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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

02
Mar19

Luto | Pessoal ou Social?!

O Informador

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As discussões sobre o luto são uma constante quando por perto alguém parte para outra vida, para quem acredita que a mesma exista. O que é o luto afinal para além das vestes escuras que os mais velhos ainda tendem a usar como sinal de respeito que do meu ponto de vista não passam de pensamentos mantidos por uma sociedade que se auto recrimina se nos tempos após a morte de alguém não se vestirem com tons escuros ou mesmo de negro?!

O luto está no interior da pessoa, nos pensamentos e sentimentos que são mantidos quando se fica sem alguém que nos é querido. Existe assim uma verdadeira necessidade, através do vestuário, para se mostrar aos outros o que se sente através das vestimenta negra? Se alguém parte qual é a necessidade de quem fica de se carregar de escuro para mostrar aos outros, porque para mim é só mesmo isso que acontece, uma demonstração social de peso, de que está triste e tem de deixar de vestir roupas coloridas porque a base da solidão e da partida é o escuro. E ai de quem numa aldeia pequena não se vista a rigor de luto que leva logo com as críticas. Isto é a verdade, nas aldeias deste país, talvez mais no interior até, quem perde um ente-querido tem de se vestir de escuro a bem da sua comunhão com os que ficam, já que caso contrário quem fica torna-se uma «viúva alegre» ou «um filho desleixado» por não respeitar a alma de quem partiu.

Onde é que numa peça de vestuário se vê o que está na verdade no coração de alguém que ficou sem o seu par ou familiar? O luto está no interior de cada um e não na demonstração para os outros. Vivam as vossas vidas sem esses pensamentos de recriminação de uma sociedade hipócrita que ainda acredita que é necessário demonstrar a tristeza com cores quando cada um sabe de si e tem no seu interior os verdadeiros motivos perante a perda. 

29
Ago14

Judite Sousa, o regresso!

O Informador

Dividida em duas partes foi transmitida a entrevista de Judite Sousa a Cristiano Ronaldo, simbolizando mais um troféu ganho pelo craque e o regresso da jornalista ao ecrã da TVI, dois meses depois da morte do seu filho. Judite estava preparada para este reencontro com as câmaras? Não! Mas a vida tem de continuar e famosas ou não, muitas são as mães que passam pelo mesmo ao longo das suas vidas!

Sendo figura pública, Judite viu a morte do seu filho ser manchete da imprensa nacional, tendo o público acompanhado todo o caso. Agora que o regresso ao ecrã aconteceu a jornalista mostra-se frágil, nervosa e talvez com um grau de impulsividade acima do que tinha até aqui. Sinais de mudança bem esperados devido aos acontecimentos e que por muito que se quisesse voltar a ver a pivô de novo no seu devido lugar televisivo, ainda era cedo para voltar a um posto que muitos apreciam e que agora não estão preparados para acompanhar esta mudança de personalidade da jornalista.

Com a entrevista a Cristiano Ronaldo deu para perceber a fragilidade com que este regresso está a acontecer. Judite está ausente do mundo real, nervosa e muito directa com as questões, não sendo a pessoa que sempre mostrou ao longo dos anos de carreira. 

Não posso dizer que não aplaudo ver a jornalista no que de melhor sabe fazer, no entanto defendo que existem profissões onde também é necessário dar tempo para se poder fazer o luto e neste caso, enquanto figura pública que dá a cara por uma equipa, o tempo a trabalhar na redacção e em grandes peças de investigação seria necessário, deixando o papel principal para outros tempos vindouros.

Ainda é cedo, mas trabalhar também é distrair e fazer o que se gosta ajuda a recuperar de melhor forma! O público está do lado da jornalista neste momento contínuo de dor e luto pela perda do André, mas há que ter calma porque os sentimentos existem e uma perda deste grau não dá para assumir de animo leve!

30
Jun14

Mensagem de Judite sobre a morte do André

O Informador

Judite de Sousa, a jornalista e pivô da TVI, viu o seu único filho, André, partir de um momento para o outro devido a um triste acidente numa piscina. A dor de uma mãe nas palavras deixadas publicamente a todos...

«Neste momento de dor peço a todos os colegas jornalistas que se lembrem do valor das palavras. A palavra aqui é uma: André. O filho que sempre quis e que sempre me quis. Um homem maravilhoso e radiante de alegria, de vontade de viver, de exemplo de empenho, estudo, trabalho e força de vontade e sempre atento, sempre disponível, sempre carinhoso. Já não irá iniciar em setembro a desafiante etapa profissional que tinha conquistado por direito próprio numa empresa multinacional. Mas deixa-nos o seu testemunho, e esse testemunho só pode ser traduzido por palavras. Por isso, como sabemos nesta profissão, as palavras são a nossa vida e neste momento, aquilo que nos resta. O André merece ser lembrado pela forma como tocou as pessoas com quem se cruzou e sempre e para sempre a minha.

Os pais do André agradecem ainda todas as milhares de mensagem de encorajamento e de solidariedade que receberam nas últimas horas. Agradecem a fraternidade dos amigos do André. Querem deixar um profundo agradecimento e reconhecimento a todos os profissionais de saúde, médicos, enfermeiras, auxiliares, seguranças, administração do Hospital São Bernardo de Setúbal onde o André Recebeu os primeiros cuidados e do Hospital Garcia de Orta onde acabou por falecer. Infelizmente a medicina e a ciência têm limites.»

Não sou pai, no entanto a dor de uma partida é sempre dolorosa, para mais quando a corrente da normalidade revela tais partidas onde os mais velhos têm que ver os mais novos deixar a vida por situações erráticas e que deixam qualquer um a pensar sobre o estado da acreditação em algo superior. Ninguém merece ter de passar pela perda de uma pessoa que ama!

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