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O Informador

A Maldição | Lourenço Seruya

Cultura Editora

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Título: A Maldição

Autor: Lourenço Seruya

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2022

Páginas: 384

ISBN: 978-989-9096-23-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: A mais recente investigação do inspetor Bruno Saraiva leva-o até ao Teatro da Passagem, em Lisboa.

A Pedra do Pecado foi representada apenas duas vezes em Portugal, uma em 1977 e outra em 1982. Foram encenadas por companhias diferentes, mas houve um acontecimento comum: em ambas as estreias morreu a atriz principal. Apesar de essas mortes terem sido consideradas de causas naturais, surgiu a crença de que a peça estaria amaldiçoada…

Durante muito tempo nenhum encenador ousou voltar a pegar nesse texto. Até que, quarenta anos depois, o Teatro da Passagem decide levá-la à cena novamente…

O dia da estreia chega finalmente e o ambiente é de tensão e nervosismo. Será que A Pedra do Pecado está mesmo amaldiçoada? Será que naquela estreia vai voltar a haver uma morte?

O público acorreu em massa ao Teatro da Passagem, enchendo a sala como há muito não acontecia. Nos bastidores, os atores já estão prontos a entrar em palco. O pano sobe e o espetáculo começa… Mas um deles não vai chegar vivo ao final.

 

Opinião: A Mão Que Mata abriu o conhecimento enquanto leitor da obra de Lourenço Seruya que nos presentou com o surgimento do inspetor Bruno Saraiva como protagonista da narrativa. Agora surge A Maldição, com Bruno de novo no centro da ação numa história que para além de servir de continuação do bom trabalho realizado com a primeira obra consegue ainda mostrar a excelente evolução do seu autor no sentido de criar um enredo ainda mais dinâmico e envolvente com uma maior capacidade de atração junto do leitor que fica viciado desde o início para desvendar a eterna questão... «Quem matou...»?

Numa história centrada nos preparativos para a estreia de uma peça que das duas vezes que foi encenada acabou por ter um final triste, com a morte da sua protagonista, a aposta volta a ser feita e os receios entre a produção acontecem ao mesmo tempo que outros não acreditam em sequências lógicas. Os ensaios de A Pedra do Pecado acontecem no Teatro da Passagem com todo o elenco em preparativos, as divergências entre atores, encenadora e equipa técnica são passados para o leitor e na noite da grande estreia eis que o inevitável acontece e a maldição da morte na primeira sessão do espetáculo surge. Suicídio, homicídio entre colegas ou alguém fora de cena a querer fazer das suas? E é aqui que surge a equipa de Bruno Saraiva para que a investigação seja feita na procura da verdade, tudo isto ao mesmo tempo que todos os possíveis envolvidos mantém as suas aparências e tentam seguir com a estreia adiada em diante o mais rapidamente possível.

A Mão Que Mata | Lourenço Seruya

Cultura Editora

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Título: A Mão Que Mata

Autor: Lourenço Seruya

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2021

Páginas: 320

ISBN: 978-989-9039-39-1

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Uma casa. Dez pessoas. Alguém não sairá com vida.

Naquela fria manhã de inverno, a família Ávila acordou em sobressalto: na sala de estar, jaz a tia Manuela numa poça de sangue. A vítima não era adorada pelos familiares, mas nenhum tinha motivos para a querer morta, portanto o homicídio só poderá ser resultado de um assalto.

O inspetor Bruno Saraiva da Polícia Judiciária é chamado para investigar o caso e rapidamente conclui que o assassino não só está naquela casa, como é alguém conhecido de todos.

As opiniões dividem-se e a família Ávila não parece muito disposta a colaborar com a polícia, até que é encontrado um segundo cadáver na mansão da Serra de Sintra...

 

Opinião: Pelo título logo se entende que o crime está na base desta primeira obra de Lourenço Seruya, que através da Cultura Editora viu o seu A Mão Que Mata ser publicado, juntando-se a um recente lote de novos autores bem equilibrados que a chancela tem reunido e conquistado os leitores. 

Num thriller passado perante o nevoeiro e os mistérios da serra de Sintra, sem esquecer os famosos travesseiros da Piriquita, A Mão Que Mata tem tudo o que aprecio numa história de suspense. Num enredo que prende do início ao fim, o leitor é convidado a entrar na casa da família Ávila onde o encontro entre irmãos e seus associados acontece para que se façam as partilhas após a morte do patriarca. Preparados para um fim-de-semana familiar, que tinha tudo para correr bem, só que uma morte acontece ao longo da primeira noite e o rumo dos próximos dias é totalmente alterado. A Tia Manuela pouco ou nada tinha a herdar, mas o certo é que contra a vontade da maioria foi convidada para a reunião mas acabou por ver a morte do seu lado. O que escondia esta mulher consigo para alguém a querer silenciar? Com esta morte a Polícia Judiciária é chamada ao local e a investigação perante a alçada de Bruno Saraiva começa. Inspetor galã, com um passado por revelar num futuro próximo que deixa desde logo o leitor a querer saber mais, Bruno tem em mãos, com a sua equipa, a descoberta de um assassino quando, sem aviso, também Cláudia, a empregada, surge morta. Num contraste entre a velha e a nova guarda de inspetores perante a investigação, é a voz de Bruno que se faz ouvir até ao final e até que tudo fique esclarecido.