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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

05
Mai19

Lado a Lado | Elisabete Bárbara

O Informador

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Título: Lado a Lado

Autor: Elisabete Bárbara

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2018

Páginas: 192

ISBN: 978-989-754-381-4

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Porque quem escreve gosta de ser lido. Porque quem lê gosta de se ler. Porque estou deste lado para estar ao teu lado. Porque a escrita e a vida caminham lado.a.lado.

Vai correr tudo bem. Mesmo que, aqui e ali, possam surgir contratempos - e vão surgir, porque são as dificuldades que preparam a vitória - vai correr tudo bem. Mesmo que nem tudo dependa de ti, não dependas de ninguém. Tens a tua própria força: usa-a. Tens a tua determinação: testa-a. Tens os teus defeitos: anula-os. Tens as tuas qualidades: sublima-as. Tens o teu valor: estima-o. Tens capacidade para chegar lá: põe-te a caminho. Vai correr tudo bem. Só tens de fazer por ti o que só tu podes fazer.

Sobre os sonhos, sobre as escolhas, sobre tudo o que faz de nós as pessoas que somos, sobre o estarmos juntos, sobre o caminharmos lado a lado. Aqui, juntos.

 

Opinião: Entidade, confiança, emoção e encorajamento são alguns dos pontos forte que podem ser encontrados ao longo dos 359 textos que compõem o livro Lado a Lado, de Elisabete Bárbara. 

Com uma leitura que foi feita com tempo, sem pressas e ao sabor do vento, apreciei esta obra que considero inspiradora. Nesta obra não está retratada uma história, estão aqui vivenciados momentos unidos com reflexões, desabafos e força de vontade da autora para dar força a quem está do outro lado, o leitor. Em Lado a Lado somos convidados a acreditar num futuro melhor, na perseverança, consolo e mérito pessoal, sendo praticamente impossível não nos conseguirmos identificar com o que vai sendo desfiado como um novelo onde tanta história é contada. A base desta obra é o ensino para se estar na vida de uma melhor forma, olhar em volta e perceber onde está cada desafio, acreditar que o amanhã sempre será melhor, lutando e vencendo, não baixando os braços a cada pedra que se coloca no caminho. 

21
Mai18

A Rapariga de Auschwitz | Eva Schloss

O Informador

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Autor: Eva Schloss

Título original: After Auschwitz

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição (Reimpressão)

Lançamento: Abril de 2018

Páginas: 284

ISBN: 978-989-754-357-9

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Milhares de leitores em todo o mundo conhecem a história de Anne Frank, a adolescente cuja vida terminou em Bergen-Belsen durante o Holocausto.

Em A Rapariga de Auschwitz, vão conhecer a sua irmã e companheira de brincadeiras: Eva Schloss. Apesar de, ter sido levada para Auschwitz com apenas quinze anos, a sua história não terminou aí. Ela conseguiu sobreviver.

Este livro incrível é a memória viva dos acontecimentos que marcaram esse período tão dramático da história mundial.

 

Opinião: A Rapariga de Auschwitz é mais do que uma história, é uma representação da triste realidade que foi o Holocausto. Através da voz de Eva Schloss é possível acompanhar uma história de coragem onde a esperança sobre a sobrevivência sempre esteve presente perante a situação de uma jovem que passa pelo campo de concentração de Auschwitz com a sua mãe, tendo sido separadas de pai e irmão na seleção sobre para onde seguiam dentro de um dos locais mais marcantes da história mundial. 

Em A Rapariga de Auschwitz, Eva relata a sua vida, iniciando a sua narrativa no período antes da guerra onde a vida familiar parecia perfeita. Os momentos de confusão onde Eva andou fugida com os seus familiares mais próximos, saltando de casa em casa pela Holanda onde a população foi ajudando os judeus a fugirem de uma morte quase certa. Só que se uns ajudavam, outros tinham mais a ganhar se estivessem do lado dos nazis a apanhar os fugitivos que evitavam os campos de concentração. 

