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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Convites duplos | Monólogos da Vagina

06 de Fevereiro

Publicado por O Informador, 01.02.20

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Após uma primeira temporada muito bem sucedidade em 2019 e com direito a visitar várias cidades do país com uma tournée também com sessões esgotadas, os Monólogos da Vagina estão de volta ao palco do Teatro Armando Cortez com um elenco totalmente renovado e onde a boa disposição promete continuar. Com Teresa Guilherme, Vera Kolodzig e Carla Andrino em substituição de Júlia Pinheiro, Joana Pais de Brito e Paula Neves, a nova temporada desta produção muito bem conseguida por parte da Yellow Star Company promete conquistar ou reconquistar o público de 29 de Janeiro a 29 de Fevereiro pela sala lisboeta. 

Com um texto onde a abordagem dos mais variados temas são abordados sem complexos, como é o caso do sexo, menstruação, prostituição, amor, orgasmo, violação, mutilação, imagem corporal e tudo o que puderem imaginar em torno do tema Vagina e também com os inúmeros significados e nomes comuns que são dados a esta parte física do corpo feminino, os Monólogos estão de volta e só quem viu poderá aconselhar e reforçar o que vos digo. Este espetáculo vale bastante a pena, não sendo destinado somente a mulheres!

Com sessões de Quarta-feira a Sábado, pelas 21h30, os Monólogos da Vagina convidam mulheres e homens, solteiros, casados, divorciados e viúvos para que durante hora e meia se divirtam em boa companhia com um elenco de rostos bem conhecidos que conseguem interpretar as mais variadas personagens sem qualquer receio.

Para que todos possam ter a oportunidade de assistir a este espetáculo, tenho convites duplos para a sessão de Quinta-feira, 06 de Fevereiro. Este passatempo irá estar disponível até às 21h00 do dia 05 de Fevereiro, Quarta-feira, e nesse dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem.

 

Ora cancela um, e lá vão dois...

Publicado por O Informador, 23.01.20

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Os fãs de Madonna voltaram a receber más notícias. Após o cancelamento do concerto do passado Domingo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a cantora voltou a desiludir e ontem, Quarta-feira, deu o dito pelo não dito e voltou a não existir concerto para ninguém. 

Aos 61 anos e a apresentar o álbum Madame X, esta é assim a segunda vez que Madonna deixa os fãs portugueses, e não só, que compraram os bilhetes para o espetáculo pendurados devido a alegadas lesões musculares nas pernas e joelhos. 

Será que a própria rainha da pop e toda a equipa que está à sua volta não perceberam desde início que fazer concertos de rajada, sem criar emoção, por ser ao ritmo do «dá cá um, e a seguir vai outro, toma mais um, que dois é pouco», não ia funcionar? Esta digressão em modo corrido, igual, porque é necessário atuar, faturar e seguir porque no dia seguinte existe novo espetáculo, tal qual como um cantor pimba que preencha os seus dias em concertos diários para se sustentar podia ter corrido bem, mas desde o momento em que todas estas datas foram anunciadas que as suspeitas foram levantadas. 

 

A Morte do Papa | Nuno Nepomuceno

Cultura Editora

Publicado por O Informador, 17.01.20

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Título: A Morte do Papa

Autor: Nuno Nepomuceno

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2020

Páginas: 352

ISBN: 978-989-8979-40-7

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Uma freira e dois cardeais encontram o corpo sem vida do Papa sentado na cama, com as mangas da roupa destruídas, os óculos no rosto e um livro nas mãos. O mundo reage com choque, sobretudo, quando Pedro, um delator em parte incerta, regressa à ribalta e contraria a versão oficial. Porém, tudo muda quando imagens de  um escritor famoso vêm à tona, colocando-o na cena do crime.

Enquanto as dúvidas se instalam, um jornalista dedica-se à investigação do desaparecimento de uma adolescente. Mas eis que um recado é deixado na redação da Radio Vaticana. Com a ajuda de um professor universitário e da sua intrépida esposa, os três lançam-se numa demanda chocante pela verdade. O corpo da jovem está no local para onde aponta o anjo.

Pleno de reviravoltas e volte-faces surpreendentes, intimista e apaixonante, inspirado em factos reais, A Morte do Papa conduz-nos até um dos maiores mistérios da história da Igreja Católica, a morte de João Paulo I. Tendo como base os cenários únicos da Cidade do Vaticano, este é um thriller religioso arrebatador, de leitura compulsiva, e igualmente uma incursão perturbadora num mundo onde a ambição humana desafia o poder de Deus.

