

Covid19, o comentário básico

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A pressão é forte, as redes sociais estão imparáveis, as conversas sucedem-se e o receio está espalhado por todo o lado. Por aqui a intenção era resistir ao comentário sobre o tema Covid19 por achar que todos estamos a ficar bem assustados com o vírus e perante os alarmes que a comunicação social está constantemente a lançar, mas com tanto alarido é impossível passar mesmo ao lado.

O conselho de alguém que se tem mantido alerta e com certos cuidados é o mesmo que muitos tentam seguir mas nem todos o fazem. Estar atento aos sintomas e aos de quem se cruza no nosso caminho, estar constantemente e sempre que se justificar a lavar as mãos com desinfetante, espirrar para o braço, usar lenços de papel descartáveis para logo deitar fora e fugir de locais com grandes aglomerados e onde o risco de contágio poderá ser maior.

Não vamos entrar em suposições e receios extremos porque na verdade ninguém consegue alterar o futuro nem sequer adivinhar o que está para acontecer. Acredito que o nosso sistema nacional de saúde seja capaz de ajudar toda a população e por muito que nos queixamos, os serviços e atos têm sido feitos em boas condições, desde que todos colaborem e não façam precisamente o contrário do exigido em situações de risco social como esta, como tem acontecido em diversas zonas do país onde a quarentena de muitos serve para irem para a praia, centros comerciais, esplanadas e locais onde o Coronavírus pode estar mesmo pronto para atacar.

Sofro de Acrofobia

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É um facto que nem sempre fez parte de mim mas que ao longo dos últimos anos surgiu para não mais me deixar. Sofro de acrofobia, que é como quem diz, medo das alturas. Mas o meu medo nem sempre surge, dependendo muito do local e do que poderá estar por baixo da plataforma que me suspende. 

Geralmente é a partir de uma altura correspondente mais ou menos a um terceiro andar de um prédio que sinto a tremura com a ansiedade ao estar, por exemplo, numa varanda. Ao ficar numa varanda de imediato o cérebro começa a elaborar situações possíveis de acidente. Ou que a estrutura não aguente e exista uma queda total do espaço ou começo a olhar para as barras e pensar que podem estar mal pressas e se alguém se encostar poderá cair e ir desta para melhor. Outro dos locais onde geralmente sinto algum atrofio é junto ao mar, numa encosta rochosa que geralmente serve de miradouro que fica suspenso numa rocha onde nem se consegue ver nada em baixo a não ser água. Não dá, porque assim que me aproximo da ponta para espreitar, logo tenho de recuar por sentir que perco o controlo sobre os pensamentos que voltam a caminhar num sentido sobre o que pode acontecer de mal. Imaginemos uma plataforma que tenha de passar mas toda em vidro. Não, não, não! Posso passar mas não olho para baixo e caminho o mais rapidamente possível. Claro que se a distância entre o piso onde estou e o chão for curta não me causa problema algum, mas acima de um certo número de metros já surge um problema. 

Assistir a vídeos sobre alturas é daquelas coisas que me irritam, por exemplo, especialmente por não perceber qual o receio que sinto ao ver uma imagem. Começo a torcer-me todo e a encher-me de calores ao ver imagens de alguém a enfrentar pontes loucas em vidro, varandas bem altas, etc. Não sou eu que estou naqueles vídeos, mas mesmo assim tenho receio que alguma coisa descambe, tal é o meu medo sobre a queda de uma certa altura. 

Novo Hit de Maria Leal

Maria Leal, a grande inspiradora de Portugal, tem andado meio parada, mas para ajudar a aquecer os próximos meses, eis que acaba de ser lançado o seu novo hit musical, O Verão é Nosso.

Algo tão maravilhoso como isto, a par com tudo o que a talentosa artista tem feito, merecia ter destaque aqui pelo blog e é por isso que quero que todos possam ver esta nova pérola da Maria Leal que está «aqui só para ti». A cantora portuguesa mais afinada de todos os tempos, a melhor bailarina e ainda a mais ousada e sensual mulher que já alguma vez se apresentou pelos palcos deste país volta assim a mostrar todo o seu talento. Do canto à dança com passos bem atrevidos e coordenados, tudo é perfeito nas apresentações desta senhora. 

Perfeito, perfeito é verem o vídeo de O Verão é Nosso para rirem e gozarem mais um pouco! Quem não perceber o talento de Maria Leal é porque gosta mesmo de embirrar com a dama do pedaço que desta vez até se apresenta de biquíni junto de uma piscina onde a ousadia da bela sereia é colocada à prova!

Vi uma Alma Penada

Não sei ao certo se estas coisas devem ser contadas ou guardadas no nosso pensamento. O que é certo é que a experiência que vou contar não tem nada de mal, mas enquanto pessoa que não acredita em certas coisas mas que ao mesmo tempo sente a hipótese de existirem fico confuso em relação ao tema. 

