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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Brincadeiras idiotas em torno de Maddie McCann

12
Abr19

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O lançamento do documentário da Netflix, O Desaparecimento de Madeleine McCann, voltou a colocar o caso entre as luzes da ribalta. Anos após o desaparecimento da menor, um dos casos mais populares da investigação portuguesa e internacional volta a ser lembrado e as teorias lançadas nesta produção Netflix são mais que muitas. Se uns acreditam que os pais são totalmente inocentes, existem os que afirmam o contrário ao verem depoimentos, provas e contraprovas mostrados neste polémico documentário que acaba por não ter um fecho por toda a situação ainda não estar finalizada. Afinal, o que aconteceu a Maddie McCann? As dúvidas continuam e as suposições são mais que muitas!

Com o regresso do caso à comunicação social, eis que também surgiu espaço para diversos comentários menos próprios serem publicados pelas redes sociais, tal como imagens de mau gosto, roçando mesmo o bizarro. É o caso da imagem que começou a circular de uma montagem numa caixa de uma pop figure onde a imagem de Maddie parece servir como mais um boneco que se encontra disponibilizado para a venda, como se fosse uma personagem de uma grande história do cinema, televisão ou da cultura pop em geral. 

Claro que o casal McCann, Kate e Gerry, não gostou de ver esta imagem a circular, como seria de esperar, considerando que os seus criadores não passam de «idiotas» por considerarem esta partilha «incrivelmente ofensiva». Na verdade esta situação é deveras ofensiva, como referem os McCann. Primeiro, o caso não está fechado, não se sabendo realmente o que aconteceu, somente que uma criança desapareceu e o seu rasto não foi encontrado. Depois, brincar e gozar mesmo com a morte ou desaparecimento de alguém é pedir para ser julgado por toda uma sociedade que não deve aplaudir este tipo de paródia negra sem qualquer tipo de graça. Se o filho do autor desta imagem desaparecesse iriam gostar que fizessem imagens a brincar e parodiar toda a situação, sem se respeitar a dor, sejam estes pais culpados ou inocentes, existe sempre a dor a respeitar, tal como o outro lado familiar que de certo não tem culpa alguma de toda esta situação.

Caso Rodrigo

02
Mar16

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Uma mãe procura o seu filho, apresentando o desaparecimento do menor de quinze anos nas entidades competentes. Horas depois fala com a comunicação social e pouco se lamenta sobre a situação, não mostrando um pingo de dor e preocupação. Dias passam e descobre-se que o padrasto do menor tinha viajado no dia do desaparecimento para o Brasil de onde é natural, dados que foram omitidos nas primeiras confidências de uma mãe que se tem mostrado pouco ou nada destroçada. Horas depois descobre-se o corpo do menor bem perto da moradia onde a família mora. Em momentos posteriores surgem as primeiras informações acerca do estado do corpo que foi encontrado enrolado em fio eléctrico. 

Ups! Algo se passa aqui que não está a ser bem contado, não? Então a mãe não tinha de revelar que o seu companheiro tinha viajado nesse mesmo dia para o outro lado do Atlântico? Então aquela mãe que passou supostamente tão mal sempre que permanecia em sociedade parecia calma e serena como se nada fosse? Então o corpo apareceu supostamente num local que já tinha sido visto antes e onde não se encontrava há uns dias? Onde está a culpa quando uma mulher esconde factos sobre o seu companheiro para o quem sabe proteger, não se preocupando com o filho? O que existia dentro daquela casa e o que aconteceu para o menor ter sido agredido até à morte como já foi tornado público?