 

Opinião: Parece começar a ser cliché, mas não consigo ler um livro de Nuno Nepomuceno sem admitir o quanto é bom ter a oportunidade de conhecer a obra de um dos nomes fortes da literatura nacional nos tempos que correm. Mais uma vez a capacidade do autor de surpreender com um bom enredo foi superada e após os sucessos que me prenderam nos últimos anos, agora foi a vez de A Morte do Papa de chegar, conquistar e ficar desde logo entre os preferidos do ano, que ainda mal começou. 

Pegando no já conhecido professor Afonso Catalão e na sua mulher, a jornalista Diana, para que juntos protagonizem um thriller religioso recheado de suspense e mistério. Nesta obra a ficção atual faz uso de uma realidade com anos, cruzando histórias, tempos e personagens num mundo existente mas onde tudo é transformado numa pura criação onde Nepomuceno como que recria a morte do Papa João Paulo I nos tempos modernos e perante o nome da sua criação, o Papa Mateus I. 

Encontrado morto após 33 dias de ser eleito, o enredo desta obra arranca quando o anúncio da morte do Papa surge pela imprensa. A partir daí a trama desenrola-se para se cruzar com o misterioso desaparecimento antigo de uma jovem de 15 anos. O jornalista Paolo investiga o desaparecimento de Gabriella, já Diana encontra-se curiosa com a morte do Papa Mateus I. Duas histórias semelhantes ao que é contado de outros tempos e que neste livro se cruzam de tal maneira que conseguem agradar ao longo de toda a leitura. 

Descontos de início de ano: devemos investir?

Publicado por O Informador, 13.01.20

Fonte: https://cdn.pixabay.com/photo/2016/02/09/08/02/percent-1188490_960_720.jp

 

O ano de 2019 acabou, mas o de 2020 veio e com grandes descontos nas nossas lojas preferidas. Os descontos são exuberantes e, acredito, é a segunda melhor altura do ano para comprar os produtos que queremos ou precisamos a preços incríveis. 

No entanto, com tantos descontos, a resposta quanto ao se deve, ou não, comprar determinado produto pode ser complicada. Portanto antes de realmente passarmos para uma compra, pensemos nos pontos da lista abaixo. 

 

  1. Os restos do ano passado são excelentes para o próximo ano

O que pretendemos comprar vai ser útil no ano de 2020? Por exemplo, vamos comprar papel de embrulho e laços? Se assim for, a compra é uma excelente ideia, pois agora os restos do ano passado estão a preços mais baixos. 

Algumas pessoas, inclusivamente, aproveitam o momento e compram agendas do ano anterior para reformular e fazer as próprias agendas. Esta também é uma boa compra, principalmente se és uma pessoa que depende de uma agenda para organização. 

 

  1. É algo que queremos há algum tempo?

Por vezes temos listas do que queremos comprar a longo prazo e, se assim for, a lista já foi criada, repensada e tudo o que era desejo momentâneo foi retirado. Nestas condições, caso encontremos o produto desejado com uma promoção, vale a pena comprar. 

Mas atenção, mesmo que encontremos o produto que queremos em promoção, é necessário comparar com outras lojas. Por exemplo, imaginemos que precisamos de uma frigideira e encontramos no Auchan a 19,99€. Com uma pesquisa pelas promoções da Conforama, acabamos por encontrar opções a partir de 11,99€. 

Resumindo: a promoção incrível que está à nossa frente pode não ser tão incrível como parece. 

 

  1. Precisamos, realmente, do produto?

Neste momento falamos de produtos de uma forma geral. O produto que vamos comprar é, realmente, necessário? Será útil para alguma atividade do dia-a-dia? Ou é apenas um produto que vamos comprar e nunca mais será utilizado? 

Fazer-se esta pergunta ajuda a poupar muito dinheiro, principalmente se costumamos fazer compras impulsivas. Ao invés desse tipo de compra, escolhemos efetivamente a necessidade. 

 

  1. Este é o momento certo para experiências

Queremos viajar para outro país ou mesmo dentro de Portugal? O momento de descontos é uma excelente altura, porque algumas empresas oferecem realmente preços baixos nesta época. Um exemplo é a CP que tem bilhetes entre Lisboa e Porto a cinco euros. 

Certifiquemos-nos que a promoção que vamos aproveitar é mesmo uma boa promoção e não apenas um esquema de vendas. Podemos testar com a dica que se encontra de seguida. 

Jorge Palma atuou no Coliseu de Lisboa

Publicado por O Informador, 16.11.19

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Fui convidado para no dia 14 de Novembro ir até ao Coliseu de Lisboa para assistir ao concerto de Jorge Palma sob o título Expresso do Outono, um dos novos temas do cantor e compositor. Se não ia com muitas expetativas, o que tenho a confessar é que até sai animado do espetáculo que começou morno mas que foi ganhando vida dentro do estilo do artista. 