Desde cedo me rendi à forma expressiva como Eva retrata as suas vivências de jovem adolescente, mostrando um bom ambiente de amor familiar que aos poucos se foi desvanecendo pelos contratempos que lhes foram causados. Aos 15 anos esta jovem teve de crescer de forma imediata, passando dentro dos espaços de terror a proteção de sua mãe para ser a própria a cuidadora com a esperança que tudo terminasse e que ambas conseguissem sobreviver e voltar a encontrar a restante família após o período de guerra. Da viagem em vagões transportadores de animais para Auschwitz, a chegada com a marca corporal que deixou memórias eternas, o corte de cabelo, a fraca alimentação, os trabalhos, a descuidada higiene e os maus tratos, tudo é descrito nesta fantástica obra que me conquistou do início ao fim. Esta narrativa é um retrato sobre a destruição da sociedade judaica na Europa que da perseguição ao assassinato em cadeia mostra a forma como os direitos humanos na altura eram fortemente infligidos, tal como hoje continuam a ser um flagelo em vários pontos territoriais, não em tão grande escala, sendo ainda certo que esta forma de desumanidade ainda continua a persistir em pleno século XXI. 

Ao longo de A Rapariga de Auschwitz Eva conta como sobreviveu no campo de concentração mais temido da história da humanidade, lidando com a dor, o sofrimento e tendo a morte bem perto. Viver em Auschwitz e sobreviver foi para muito poucos e esta jovem ficou para contar o que sentiu ao longo do tempo que enfrentou as forças e os mandamentos nazis numa luta desigual que felizmente para Eva acabou por ficar como marca na sua vida, ao contrário dos muitos que não restaram para contar o que viveram. Um relato impressionante onde tudo é contado de forma ficcional mas é bom lembrar que este livro é de não-ficção, tendo de antemão o leitor consciência que o retrato visível através das palavras é a verdade descritiva sobre tudo o que aconteceu antes, durante e após o período critico.

11
Abr18

Encontrei-te nas Páginas de Um Livro | Xavier Bosch

O Informador

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Autor: Xavier Bosch

Título original: Algú Com Tu

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2018

Páginas: 208

ISBN: 978-989-754-356-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Encontrei-te nas Páginas de Um Livro é um romance sobre a força perdurável do amor. Jean-Pierre Zahardi, galerista na Rive Gauche, é um espírito livre. Paulina Homs, com uma tranquila vida familiar em Barcelona, chega a Paris para o casamento da prima. Como se o destino o tivesse preparado, entre eles nascerá uma atração inesperada que mudará as suas vidas para sempre. Este livro é a crónica da procura e da reconstrução de uma história de amor, a de Paulina e Jean-Pierre, através das recordações, dos documentos e do testemunho das pessoas que conheceram a paixão clandestina do casal. Será a filha de Paulina, Gina, que descobrirá muitos anos depois da morte da mãe o grande amor que a marcou para sempre.

 

Opinião: Um romance descoberto no presente por Gina sobre o passado de Paulina, a sua mãe. Este é o mote de Encontrei-te nas Páginas de Um Livro, da autoria de Xavier Bosch, um romance que acaba por aproximar dois momentos nas vidas de mãe e filha a partir de um simples cartão deixado num livro. 

Gina depara-se subitamente com um passado desconhecido da sua mãe, quando de um dia para o outro e de forma inesperada lhe aparece pela frente Mark, o possuidor da chave que leva Gina a sair momentaneamente do seu país numa viagem de descoberta por um passado que sempre desconheceu e sobre o qual nunca teve qualquer tipo de ideia. Deixando tudo para trás, Gina deixa-se passar por Pauline, o nome por quem Mark procurava através de um cartão, encontrado no interior de um livro e que o levou a procurar a famosa mulher. Dois jovens desconhecidos viajam juntos e entre mentiras, omissões e verdades, conseguem viver dias de loucura, deixando que as suas emoções os fizessem saborear cada momento, ao mesmo tempo que se conheciam de forma rápida, tal e qual como vamos mais tarde a descobrir que terá acontecido entre Pauline e Jean-Pierre.