Na verdade não percebo bem o que vi, mas que tive pelo canto do olho uma imagem que afinal não estava presente, lá isso é verdade. Estava a trabalhar, de computador na bancada e uma colega em frente a relatar números atrás de números para colocar numa lista de códigos e eis que quando olho para ela, que estava ao meu lado mas uns passos à frente, para lhe dizer que podia ditar o próximo conjunto numérico, uma sombra com a figura humana de pé apareceu-me no canto do olho. Não, não imaginei porque vi mesmo uma sombra, um pouco atrás dela e pensei no primeiro instante que fosse um dos meus colegas que circula de um lado para o outro sem fazer barulho. Mas não era, aquela sombra esteve naquele segundo mesmo ali e assustou-me ao ponto de me perguntarem o que tinha. Disse-lhes o que me tinha passado pela vista e não é que essa colega que estava a trabalhar comigo revelou que tinha comentado a semana passada com uma outra que achava andar a ver sombras e a sentir coisas em seu redor em casa?

Medo do Terrorismo

Com os mais recentes atentados na Europa começo a dar por mim a chegar a locais mais movimentados e a pensar que na verdade não devia ter seguido aquele caminho, devendo sim ter optado por um programa mais pacato e solitário. Das primeiras vezes o medo apareceu mas o pensamento de que poderia chegar junto de nós não existia com tanta densidade porque foram casos mais isolados. Agora as coisas estão a ficar tensas e os mais recentes atentados têm vindo um após outro sem grande espaço de tempo de separação, causando um maior impacto em todos nós. 

Até ao momento Portugal tem estado num cantinho isolado e muitos dizem que os terroristas não se lembrarão de nós por estarmos quietos e pacatos. No entanto não consigo ter tal pensamento e acredito que mais dia menos dia o nosso cantinho será também alvo de algum atentando porque a missão de quem destrói e causa o pânico é só uma... Conquistar e causar o terror entre os povos que não estão do seu lado! Nós podemos não ser uma oposição direta mas também não estamos do mesmo lado da barreira islâmica!

O que acontecerá? Muito provavelmente uns ataques bem planeados em locais de maior movimento da nossa capital. Sei que poderemos estar atentos ao que poderá andar por aí mas também já está provado que por muita atenção que se tenha, o controlo não é total e a tragédia poderá acontecer.

Drogas do Chiado

Ir passear pela zona do Chiado e Rossio é sempre sinal de que também te irão oferecer de alguma forma droga. Ora são os senhores que só de olhares ao longe percebes logo a razão pela qual estão naquele local, ora são pessoas que nem imaginas que andam a vender tais tretas à vista de todos e quase que mostram que têm autorização das autoridades para o fazerem publicamente.

Como é possível ser abordado de todas as vezes em que passeio por aquela zona por mais que uma pessoa a vender droga? O pior é ver que quem tem o dever de agir nada faz para tirar tais vendedores dos locais! Eles podem não ter o produto com eles e aquilo que mostram a quem passa ser plasticina ou algo do género, no entanto a situação cria medo de passar pelo local, dá mau aspecto, para mais numa zona tão movimentada por quem trabalha e por milhares de turistas que visitam a baixa de Lisboa todos os dias.

Acho inadmissível as autoridades não fazerem nada para retirarem aqueles vendedores com mau aspecto dos locais onde já são habituais! Antes só falavam entre dentes perguntando quando passávamos se queríamos comprar, agora nem perguntam, andam com pequenas embalagens na mão, criando situações embaraçosas a quem tem de passar ao seu lado.

Os vendedores de droga ou os enganadores do Chiado andam à vista de todos e ninguém se incomoda com tal facto! Com as autoridades a abafarem este tipo de situações ilegais, que causam algum receio nas pessoas, como se poderá circular numa cidade tão boa com pedras nojentas a aparecerem ao virar da esquina em forma de gangue?!

O Medo

Senti medo que terminasse numa altura em que acreditei que estaria tudo bem! Ausentei-me do espaço e dos sentimentos e as coisas foram mudando sem quase me dar conta. Só depois percebi que tudo tinha andado a correr mal nos últimos tempos e tremi com as palavras e com as expressões reveladas que ditavam o suposto fim. O medo deixou-me de rastos mas ao mesmo tempo acabou por pegar nas forças interiores e levar-me a lutar pela reconquista do outro. Não queria deixar tudo para trás numa altura em que acreditava na felicidade e que a deixei ao abandono do hábito.

O medo da perda e da partida fez-me perceber que tinha de fazer algo e mudar o que tinha andado mal até aí! As ilusões e falsas imagens criadas por cada ser desvanecem-se no momento em que se sabe que tudo pode terminar sem existir a intenção de tal acontecer. Senti a perda e a ausência de mim próprio quando confrontado com a falta de algo que achei que estaria bem presente. O receio aliou-se à motivação para recomeçar a reconquista e agora acredito que estou no bom caminho!

Vivi com um sentimento de culpa e resolvi enfrentá-lo de frente porque sei o que não quero perder na vida! O medo é algo fodido!