Com um registo de «quem está completamente em casa» e com muito pouca comunicação com a plateia, Jorge Palma parece estar em palco para cantar, beber água e seguir em frente para tema atrás de tema, seguindo o agrado do público que o segue ao longo dos anos. Com vários êxitos interpretados e temas menos conhecidos, Palma seguiu o seu alinhamento sem oscilações, com as poucas falas e conversas a serem impercetíveis junto da plateia, uma vez que a sua união com o microfone só funciona mesmo no canto e mesmo assim com algumas falhas. 

 

Crime com culpa social

Publicado por O Informador, 10.11.19

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Um recém-nascido foi encontrado num ecoponto, completamente nu, por estes dias junto à discoteca Lux, junto a Santo Apolónia, em Lisboa, por um sem-abrigo, e rapidamente a notícia se tornou viral e o tema social do momento tanto na imprensa como nas conversas. A investigação arrancou, a comunicação social deu grande destaque ao tema, e poucos dias depois a mãe deste bebé foi encontrada, sendo também ela uma sem-abrigo que dormia numa tenda situada nas proximidades do estabelecimento noturno, tal como outras pessoas. A questão que me auto coloquei sobre este tema vai mesmo de encontro à culpa que esta jovem mulher de 22 anos terá sozinha para ficar em prisão preventiva por agora. 

Sozinha, a dormir na rua, ao que parece tendo sido violada, transtornada e desamparada, como podemos analisar um ato terrível de abandonar um filho quando a própria mãe se encontra numa situação de caos e ninguém fez nada para a ajudar antes deste desfecho ter acontecido. Esta mulher foi detida pela PJ por suspeita de homicídio, mas não existirão tantos outros culpados por tudo isto ter acontecido? Não estou a desculpar esta mulher por abandonar um filho porque esse é um ato ignóbil, no entanto não sei até que ponto este abandono não se deva também ao próprio desamparo desta jovem que do nada aparece sozinha pelas ruas de Lisboa, em situações degradantes e sem que ninguém lhe tenha dado a mão para a resgatar do flagelo que afeta centenas ou mesmo milhares de pessoas pelos grandes centros populacionais em Portugal. 

Agora que tudo aconteceu, a Embaixada de Cabo Verde revela que irá dar todo o apoio a esta mulher de nacionalidade portuguesa com origem africana. Será que estamos de consciência pesada depois do mal estar feito? Na verdade e pelas reações da sociedade, é muito fácil julgar, mas se nos pusermos no lugar desta jovem mulher sozinha, abandonada, usada e sem rumo, será que a mente de qualquer um de nós também não ficaria transtornada?

O bebé nasceu em plena via pública, foi deixado no lixo, com o cordão umbilical atado como uma tentativa de salvamento, o ato foi filmado por câmaras de videovigilância. Um ato pensado? Não me parece, pois nem existiu perceção ao deixar a criança a metros de onde dormia e num local onde a vigilância pelas imagens é visível. Não me parece que tudo tenha sido pensado, mas sim tomadas decisões no momento em que o nascimento aconteceu e era necessário se ver livre daquele bebé que talvez no seu pensar só lhe iria arranjar mais problemas. Se não tinha para si, como ter para criar uma criança que iria passar pelo mesmo. Viver na rua, deixada ao abandono e exposta a atos de violência como a própria mãe enfrentou. Uma situação complicada de consciência social!

Uma mãe criminosa, um bebé abandonado que irá seguir para uma instituição onde será apadrinhado por uma família de acolhimento, um futuro que pode correr bem ou ser manchado, se a história real não lhe for bem contada com apoio daqui a uns anos, e uma família que antes de não ser já não o era porque tudo parecia dar sinais de que iria correr mal.

Alentejo é sossego

Publicado por O Informador, 15.06.19

 

O tempo passa, a idade avança e o auto conhecimento toma lugar. A par disto também vamos percebendo que da agitação do dia-a-dia começamos a dar valor ao descanso e paz das terras rurais. O que vos posso dizer é que vivendo em Alenquer, a um passo de Lisboa, as minhas idas ao Alentejo só me têm mostrado que quanto mais vou para o sossego mais apetece ficar. Adoro toda a zona de Évora, gostaria um dia de me mudar para a região e se em tempos a confusão das redondezas da capital me podia fazer falta, hoje percebo cada vez mais que podemos ser tão felizes longe de toda a correria do dia-a-dia e onde a pacatez nos transmite paz e felicidade!