Conhecendo o artista no casamento da sua prima Julia, os dias seguintes ao dia do enlace revelam-se eternos, onde cada momento marcou para sempre a vida de pessoas distantes e que descobriram a paixão em tão curto espaço de tempo, existindo do lado de Pauline um casamento de onde nasceu Gina. As visitas guiadas, os momentos a sós entre quatro paredes, os jantares românticos e a inebriação do prazer e do amor num romance clandestino mas forte. Rapidamente tudo aconteceu e a separação foi inevitável, ficando para sempre na memória de cada um e nas cartas trocadas com o tempo este envolvimento que fez esquecer muitos outros momentos de cada um que pareceram meros acasos ao lado de três dias tão especiais.

10
Mar18

O Rapaz dos Blocos | Keith Stuart

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Autor: Keith Stuart

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2016

Páginas: 384

ISBN: 978-989-754-346-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Alex, o pai, de trinta e poucos anos: Embora ame a sua mulher, já não sabe como o demonstrar. Quer estar perto do filho, mas não consegue compreendê-lo. Algo tem de mudar. Mas a mudança terá de começar em si próprio. 

Sam, o filho, de oito anos: Cativante, surpreendente, autista. Para ele, o mundo é um enorme quebra-cabeças que não consegue resolver sozinho. Porém, quando Sam começa a jogar Minecraft, abre-se a porta para as descobertas que tanto o filho como o pai irão fazer acerca de si mesmos e da sua difícil relação.

Pode uma família fragmentada voltar a ser construída, peça a peça, até se reunir outra vez? Inspirada pelas experiências do autor com o seu filho, O Rapaz dos Blocos é uma singular história de amor e resiliência, uma moderna epopeia familiar que já foi traduzida e publicada em mais de 20 países.

 

Opinião: O Autismo é um tema de destaque em várias obras de sucesso literário, mas aliar o entretenimento dos videojogos à doença foi a jogada de mestre de Keith Stuart para narrar uma história forte, contada de forma leve e que acaba por prender o leitor. 

Através da visão de Alex da sua própria vida familiar onde uma separação com Jody e um filho, Sam, com autismo, continuam a ser o seu centro de vida, o nosso narrador relata o seu dia-a-dia de forma direta, sem guardar as palavras e os momentos menos bons. Com oito anos de idade Sam mostra-se uma criança complicada para lidar em termos sociais com quem o rodeia, tanto em casa onde tudo gira e é feito com base nos seus comportamentos, como na escola e nas saídas necessárias onde acaba por se ver confrontado com sons, atos e movimentações que não são recebidas por esta criança que vive para si e na idealização que foi criando ao longo dos seus poucos anos de vida. 

Um casamento aparentemente desfeito por passar demasiado tempo a trabalhar, deixando as responsabilidades com Jody que colocou um ponto final numa situação sobre a qual não quer mais viver, mas existe um filho e nesse ponto existe para sempre uma ligação entre um pai e uma mãe dedicados. Foi no momento do afastamento físico que Alex percebeu que existiriam outras formas de se aproximar, mesmo à distância, de Sam e tudo assim começou, graças ao jogo Minecraft, o sucesso mundial de miúdos e graúdos que conquista gerações e que tem ajudado o desenvolvimento de certos comportamentos enferrujados e que precisam de uma ajuda para se manifestarem em quem sofre de autismo, por exemplo. 

21
Ago17

Os Passageiros do Tempo [Alexandra Bracken]

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Autor: Alexandra Bracken

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2017

Páginas: 392

ISBN: 978-989-754-316-6

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.

Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.

Os Passageiros do Tempo acompanha Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, que embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso.

 

Opinião: A obra Os Passageiros do Tempo foi publicada pela editora Marcador e logo percebi que queria ler esta narrativa. No entanto, embora tenha gostado no geral, algo me fez andar com esta leitura durante praticamente duas semanas porque não consegui avançar, mesmo que passasse horas a ler parece que não desenvolvia e a história não seguia em frente. 

Com uma premissa já usada mas reformulada por Alexandra Bracken para ser apresentada de outra forma, Os Passageiros do Tempo além de transportar as personagens para fora da sua época consegue fazer muito mais que isso. Criando um choque cultural e de mentalidades pelas diferenças temporais e ambientais, este bestseller internacional faz uso da História por onde personagens ficcionais percorrem enigmáticos caminhos em modo caça ao tesouro porque é necessário encontrar um astrolábio que pode alterar o presente da vida de Etta, a jovem do nosso tempo que é transportada para passados distantes onde aparentemente não existe nada em comum com o que vive em pleno século XXI. 

Primeiramente conhecemos o dia-a-dia de Etta até que magicamente a jovem é transportada para um passado onde piratas guerreiam as suas conquistas. Embora tenha gostado em como a passagem de uma realidade para a outra acontece, do meu ponto de vista o choque da personagem central que nada sabia sobre os viajantes do tempo poderia ter acontecido de outra forma. Em meia dúzia de explicações Etta entrou no esquema e segue em frente, não se tendo questionado como um ser comum, eu por exemplo, o teria feito sobre o facto de passar para um passado tão distante assim sem mais nem menos. 

15
Jun17

É Isto Que Eu Faço [Lynsey Addario]

O Informador

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Autor: Lynsey Addario

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-989-754-300-5

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Quando, após os ataques terroristas do 11 de Setembro, convidaram Lynsey Addario para fazer reportagens no Afeganistão, ela tomou uma decisão que se repetiria muitas vezes - não ficar em casa, não levar uma vida tranquila e previsível; pelo contrário: arriscar a vida, cobrir guerras e atravessar o mundo para se tornar uma das mais importantes foto jornalistas do nosso tempo.

É Isto que Eu Faço segue o seu percurso - da sua primeira câmara oferecida pelo pai aos anos de repórter local, das guerras no Médio Oriente aos campos de refugiados sírios, sempre com a fotografia como propósito, e uma ambição única que a define e a incentiva.

Enquanto mulher num ofício maioritariamente masculino, está determinada a ser levada a sério, a enfrentar a dureza da profissão e o convívio com a injustiça e a guerra.

 

Opinião: Um livro de guerra geralmente não me conquista, mas rapidamente percebi que algo me fazia querer ler É Isto Que Eu Faço - Uma Vida de Amor e Guerra, e não é que o instinto revelou uma boa surpresa?

Esta autobiografia que a foto jornalista americana revelou ao mundo sobre a sua vida ao longo de vários períodos de caos e destruição entre batalhas que devastaram milhares de cidadãos em territórios onde o poder interveio para atacar os grandes líderes do terrorismo transmite verdade sobre a realidade que todos imaginamos mas que só podemos ter noção da sua existência através de relatos tão comoventes como o de Lynsey Addario. 

Uma jovem fotografa parte em luta consigo para uma aventura sem bases mas com o objetivo de mostrar o que era essencial para que existisse uma verdade estampada sobre o que estava a acontecer do outro lado da fronteira. Sem rede e acordos partiu, deixando um passado numa família dividida para trás e procurando locais onde se poderia sentir útil à sociedade. Lynsey partiu e aos poucos os editores de grandes meios de comunicação social começaram a olhar para o seu trabalho. 

Líbia, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Sudão e Congo são apenas alguns dos territórios percorridos mais do que uma vez por esta mulher que não deixou para trás os seus sonhos, criando objetivos, sobrevivendo a sacrifícios e acabando por lutar pela vida lado-a-lado com outros colegas de profissão e soldados. Os pensamentos, a adrenalina do instante e os sacrifícios para obter a imagem perfeita mesmo que arriscando demais para estar na linha da frente em zonas de conflito.

Ao longo das palavras relatadas por Lynsey encontrei a história mundial onde uma mulher que a pretende relatar não baixa os braços para mostrar a todos o sofrimento de um povo que com pouco tenta sobreviver e aguentar sempre mais, acreditando que perante cada situação conseguirá dar a volta. A dor, revolta, perda, morte, tudo pesa neste momento só ao resumir mentalmente o que fui percebendo nos relatos desta fotografa que mesmo tendo o medo consigo conseguiu manter os pés assentes em cada terra por onde passou sem perder a esperança por si e por todos com quem se cruzou. Uma coragem incrível onde a paixão, os afetos e o amor convivem com o sofrimento e a perda numa luta desigual que acabou por causar muitas vítimas entre crianças, idosos e mulheres sem direitos e vistas como objetos sem culpa das atitudes machistas e terroristas que provocaram uma grande calamidade onde a morte é a palavra forte de guerras que parecem não ter fim. 

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